Pages

Friday, February 19, 2016

Francisco, Kirill e Fátima.

Bruno Braga.


Não pretendo desvendar os mistérios entre o Céu e a Terra. Lanço aqui apenas um olhar sobre a declaração que o Papa Francisco assinou com o Patriarca Kirill de Moscou e de toda a Rússia no dia 12 de fevereiro, em Cuba - e outro sobre os acontecimentos extraordinários de Fátima.   

Em 1917, em Portugal, Nossa Senhora
transmitiu a três pastorinhos uma mensagem com um pedido bastante claro:  
[...] "virei pedir a CONSAGRAÇÃO DA RÚSSIA ao meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. SE ATENDEREM aos meus pedidos, a Rússia CONVERTER-SE-Á e terão paz; SE NÃO, ESPALHARÁ SEUS ERROS PELO MUNDO, promovendo guerras e perseguições à Igreja" [...]
Maria não pediu um "acordo de paz". Não pediu "diálogo" e muito menos uma "declaração conjunta", mesmo que fosse "pastoral". Ela pediu a CONSAGRAÇÃO da Rússia ao Seu Imaculado Coração - Consagração para a CONVERSÃO da Rússia - conversão, claro, à fé da Igreja Católica. 

A Santíssima Virgem não foi atendida, e Ela mesma alertou para as consequências: a Rússia "espalhará os seus erros pelo mundo". Ninguém em sã consciência negará que Cuba é um desses "erros". A ditadura comunista foi imposta à ilha caribenha, que se transformou em base de disseminação do movimento revolucionário, sobretudo na América Latina. No entanto, mesmo sob um regime totalitário e genocida, Cuba serviu de palco para o encontro "histórico" entre o Papa e o Patriarca, e aparece no documento comum como "símbolo das esperanças do 'Novo Mundo'" [1]. 

"Conversão"? Ela foi sacrificada no altar da "liberdade religiosa" e do "respeito mútuo", inibida por Francisco e por Kirill como um "pecado" do "proselitismo" [2].  

Já não é mais segredo: Kirill trabalhou para a KGB utilizando o codinome "Mikhaylov". Era agente da polícia secreta da União Soviética, que não foi extinta, apenas mudou de nome - agora é designada com a sigla FSB. Foi um dos principais agentes de propagação da Teologia da Libertação, um simulacro de teologia criado pela KGB para perverter a fé, enganar os católicos e instrumentalizar a Igreja para favorecer as ambições comunistas [3]. Recentemente, o Patriarca de Moscou pediu a restauração dos "valores" da Rússia soviética de Lenin e de Stálin [4]. Logo após o encontro com Francisco, em Cuba, Kirill prestou uma homenagem ao "soldado internacionalista soviético" (Cf. vídeo). 


Muito bem. Cada um que tire as suas próprias conclusões. Não quero dar à deste texto um tom profético ou apocalíptico. Não. Mas é no mínimo estranho olhar para o encontro entre o Papa e o Patriarca da Igreja Ortodoxa Russa e para os eventos extraordinários de Fátima - reconhecidos pela Santa Igreja Católica - ver os pedidos da Virgem Maria desprezados e ver a Mãe do Cristo sendo invocada por Francisco e Kirill para celebrar a assinatura de um documento comum na Cuba comunista dos irmãos Castro. 


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "Declaração comum do Papa Francisco e do Patriarca Kirill de Moscovo e de toda a Rússia" [http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2016/february/documents/papa-francesco_20160212_dichiarazione-comune-kirill.html].

[2]. Idem, n. 24.

[3]. Cf. PACEPA, Ion Mihai. "A Cruzada religiosa do Kremlin". Trad. Bruno Braga [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/a-cruzada-religiosa-do-kremlin.html]; "As raízes secretas da teologia da libertação". Trad. Ricardo R. Hashimoto. Mídia Sem Máscara, 11 de Maio de 2015 [http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/15820-2015-05-11-05-32-01.html]; RYCHLAK, Ronald. "Teologia da Libertação: Uma Ferramenta do Kremlin". Tradução: Hélio Costa Jr. Revisão: Israel Pestana [http://tradutoresdedireita.org/teologia-da-libertacao-uma-ferramenta-do-kremlin/].

[4]. Cf. "Patriarca de Moscou pede a recuperação dos 'valores' de Lenine e Stalin" [http://flagelorusso.blogspot.com.br/2016/01/patriarca-de-moscou-pede-recuperacao.html].

Tuesday, February 16, 2016

Uma Campanha da Fraternidade fiel à "tradição".

Bruno Braga.
Nota publicada no Facebook.


A Campanha da Fraternidade propõe mais um tema escabroso: "Casa comum, nossa responsabilidade" [1]. Neste ano, em pleno tempo de conversão da Quaresma, a CNBB se preocupa - não com o caminho de salvação - mas com saneamento básico, ecologia, com lixo na rua - e recebeu até uma mensagem de apoio do Papa Francisco [2]. 

É "ecumênica". A Campanha da Conferência dos Bispos fez uma parceria com o CONIC (Conselhor Nacional de igrejas cristãs), um conselho de seitas que tem a Teologia da Libertação como referência de "catolicidade" - um simulacro de teologia criado para perverter e enganar os fiéis, instrumentalizar a Igreja para promover o projeto de poder comunista. Recentemente, o CONIC inclusive publicou uma nota em defesa da Presidente petista Dilma Rousseff (Cf. anexo) [3]. 

