Tuesday, April 26, 2016

Bolsonaro, Ustra: o "torturador" e a mitologia comunista.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.

É curioso ver a histeria contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que, votando "sim" pela admissibilidade do processo para o impeachment da Presidente Dilma Rousseff, prestou uma homenagem ao Coronel Brilhante Ustra. 

Não é só um bando bobocas com chiliquinho, a imprensa - inclusive William Bonner, no Jornal Nacional de hoje (19.04) - repete como ideia clara e distinta: "torturador", "torturador"!   

Porém, não se faz qualquer menção ao livro que o Coronel Brilhante Ustra escreveu para rebater as acusações feitas pela então deputada Bete Mendes - eleita, ora, ora, pelo PT, mas que na oportunidade estava sem partido. "Rompendo o silêncio", publicado em 1987. Bete Mendes - a famosa atriz da Rede Globo que integrou a VAR-Palmares, mesmo grupo terrorista comunista da Presidente Dilma Rousseff - nunca, nunca contestou o livro. Defesa pública repetida - e retirando a máscara de outros "heróis torturados" - no livro "A Verdade Sufocada: a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça" (2007).

Para conhecer a história, leia o texto abaixo: "Atriz global - que um dia foi 'Rosa' - torturada?" [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/05/atriz-global-que-um-dia-foi-rosa.html].

II.

Jean Wyllys (PSOL-RJ), o deputado federal comuno-gayzista que é um produto da TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO [1] e um paladino da "tolerância"... 

Que está comprometido com uma série de projetos "maravilhosos" para o Brasil: ABORTO - ASSASSINATO DE CRIANÇAS INDEFESAS; Legalização das drogas; Regulamentação da prostituição; Implementação da "ideologia de gênero" em todas os domínios da vida social, principalmente nas escolas, que devem adotar um "material didático" específico para crianças e jovens - o "KIT GAY"; Garantir para as CRIANÇAS - independentemente da autorização dos pais - a CIRURGIA para MUDANÇA DE SEXO, com o procedimento pago pelo SUS (PL. 5002/2013). 

. Assista ao vídeo abaixo, em que Jean cospe no deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Vídeo gravado no último domingo, 17 de abril, durante a sessão na Câmara de Deputados que definiu a admissibilidade do processo de impeachment contra a Presidente comuno-petista Dilma Rousseff.


III.

Para as alminhas virgens, escandalizadas porque o deputado Bolsonaro prestou uma homenagem ao Coronel Brilhante Ustra, e para quem "militar" é sinônimo de "torturador", seria interessante pesquisar os comunistas que, no meio da guerra, foram "convertidos", se transformaram em "infiltrados", "agentes duplos", e acabaram como "traidores" dos falsos "heróis da democracia". Uma sugestão, poderiam começar pelos "informantes". Por exemplo, por Luiz Inácio Lula da Silva - Codinome: "Barba". 
"Na ditadura, LULA FOI UM DOS MAIS IMPORTANTES INFORMANTES DO DOPS capitaneado pelo meu pai". [...] "Lula pertencia à categoria dos INFORMANTES, e tinha o codinome 'Barba'. No sindicalismo, os informantes eram chamados também de 'pelegos' ou de 'judas'" 
in. TUMA JÚNIOR, Romeu. "Assassinato de reputações": um crime de estado. Topbooks: Rio de Janeiro, 2013. p. 51.

Luiz Inácio, o único preso que assenta num camburão junto com os policiais e com cigarrinho na boca (Cf. imagem).


IV.

O "martírio" do "Barba" nas mãos dos "torturadores". 

Em 1997, o ex-Presidente Lula contou como foi o tratamento que recebeu na prisão, em 1980, durante o Regime Militar. Um tratamento muito "especial". Podia visitar a mãe no Hospital, conduzido pelos policiais. Teve assistência dentária durante a madrugada, uma ordem do delegado e diretor geral do DOPS - que permitia ao sindicalista ler os jornais impressos na sua própria sala. Pela "democracia", resolveu com os seus "companheiros" por uma greve de fome, sacrifício que o picareta burlava com "balas paulistinha" [2].
Assista ao vídeo abaixo.


Lula - Codinome: "Barba" - era propriamente um informante do DOPS [3]. Dormia folgadão num sofá de couro. Dona Marisa tinha motorista do departamento para visitá-lo - com outros visitantes podia conversar livremente na sala do diretor, que, na tal "greve de fome", comprou para Luiz Inácio e para o outros presos "quilos de lula à dorê" em um restaurante grego [4].  

