Wednesday, January 29, 2014

Intereclesial SOCIALISTA-COMUNISTA - uma conversa com o padre.

 Bruno Braga.

 

A página da paróquia de Nossa Senhora da Piedade (Barbacena-MG) no Facebook, há poucos dias, trazia um conteúdo referente ao 13º Intereclesial de CEB´s. Tomei a iniciativa de sugerir – no espaço da publicação destinado aos comentários – um conjunto de notas que redigi sobre o evento que aconteceu recentemente em Juazeiro do Norte-CE. Sob o título “Intereclesial SOCIALISTA-COMUNISTA”, as notas expunham sobretudo a ação de agentes e grupos revolucionários para “instrumentalizar” as comunidades eclesiais e utilizá-las em favor de um projeto de poder (Cf. I. [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/01/intereclecial-socialista-comunista.html]; II. [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/01/intereclesial-socialista-comunista-ii.html]). O padre Euder Canuto – um dos editores da página – se manifestou, e a partir daí desenvolvemos uma discussão sobre o tema. A discussão, no entanto, foi suprimida da página da paróquia. Por ter sido apagada do seu lugar de origem, senti-me no dever de reproduzi-la aqui, incluindo a resposta que não pude apresentar por conta da supressão do conteúdo (Cf. item II). Esta última resposta eu mantive em sua redação original, apesar do encontro – o leitor notará o convite no texto abaixo - que tive com o padre Euder Canuto. Oportunidade em que pessoalmente pontuamos algumas questões, debatemos outras. Na qual eu informei ao padre que reproduziria aqui neste blog – por um princípio de honestidade intelectual – a discussão que foi deletada e ofereci o espaço para que ele pudesse, caso julgasse necessário, se manifestar.       

 
I.

Paróquia de Nossa Senhora da Piedade escreveu: "Bruno Braga, é sempre um risco as caricaturas que fazemos acerca de quaisquer pessoas ou grupos. Por isso, delicadamente peço que evite promover pelo menos no face de nossa paróquia quaisquer que sejam estas caricaturas. Aqui, nós postamos notícias, compartilhamos a diversidade de nossa Igreja e não há espaço, nesse sentido, para diminuir ou desvalorizar este ou aquele grupo eclesial. Evidentemente, espero que compreenda."

22 de Janeiro de 2014.

***

Bruno Braga.

Em resposta ao autor do comentário que não se identificou. Permita-me algumas considerações. Não posso eximir-me delas por causa de critérios de publicação ou de princípios de boa conduta, porque o caso envolve algo infinitamente mais importante: a Igreja Católica.

Para afirmar que as publicações sugeridas promovem “caricaturas” seria necessário apontar nelas – nas publicações - as incoerências e distorções. Sem este esclarecimento, a sentença que pura e simplesmente define - “caricaturas” - torna-se ela mesma “um risco” (para utilizar a expressão empregada no comentário acima). Eu explico.   

Um leitura rápida e superficial das publicações sugeridas é o suficiente para notar que elas não trazem nenhuma crítica às CEB´s em si. Portanto, diferentemente do que o responsável pelo comentário observou, as publicações não têm a pretensão de “diminuir” ou “desvalorizar” qualquer “grupo eclesial”. Nelas há sim uma advertência sobre a ação de pessoas e grupos que estão empenhados em INSTRUMENTALIZAR as CEB´s com o propósito de utilizá-las como plataforma para a promoção de projetos de poder.

Esta situação não é nova e nem desconhecida. Em 1980, o Papa João Paulo II a denunciou em uma mensagem aos líderes das comunidades de base do Brasil: “Ser eclesiais é sua marca original e seu modo de existir e operar. Formam-se em comunidades orgânicas para melhor serem Igreja. E a base a que se referem é de caráter nitidamente ECLESIAL e NÃO SOCIOLÓGICO OU OUTRO. Sublinho também esta eclesialidade porque o perigo de atenuar essa dimensão, se não deixá-la desaparecer em benefício de outras, não é nem irreal nem remoto, antes é sempre atual. É PARTICULARMENTE INSISTENTE O RISCO DE INTROMISSÃO DO POLÍTICO. Esta intromissão pode dar-se na própria gênese e formação das Comunidades, que se congregariam NÃO A PARTIR DE UMA VISÃO DE IGREJA, MAS COM CRITÉRIOS E OBJETIVOS DE IDEOLOGIA POLÍTICA. Tal intromissão porém, pode dar-se também sob a forma de INSTRUMENTALIZAÇÃO POLÍTICA DE COMUNIDADES que haviam nascido em perspectiva eclesial” (os destaques são meus) (Cf. Vaticano [http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/messages/pont_messages/1980/documents/hf_jp-ii_mes_1980711_comunita-base-brasile_po.html]).

