Tuesday, August 09, 2016

Teologia da Libertação: a transformação comunista da Arquidiocese de Mariana-MG.

Bruno Braga.
Material para estudo. 


OLIVEIRA, Fabrício Roberto Costa. ROTHMAN, Franklin Daniel. "Arquidiocese de Mariana, Teologia da Libertação e Emergência do Movimento dos Atingidos por Barragens do Alto Rio Doce (MG)". Política & Sociedade: Revista de Sociologia Política. Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). V. 7, n. 12, 2008. pp. 177-203.


Esta é mais uma amostra de como a Teologia da Libertação se infiltrou dentro da Arquidiocese de Mariana-MG [1] - aqui, por meio do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). Para isso, a chegada de Dom Luciano Mendes de Almeida foi fundamental. Ele fora retirado de São Paulo - uma iniciativa de São João Paulo II para frear a militância dos "apóstolos" da Teologia da Libertação e a instrumentalização política da Igreja. Porém, a iniciativa, desgraçadamente, foi um dos principais fatores de disseminação da teologia comunista em Minas Gerais, "pois Dom Luciano era um dos grandes nomes do grupo progressista" (Cf. artigo, p. 189).

O leitor reconhecerá facilmente o tom comuno-esquerdista do texto. Estereótipos, certas distorções históricas e, consequentemente, uma "apologia" da Teologia da Libertação. No entanto, esses elementos têm uma utilidade: funcionam como defesa contra qualquer acusação de "teoria da conspiração", uma vez que o artigo é redigido por entusiastas da Teologia da Libertação e mostra como ela assaltou e parasitou a Igreja Católica - a Arquidiocese de Mariana - para "transformá-la" em  base e plataforma de ações políticas. 

Cabe recordar um fato recente. Em 2015, o rompimento de uma barragem em Mariana tornou-se uma oportunidade para colocar em evidência o MAB - o tal Movimento dos Atingidos por Barragens. Ele, que havia surgido com a participação de militantes do PT (idem, p. 192), aparece agora capitaneado por João [2]. O "apóstolo" da Teologia da Libertação e "padre do PT" que é o atual presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, transformada por ele em "trincheira" de "luta" e de "resistência" para os interesses comuno-petistas [3] - e que foi cavada também em Mariana [4].

Eis um trecho importante do artigo supra citado: 

1964 a 1989: a Teologia da Libertação, o Mobon e os processos de transformação social na Arquidiocese de Mariana.

No Brasil Colônia, a Arquidiocese de Mariana exerceu enorme influência na sociedade mineira e se consolidou como grande formadora de clérigos, sendo uma instituição de grande importância na consolidação dos interesses portugueses, tendo sido, por isso, de grande relevância na manutenção do status quo. No século XIX, o processo de romanização tinha a Arquidiocese de Mariana como importante ator, já que Dom Viçoso, bispo de Mariana, era um dos principais expoentes do catolicismo brasileiro que buscava por um catolicismo “oficial”, o qual procurava romper com as práticas religiosas populares (OLIVEIRA, 1985). Durante a primeira metade do século XX, a atuação conservadora, tanto da Igreja Católica brasileira quanto da Arquidiocese de Mariana, continuou a se fazer consistente, inclusive às vésperas do golpe de 1964.

Não obstante a postura conservadora da Igreja Católica, no início da década de 1960, acontecia o Concílio Vaticano II (1962-1965), que se consolidou como um evento de grande importância para a emergência de idéias associadas à Igreja progressista e à Teologia da Libertação, que podem ser entendidas como uma escola romana de pensamento que emergiu na América Latina no final da década de 1960 (SMITH, 1991). Seus postulados defendem que o papel da Igreja é o de participar da promoção social e de lutar pela justiça econômica (idem).

Segundo Boff e Boff (2001, p. 74), “podemos entender a Teologia da Libertação como aquela reflexão de fé da Igreja que tomou a sério a opção preferencial e solidária com os pobres”. Para Scherer-Warren (1996, p. 32-33), a Teologia da Libertação:
[...] nasce e se desenvolve enquanto expressão de problemas da realidade social latino-americana, no desejo de transcendê-la através da criação de uma sociedade mais justa e igualitária. Trata-se do encaminhamento de uma nova visão para o papel da Igreja, da prática cristã e do pensar teológico, até então apoiado numa teologia feita a partir da realidade exógena européia.
Diferenças de definições e enfoque à parte, pode-se afirmar que grupos religiosos progressistas engajados em transformações sociais utilizaram idéias da Teologia da Libertação na legitimação de diversas mobilizações sociais em oposição a diversas ditaduras por toda a América Latina. As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) – definidas como grupos católicos que se reúnem regularmente para discutir a bíblia, relacionando os escritos desta com os problemas sociais que vivem – foram muito importantes na difusão das idéias da Teologia da Libertação.