V. 

Lula mandou matar?

A menção do deputado Jair Bolsonaro ao Coronel Brilhante Ustra é uma amostra de como as pessoas estão condicionadas a reagir diante de qualquer fato ou evento que contrarie o seu imaginário, onde está inculcada a fantasiosa historinha dos revolucionários que "lutaram pela democracia". Fala-se em "militar" e, automaticamente, já acusa: "torturador", "torturador"!

A seleção de informações é um dos mecanismos para determinar esse condicionamento, sobretudo para fortalecer os estereótipos que depois serão reforçados pelos "intelectuais" e formadores de opinião militantes, pelos professores moderninhos e politizados, pela imprensa, enfim, por uma série de canais, inclusive por órgãos públicos, aparelhados pelos próprios revolucionários. Um exemplo interessante: o depoimento do Coronel Paulo Malhães à Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, no dia 11 de março de 2014. 

Na época, a Comissão - o grupo encarregado de reescrever a história com a versão comunista dos fatos - era presidida por Wadih Damous. Ora, que coincidência, ele é hoje deputado federal e, veja só, pelo PT. Mas... Do depoimento do Coronel, a Comissão - e depois a imprensa, os canais de informação, os entendidos e revoltadinhos - recortaram apenas o que reforçava a imagem tenebrosa do Regime Militar e firmava os "militares" como a horda de malignos torturadores. O que não se ajustava à mitologia revolucionária ou feria a imagem sacrossanta dos seus ídolos foi jogado para debaixo do tapete. Será que a Comissão dita "da Verdade" se interessou em investigar a revelação de que o ex-Presidente Lula mandou matar dois sindicalistas? Porque o Coronel Paulo Malhães contou o seguinte: 
MALHÃES - ...os meandros... é... é que você não viveu a experiência, mas há experiências fantásticas pra gente viver. Uma é no meio dos altos poderes aquisitivos. Você vai ver cada história que você caí duro para trás. E outra nos meandros políticos. O LULA MANDOU MATAR dois por ...  (...) CEV-RJ - O Lula mandou matar?  Malhães – Dois. Que na ordem de chegada pra ser presidente do sindicato estavam na frente dele. 

(*) Cf. Transcrição do depoimento. Documento oficial (Cf. imagem). "Governo do Estado do Rio de Janeiro", "Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos", "Comissão da Verdade do Rio" [http://verdadeaberta.org/upload/027-depoimento_paulo_malhaes.pdf]. Trecho citado, p. 158.

(*) O Coronel Paulo Malhães morreu semanas depois de prestar um novo depoimento, agora para a Comissão Nacional da Verdade, no dia 25 de março de 2014. Morreu em circunstâncias misteriosas, depois que o sítio onde morava foi invadido. 

VI. 

FHC: tucano maconheiro está indignado com o deputado Bolsonaro por homenagear o Coronel Brilhante Ustra - segundo ele, um "torturador" -, e exige do PSDB uma declaração firme de repúdio [5].

Muito bem. 

O ex-Presidente poderia esclarecer o que ele e o ex-Presidente petista conversaram na universidade de Princeton, em 1993. FHC, representando o Diálogo Interamericano, e Lula, o Foro de São Paulo. Firmaram um pacto? Estabeleceram um consórcio para restringir a política ao campo da esquerda - sobretudo à polarização PT-PSDB -, construção de um quadro que contou com a falsificação da história do período militar e com o enfraquecimento efetivo das Forças Armadas? Comprometeram-se na surdina com um esquema de poder que aplicou um verdadeiro "golpe" contra o país, e que tem na pauta de sua agenda, entre outras propostas "maravilhosas", drogar a população e promover o assassinato de crianças inocentes com o aborto? [6]

VII.


Veja a imagem I: "Grávida torturada por Ustra diz que voto de Bolsonaro incita crime" [7]. 

Trata-se de Criméia Schmidt, ex-guerrilheira do PCdoB (Partido Comunista do Brasil).

Veja agora a imagem II.

É a mesma Criméia na época da prisão. Ela diz que foi "torturada" por Ustra durante a gravidez, não é mesmo? Mas a foto, tirada logo após o parto, no Hospital de Brasília, contrasta com a grave denúncia. A celebração do Batismo do filho, como mostra ainda a imagem II, foi realizada pelo Capelão Militar, e com a presença dos seus familiares. O enxoval do bebê foi um presente do Exército brasileiro. Houve festinha e até contribuição em dinheiro [8]. 

