Friday, October 25, 2013

Delinquência juvenil.

Bruno Braga.


José Dirceu – mensaleiro e chefe de quadrilha – em manifestação estudantil em São Paulo, 1968.


A idealização da juventude da década de 60 e 70 erigiu ícones e consagrou uma mitologia de “luta pela democracia”. Uma falsificação da história – confessada por revolucionários da época [1] – que foi consagrada como dogma indiscutível por intelectuais e militantes que instrumentalizam a cultura e o sistema educacional.  Uma falsificação que afeta a percepção e a compreensão da onda de protestos que tomou o país nos últimos meses.

Não fosse romantizada aquela juventude – uma MENTIRA premeditada -, o cidadão comum teria menos dificuldade, ele não se sentiria confuso – nem sequer constrangido por contestar “ídolos” – para reconhecer a má-fé do jornalismo engajado e da militância ostensiva de uma “intelectualidade” boboca, que não medem esforços para travestir o BANDIDO de MANIFESTANTE, para maquiar o CRIME como PROTESTO.

O Congresso da UNE em Ibiúna (1968) foi transformado em símbolo da “repressão” militar contra os estudantes. No entanto, Paulo de Tarso Venceslau revelou: “A gente tinha muita arma, revólveres, pistolas, metralhadoras, coquetéis molotov... Mas estava tudo enterrado. Não tivemos como usá-las”. Posteriormente, integrantes da organização ALN retornaram a Ibiúna e recuperaram as armas e as bombas que seriam utilizadas em atentados terroristas (CABRAL, pp. 59-66).

Na década de 70, a polícia apreendeu no Conjunto Residencial da USP (Crusp) - base do movimento estudantil da época – um verdadeiro arsenal: uma espingarda Winchester 44; uma espingarda Colt calibre 36; uma espingarda Boston calibre 36 de cano duplo; um rifle calibre 22; uma espingarda Browning de repetição; dois facões; uma adaga; um punhal; uma pistola Steyr 765; um revólver calibre 32; cinco metros de estopim; dois cartuchos de pólvora; uma caixa de espoleta; dois estilingues; um morteiro; dezesseis coquetéis molotov e uma lata de querosene (CABRAL, p. 45).

Certamente, se ao cidadão fosse dito que aqueles jovens e estudantes não lutaram por “democracia” coisíssima nenhuma, que eles eram apenas instrumentos para a implantação do SOCIALISMO-COMUNISMO no país - então, ele, o cidadão, poderia desenrolar o novelo das badernas, do caos e da destruição promovidos por estudantes hoje. No final – na ponta da linha – estão os delinquentes juvenis de outrora, agora promovidos aos postos de comando e elevados às instâncias de poder. Porém, eles conservam os mesmos propósitos: um funesto projeto revolucionário.   


Referências.

[1]. Por exemplo, por Fernando Gabeira, que admite: os revolucionários que pegaram em armas lutavam – não pela “democracia” -, mas para implantar no Brasil uma ditadura do proletariado SOCIALISTA-COMUNISTA [http://www.youtube.com/watch?v=eO5XQsP7lnM].


Artigos recomendados.

BRAGA, Bruno. “Notas sobre a onda de protestos no Brasil” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/06/notas-sobre-onda-de-protestos-no-brasil.html].
______. “Nota sobre o poder e o disfarce revolucionário” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/06/nota-sobre-o-poder-e-o-disfarce.html].
______. “O Terrorismo PETISTA-SOCIALISTA-COMUNISTA” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/10/o-terrorismo-petista-socialista.html].

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