A presença das CEBs se fez então como importante parte da estrutura de mobilização. Esses pequenos grupos, por meio da organização dos leigos, das reflexões acerca do cotidiano e dos problemas diários tendo como referência a bíblia, além do apoio de padres e bispos para a mobilização popular, acabaram gerando e/ou apoiando vários movimentos sociais por todo o país, tanto no meio urbano quanto no rural. A Teologia da Libertação e as CEBs tiveram grande influência na emergência de movimentos sociais nas décadas de 1970 e 1980 (cf. PETRINI, 1984; GAIGER, 1987; ROTHMAN, 1993; IOKOI, 1996; LESBAUPIN, 2000; LESBAUPIN et alii, 2004).

Na Arquidiocese de Mariana não havia CEBs em toda a sua extensão territorial, “mesmo porque a Arquidiocese como um todo não havia feito sua opção pelas CEBs”. Apesar disso, em fins da década de 1960, um grupo de católicos de dentro da Arquidiocese e de fora dela mobilizou pessoas para a promoção de idéias religiosas progressistas.

O padre Daniel, importante incentivador de CEBs na Arquidiocese, narra seu trabalho de mobilização e a importância de seu contato com a diocese vizinha da seguinte forma:
Aí a Diocese de Mariana divide com a Diocese de Caratinga e a gente vendo a beleza da diocese de Caratinga, por que eu visitava Divino, e faz divisa com Pedra Bonita, Santa Margarida, dividindo com Pedra Bonita, a gente olhando vendo as coisas, sobretudo Divino, que Santa Margarida na ocasião era um Padre Holandês, ele não olhava muito para esse lado de CEBs não. Mas Divino era maravilha lá. E visitando lá a convite do padre e também celebrando cá, a gente vendo a atitude dos leigos, aí resolvi, conforme se diz né, “deixa a abóbora passar debaixo da cerca”, não é. Assim nós começamos também, Pedra Bonita, Sericita, São Domingos, Ribeirão São Domingos e as coisas foram crescendo sabe?
Por meio da narrativa do padre Daniel, pode-se perceber que, apesar do caráter institucional da Igreja Católica, foram as redes de ligações informais e as relações estabelecidas pelo padre e leigos com outros grupos da vizinha Diocese de Caratinga que foram fundamentais para um contato mais efetivo para emergência das CEBs na Arquidiocese de Mariana.

As relações solidárias entre os padres e o engajamento dos leigos formaram uma importante estrutura de mobilização capaz de proporcionar condições de emergência de práticas mais progressistas na Arquidiocese de Mariana. Boa parte dessa estrutura de mobilização tem a ver com o trabalho dos leigos, que, muitas vezes, insatisfeitos com as mensagens religiosas da Arquidiocese de Mariana, procuraram em livros, panfletos e, principalmente, na vizinha Diocese de Caratinga mensagens que satisfaziam melhor aos seus anseios políticos e religiosos.

Nesse sentido, o contato com uma diocese que tinha um bispo engajado na criação de CEBs, produzia materiais para esses grupos e contava com padres e uma população engajada mostrava-se fundamental para leigos e padres da Arquidiocese de Mariana que se interessavam por essas idéias e, internamente, não contavam com o aval da instituição.

O contato com a Diocese de Caratinga foi importante. Na Arquidiocese, à medida que iam se criando CEBs, os grupos católicos progressistas iam discutindo os problemas da sociedade e a idéia da necessidade de maior envolvimento da religião nas questões sociais aumentava, o que era um facilitador para a construção de uma identidade coletiva progressista, que se tornava mais consistente à medida que se fortalecia a estrutura de mobilização pela solidariedade, amizade e ligação entre os atores sociais.