Neste pronunciamento o Papa João Paulo II – pressuponho - não estava promovendo “caricaturas”. Estava descrevendo uma realidade efetiva. Reconhecida por ele e também pelos seus sucessores. É de conhecimento geral a atuação de Joseph Ratzinger antes mesmo de ser Bento XVI (Cf. sobretudo a instrução “Libertatis Nuntius”, na qual ele avalia a Teologia da Libertação, um dos mecanismos utilizados para instrumentalizar as CEB´s). O próprio Papa Francisco (ao qual os mal-intencionados agora se apegam para justificar suas ações e projetos) durante a Jornada Mundial da Juventude no Brasil. O Sumo Pontífice alertou para as “tentações” que podem comprometer o trabalho pastoral e missionário. Entre elas está a “ideologização da mensagem evangélica” - que inclui o REDUCIONISMO SOCIALIZANTE, uma pretensão interpretativa com base em uma hermenêutica fundada nas CIÊNCIAS SOCIAIS, que engloba desde o liberalismo de mercado até as CATEGORIZAÇÕES MARXISTAS (os destaques são meus) (Cf. [http://www.vatican.va/holy_father/francesco/speeches/2013/july/documents/papa-francesco_20130728_gmg-celam-rio_po.html]).

Agora. Basta verificar a NATUREZA, os OBJETIVOS, o DISCURSO e as AÇÕES dos agentes que parasitam as CEB´s (ou ler os textos e documentos publicados pela própria organização do 13º Intereclesial) para identificar aquilo que os Papas e a Igreja Católica proíbem, denunciam e condenam. É uma realidade que está fartamente documentada. As publicações sugeridas apenas reproduzem um pouco deste material.

Há um testemunho que é relevante: o do padre Marcelo Rossi. Questionado pela Folha de São Paulo sobre as CEB´s, ele respondeu: “Acho as CEB´s importantes, mas hoje o nosso povo precisa de grandes espaços” [...] SE FICAR FECHADO NA CEB, ESQUECER A ORAÇÃO, FICAR SÓ NA POLÍTICA... SE OLHAR TODOS OS QUE ESTÃO NO GOVERNO, A MAIORIA SURGIU DA CEB”. [Folha] A CEB ESTÁ NA ORIGEM DO PT. [Pe. Marcelo] O PT SURGIU DA CEB. ENTÃO, QUE NÃO POLITIZE. O PERIGO É ESSE: CAIR NA POLÍTICA (os destaques são meus) (Cf. [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/07/nao-guerra-nao-acabou.html]).

Retomo o início desta resposta para preparar a conclusão. O “risco” de afirmar que as publicações promovem “caricaturas” não é apenas o de negar uma realidade conhecida – descrita por autoridades eclesiais e pelos Papas – e amplamente documentada. Não é somente o de colaborar com pessoas e grupos que parasitam as CEB´s e declaram abertamente o compromisso de instrumentalizar a Igreja - e consequentemente submetê-la a projetos de poder. É mais que isso. É o “risco” de contribuir para corromper fé católica com o que aquela atitude – fundada no pretexto da “diversidade” – permite e em certa medida fomenta. Rebeldia contra a tradição. Desprezo da liturgia. Descaracterização das celebrações. Aviltamento dos sacramentos. Rebaixamento dos santos e da própria Santíssima Virgem Maria. A mundanização de Jesus Cristo. O deslocamento de Deus para segundo plano. Colocar em perigo a salvação das almas, por consentir que o fiel trabalhe para o SOCIALISMO-COMUNISMO e prepare a sua EXCOMUNHÃO (Cf. [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/05/um-alerta-aos-catolicos.html]).

