Monday, March 12, 2018

Laicato? A Arquidiocese de Mariana e a radicalização comuno-CNBBista contra os leigos e contra a Santa Igreja Católica.


Bruno Braga.

Como se não bastassem todos escândalos e denúncias, a Arquidiocese de Mariana (MG) resolveu radicalizar. Entre os dias 09 e 11 de março, foi realizado, na cidade de Carandaí, o II Seminário Arquidiocesano do Laicato. O evento, que contou com a presença do Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, foi concluído com a publicação de uma “Carta Compromisso” [1].
O documento é uma verdadeira aberração. Entre os “desejos” elencados pelos leigos que participaram do seminário, um deles é capaz de instantaneamente chocar o leitor tão logo bata o olho nos seus termos:
“Criar espaços para aprofundar discussões sobre temas polêmicos, presentes em nossas comunidades, como questões de GÊNERO e ORIENTAÇÃO SEXUAL, ABORTO, SISTEMA POLÍTICO E FÉ E CIÊNCIA e outros”.
Os leigos do seminário também manifestaram o “desejo” de incentivar “a dimensão sócio política nas paróquias”. E aqui não se trata de observar a “politização” da fé, no mínimo suspeita em uma Arquidiocese marcada pelas pregações comunistas da Teologia da Libertação [2]. O item é assustador, porque a Arquidiocese de Mariana, em parceria com o “Movimento Fé e Política”, assumiu a militância comunista e a militância eleitoral para promover duas candidaturas para as próximas eleições: a de Leleco Pimentel, para deputado estadual, e a do “padre” João, para que seja reeleito deputado federal – ambos do PT [3]. Com isso, o “desejo” de incentivar “a dimensão sócio política nas paróquias” poderia significar o “desejo” de transformar as igrejas em núcleos de adestramento e em comitês eleitorais comunistas.   
E os leigos concluem a sua “Carta Compromisso” – após louvarem a “Mãe Terra” – com o “desejo” de “viver a plena comunhão com a Igreja em nossa vida e nossa missão”. Mas, como isso é possível com um documento, com uma confissão aberta e pública de traição contra a Esposa de Cristo? 
O certo é que este “Ano do Laicato” começou vigoroso, e com os leigos travando uma batalha muito diferente daqueles que supostamente participaram do seminário de Mariana: a luta pela Santa Igreja Católica, a exigência para que os seus “pastores” sejam fiéis à Doutrina, ao Magistério e à Tradição; a denúncia contra o assalto comunista e a politização da fé pregada pelos “apóstolos” da nefasta Teologia da Libertação; as denúncias contra os desvios – quando não crimes – da CNBB. O seminário do laicato da Arquidiocese de Mariana parece dar voz a um outro tipo de leigo: aquele que trai sem o menor receio e pudor os princípios e as orientações da Igreja; o que rasga, pisa, vira as costas, cospe e ainda manifesta um “desejo” no mínimo cínico de “viver em comunhão”. Ora, esse tipo não é exatamente o que os leigos estão denunciando na sua batalha pela Santa Igreja? O Seminário do Laicato reproduz realmente a voz dos leigos da Arquidiocese de Mariana ou são os militantes, os parasitas e assaltantes que fingem ser a voz dos leigos? A Arquidiocese de Mariana, onde o totalitarismo comuno-CNBBista parece ter sido instaurado de vez, com pressões e ameaças, fazendo vítima uma leiga, que perdeu a coordenação da catequese de sua paróquia por exigir a verdade em todos os escândalos [4]. A Arquidiocese em que a sua Renovação Carismática Católica resolveu tomar posição sobre as graves denúncias contra a CNBB e, em uma “nota” completamente infundada, assumir a defesa da Conferência dos Bispos (cf. anexo). A Arquidiocese de Mariana que, sob os cuidados e a direção pastoral de Dom Geraldo Lyrio Rocha, parece ter decidido radicalizar contra os leigos e contra a Santa Igreja Católica.
ANEXO (*).
Em uma nota, a Renovação Carismática Católica (RCC) da Arquidiocese de Mariana resolveu se posicionar a respeito das graves denúncias que pesam contra a CNBB (Cf. imagem) [5].