O padre Daniel ficou na região onde trabalhava havia muito tempo, porque, segundo ele, “o bispo tinha mais ou menos essa idéia, ‘se tá bem, fica’, a não ser que queira sair”. Fazendo esse trabalho, o padre afirma:
Eu consegui da Alemanha, através do bispo Dom Oscar, consegui ganhar uma Kombi zero quilômetro para a evangelização por causa das CEBs, levando curso, buscando cursos. Dom Cavati, muitas vezes, nós fomos lá e, no intercâmbio, no meio da paróquia também, rodando, levando líderes, participamos de muitos cursos na Diocese também utilizando desse veículo, então foi uma beleza, né?
Fato interessante da pesquisa foi ter percebido que, apesar de o arcebispado não ter se empenhado na promoção de CEBs, ele não impedia os padres de a promoverem, desde que isso não trouxesse conseqüências “negativas” para a Arquidiocese, como, por exemplo, a “politização excessiva”, que era vista como um grande mal ao catolicismo.

Entretanto, mesmo com essa postura de evitar o envolvimento político de grupos religiosos na Arquidiocese de Mariana, criava-se um cenário propício à mobilização progressista: a oposição de católicos progressistas à ditadura militar no Brasil, as idéias do Concílio Vaticano II, o contato com a Diocese de Caratinga e a existência de um grupo de padres e leigos que objetivavam a veiculação de idéias religiosas progressistas na região. Nessa perspectiva, pode-se dizer que acabou se formando uma estrutura de oportunidade política favorável aos grupos progressistas da Arquidiocese de Mariana.

A mobilização progressista ainda era incipiente; as CEBs que se criavam tinham ação limitada. O padre Douglas refere-se a elas como sendo “não tão politizadas”, mas era a emergência de novas idéias e novas formas de práticas religiosas, as quais, muitas vezes, não eram bem-vistas pela elite eclesiástica local. Segundo o padre Claret:
havia até uma coisa interessante na época porque a Diocese de Caratinga e a de Itabira eram bem malvistas pela Arquidiocese e a gente acabava incorporando aquilo de que a nossa Diocese era melhor. Como se a nossa Diocese é que era a mãe certa, porque elas desmembraram de cá. Como se fosse assim a saída das filhas rebeldes, mas aí nós fomos entendendo que lá as pessoas participavam muito mais e elas vieram entrando por ali, na região de Sericita.
Esse é um depoimento ilustrativo de como alguns padres e grupos de religiosos da Arquidiocese pensavam a respeito das dioceses engajadas com a criação de CEBs e como, a partir do contato com as dioceses vizinhas e da reflexão, muitos religiosos começavam a perceber os benefícios que a criação de CEBs poderia trazer para a Arquidiocese, ou seja, havia um processo de transformação da visão que se tinha da religião e da vida social, dentro de um "framing process".

No intuito de continuidade dessa transformação, integrantes do Movimento da Boa Nova (Mobon) eram convidados para ministrar cursos na Arquidiocese de Mariana. Segundo um dos fundadores e presidente do Mobon (em 2004), o objetivo do trabalho que realizavam era levar os leigos à reflexão e dar-lhes liberdade para falar de sua realidade, proposta que apresentava bastante afinidade com a Teologia da Libertação.

Conforme alguns depoimentos, o Mobon exerceu grande influência no território da Arquidiocese de Mariana na década de 1970, mas é difícil precisar as visitas e o trabalho dos integrantes do Movimento antes de 1979. Depois dessa data, o Mobon inaugurou uma casa de cursos na cidade de Dom Cavati (MG), para onde mais de 700 pessoas, de mais de 15 localidades da Arquidiocese de Mariana, viajavam e faziam diversos cursos. Dessa forma, consolidava-se ainda mais a estrutura de mobilização, que já se mostrava consistente com a presença de membros do Mobon na Arquidiocese, a qual, a partir de então, passava a contar com uma importante infra-estrutura: a casa de curso.