E mais. Sabe quem é autor do hino da Campanha da Fraternidade 2016? José Antônio de Oliveira. O "padre" - o "apóstolo" da Teologia da Libertação - que contesta o "Pelo Sinal da Santa Cruz", a "Salve Rainha" e a oração que Nossa Senhora ensinou aos pastorinhos em Fátima, oração que foi inserida no Santo Terço: "Ó meu Bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu, e socorrei os que mais precisarem". Em Barbacena, depois de aprontar um bocado, José Antônio voltou à cidade mineira para ofender Maria: em plena celebração da Senhora das Dores, ele questionou a devoção à Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo e, sobre o altar, teve o displante de afirmar que a sexualidade da Santíssima Virgem não a diferencia das mulheres em geral [4].

Eis mais uma Campanha da Fraternidade da CNBB - fiel à "tradição", à tradição de desmoralizar e enfraquecer a Igreja Católica.

REFERÊNCIAS.






ARTIGO RECOMENDADO.

"Algumas notas sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: 'Casa comum nossa responsabilidade'". Padre Cléber Eduardo dos Santos Dias. [https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10206813048418748&set=a.1752773973122.2099107.1052073809&type=3&permPage=1].

ANEXO.

Conselho de seitas defende Dilma.

Bruno Braga.

Não foi apenas a CNBB. O Conselho Nacional de igrejas Cristãs (CONIC) - do qual a própria CNBB faz parte, apresentada como se fosse "a" Igreja Católica - também publicou uma nota sobre o processo de impeachment contra Dilma Rousseff [1]. 


A entidade tenta disfarçar a defesa da Presidente petista com uma "Declaração em defesa da democracia". O texto, que é uma reprodução do discurso do PT e dos seus aliados - sem contestar qualquer questão de mérito ou analisar as acusações contra a mandatária - sentencia sumariamente: não há "legitimidade" para o impeachment.

O CONIC atua dentro da Igreja Católica - por meio da associação com a CNBB - e trabalha ativamente para enfraquecê-La e instrumentalizá-La. Sob o pretexto de promover o "ecumenismo", substitui a conversão e a salvação por um ideal intramundano: "bons mocinhos", "cristãos" de todas as "igrejas", unidos pela "paz" e de mãos dadas por um "mundo novo" - por um "mundo novo" comunista. Basta acessar o site do CONIC para ver a politização escancarada da fé em bandeiras e causas comuno-petistas [2]. 

O Conselho tem vínculo com o CMI - Conselho Mundial de Igrejas -, que é utilizado pelo serviço de inteligência da Rússia, através de agentes dentro da igreja ortodoxa do país, como plataforma de ação [3]. O CONIC tem como referência de católico os "apóstolos" e "discípulos" da Teologia da Libertação. Betto é um deles - "frei" de araque e co-fundador do Foro de São Paulo, organização que tem Dilma Rousseff como títere.  

"Defesa da democracia?" Não. A nota do CONIC - como a da CNBB - é uma defesa, não só da Presidente petista, mas do projeto de poder criminoso - frontalmente contrário à fé cristã, católica - que está por trás dela. Um projeto que ajudou a construir e sustentar, e para o qual milita agora comprometido em proteger e conservar: a "Patria Grande" comunista latino-americana. 

REFERÊNCIAS.


[2]. Cf. [http://www.conic.org.br/portal/].      

[3]. Cf.  "A KGB criou a Teologia da Libertação". Tradução do Capítulo "Liberation Theology" (15), que é parte do livro "Disinformation": former spy chief reveals secret strategis for undermining freedom, attacking religion, and promoting terrorism (WND Books: Washington, 2013) - escrito por Ion Mihai Pacepa e Ronald J. Rychlak. Trad. Bruno Braga [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/01/a-kgb-criou-teologia-da-libertacao.html]; BRAGA, Bruno. "Para além das aparências" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/03/para-alem-das-aparencias.html].

Saturday, February 06, 2016

Cristãos: caso de polícia?

Bruno Braga.


No dia 21 de janeiro, o governador de Brasília criou uma delegacia especial para apurar crimes de "intolerância religiosa". Na cerimônia que a instituiu, Rodrigo Rollemberg, do PSB (Partido Socialista Brasileiro) - partido que pertence ao Foro de São Paulo - acolheu as protagonistas do evento: representantes de "religiões de matriz africana" [1].

Falou-se ali em incêndio contra um "terreiro de candomblé", contudo, sem que fosse apresentado qualquer esclarecimento sobre as motivações do crime - elemento necessário para saber se de fato estaria caracterizada a tal "intolerância religiosa". O promotor que acompanha as investigações não tem ainda uma conclusão definitiva a respeito do caso: “É possível que tenha sido acidental, pois havia uma fiação elétrica no local que podia gerar um curto-circuito. Mas também é possível que seja criminoso.  O que a gente tem recomendado é que não se afaste qualquer possibilidade” [2]. De qualquer maneira, na reportagem de referência para este texto - e em outras utilizadas para pesquisar o tema - não havia qualquer menção a crimes cometidos contra cristãos, nem mesmo às frequentes ridicularizações que "colorem" as Paradas Gay na capital do país - crime previsto no Código Penal (Cf. art. 208). Bom, a omissão não é por acaso, pois os cristãos são o alvo.

A delegacia não tem nada a ver com "intolerância religiosa". A propósito, qual será o padrão estabelecido para o "tolerável"? É um despropósito criar toda uma estrutura - sendo que policiais, na própria cerimônia de sua criação, protestavam por condições mínimas de trabalho [3] - para cuidar de crimes e condutas já contemplados de forma eficiente na legislação penal e que não têm número de ocorrências significativo que justifique tratamento "especial".   