Enfim, diante do que foi exposto, afirmar que as publicações sugeridas apresentam “caricaturas” já não é apenas “um risco” de funestas realizações, mas contribuir efetivamente com elas. Uma contribuição que se dá, ou por puro desconhecimento do assunto e da realidade (hipótese improvável que já não pode mais ser alegada); ou por omissão; ou por comprometimento consciente. Mas, independentemente do modo em que se dá esta contribuição, ela implica uma responsabilidade: a de quem está dentro da Igreja Católica e se pronuncia em nome de uma paróquia, porque tem o dever e o compromisso protegê-las.

Atenciosamente,
Bruno Braga.
http://b-braga.blogspot.com

 
II.

Paróquia de Nossa Senhora da Piedade. Senhor Bruno Braga, meu irmão, um dos editores responsáveis pelo face da Paróquia sou eu, Pe. Euder Canuto, e esse comentário que fiz anteriormente em relação ao seu, pede, delicadamente, uma posição de compreensão sua. Como muito bem você disse, em todos os segmentos podem existir pessoas com más intenções e desejo de instrumentalizar essa ou aquela iniciativa. Assim, como você disse valorizar a CEB naquilo que ela tem de original, eu também. Em nosso face, nossa única intencionalidade é promover o que há de bonito numa Comunidade Eclesial de Base ou numa Comunidade de Comunidades, como nossa Igreja intitula a Paróquia no Doc. nº 104, da CNBB. Quanto às confusões e inserções políticas que ora ocorrem, partidarizando ou instrumentalizando a comunidade eclesial, concordo plenamente que esse não é e nem deve ser o caminho, afinal o próprio Cristo fugiu desse caminho e nós, como Igreja, não podemos nos desviar por aí. Afinal, o que pode mesmo transformar o homem é o coração convertido a Jesus Cristo e, por isso mesmo, solidário na luta com os irmãos que sofrem. Mas, o simples fato de você intitular sua matéria e seu comentário de "Intereclesial Socialista-Comunista" já "caricatura" sim todos os membros do encontro, não lhes dando sequer a possibilidade de que de fato possam se defender ou que outras pessoas possam assistir ou procurar conhecer o que lá ocorre. Por exemplo, sua crítica ao Pai Nosso dos Mártires parece, intencionalmente, também, ser uma manifestação de que desejaria omitir dos membros da Igreja, que somos todos nós, irmãos, e que devemos sim enfrentar os embates da fé não com a crítica destrutiva do diferente, mas com um diálogo de quem deseja construir pontes. A oração cantada por eles é uma oração bonita que canta o sofrimento de um povo, que clama por justiça. O sofrimento do nosso povo se expressa nessa canção e não vejo nada de mal nisso desde que não a absolutizemos como a Forma oficial. Afinal, a forma oficial é o Cristo mesmo que ensinou no Evangelho e foi preservada pela Igreja, certo? E desconheço se o desejo é torná-la a forma oficial. Parece-me que não. Acolho-o, com carinho, se quiser, para sentarmos numa dessas terças-feiras na nossa secretaria paroquial para um diálogo maduro, onde não prevaleçam apenas os aspectos negativos de uma determinada realidade, mas onde ocorra a possibilidade de um encontro fraterno onde também descubramos uns nos outros os valores e, assim, compartilhemos e nos ocupemos de defender o que é essencial: nossa fé em Jesus Cristo, salvador e libertador. Um Salvador do homem todo e de todos os homens. Não sou eu e muito menos a nossa página oficial do face que dividiremos o mundo em bons e maus. Acho que essa é uma tarefa para o único Juiz da História, o Filho de Deus. Aguardo-o, fraternalmente, para um diálogo. Somos irmãos, vamos nos unir em torno de Jesus Cristo e como Igreja ir em missão para anunciar e construir o Reino de Deus. O Papa nos lembrou recentemente que "as divisões são um escândalo para a Igreja". Não o conheço ainda pessoalmente, não nos dividamos. Prefiro de verdade não ser de Apolo nem de Paulo, somos todos irmãos!