O movimento religioso promotor de idéias progressistas na Arquidiocese de Mariana continuava firme na década de 1980; contudo, mesmo nessa década, em que o medo do comunismo não era tão grande como na década de 1960, segundo o padre Douglas, o seminário da Arquidiocese ainda se mostrava contrário às idéias da Teologia da Libertação. Assim ele diz:
[...] Depois vim pra cá e entrei para o seminário em 1981, comecei estudar teologia, mas ainda nesse ambiente que era fechado, eu fiquei pouco tempo, eu fiquei um ano e meio. No meu período chegou-se mesmo a se cogitar da parte de Dom Oscar até a proibição, mas ele não fez isso não, mas foi cogitado até a proibição de livros de Leonardo Boff. Quer dizer, era outro tipo de perspectiva. Não foi feito, na própria formação, houve quem ponderasse com ele, não era o ideal, que as pessoas deveriam conhecer até para serem críticos, mas enfim, o lado social não se falava tanto, a não ser em alguma leitura e conversas mais nossas.
De acordo com o relato, a Teologia da Libertação só era permitida na Arquidiocese de Mariana com restrições. Nos jornais da Arquidiocese eram muitas as notícias que reafirmavam os cuidados que se deveria ter com essa Teologia para não confundi-la com questões políticas e sociais. Assim, mesmo depois de passados os momentos difíceis da ditadura militar, a Arquidiocese continuava tentando impedir que idéias progressistas nela se tornassem hegemônicas.

Como afirmou o padre Douglas, as críticas às condições sociais e políticas aconteciam sem empenho dos grupos dirigentes da Arquidiocese, que seguiam à risca a tentativa da hierarquia católica romana de tentar frear a atuação progressista da Igreja Católica. A carta apostólica endereçada aos bispos brasileiros dizia que a Igreja não deveria se envolver em questões sociais em detrimento de sua missão especificamente religiosa (HIGUET, 1984). 

De acordo com Prandi e Souza (1996, p. 62-63), o Papa “se mostrava bastante alinhado às tendências carismáticas e bem distantes da opção pelos pobres da Teologia da Libertação”. Essa política do Vaticano acabou, paradoxalmente, beneficiando os grupos progressistas da Arquidiocese de Mariana, pois uma das estratégias utilizadas para desmantelar a progressista Arquidiocese de São Paulo foi:
[...] a transferência de Dom Luciano Mendes de Almeida, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e ex-auxiliar da arquidiocese paulista para arquidiocese mineira de Mariana, uma das mais antigas na história religiosa do país, mas com pouca expressão sócio-política. Esta transferência foi feita à revelia do cardeal D. Paulo Evaristo Arns, pertencente à ala esquerda do clero brasileiro, que desejava que D. Luciano sucedesse no arcebispado de São Paulo. Além disso, como se sabe, com o objetivo de esvaziar o poder de D. Paulo Evaristo Arns, que dirige a maior arquidiocese, estudos estão sendo feitos em Roma para dividir a arquidiocese paulistana em quatro regiões episcopais – Osasco, Itapecirica da Serra, Santo Amaro e São Miguel Paulista, que são as principais áreas de ação pastoral do cardeal e de maior força popular (VALENTE, 1989, p. 88; sem grifos no original).
A tentativa de esvaziamento de poder de Dom Evaristo Arns acabou trazendo benefícios para os progressistas da Arquidiocese de Mariana, pois Dom Luciano era um dos grandes nomes do grupo progressista das décadas de 1970 e 1980 e sua chegada à Arquidiocese de Mariana tinha um grande significado para a população local, principalmente para os mais progressistas, que já vinham se articulando na mobilização social para a promoção das idéias da Teologia da Libertação e estavam ávidos de uma direção arquidiocesana progressista, que lhes desse melhores condições de atuação.

Para o padre Daniel, a mudança de uma postura mais conservadora para uma mais progressista já vinha acontecendo, mas ela se deu, sobretudo, com a chegada de Dom Luciano à Arquidiocese, o que é relatado por grande parte dos entrevistados. Para o padre Douglas, a chegada de Dom Luciano significou uma abertura para a atuação progressista:
O que a gente percebe é que há uma mudança na Arquidiocese de Mariana, sobretudo a partir da chegada de Dom Luciano, às vezes algumas questões que estavam mais abafadas, mais surdas, elas vão eclodir, e a forma como ele organizou a Diocese, essa tradição de assembléias pastorais, de encontro de presbíteros, não só os retiros, mas os encontros anuais, os presbíteros, discutir a Bíblia, os ministérios, questões pastorais, abriu mais o debate. A própria linha do jornal Pastoral, que sucedeu ao jornal Arquidiocesano mostra claramente uma perspectiva diferente, um foco diferente. Na realidade, o fato é outro, é uma Diocese mais aberta, digamos, assim, aquilo que é a caminhada da Igreja no Brasil, sobretudo da CNBB (padre Douglas).
O mesmo padre afirma que Dom Luciano significava um marco, um símbolo de mudança importante para a Arquidiocese de Mariana: “Então você vê, Dom Luciano estava atuante na Igreja no Brasil. Ele não estava em Mariana, mas a vinda dele pra Mariana era uma bandeira. A pessoa dele é uma bandeira, quando ele vem já significa isso. Quer dizer, todo mundo que tinha um pouco de informação percebia que a Arquidiocese estava dando uma guinada” (padre Douglas).