O teatrinho montado serve a interesses políticos, e é peça de uma disparatada engenharia social. Uma imagem traduz muito bem o que se passa por trás das cortinas. Recentemente, Porto Alegre (RS) sediou o Fórum Social Temático - evento do Fórum Social Mundial, criado pelo Foro de São Paulo. No dia 19 de janeiro, na marcha que deu início ao encontro comunista, macumbeiros levantaram a mesma bandeira dos "povos de matriz africana". Mas, logo atrás deles, um grupo carregava o seguinte estandarte: "Busque à [sic] Jesus, NENHUMA 'IGREJA'" (Cf. Imagem).


Não é interessante identificar agentes do mesmo tipo e grupos com os mesmos propósitos políticos marchando em fóruns comunistas e celebrando a criação de "delegacias especiais" contra a "intolerância religiosa"? Não é curioso notar que os cristãos têm sido o maior estorvo para as suas ambições? Afinal, não são os cristãos que começam a se dar conta do totalitarismo comuno-petista que tomou de assalto o Brasil e até as suas igrejas e templos? Não são eles que, na tentativa rasteira de amordaçá-los, são acusados de "fundamentalistas", que ouvem gritos histéricos contra uma tal "teocracia" e reivindicações estapafúrdias por um "estado laico"? Não são os cristãos que têm frustrado a sanha assassina dos abortistas, que se opuseram à engenharia social da união entre pessoas do mesmo sexo, lutaram nas câmaras legislativas de todo o país contra a ideologia de gênero gayzista nas escolas? 

Para implantar um projeto totalitário de poder - que abarque não só instituições políticas, mas as dimensões sociais e culturais - é necessário "domesticar" os cristãos. Não se trata aqui de formular uma tese conspiratória, basta recorrer à história dos regimes totalitários ou estudar os propósitos e efeitos da Teologia da Libertação dentro da Igreja Católica. Mas, para os cristãos "raivosos" e "indomáveis", que não seguem o "catecismo" do "politicamente correto" - ou que não se adequam ao padrão do "tolerável" - resta a força: eles são transformados em caso de polícia, sob o pretexto de se estar combatendo a "intolerância religiosa". 


ADENDO.

O Fórum Social Temático de Porto Alegre contou com uma seita comuno-ecumenista para celebrar a "paz" e a "tolerância religiosa" [4]. No entanto, na marcha de abertura do evento comunista, havia bandeiras pontificando: "Tem que buscar a Jesus, não as igrejas"; "As 'igrejas' são uma fraude, por favor, busque a Jesus apenas por si mesmo" (Cf. imagens). Contradição? Expressão de "pluralismo"? Não. Nada disso tem a ver com "religião". É o vale tudo, tudo que possa beneficiar a revolução comunista.




REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "Brasília cria Delegacia de Repressão aos Crimes de Discriminação", Agência Brasil, EBC, 21 de janeiro de 2016 [http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2016-01/brasilia-cria-delegacia-de-repressao-aos-crimes-de-discriminacao].

[2]. Cf. "Governo cria delegacia de combate à intolerância religiosa", Jornal de Brasília, 21 de janeiro de 2016 [http://jornaldebrasilia.com.br/noticias/cidades/663601/governo-cria-delegacia-de-combate-a-intolerancia-religiosa/].

[3]. Cf. [1].

[4]. Cf. "Fórum Social Comunista 2016", V [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/01/forum-social-comunista-2016.html]. 

Sunday, January 31, 2016

Fórum Social Comunista 2016.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook sobre o Fórum Social Temático - evento que é parte do Fórum Social Mundial -, realizado em Porto Alegre (RS) entre os dias 19 e 23 de janeiro de 2016.


I. 

Começou o "Fórum Social Temático". O evento comemora os 15 anos do Fórum Social Mundial (FSM) em Porto Alegre (RS), onde aconteceu o seu primeiro encontro, e é uma preparação para a próxima edição do próprio Fórum Social Mundial, que será realizado em agosto, no Canadá. 

O FSM apresenta-se como um "contraponto" ao Fórum Econômico Mundial. Mero disfarce. É um produto do Foro de São Paulo, e tem o mesmo propósito: transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista.

As atividades do Fórum Social Mundial vão até o dia 23. O evento comunista tem a participação do Governo Federal e é patrocinado com dinheiro público, pela Petrobrás e pela "Patria Educadora" proclamada por Dilma Rousseff - Presidente petista e títere do Foro de São Paulo (Cf. imagem - e programação: [http://forumsocialportoalegre.org.br/files/2016/01/PROGRAMACAO-VERSAO-DIA-18-JAN-2016-23H.pdf]) [1].


(*) Foto. Comunistas na marcha que deu início ao Forum Social Temático. 19 de Janeiro de 2016.

II.

"Patria Grande" comunista: Fórum Social Mundial e Teologia da Libertação.


Nas duas últimas notas publicadas aqui, tratei do Fórum Social Mundial e da Teologia da Libertação [2]. É importante destacar um elo que foi estabelecido entre os dois. O Fórum Social tornou-se referência para a realização do Fórum Mundial de Teologia da Libertação. Quem conta é Leonardo, ou melhor, Genézio Boff, um dos principais "apóstolos" daquele simulacro de teologia criado para distorcer a fé e enganar os católicos, para instrumentalizar a Igreja na promoção do projeto de poder comuno-petista: 
[...] "Nos anos 70 se organizaram os primeiros Fóruns Mundiais de Teologia da Libertação" [...] "Com o surgimento dos Fóruns Sociais Mundiais a partir de 2001 encontrou-se o espaço público para a continuação destes encontros globais" (Cf. imagem).