24 de Janeiro de 2014.

***

Bruno Braga.

Padre Euder Canuto,

Antes de qualquer consideração, agradeço a gentileza do convite. Talvez não se lembre, já estivemos juntos. De qualquer maneira, enquanto não surge uma oportunidade para assentarmos e termos uma conversa mais detida sobre o assunto, podemos manter aqui, penso eu, um diálogo tão “maduro” quanto em privado, e que pode produzir – se já não está produzindo – bons frutos.

Muito bem. Padre, eu “compreendi” o que expôs no seu primeiro comentário. No entanto, “compreender” não significa “concordar”. E neste caso específico eu não poderia deixar de externar a minha discordância, mesmo que ela não se adeque aos critérios de publicação da página da paróquia no Facebook ou que aparentemente viole princípios de boa conduta. Porque a Igreja Católica está acima de tudo isso. E se a temos como preocupação comum, não precisamos a princípio temer “divisões”, mas nos preocuparmos em estabelecer uma conversa franca e objetiva.

Padre, se o “único” propósito da página da paróquia no Facebook é “promover O QUE HÁ DE BONITO numa Comunidade Eclesial de Base” (as aspas reproduzem as suas próprias palavras com um destaque meu), então ela está promovendo – assim como o senhor denuncia nas minhas publicações – uma “caricatura” das CEB´s. Uma caricatura “BONITA”. Porque omite o que nelas escandalosamente existe de “FEIO”: a instrumentalização política e a corrupção da fé católica (Cf. comentário anterior). 

Ademais. Se o senhor, padre, reconhece a face “FEIA” das CEB´s e afirma não concordar com ela, mas decididamente se empenha em promover apenas o “BONITO”, e quando alguém expõe alguns traços daquele temível rosto o senhor o adverte por promover “caricaturas”, há ai – na mais branda das hipóteses - uma grave omissão. 

Padre Euder Canuto, em nenhum momento neguei, existem fiéis que participam “de coração” do Intereclesial de CEB´s. Por isso utilizei o termo “instrumentalizar”, que pressupõe a existência deles. No entanto, infelizmente, padre, a face tenebrosa das CEB´s é a que prevalece há décadas, e por isso mesmo gerou manifestações e intervenções de Papas e de altas autoridades eclesiais (Cf. comentário anterior). Aqueles católicos de “boa-fé” pouco representam naquilo em que a Intereclesial adquire expressão oficial. Eles não participam da redação dos documentos. Não elaboram a carta final que estabelece princípios e intenções. Não contribuem com as “análises conjunturais”, que traçam as linhas de orientação para o trabalho das comunidades nos próximos anos e onde se chega a cogitar até uma possibilidade de “ruptura” fundada no Concílio Vaticano II, aproveitando ardilosamente a figura e o discurso do Papa Francisco (Cf. Manoel Godoy). Tudo isso fica a cargo de lideranças e “intelectuais” – SOCIALISTAS-COMUNISTAS - que tomaram as CEB´s e as INSTRUMENTALIZARAM para promoverem suas bandeiras e projetos de poder. Para tirar a prova – e identificar o conteúdo que a Igreja Católica condena e abomina - basta consultar e ler os próprios documentos publicados pela Intereclesial (fonte: [http://www.intereclesialcebs.org/]).

Outra consideração importante. O senhor reduz o material das publicações a uma “critica destrutiva do diferente”. Sim, em certo sentido ele contém uma crítica do DIFERENTE. Mas não é por criticar o diferente que a crítica deixa de ser procedente. É necessário avaliar o “conteúdo” do alegado DIFERENTE, porque ele pode ser uma “oposição” ou uma “incompatibilidade” identificada pela crítica. Por exemplo. Quando denuncio a participação de grupos ABORTISTAS em um evento católico, eu estou apenas manifestando uma intolerante crítica do “diferente” ou apontando uma oposição inconciliável com o princípio cristão de valorização da VIDA? Expor a orientação SOCIALISTA-COMUNISTA dada à Intereclesial de CEB´s é somente uma “crítica destrutiva do DIFERENTE“ ou identificar uma “incompatibilidade” de natureza entre o SOCIALISMO-COMUNISMO e a doutrina católica que pode definir inclusive a excomunhão do fiel? (Cf. sobretudo [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/05/um-alerta-aos-catolicos.html]). Fica claro, nestes termos, que reduzir o material das publicações a uma “crítica destrutiva do diferente” é um equívoco.