No entanto, a chegada de Dom Luciano não pode ser vista como a grande responsável pela consolidação das idéias progressistas, porque um grande grupo de pessoas já compartilhava de uma consciência insurgente, ou seja, acreditava que uma nova forma de religião era possível e viável. Contudo, os depoimentos dos padres vão de encontro às afirmações de Novaes (2002), que ressalta a importância da atuação dos bispos para a inserção e divulgação de novas idéias religiosas. Segundo Novaes (2002), a importância dos bispos se deu tanto durante a ditadura militar – em que era importante o bispo legitimar a atuação dos padres para que estes pudessem difundir as idéias da Teologia da Libertação – como na década de 1990, em que havia um “movimento restaurador”, cujo objetivo era diminuir o poder de influência da Teologia da Libertação.

[...]

O MAB-ARD teve suas “raízes” em meados da década de 1990, no contexto do surgimento de diversos projetos de empresas privadas interessadas na construção de usinas hidrelétricas.

Nessa fase inicial, a presença de Ricardo Ferreira Ribeiro, “agente” da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Minas Gerais, foi de grande importância, uma vez que ele acompanhou os projetos de barragens na Zona da Mata entre 1995 e 1996, quando se afastou para cursar o doutorado.

Concomitante à presença de Ribeiro, o professor Franklin Daniel Rothman, junto com quatro outros professores da Universidade Federal de Viçosa que tinham experiência no campo político como militantes do Partido dos Trabalhadores, elaborou um projeto de extensão no intuito de apoiar as comunidades locais atingidas pelas barragens (ZHOURI & ROTHMAN, 2008, p. 136). Alguns alunos da pós-graduação e da graduação da UFV se integraram ao grupo, que acabou somando a presença de um diácono ligado à Dimensão Social da Região Pastoral Mariana Leste, da Arquidiocese de Mariana – Antônio Claret.

[...]


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "A transformação da Arquidiocese de Mariana-MG: o efeito corruptor da Teologia da Libertação". Material para estudo [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/03/a-transformacao-da-arquidiocese-de.html].


[3]. Cf. CDHM: "Padre" do PT comanda "trincheira" comuno-petista [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/06/cdhm-padre-do-pt-comanda-trincheira.html].

[4]. Cf. "Mariana: 'movimentos populares' e 'trincheira' comuno-petista" [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/06/mariana-movimentos-populares-e.html].


ARTIGO RECOMENDADOS.

PACEPA, Ion Mihai. "A KGB criou a Teologia da Libertação" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/01/a-kgb-criou-teologia-da-libertacao.html]. Tradução do Capítulo "Liberation Theology" (15), que é parte do livro "Disinformation": former spy chief reveals secret strategis for undermining freedom, attacking religion, and promoting terrorism (WND Books: Washington, 2013); 
______. "As raízes secretas da teologia da libertação". Trad. Ricardo R. Hashimoto. Mídia Sem Máscara, 11 de Maio de 2015 [http://www.midiasemmascara.org/artigos/desinformacao/15820-2015-05-11-05-32-01.html]; 
______. "A Cruzada religiosa do Kremlin". Trad. Bruno Braga [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/a-cruzada-religiosa-do-kremlin.html]; 

. "Ex-espião da União Soviética: Nós criamos a Teologia da Libertação", ACIDigital, 11 de Maio de 2015 [http://www.acidigital.com/noticias/ex-espiao-da-uniao-sovietica-nos-criamos-a-teologia-da-libertacao-28919/]; 

Departamento de Estado dos Estados Unidos. Washington. D.C. "Ações ativas soviéticas: The Christian Peace Conference".  Trad. Bruno Braga. [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/07/christian-peace-conference-disseminacao.html]; 

NORRIS, Brian. "Crítica do "Christian Peace Conference". Trad. Bruno Braga [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/07/critica-do-christian-peace-conference.html].

BRAGA, Bruno. "Não, a guerra não acabou" [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/07/nao-guerra-nao-acabou.html].
______. "Os 'apóstolos' do Foro de São Paulo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/06/os-apostolos-do-foro-de-sao-paulo.html].

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