Uma semana depois da celebração do Sacramento, o General Bandeira ordenou que Criméia fosse levada – com a criança – à casa dos pais, emprestando o próprio carro com um motorista. Porém, a guerrilheira comunista largou o filho com os avós e retomou as atividades subversivas [9].

Esta é a "vítima" do "torturador".

VIII. 

A "fantástica" mitologia dos "torturados".


No último domingo, o Fantástico deu a sua contribuição à polêmica envolvendo o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), óbvio, repreendendo com teatrinho e trilha sonora o parlamentar, que, ao dizer "sim" pela admissibilidade do processo de impeachment contra a Presidente petista Dilma Rousseff, prestou uma homenagem ao Coronel Brilhante Ustra - dito "torturador" [10].

Com a acusação de "apologia a um criminoso" e uma representação para cassar o seu mandato, o Fantástico deveria - no mínimo - dar voz a Bolsonaro. Mas, não. Exibiu o depoimento da deputada que elogiou o marido na mesma sessão da Câmara, mas ele, porém, - Prefeito de Montes Claros - acabou preso no dia seguinte. A Bolsonaro, no entanto, nenhuma palavra, vídeo, nada. Apenas a menção do programa de que ouviu o parlamentar, e que ele voltou a elogiar Brilhante Ustra. 

O Fantástico deu voz aos tais "torturados". Entre eles, Gilberto Natalini, vereador em São Paulo pelo partido comuno-globalista PV.

Em 2014, o Coronel Brilhante Ustra escreveu uma "Carta aberta ao vereador Gilberto Natalini"  [11]. O "torturador" enviou algumas perguntinhas para a sua suposta "vítima", que, curiosamente, nunca as respondeu. Vale a pela reproduzí-las aqui: 
[...]
"Certamente, como é comum entre os que me acusam, o senhor [Gilberto Natalini] já terá  "as testemunhas que o viram ser torturado por mim e que também se dirão torturadas", o que dará mais credibilidade ao que foi publicado no jornal. 
"Mas, para que as suas declarações, a respeito das suas prisões, tenham maior credibilidade responda, por favor, às seguintes perguntas:
"1 - Em que período (dias, mês e ano) o senhor esteve preso no DOI/CODI/II Exército, em São Paulo, ocasião em que teria sido torturado por mim?
"2 - Os presos pelo DOI, após interrogados, se considerados inocentes eram liberados pelo próprio DOI, se culpados, eram encaminhados ao DOPS/SP.
"3 - O senhor foi liberado pelo DOI , caso positivo, em que data?  Ou foi encaminhado ao DOPS/SP,neste caso,  em que data?
"4 - O senhor afirma que " foi preso cerca de dezessete vezes durante os anos de repressão. Em uma delas passou quatro meses na carceragem do DOPS, em São Paulo". 
"Após passar tantos meses no DOPS/SP o senhor, certamente, foi indiciado em algum Inquérito Policial e encaminhado ao Presidio Tiradentes, com prisão preventiva decretada pala Justiça. Em que data isto aconteceu? 
"4- Em que Auditoria Militar o senhor foi julgado? Quando? Qual a sentença que recebeu?
"5 - Os  presos pelo DOI foram indenizados pela Comissão de Anistia. O senhor, só pelo fato de ter passado quatro meses no DOPS, deve ter recebido uma excelente indenização desta Comissão. Quando o senhor  foi indenizado pela  Comissão de Anistia?
"Senhor Gilberto Natalini, como o senhor , depois de tantos anos, guarda na memória detalhes de sua suposta tortura no DOI, tenho a certeza de que se lembrará, com muito mais clareza, das datas em que o senhor  "sofreu as agruras da ditadura" e que ficaram gravadas, para  sempre, na sua memória.
"Atenciosamente 
"Carlos Alberto Brilhante Ustra
"OBSERVAÇÃO: ATÉ HOJE AGUARDO A RESPOSTA DO VEREADOR GILBERTO NATALINI".
O Fantástico ainda ouviu Emílio Ulrich - que trabalhou para os terroristas comunistas da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) - e também Maria Amélia Teles. Sobre "Amelinha", que foi presa em 1972, ela, com o companheiro, era responsável pela gráfica do PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Partido que enaltecia o comunismo chinês e fazia apologia do regime maoista, o regime mais assassino, sanguinário e torturador - sim, "torturador"! - da face da Terra. E "Amelinha" - e o Fantástico - cinicamente apontam o dedo para Bolsonaro... Bom, se ela foi realmente torturada, não dá para saber ao certo. Porém, quando a revolucionária comunista disse que os seus filhos viram os pais torturados na prisão, o juiz Gustavo Santini Teodoro - 23a Vara Cível de São Paulo, Fórum João Mendes – afirmou o seguinte: 
(...) “Entretanto a prova testemunhal ficou muito vaga quanto aos autores Janaína de Almeida Teles e Edson Luiz de Almeida Teles, então menores de idade, filhos dos autores Cesar Augusto e Maria Amélia. Realmente, as testemunhas não viram Janaina e Edson na prisão. NINGUÉM SOUBE ESCLARECER SE OS ENTÃO MENORES REALMENTE VIRAM OS PAIS COM AS LESÕES RESULTANTES DAS TORTURAS. NADA INDICA QUE ELES TERIAM RECEBIDO AMEAÇAS DE TORTURA OU SIDO USADOS COMO INSTRUMENTOS DE TORTURA DE SEUS PAIS” (os destaques são meus) [12].
O Fantástico ainda utilizou um processo judicial para afirmar que Bolsonaro homenageou "um homem reconhecido pela Justiça como torturador". No entanto, a viúva do Coronel - Maria Joseíta - por conta da polêmica envolvendo Bolsonaro - concedeu uma entrevista e, diante da afirmação de que a Justiça considerou o seu marido "torturador", disse: "Meu marido nunca foi condenado pela Justiça em última instância. O processo está parado. Não há prova nenhuma, só testemunhal. Interessante notar que prova testemunhal serve para considerar meu marido torturador, mas prova testemunhal não serve para condenar os corruptos da Lava Jato" [13].   

