Thursday, June 23, 2016

Foro de São Paulo: comunistas se reúnem em El Salvador.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.

Tem início nesta semana o XXII Encontro do Foro de São Paulo. Os membros da organização fundada por Lula e por Fidel Castro estarão reunidos em El Salvador entre os dias 23 e 26 de junho - sob o lema "El poder popular asegura la victoria" - para mais uma vez confabularem sobre a transformação da América Latina na "Patria Grande" comunista. A "Frente Farabundo Martí para la Liberácion Nacional" (FMLN) será a anfitriã. O grupo de guerrilha, que participou da primeira reunião do Foro de São Paulo, em 1990, mas que tornou-se partido político somente dois anos depois, em 1992 [1] - e que está no poder em El Salvador - espera receber, entre outras figuras ilustres do esquema comunista, o ex-Presidente Luiz Inácio. 

II. 

Dos anfitriões do XXII Encontro do Foro de São Paulo e aliados do PT no projeto de transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista.

II. a. 

FMLN: "Masacre de la Zona Rosa".

As imagens são do ataque terrorista promovido em um clube noturno de El Salvador chamado "Zona Rosa". O atentado de 1985 estava sob o comando do grupo de guerrilha marxista-leninista PRTC [Partido Revolucionario de los Trabajadores Centroamericanos] - que integrava a FMLN [Frente Farabundo Martí Para la Liberación Nacional] - e era subordinado, entre outros comandantes, a Nidia Díaz - ela, atual Secretária Geral do XXII Encontro do Foro de São Paulo. O massacre da "Zona Rosa" foi realizado por atiradores disfarçados com o uniforme do exército salvadorenho. Os marines eram o alvo, porém, os terroristas abriram fogo indiscriminadamente e, com quatro americanos, executaram - de forma covarde - também civis, num total de 12 vítimas.

II. b. 

Salvador Sánchez Cerén: o sanguinário terrorista comunista da Frente Farabundo Martí Para la Liberación Nacional (FMLN) que é o atual Presidente de El Salvador.

Assista ao vídeo. Trata-se do testemunho do "Comandante Mario" - sobrevivente das "matanzas" promovidas por Sánchez Cerén.


II. c. 

Medardo González: comandante do terrorismo comunista em El Salvador e atual Secretário Geral da Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN) anuncia o Encontro do Foro de São Paulo.


II. d.

Nidia Díaz: terrorista comunista que atualmente é deputada pela Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN) e Secretaria de Relações Internacionais do grupo de guerrilha que se transformou em partido político. Nidia Diaz, que na imagem aparece na conferência de imprensa para anunciar o XXII Encontro do Foro de São Paulo, é a Secretária Geral do evento promovido pela organização comunista em El Salvador. 


III.

XXII Encontro do Foro de São Paulo - El Salvador, 2016. 

. "Documento base" [2] - notas de leitura.  

III. 1. 

O documento do Foro de São Paulo reafirma a natureza e o propósito da organização comunista desde a sua criação - há vinte e seis anos: um "gran espacio de convergencia, debate, ACCIÓN CONJUNTA y SOLIDARIDAD MUTUA de los PARTIDOS, ORGANIZACIONES y MOVIMIENTOS POLÍTICOS de izquierda y progresistas de América Latina y el Caribe" (Cf. imagem. Doc. p. 03).

Os céticos e cabeças-duras deveriam entender de uma vez por todas: o Foro de São Paulo não é uma simples "reunião" de "camaradas". Trata-se de uma organização comprometida com a AÇÃO - mais uma vez: AÇÃO - CONJUNTA entre os seus membros, integrantes e parceiros.   

Mas o trecho em destaque diz mais. Fala de PARTIDOS, ORGANIZACIONES y MOVIMIENTOS POLÍTICOS de izquierda y progresistas - traduzindo: COMUNISTAS - cuya INTERECCIÓN constructiva y fraterna con las fuerzas populares de TODO EL PLANETA se ha INCREMENTADO y PROFUNDIZADO a lo largo de este cuarto de siglo y lo seguirá haciendo en el futuro". 

Portanto, o Foro de São Paulo representa o bloco comunista na América Latina; porém, ele está ligado a uma rede mundial de "partidos", "organizaciones" e "movimientos políticos" - está integrado ao movimento comunista internacional.

III. 2.

Eis a AÇÃO CONJUNTA e a SOLIDARIEDADE dos membros do Foro de São Paulo. Governos, partidos e a força auxiliar dos "movimentos sociais" - todos comprometidos com um PROJETO ÚNICO de poder: com a construção da "Patria Grande" comunista na América Latina (Cf. imagem) [3]. 