A declaração está em um artigo que foi transcrito pelo deputado federal Chico Alencar, do PSOL - partido socialista da linha auxiliar do PT - na Câmara dos Deputados (Cf. imagem) [3].

Não é preciso ser muito perspicaz para reconhecer que o Fórum Social Mundial - enquanto braço do Foro de São Paulo - e a Teologia da Libertação convergem para uma mesma linha de ação: construir a "Patria Grande" comunista na América Latina.

III.

Tico bandido.

O Fórum Social Temático - parte do Fórum Social Mundial - está sendo realizado em Porto Alegre (RS). Ontem, 20 de novembro, em uma de suas tendas, Tico Santa Cruz denunciou: "a onda conservadora está associando a esquerda à criminalidade" [4].

Muito bem. Associação com grupos guerrilheiros, narco-terroristas e com o crime organizado. Assalto dos cofres públicos e aparelhamento das instituições para estabelecer e alimentar o projeto de poder totalitário comunista. Defesa da legalização das drogas e apologia delas por meio de um alucinado ideal de "liberdade" - estímulo do consumo e, consequentemente, movimentação do tráfico. Reivindicação de um suposto "direito" de assassinar crianças inocentes no ventre de suas mães - aborto. Doutrinação comunista nas escolas e a sexualização de crianças com a ideologia de gênero gayzista. Romantização do banditismo e vitimização dos criminosos. Promoção de protestos públicos que incluem atos de vandalismo, depredação do patrimônio público e privado - com a participação de uma tropa de mascarados e de Black Blocs. Enfim, basta.

Não é uma "associação" da "onda conservadora" (e sabe-se lá o que isso significa). É uma constatação: o crime faz parte da natureza da esquerda - da esquerda, não em abstrato, mas dos próprios agentes que assim se identificam - e é um dos seus meios de ação. O vocalista da banda Detonautas nega um fato. Mas, na medida em que, não só apóia, mas se associa a grupos que integram a própria organização criminosa, e que trabalham para o projeto de poder comunista, Tico Santa Cruz torna-se ele mesmo um "bandido" - ou por compromisso efetivo ou como um verdadeiro "idiota útil". 

IV.

Pastoral da Juventude (PJ) de Vicariato de Canoas (RS) - vinculada à CNBB - marca presença no Fórum Social Temático 2016, realizado em Porto Alegre. O evento é parte do Fórum Social Mundial, uma criação do Foro de São Paulo - organização fundada por Lula e por Fidel Castro para transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista. 

Na imagem abaixo, os "pejoteiros" participam da marcha de abertura do Fórum, que aconteceu no dia 19 de janeiro. Marcham por "um mundo melhor" - um mundo comunista, contrário a todos os princípios e orientações da Igreja Católica.


V. 

O Fórum Social Mundial e a seita comuno-ecumenista.


O Fórum Social Temático - que terminou no último sábado, 23 de janeiro - contou com um ato pela "paz" e pela "tolerância religiosa". Um ritual dito "ecumênico", realizado no dia 19 de janeiro, com representantes religiosos na Assembléia Legislativa de Porto Alegre (RS). O "Grupo de Diálogo Inter-religioso" da capital gaúcha participou da "celebração", fazendo presente ali o "representante" da Igreja Católica, o padre Luis Carlos de Almeida (Cf. imagem).


Não custa repetir: o Fórum Social Temático é parte do Fórum Social Mundial, uma criação do Foro de São Paulo - organização fundada por Lula e por Fidel Castro para transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista. Sendo assim, o padre Luis Carlos participou - não de um ato pela "paz" e pela "tolerância religiosa" - mas de uma seita comuno-ecumenista comprometida com um projeto de poder, com uma engenharia social e comportamental que contrariam integralmente os princípios e orientações da Igreja Católica. A prova encarnada disso estava ao lado do padre, na mesa do ritual: Mauri Cruz, representante da ABONG (Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais) [5] - uma associação que está empenhada na legalização do aborto, do assassinato de crianças inocentes [6].

VI.

Juventude petista grita por um mundo socialista.


Vídeo gravado no dia 19 de janeiro, durante a marcha que determinou o início do Fórum Social Temático. O evento, realizado em Porto Alegre (RS), é parte do Fórum Social Mundial, uma criação do Foro de São Paulo - organização fundada por Lula e por Fidel Castro para transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista.

***

Juventude do PT marcha "por um mundo socialista".


Imagem registrada durante a marcha inaugural do Fórum Social Temático (19 de janeiro). O evento, realizado em Porto Alegre (RS), é parte do Fórum Social Mundial, uma criação do Foro de São Paulo - organização fundada por Lula e por Fidel Castro para transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista.

VII.

Um Ministro no meio da militância comunista.


Na imagem abaixo, Miguel Rossetto aparece na marcha que, no dia 19 de janeiro, abriu o Fórum Social Temático. O evento, realizado em Porto Alegre (RS), é parte do Fórum Social Mundial, uma criação do Foro de São Paulo - organização fundada por Lula e por Fidel Castro para transformar a América Latina na imensa "Patria Grande" comunista.


Mas, Rossetto não é Ministro do Trabalho? O que um Ministro de Estado fazia em um evento de militância comunista? 