A RCC reduziu as denúncias a “críticas abertas”, e lamentou que elas tenham sido “compartilhadas por muitos fiéis católicos”. Mas, em nenhum trecho da nota, a Renovação Carismática faz referência ao conteúdo do que chama simplesmente de “críticas” - e que são na verdade denúncias fundamentadas em um vasto conjunto de provas documentais. A RCC trata logo de afirmar obediência e fidelidade ao Magistério da Igreja por meio de seus Bispos, em especial ao Arcebispo da Arquidiocese de Mariana. Uma afirmação um tanto despropositada, uma vez que as denúncias contra a CNBB não versam propriamente contra o Magistério da Igreja.
Na nota, a RCC declara: “não concordamos com estes ataques à hierarquia da Igreja”. A Renovação distorce mais uma vez, e reduz as denúncias a meros “ataques”, esquecendo-se que a CNBB não faz parte da hierarquia da Santa Igreja Católica. Sobre isso, é sempre importante recordar a lição do Cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e agora Papa Bento XVI: “não devemos nos esquecer que as conferências episcopais não possuem base teológica e não fazem parte da estrutura indispensável da Igreja, assim como querida por Cristo, têm somente uma função prática e concreta (“A fé em crise?” p. 40). Lição esta que poderia muito bem ser concluída com a sentença do Cardeal Raymond Burke: “no Juízo Final, comparecerei diante do Senhor, e não diante da Conferência Episcopal” (cf. “Esperanza para el mundo”).
A Renovação afirma que os “ataques” não correspondem à forma que Cristo ensinou para resolver os conflitos e cita o Evangelho segundo São Mateus para sugerir que os tais “conflitos” devem ser resolvidos a portas fechadas. No entanto, o mesmo texto bíblico citado determina o seguinte: “Se recusa ouvi-los [e após esgotadas as tentativas de abordagem pessoal e particular, o que aconteceu com as próprias denúncias contra a CNBB], dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano” (Mt. 18, 17). Ademais, a Renovação Carismática sequer especula que tais “conflitos” – as denúncias – possam ter tomado uma dimensão pública na esfera judicial cível e até mesmo penal.
A RCC ainda exorta “todas as lideranças” da Renovação Carismática da Arquidiocese de Mariana para “que não se deixem levar nem reforcem esta corrente de críticas”. Em resumo, convida os carismáticos ao silêncio. Um convite fundado em uma concepção distorcida da situação, a de que denúncias documentadas são uma “corrente de críticas”, e sob um falso pretexto, o de que essa “corrente” “fere a unidade eclesial, gera escândalos e coloca obstáculos à Evangelização”.
Depois de tudo isso, a Renovação Carismática convoca à paz. Mas, que tipo de paz é possível diante de uma visão no mínimo falseada dos fatos e sem pelo menos a expectativa – pelo menos a expectativa (!) – da verdade? Mais uma vez é oportuna uma lição do Papa Bento XVI: “defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade” [...] “um cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de bons sentimentos úteis para a convivência social, mas marginais” (Carta Encíclica “Caritas in veritate”). E não foi o próprio Cristo que afirmou ser Ele mesmo a Verdade? (Jo. 14, 6) Não foi o próprio Deus que sentenciou: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo. 8, 32)? Quanto à paz, Cristo mesmo observou: “deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo. 14, 27). Um alerta contra a “paz do mundo” que a consideração do Papa Paulo VI parece muito bem esclarecer: “a paz não pode basear-se numa falsa retórica de palavras, bem aceites, em geral, porque correspondem às profundas e genuínas aspirações dos homens, mas que podem também servir, e infelizmente algumas vezes já serviram, para dissimular o vazio de um verdadeiro espírito e de reais intenções de paz, quando não até, para encobrir sentimentos e ações de opressão, ou interesses partidários” [...] “Não, paz não é pacifismo” (01 de janeiro, “Dia Mundial da Paz”).
(*) Publicado no Facebook no dia 08 de março de 2018. Cf. [https://www.facebook.com/blogbbraga/photos/a.190586071090013.1073741828.184797238335563/986708164811129/?type=3&theater].
______