Com relação ao “Pai Nosso dos Mártires”. Eu não sei se compreendi bem o que o senhor quis dizer, padre. Mas a minha crítica não tem o propósito de “omitir” – “intencionalmente” – aquela “manifestação” dos “membros da Igreja” (o que aparece entre aspas são suas próprias palavras). Não pretendo “omitir” nada. Mas é preciso verificar se aquela canção é de fato uma “manifestação dos membros da Igreja”. Para isso, não é possível apegar-se somente a alguns trechos da letra da música, por exemplo, àqueles que se referem ao “sofrimento de um povo”, como o senhor observa. É preciso ampliar o espectro de análise. Relacionar a autoria – a influência da Teologia SOCIALISTA-COMUNISTA da Libertação – e o contexto de apologia ideológica da revolução social e política. Este plano mais amplo, que abarca os trechos recortados, está sintetizado na própria letra, quando se proclama um “pai nosso REVOLUCIONÁRIO”. Uma sugestão. Assista a este vídeo do “Pai Nosso dos mártires” [http://www.youtube.com/watch?v=lsPDR_912ls]. Desconheço a relação dele com os autores da música. De qualquer maneira, o vídeo traz uma iconografia que inegavelmente tem uma correspondência – pelo que já foi exposto ao longo desta conversa - com o espaço e o contexto no qual a canção é entoada. Confira no tempo 00:14. Jesus Cristo é representado como um líder revolucionário, e na sequência, com os mesmos traços, aparece Che Guevara, o psicopata que comandava fuzilamentos de cristãos em Cuba e afirmava: “Não sou Cristo nem filantropo. Sou totalmente o contrário de um Cristo” [...] “Um revolucionário deve se tornar uma fria máquina de matar movida apenas pelo ódio”. Nestes termos, chamar aquela canção de “oração” e dizer que ela é uma “manifestação dos membros da Igreja” é no mínimo um contrassenso.

Bom, padre, o senhor é um sacerdote. Consequentemente É da Igreja Católica. Portanto, não lhe é dado proclamar indistintamente que prefere “não ser de Apolo nem de Paulo”. No caso em tela – em que há uma inegável instrumentalização das CEB´s e corrupção da fé católica – isto significaria eximir-se das responsabilidades do seu vínculo. Imagine só. Um sujeito entra na sua casa. Toma a cabeceira da mesa e com o dedo em riste começa a ditar regras para a sua família. Promove uma verdadeira “revolução” nos hábitos e costumes – desprezando e cuspindo em uma tradição que foi cultivada ao longo de anos. O sujeito faz tudo isso e o senhor lava as mãos dizendo que não é de “Apolo nem de Paulo” e que a justiça é divina. Pior. Ainda adverte quem denuncia a situação, contrariando até mesmo o que diz o chefe da casa. Ora, padre, isto é completamente despropositado.    

Encerro relembrando a conclusão do meu último comentário. É OMISSÃO maquiar a escandalosa e inegável instrumentalização das CEB´s e a consequente corrupção da fé católica. Para um sacerdote é uma atitude extremamente grave, porque ele tem a responsabilidade de proteger a Igreja Católica. Responsabilidade sobre a qual será de alguma forma chamado a prestar contas, sendo-lhe vedado eximir-se dela alegando desconhecimento do assunto e da realidade. Padre Euder Canuto, eu assumo aqui a responsabilidade de parecer indelicado, ríspido e até grosseiro. Porém, eu também seria cobrado caso não tivesse lhe dito tudo isso. De qualquer forma, está feito.

Atenciosamente,
Bruno Braga.
http://b-braga.blogspot.com
 

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