Bom, primeiro: trata-se de um Ministro, sim, mas não de um simples governo, como qualquer outro; é um governo comuno-petista, para o qual vale tudo pelo poder. Depois, a pessoa em destaque é o senhor Rossetto. Para os que não conhecem o histórico de atividades ministeriais do petista, ligado à ala trotskista do PT: 

Rossetto foi Ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Lula. Em 2004, ele participou das comemorações dos 20 anos do MST - grupo de guerrilha rural do PT e do Foro de São Paulo. Discursou e viu crianças cantarem o hino da Internacional Socialista com os punhos cerrados. Em 2005, na mesma pasta, Rossetto esteve na fundação da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) - a escola de formação de militantes dos sem terra - e da Escola Latino-americana de Agroecologia - que também é uma iniciativa do MST [7].

Em 2014, no Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas agora no governo da Presidente Dilma Rousseff, Rossetto foi questionado na Câmara dos Deputados sobre um acordo entre o MST e o regime bolivariano da Venezuela, que se comprometia com a doutrinação comunista dos sem terra e com o treinamento deles em técnicas de guerrilha [8]. Ele teve a cara de pau de jurar - do alto de sua posição de Ministro e de militante - que desconhecia o "pacto" criminoso.

Portanto, sendo quem é, o governo para o qual trabalha e o evento que prestigia, não é surpresa que o senhor Rossetto marche - junto com o MST - no Fórum Social Temático. Ele luta por um "mundo novo", pelo totalitarismo comuno-petista. 


REFERÊNCIAS.






[6]. Cf. "'Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil' para legalizar o ASSASSINATO DE CRIANÇAS" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/08/marco-regulatorio-das-organizacoes-da.html].


[8]. Cf. Idem. Ler também: "O Foro de São Paulo, o MST e a revolução "comuno-bolivariana" no Brasil. Fraudes, suicídios, recrutamento de jovens e crianças, e eleições presidenciais" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/12/o-foro-de-sao-paulo-o-mst-e-revolucao.html]; "MST - acordo bolivariano, doutrinação e guerrilha" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/mst-acordo-bolivariano-doutrinacao-e.html]; "A Escola do MST, o acordo bolivariano e o treinamento dos sem-terra" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/a-escola-do-mst-o-acordo-bolivariano-e.html].


ARTIGOS RECOMENDADOS.

BRAGA, Bruno. "A 'prestação de contas' do ex-Secretário do Foro de São Paulo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/05/a-prestacao-de-contas-do-ex-secretario.html].

KINCAID, Cliff. "Grupo católico revela influência vermelha no Vaticano" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/06/grupo-catolico-revela-influencia.html].

Friday, January 22, 2016

Nota extemporânea sobre a "Marcha para Satanás".

Bruno Braga.


No último domingo, 17 de janeiro, realizou-se a "Marcha para Satanás". O evento, que aconteceu em pelo menos quinze cidades, foi apresentado como uma resposta "bem-humorada" contra a "Marcha para Jesus" [1]. Contudo, tinha uma motivação política: "criticar o avanço de pautas conservadoras propostas pela bancada evangélica" [2] - colocar-se contra o "avanço da teocracia" no Brasil [3].

Ora, quem acompanha os debates públicos, mesmo que superficialmente, é capaz de reconhecer esta forma estereotipada de expressão. Mas, curioso, não é apenas a afetação do discurso, a pauta dos satanistas coincide exatamente com as reivindicações dos militantes comuno-petistas [4]. É importante destacar um dos itens: as "modificações na Lei de Atendimento das Vítimas de Violência Sexual". 

A referência é o PL. 5069-2013. Basta ler o projeto para constatar que ele não deixa as "vítimas de violência sexual" desamparadas, como sugere a expressão dos satanistas. O PL é uma tentativa de conter a banalização do aborto, e criminaliza o anúncio e venda de substâncias abortivas [5]. Distorcer a questão é parte da estratégia dos defensores do aborto, e também dos satanistas, que confessam, querem "discutir" - traduzindo, legalizar - o aborto [6].

Enfim, de "bem-humorada" a "Marcha para Satanás" não tem nada. A iniciativa de distorcer deliberadamente, o propósito de enganar, ludibriar, para promover a matança de crianças inocentes é - pode-se dizer - realmente satânica. 


(*) Imagem: "Marcha para Satanás", Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2016. Fonte: Portal UOL. 


REFERÊNCIAS.




[4]. Idem. 


[6]. Cf. [3].


ARTIGO RECOMENDADO.

"Ex-satanista: 'eu fazia rituais satânicos dentro de clínicas de aborto'". Equipe Christo Nihil Praeponere (Padre Paulo Ricardo) [https://padrepauloricardo.org/blog/ex-satanista-eu-fazia-rituais-satanicos-dentro-de-clinicas-de-aborto]. 

Monday, January 11, 2016

"El enfermero" abortista das FARC.

Bruno Braga.




Há quase um mês, Héctor Arboleda foi preso na Espanha. Ele era o "enfermero" das FARC que submetia guerrilheiras ao aborto forçado - matava crianças no ventre de suas mães. O grupo comunista narco-terrorista colombiano estabeleceu a proibição da gravidez para não perder as mulheres como "instrumento de guerra". As que recusassem o sacrifício dos filhos estavam sujeitas à pena de fuzilamento. Héctor Arboleda - que já está solto  - pode ter assassinado até 500 bebês [1].


As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia negam as acusações - acusações fartamente documentadas [2]. 