Notas publicadas no Facebook.
I.
E ainda sobre o “seminário do laicato” da Arquidiocese de Mariana, veja só quem estava lá para “motivar” os leigos a expressarem os seus “desejos” em uma “Carta Compromisso” tenebrosa: Zé Antônio – o “apóstolo” comuno-petista da Teologia da Libertação que tem Leonardo Boff como “guru”. Um conhecido excretor de ofensas contra a Santíssima Virgem Maria que sonha e milita para realizar os “desejos” escabrosos apresentados na tal carta [6]. José Antônio que é – não fique espantado - assessor do Conselho Arquidiocesano do Laicato (CLAM).
II.
Fábio Silva é presidente do Conselho Arquidiocesano do Laicato (CLAM). Ele foi o responsável por apresentar a “análise de conjuntura” na abertura do escabroso “seminário do laicato” da Arquidiocese de Mariana. Até o mais lerdão da turma, mas que teve contato com o vocabulário comunista, sabe de cara o que significa a expressão “análise de conjuntura”.
Para que o leitor não pense que se trata aqui de decifrar expressões, a imagem abaixo é referente a um vídeo no qual Fábio Silva – valendo de sua posição no CLAM e na Pastoral da Juventude – faz campanha política para um vereador do PT [7].
É importante recordar que o Conselho Arquidiocesano do Laicato – que tem Fábio Silva na presidência – é assessorado por José Antônio Oliveira, o “apóstolo” comunista da Teologia da Libertação, excretor de ofensas contra a Santíssima Virgem Maria que também participou do evento promovido pela Arquidiocese de Mariana [8].
PS. Nas duas imagens sobrepostas, propaganda do candidato petista para quem Fábio Silva fez campanha e o postulante a uma cadeira na Câmara Municipal com João, o “padre do PT” – candidato que conta com o apoio da Arquidiocese de Mariana nas eleições deste ano de 2018 [9].
III.
Em uma nota anterior, tratei de Fábio Silva, presidente do Conselho Arquidiocesano do Laicato (CLAM) que foi o encarregado de apresentar uma “análise de conjuntura” na abertura do tenebroso “seminário do laicato” da Arquidiocese de Mariana (MG).
Muito bem. É importante observar o que o senhor Fábio Silva “curte” nas redes sociais, pois não é difícil concluir que isso é parte do que constitui o seu imaginário e a sua formação, e repercute, consequentemente, não só na elaboração da sua “análise de conjuntura”, mas também na condução do Conselho e na orientação dos leigos da Arquidiocese de Mariana.
Estão lá no seu perfil do Facebook: Lula bandido; Dilma Rousseff – despachante do Foro de São Paulo; Filosofia Marxista; Militância de Esquerda; a Teologia da Libertação e os seus “apóstolos”, Leonardo Boff, Frei Betto e o “padre do PT”, o deputado federal João; os também deputados JeÂNUS Wyllys e Jandira FECALi; e tem até o vereador petista, militante gayzista e abortista de Barbacena (MG), Thiago Martins [10].
Bom... Não preciso dizer mais nada...
IV.
Tem mais sobre o tenebroso “seminário do laicato” da Arquidiocese de Mariana. Este é o padre José Afonso Lemos. Vamos puxar a memória do leitor. Ele esteve – na condição de assessor – de uma reunião da “coordenação das CEB’s” com os “delegados” que, junto com Dom Geraldo Lyrio Rocha, participaram da 14ª Intereclesial das CEB’s, em Londrina (PR). Na reunião, José Afonso insistiu em negar a militância comunista ostensiva que chocou o país e o mundo. José Afonso, o mesmo que explicou para os seus seguidores nas redes sociais o significado do “anel de Tucum”, o símbolo da Teologia da Libertação – o simulacro de teologia criado para fazer “pregações” comunistas e que se transformou no “catecismo” oficial das CEB’s e da CNBB [11].
REFERÊNCIAS.
[2]. Cf. BRAGA, Bruno. "A transformação da Arquidiocese de Mariana-MG: o efeito corruptor da Teologia da Libertação". Material para estudo [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/03/a-transformacao-da-arquidiocese-de.html]; “Teologia da Libertação”: a transformação comunista da Arquidiocese de Mariana. Material para estudo [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/08/teologia-da-libertacao-transformacao.html].
[9]. Cf. “Estarrecedor: Arquidiocese de Mariana fomenta militância comunista e eleitoral” [http://b-braga.blogspot.com.br/2018/03/estarrecedor-arquidiocese-de-mariana.html].
[10]. Cf. “Thiago Martins. O vereador petista de Barbacena (MG) e a matança de crianças inocentes – o aborto -, a maconha e o banditismo, a ‘catequese’ da Teologia da Libertação, a ideologia de gênero LGBT-gayzista e outras aberrações” [http://b-braga.blogspot.com.br/2017/07/thiago-martins-o-vereador-petista-de.html].

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