Os princípios de "ação conjunta" e de "solidariedade" impulsionam os agentes ligados ao esquema comunista a apoiarem e promoverem projetos e iniciativa uns dos outros. Eles são base também para a defesa mútua, no caso de um suposto "ataque" ou de uma ameaça ao consórcio de poder. Como mostra o trecho do documento em destaque, o Foro de São Paulo está integrado a uma rede mundial. Por isso, por exemplo, governos e partidos apresentam declarações de repúdio, aparece por todos os cantos um grupo com uma bandeira ou alguém segurando uma folha ou cartaz contra o "golpe" no Brasil - contra o impeachment que afastou o fantoche do Foro de São Paulo da Presidência da República. É a "solidariedade" do movimento comunista internacional.

(*) Transcrição do texto da imagem: 

"LA BATALLA de CADA FUERZA POLÍTICA y SOCIAL DE IZQUIERDA y PROGRESISTA, y de CADA GOBIERNO de izquierda y progresista, ES LA BATALLA DE TODAS Y CADA UNA DE LAS FUERZAS POLÍTICAS Y SOCIALES DE IZQUIERDA Y PROGRESISTA de América Latina y el Caribe, Y EL RESTO DEL MUNDO. Entre otros requerimientos, eso implica FORTALECER la UNIDAD DEL FORO DE SÃO PAULO y su ya tradicional INTERRELACIÓN CONSTRUCTIVA con la Conferencia Permanente de Partidos Políticos de América Latina y el Caribe (COPPPAL), con NUESTROS PARTIDOS y MOVIMIMENTOS POLÍTICOS HERMANOS de América del Norte, Europa, Asia, África, Medio Oriente y Oceanía, y con TODAS LAS REDES y CAMPAÑAS de MOVIMIENTOS SOCIALES POPULARES DEL PLANETA" (Doc. p. 33).  

III. 3.


A imagem I apresenta um trecho do documento que deixa claro: as "bandeiras" ditas "sociais" e "populares" são manipuladas - e até criadas - pelo Foro de São Paulo com um único objetivo: colocar os comunistas no poder (Doc. p. 13). 

Ideologia de gênero - comunidade LGBT-gayzista-feminista -, movimento negro, indigenista e quilombola, ativismo ambiental - além dos sem-terra e sem-teto, entidades sindicais, movimento estudantil e de juventude, "intelectuais" e "agentes culturais", enfim, - tudo o que "foi decisivo" para alçá-los - será utilizado como plataforma para conquistar novas posições de poder ou manter as já conquistadas.  

Para obter uma amostra recente desse mecanismo de ação basta olhar para a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados [CDHM]. O colegiado foi declarado pelo seu novo presidente - João, o "padre" do PT - "trincheira" de "luta" e de "resistência" comuno-petista [4]. Trata-se da instrumentalização de supostos "direitos" e de bandeiras tidas como "sociais" e "populares", e da utilização delas para reconduzir o fantoche do Foro de São Paulo à Presidência da República - Dilma Rousseff, afastada do cargo por conta do processo de impeachment que o "apóstolo" da Teologia da Libertação chama sem vergonha alguma de "golpe". 

A propósito. "Golpe". O Foro de São Paulo - ora, ora, que "coincidência"... - apresenta a mesma tese. Veja a imagem II (Doc. p. 21). A organização comunista também faz terrorismo com a ameaça às "conquistas alcançadas" - aos supostos "direitos" - afirma até que o "futuro do Brasil" está em "risco". E ressalta o papel na promoção de protestos e manifestações de "sectores populares, de izquierda y progresistas de la sociedad brasileña" - ou seja, de agentes e organizações que trabalham para o esquema comuno-petista - e do movimento comunista internacional ao qual está integrado [5]. 


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "Foro de São Paulo: a gênese criminosa da 'Patria Grande' comunista", nota II [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-genese-criminosa-da.html].

[2]. Cf. XXII Encontro do Foro de São Paulo - Documento base [http://forodesaopaulo.org/documento-base-base-document/].

[3]. Cf. Nota de leitura III. 1. 

[4]. Cf. "CDHM: 'Padre' do PT comanda 'trincheira' comuno-petista" [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/06/cdhm-padre-do-pt-comanda-trincheira.html].

[5]. Cf. Notas de Leitura III. 1. e III. 2.    

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