As FARC são sócias do PT no Foro de São Paulo - em um comunicado à organização fundada por Lula e por Fidel Castro agradeceram ao partido da Presidente abortista Dilma Rousseff por manter vivo o movimento comunista na América Latina [3]. A diretriz que impede a gravidez de guerrilheiras, que determina o assassinato de seus filhos, e a prisão do "enfermero" abortista remetem aos grupos terroristas que - com a colaboração da, hoje, mandatária petista - tentaram certa vez implantar pelas armas o comunismo no Brasil. Eles tinham orientação semelhante: mulheres não podiam engravidar, e a ordem era abortar. Foi o caso, por exemplo, de Eleonora Menicucci. A Ministra abortista da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidente Dilma foi militante do POC (Partido Operário Comunista). Ela, que acha "uma coisa muito linda" a "técnica" de sucção e dilaceramento de fetos - tendo recebido treinamento clandestino na Colômbia - passou por um aborto. Menicucci conta a experiência macabra assim: 
[...] “nós decidimos, eu e o partido, que eu deveria fazer aborto” [...] “A luta armada aqui. E um detalhe importante nessa trajetória é que, seis meses depois de essa minha filha ter nascido, eu fiquei grávida outra vez. Aí, junto com a organização nós decidimos, a organização, nós, que eu deveria fazer aborto porque não era possível...” [4]. 

REFERÊNCIAS.




[4]. Cf. "Teste de sensibilidade - Um resultado provável" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/03/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_18.html].

Saturday, January 09, 2016

Nicarágua: São João Paulo II contra a Teologia da Libertação.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.


Carta aos Bispos da Nicarágua.

(*) NOTA. A Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) havia tomado o poder na Nicarágua. O grupo terrorista - aliado do PT e do Foro de São Paulo [1] - contava com a participação ativa de "apóstolos" da Teologia da Libertação, que tomaram de assalto a Igreja Católica para utilizá-la em favor do abominável regime comunista. 

"Queridos Irmãos no Episcopado,

[...]

"Pois bem, esta unidade dos fiéis aparece aos olhos como o dom talvez mais precioso — porque frágil e ameaçado — desta Igreja na Nicarágua vossa e nossa.

[...]

"Por isso a Igreja na Nicarágua tem a grande responsabilidade de ser sacramento, isto é, sinal e instrumento de unidade no País. Para tanto deve ser ela mesma, como comunidade, uma verdadeira unidade e imagem da unidade.

"A respeito disto, deve-se recordar que quanto mais fermentos de discórdia e desunião, de ruptura e separação, existem num ambiente, tanto mais a Igreja deve ser âmbito de unidade e coesão. Mas sê-lo-á somente se der testemunho de ser "cor unum et anima una" graças a princípios sobrenaturais de unidade, suficientemente enérgicos e determinantes, para vencer as forças da divisão às quais ela também se encontra sujeita.

"Dado que sois por vocação divina sinais visíveis de unidade, oxalá consigais não se dividam por causa de OPOSTAS IDEOLOGIAS os cristãos do vosso País, os quais vivem unidos por "um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo, um só Deus e Pai", como costumam cantar inspirando-se em palavras do Apóstolo Paulo. E oxalá unidos pela MESMA FÉ e REPELINDO TUDO O QUE É CONTRÁRIO ou DESTRÓI essa unidade, os vossos cristãos se encontrem irmanados nos ideais evangélicos de justiça, paz, solidariedade, comunhão e participação, SEM QUE OS SEPAREM DE MANEIRA IRREMEDIÁVEL OPÇÕES NASCIDAS DE SISTEMAS, CORRENTES, PARTIDOS OU ORGANIZAÇÕES.

[...]

"Conheceis a grande importância das cartas de Santo Inácio de Antioquia, seja pela autoridade de quem as escreve — um discípulo do apóstolo amado —, seja pela antiguidade que faz delas o testemunho de um momento vital na história da Igreja, seja pela riqueza do seu conteúdo doutrinal. Pois bem, com termos muito fortes Inácio demonstra nestas cartas, certamente para responder às primeiras dificuldades, neste campo, que não há e nem pode haver comunhão válida e duradoura na Igreja senão na união de mente e coração, de respeito e obediência, de sentimentos e de acção com o Bispo. O que se diz das cordas da lira é graciosa e sugestiva imagem de uma realidade mais profunda: o Bispo é como Jesus Cristo, que está presente na sua Igreja como princípio vivo e dinâmico de unidade. Sem Ele esta unidade não existe ou está falseada e, portanto, é inconsistente e efémera.

"Daí o ABSURDO e PERIGOSO que é imaginar-se como AO LADO — para não dizer em OPOSIÇÃO — da Igreja construída ao redor do Bispo, OUTRA IGREJA CONCEBIDA COMO 'CARISMÁTICA' E NÃO INSTITUCIONAL, 'NOVA' E NÃO TRADICIONAL, ALTERNATIVA E, como se preconiza ultimamente, uma IGREJA POPULAR (NOTA. "Igreja Popular" ou "Igreja do Povo"). 

"Não ignoro que a esta denominação — sinónimo de "Igreja que nasce do povo" — pode atribuir-se uma significação aceitável. Com ela queria assinalar-se que a Igreja surge quando uma comunidade de pessoas, especialmente de pessoas pela sua pequenez, humildade e pobreza dispostas à aventura cristã, SE ABRE à Boa Nova de Jesus Cristo e começa a vivê-la, em comunidade de fé, de amor, de esperança, de oração, de celebração e participação nos mistérios cristãos, de modo especial na Eucaristia.

"Contudo sabeis que o documento conclusivo da IIIª Conferência Episcopal Latino-Americana de Puebla DECLAROU 'POUCO ACERTADO' ESTE NOME DE 'IGREJA POPULAR' (cf. n. 263). Fê-lo, depois de maduro estudo e reflexão entre Bispos de todo o Continente, pois estava consciente de que ESTE NOME ENCOBRE, EM GERAL, OUTRA REALIDADE. 