Enfim, o Fantástico, longe de qualquer esforço para esclarecer os fatos, apenas reproduz e reforça a mitologia dos revolucionários comunistas. É preciso lembrar que as "Organizações Globo" assumiram um compromisso com esta tentativa de reescrever a história. Promoveram uma revisão do editorial de apoio à intervenção militar, em 1964 - assinado por Roberto Marinho. Procuraram substituir um "testemunho pessoal" por uma "nota institucional" [14]. Uma fraude, como a da matéria produzida pelo seu programa dominical.  


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "A Teologia da Libertação e o 'apostolado' gayzista", Nota IV [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/07/a-teologia-da-libertacao-e-o-apostolado.html].


[3]. Cf. TUMA JÚNIOR, Romeu. "Assassinato de reputações": um crime de estado. Topbooks: Rio de Janeiro, 2013. p. 51.

[4]. Idem. pp. 60; 62; 69. 

[5]. Cf. "FHC pede que PSDB repudie fala de Bolsonaro sobre torturador". Estadão, 22 de abril de 2016 [http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/fhc-pede-que-psdb-repudie-declaracoes-de-bolsonaro-sobre-torturador/].

[6]. Cf. "A hegemonia SOCIALISTA-COMUNISTA: o pacto entre o Foro de São Paulo e o Diálogo Interamericano" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/05/a-hegemonia-socialista-comunista-o.html]; "O Eixo do Mal latino-americano e a Nova Ordem Mundial. O pacto entre o Foro de São Paulo e o Diálogo Interamericano" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/05/o-eixo-do-mal-latino-americano-e-nova.html].


[8]. Cf. "Militância SOCIALISTA-COMUNISTA ataca Cel. Licio Maciel", II [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/10/militancia-socialista-comunista-ataca.html]. 

[9]. Idem.  Cf. MACIEL, 2011, pp. 170, 273-276). 



[12]. Cf. "Herdeiros da revolução, vítimas dos próprios pais" [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/05/herdeiros-da-revolucao-vitimas-dos.html].

[13]. Cf. "Bolsonaro tem direito de homenagear quem quiser, diz viúva de Ustra". BBC, 21 de abril de 2016 [http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160420_viuva_ustra_entrevista_lgb.shtml?ocid=socialflow_twitter].

[14]. Cf. "O arrependimento dissimulado das "Organizações Globo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/09/o-arrependimento-dissimulado-das.html].

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