Friday, May 03, 2013

Nota de esclarecimento.


Bruno Braga.
Sobre a exclusão do grupo “Barbacena, quem se importa?”.


Estava eu inscrito no grupo “Barbacena, quem se importa?” do Facebook [http://www.facebook.com/groups/132634753466501/?fref=ts]. No entanto, depois de publicar nele um conteúdo que denunciava o ativismo gay [http://www.facebook.com/bruno.braga.75470/posts/4713330799220?notif_t=like], fui advertido pelo administrador, o Sr. Tulio De Souza.

Reivindicando a autoridade de sua função, o Sr. Tulio De Souza justificou a advertência afirmando que o conteúdo da publicação não tinha relação com a cidade de Barbacena. Orientou-me, ainda, que se quisesse discutir o assunto – o ativismo gay -, que eu me inscrevesse em um grupo indicado por ele. Solicitei ao Sr. Tulio De Souza que ele esclarecesse o MOTIVO de sua DECISÃO. Primeiro porque ela redefinia – sem detalhar - os critérios de publicação do grupo, uma medida que afetava todos os seus integrantes. Depois, observei que a minha publicação não era exceção naquele espaço. Havia uma infinidade de outras que não tinham qualquer relação – pelo menos nominal - com a cidade de Barbacena. Minha publicação - quanto ao CONTEÚDO – era exceção em um sentido: contrastava com as inúmeras de protesto contra o deputado federal Marco Feliciano e de publicidade gayzista. Nenhuma destas, eu destaquei para o Sr. Tulio De Souza, havia sido objeto de advertência por parte do administrador.

O Sr. Tulio de Souza se esquivou. Apoiou-se apenas na “autoridade” de administrador do grupo. Não esclareceu uma decisão que envolvia todos os integrantes do grupo “Barbacena, quem se importa?”. Eximiu-se da responsabilidade inerente à sua “posição” e à “autoridade” que reivindicou. Comportamento no mínimo “estranho”, porque, se não havia nenhuma motivação escusa, então – para um administrador - não haveria problema nenhum em apresentá-la.

Mas, não foi só isso. Um dos integrantes do grupo – o Sr. Mauro Acib Siqueira Reis -, que em várias oportunidades publicou conteúdos de protesto gayzista, postou uma mensagem cujo propósito era me ofender. Coitado, o que conseguiu foi provocar – contra ele mesmo - a manifestação de outros integrantes do grupo. Curiosamente a publicação do Sr. Acib foi removida. Mas, como eu a tenho em arquivo, solicitei publicamente que o administrador do grupo – o Sr. Tulio De Souza – prestasse esclarecimentos e tomasse uma posição. O Sr. Tulio, no entanto, retornou uma solicitação formal com chacota e zombaria.

Aquele comportamento - observei para o administrador – indicava imiscuir-se da responsabilidade que assumiu e da autoridade que reivindicou. E se daquela maneira o fazia, com chacota e zombaria, demonstrava: (a) falta de consideração pelo menos para com os outros integrantes que também se manifestaram – inclusive ressaltando a relevância da minha publicação que ele havia advertido; e (b) um tratamento diferenciado com relação à PESSOA e ao CONTEÚDO das publicações. Solicitei, pacientemente, mais uma vez, os esclarecimentos necessários, e que eles fossem apresentados com a seriedade exigida de um “administrador” de grupo. A resposta que obtive do Sr. Tulio De Souza foi a exclusão do grupo “Barbacena, quem se importa?”.

Não, esta nota de esclarecimento não é um suspiro de autovitimização. Não é um lamento pela exclusão do grupo “Barbacena, quem se importa?”. Nada disso. Eu apenas faço constar a conduta de pessoas – não a do grupo inteiro - que são incapazes de enfrentar uma discussão séria e honesta. Os argumentos que têm são estereótipos bobocas, o deboche, o insulto e o boicote. Fossem apenas perfis de redes sociais não teriam qualquer importância. O problema é que são pessoas de carne e osso que – não interessa aqui o partido, a facção ou o seu grupelho – ocupam e reivindicam posições no espaço público. Entre eles estão educadores e professores que se comportam como estudante problemático ou militante universitário juvenil. Nenhum deles se constrange por isso. No instante seguinte, plenos de si, vão apontar o dedo para um político corrupto – vão se arrogar os guardiões do município e da nação – afetar bom-mocismo com slogans “politicamente corretos” - reclamar da educação e, claro, dos seus salários. Este episódio é mais uma amostra de como meia dúzia de “paladinos” faz para se prevalecer, e como contribuem – para depois se eximir de toda responsabilidade – para formar uma infecta atmosfera cultural.        

Bruno Braga.

   

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