"Igreja Popular", na sua acepção mais comum, visível nos escritos de CERTA CORRENTE TEOLÓGICA, significa UMA IGREJA QUE NASCE MUITO MAIS DE SUPOSTOS VALORES DE UMA CAMADA DA POPULAÇÃO DO QUE DA LIVRE E GRATUITA INICIATIVA DE DEUS. Significa UMA IGREJA QUE SE EXAURE NA AUTONOMIA DAS CHAMADAS BASES, SEM REFERÊNCIA AOS LEGÍTIMOS PASTORES OU MESTRES, ou ao menos SOBREPONDO OS 'DIREITOS' DAS PRIMEIRAS À AUTORIDADE E AOS CARISMAS QUE A FÉ FAZ PERCEBER NOS SEGUNDOS. Significa — já que AO TERMO POVO SE DÁ DE MODO FÁCIL UM CONTEÚDO ACENTUADAMENTE SOCIOLÓGICO E POLÍTICO — IGREJA ENCARNADA NAS ORGANIZAÇÕES POPULARES, MARCADA POR IDEOLOGIAS, POSTAS AO SERVIÇO DAS SUAS REIVINDICAÇÕES, DOS SEUS PROGRAMAS E GRUPOS CONSIDERADOS COMO NÃO PERTENCENTES AO POVO. É fácil perceber — e indica-o de maneira explícita o documento de Puebla — que O CONCEITO DE 'IGREJA POPULAR' DIFICILMENTE ESCAPA DA INFILTRAÇÃO DE CONOTAÇÕES FORTEMENTE IDEOLÓGICAS, NA LINHA DE CERTA RADICALIZAÇÃO POLÍTICA, DA LUTA DE CLASSES, DA ACEITAÇÃO DA VIOLÊNCIA PARA CONSEGUIR DETERMINADOS FINS, ETC.

"Quando eu mesmo no meu discurso de abertura da Assembleia de Puebla fiz sérias reservas sobre a denominação "Igreja que nasce do povo", tinha em vista os perigos agora mesmo recordados. Por isso, sinto agora o dever de repetir, valendo-me da vossa voz, a mesma advertência pastoral, afectuosa e clara. É um chamamento aos vossos fiéis por meio de vós.

"UMA 'IGREJA POPULAR' OPOSTA À IGREJA PRESIDIDA PELOS LEGÍTIMOS PASTORES É - DESDE O PONTO DE VISTA DO ENSINAMENTO DO SENHOR E DOS APÓSTOLOS NO NOVO TESTAMENTO E TAMBÉM NO ANTIGO E RECENTE ENSINAMENTO DO MAGISTÉRIO SOLENE DA IGREJA - UMA GRAVE DESVIAÇÃO DA VONTADE E DO PLANO DE JESUS CRISTO. É ALÉM DISSO UM PRINCÍPIO DE VIOLAÇÃO E RUPTURA DAQUELA UNIDADE QUE ELE DEIXOU COMO SINAL CARACTERÍSTICO DA MESMA IGREJA, E QUE ELE QUIS CONFIAR PRECISAMENTE AOS QUE 'O ESPÍRITO SANTO ESTABELECEU PARA REGER A IGREJA DE DEUS' (Act 20, 28).

"Confio-vos, pois, amados Irmãos no Episcopado, o encargo e tarefa de fazer aos vossos fiéis, com paciência e firmeza, esse chamamento de fundamental importância.

"Temos todos presente no espírito o conceito do meu Predecessor Paulo VI, quando escrevia na sua memorável exortação apostólica, Evangelii nuntiandi, que OS PERIGOS MAIS INSIDIOSOS E OS ATAQUES MAIS MORTÍFEROS PARA A IGREJA NÃO SÃO OS QUE VÊM DE FORA - ESTES SÓ PODEM AFIANÇÁ-LA NA SUA MISSÃO E NO SEU TRABALHO - MAS OS QUE VÊM DE DENTRO.

"Tratem pois todos os filhos da Igreja, neste momento histórico para a Nicarágua e para a Igreja neste País, de contribuir para manter sólida a comunhão ao redor dos seus Pastores, evitando qualquer gérmen de ruptura ou divisão.

"Chegue sobretudo tal chamamento à consciência dos Presbíteros, sejam eles oriundos do País, missionários que há anos consagram as suas vidas ao ministério pastoral nessa Nação ou voluntários desejosos de dar a sua contribuição aos irmãos nicaraguenses, numa hora de suma transcendência. SAIBAM QUE, SE QUEREM DEVERAS SERVIR O POVO COMO SACERDOTES, ESTE POVO FAMINTO E SEDENTO DE DEUS E CHEIO DE AMOR À IGREJA, DELES ESPERA O ANÚNCIO DO EVANGELHO, A PROCLAMAÇÃO DA PATERNIDADE DE DEUS, A DISPENSAÇÃO DOS MISTÉRIOS SACRAMENTAIS DA SALVAÇÃO. NÃO É COM UM PAPEL POLÍTICO, MAS COM O MINISTÉRIO SACERDOTAL QUE O POVO OS QUER TER AO LADO. 

[...]

"Desejo, espero e peço-vos façais todo o possível para que em vós e nas vossas gentes a fidelidade a Cristo e à Igreja, longe de diminui-la, confirme e enriqueça a lealdade para com a Pátria terrena.

[...]

Vaticano, 29 de Junho de 1982.
JOANNES PAULUS PP. II


II.


[...]

"Já em 1969, Carlos Fonseca, o principal fundador dos Sandinistas, publicou um tratado político que revelava um MARXISMO STALINISTA linha dura. Os acordos e pactos que os Sandinistas fizeram durante os anos 1960 com FIDEL CASTRO - comissário soviético em Cuba - e com representantes diretos da UNIÃO SOVIÉTICA, davam testemunho do objetivo e do apoio reunidos para isso. Os acordos com Havana e Moscou envolviam ARMAMENTO e PROPAGANDA. Eles também fecharam um pacto com a ORGANIZAÇÃO DE LIBERTAÇÃO DA PALESTINA (OLP), que treinaria os Sandinistas em táticas de guerrilha". 

[...]

in MARTIN, Malachi. "The Jesuits": The Society of Jesus and the Betrayal of the Roman Catholic Church. Simon & Schuster: NY, 1987. p. 55. Tradução do trecho citado. Bruno Braga.

Em 1983, São João Paulo II visitou a Nicarágua. O Papa estava determinado a coibir os "apóstolos" da Teologia da Libertação que, além de assaltarem a Igreja Católica e utilizá-la em favor da revolução, integravam o governo da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) - grupo terrorista, aliado do PT no ambicioso projeto do Foro de São Paulo de transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista.

(*) NOTA. A KGB criou e treinou Yasser Arafat para comandar a OLP - grupo terrorista islâmico. Cf. [https://www.facebook.com/blogbbraga/posts/458266547655296].

III.

04 de Março de 1983. O dia em que os "apóstolos" da Teologia da Libertação - integrantes do regime comunista Sandinista da Nicarágua (FSLN) - boicotaram o Papa, agora santo, João Paulo II. E mais. Ofenderam o próprio Cristo, pois tudo aconteceu durante a celebração da Missa, em que o Senhor se faz presente na Santa Eucaristia.

Eis os servos da "Patria Grande" comunista.

Assista ao vídeo.

Fonte. Programa "Vidas y Confesiones". TV nicaraguense.

IV.

"'Apóstolos' da Teologia da Libertação celebram a 'Noite Sandinista'".

Em 1980, Taboão da Serra, em São Paulo, abrigou o IV Congresso Internacional Ecumênico de Teologia, que tinha como tema "Eclesiologia das Comunidades Eclesiais de Base". Entre os "católicos", participaram do evento - com menção à posição na hierarquia eclesiástica e às atividades que desempenhavam na época: 

. Dom José Maria Pires, Arcebispo de João Pessoa; 
. Dom Pedro Casaldáliga, Bispo de São Félix do Araguaia;  
. Padre Edenio do Valle, Vice-Reitor da Pontifícia Universidade de São Paulo; 
. Frei Gilberto Gorgulho, O.P., Coordenador de Pastoral em São Paulo; 
. Frei Leonardo Boff, O.F.M., teólogo redator da “Revista Eclesiástica Brasileira”;
. Frei Carlos Mesters, O. Carm., exegeta;
. Padre José Oscar Beozzo, diretor do Instituto Teológico de Lins; 
. Padre Paulo Suess, secretário-geral do CIMI (Conselho Indigenista Missionário); 
. Padre João Batista Libânio, S.J., Assessor da CNBB; 
. Frei Carlos Alberto Libânio Christo, O.P. (Frei Betto), secretário-executivo do Congresso; 
. Hugo Assmann, teólogo; 

Das delegações estrangeiras, vale destacar a presença do peruano Gustavo Gutiérrez - dado como "fundador" da Teologia da Libertação. 

Paralelamente, ocorria na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo a "Semana de Teologia", cujo tema era "A Igreja na América Latina". Este evento na PUC-SP era uma extensão daquele realizado em Taboão da Serra, com intercâmbio anunciado pelo próprio Dom Evaristo Arns - e, em uma de suas sessões noturnas, promoveu a "Noite Sandinista". Com a presença do Comandante Daniel Ortega e de outros terroristas, celebrou-se a conquista da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), grupo de guerrilha comunista que, no ano anterior, tomou o poder na Nicarágua - com o patrocínio de Cuba, da União Soviética, e com a participação efetiva dos "apóstolos" da Teologia da Libertação. 

Na foto abaixo, à direta de Daniel Ortega - que ergue o punho cerrado - está Betto, o "frei" de araque que trabalhou com Lula e Fidel Castro na fundação do Foro de São Paulo, organização empenhada em transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista.


(*) Com informações da  Revista "Catolicismo", Julho-Agosto, 1980. "Na 'Noite Sandinista', o incitamento à guerrilha". Plínio Corrêa de Oliveira.


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "Foro de São Paulo: a gênese criminosa da 'Patria Grande' comunista" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-genese-criminosa-da.html].

ARTIGO RECOMENDADO.

BRAGA, Bruno. "A Nicarágua e o 'apostolado' SOCIALISTA-COMUNISTA da revolução" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/05/a-nicaragua-e-o-apostolado-socialista.html].

(*) Leia também:



III. "O Presidente Lula no mausoléu de Yasser Arafat" [https://www.facebook.com/blogbbraga/posts/458266547655296].

VÍDEOS.

I. "'Apóstolos' da Teologia da Libertação boicotam o Papa, um santo, e ofendem o próprio Cristo" [https://youtu.be/hiuNbjXW754]. 

II. "São João Paulo II combate a Teologia da Libertação na América Latina" [https://youtu.be/KH1dskQtPYQ].