Friday, August 05, 2016

Maçonaria: Satanismo, Terrorismo e Política.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.

Para os que precisam de uma manifestação explícita para enxergar a relação da Maçonaria com o Satanismo, eis uma amostra. Uma "comunidade" do Facebook que utiliza o nome "Maçonaria" [1] - e que o seu administrador a associou ao site do "Grande Oriente do Brasil" [www.gob.org.br] [2] - publicou um "elogio" a "Baphomet" (Cf. imagem) [3].


No texto, a "Maçonaria" tenta de todas as formas conferir nobreza a Baphomet - relacionando ardilosamente a figura aos Templários - respeitabilidade a seus símbolos, como o Pentagrama -, e se esforça para afastar o bode satânico da "Diabo Cristão". Porém, recorre, como uma de suas fontes de "elucidação", a Aleister Crowley [1875-1947] - um Satanista! (Cf. imagem).

"A verdadeira campanha é aquela que põe frente a frente a Igreja Católica e o Templo maçônico, isto é, a Igreja de Deus e a Igreja de Satã, conflito formidável do qual depende a sorte da humanidade" [4].
II.

Eis a Maçonaria em mais um ato de "adoração" satânica [5]. A imagem refere-se a "Baphomet ¿ Luz u Oscuridad ?", publicação do "Diario Masónico" [6] - "un lugar dedicado a la Masonería Universal" [7].

O texto contém os já observados contorcionismos conceituais, apropriações e falsificações históricas - como no caso dos Templários - e, incluindo a de Albert Pike, a "invocação" do satanista Aleister Crowley como autoridade "intelectual" [8]. 

Nele, porém, há uma tentativa de dissociar Baphomet do Satanismo: uma simples menção à disposição do pentagrama. Tentativa ardilosa e inútil, porque a relação é evidente na própria figura do bode satânico, e aparece declarada - embora muitas pessoas não percebam aqui o artifício diabólico - na importância de Baphomet para uma "Luz y una ruta iniciática que exalta al HOMBRE A SU CONDICIÓN DE DIOS, al HOMO EST DEUS" [9]. Ora, não foi o que a serpente disse à mulher? "Sereis como Deus"? (Gen. 3, 5).

Muito bem. A publicação maçônica enaltece Baphomet como "deus da Luz" e da "iniciação", e deixa exposta mais uma vez a relação entre a Maçonaria e o Satanismo. 

III.

Comentário.

É grotesco a Presidente afastada Dilma Rousseff se manifestar contra o terrorismo. Porém, tão grotesco quanto ver o suposto "repúdio" de uma terrorista comunista - que trabalha para uma organização que agrega e coordena guerrilheiros narco-terroristas: o Foro de São Paulo - é ver a Maçonaria colocar-se contra o terrorismo, levantando a bandeira da França por causa do atentado do dia 14 de julho, na comemoração da "Tomada da Bastilha" (Cf. imagem) [10].

Sim, é grotesco, porque a seita maçônica participou ativamente do terrorismo da Revolução Francesa. O que resultou na instauração do sanguinário "Reino do Terror", promovendo inclusive a perseguição e o assinato de padres. Se Jacques Hamel foi degolado por muçulmanos aos gritos de "Allahu Akbar", os revolucionários perseguiram e executaram sacerdotes sob o fantasioso lema maçônico da "Liberdade, Igualdade e [Fraternidade]" [11].
"Não se injuria a franco-maçonaria quando se afirma que o segredo que ela ocultara sob essas palavras, 'liberdade' e 'igualdade', era a Revolução com todos os seus horrores" [12].
Divisa que, a propósito, estabelece uma espécie de "tradição" comum entre Maçonaria e Comunismo.

IV.

No dia 23 de julho, o Estadão publicou um artigo com o título "Reinserção da Maçonaria na política brasileira", e com a assinatura de Benedito Marques Ballouck Filho, grão-mestre do Grande Oriente de São Paulo (Cf. imagem) [13].

O texto - por si só - desmente a "historinha" que muita gente já sabe ser pura mentira: a de que a Maçonaria não se mete em política. Portanto, "reinserção" é conversa mole. A Maçonaria sempre se envolveu com a política, e da pior forma: conspirando, protegida pelo "segredo" de suas atividades essenciais ou camuflada por "nobres" e "generosos" pretextos.

Aliás, se a Maçonaria de fato tem o poder que os "veneráveis" julgam e dizem ter, o esquema de corrupção comuno-petista que tomou de assalto o país nunca teria tomado a dimensão que tomou sem no mínimo a conivência deles - quiçá sem a sua colaboração. Apesar disso, a seita se apresenta "inocente" e "imaculada" - de acordo com o texto em tela - à procura de políticos comprometidos com a "ética" e com a "cidadania". Ora, ora...

O Grupo Estadual de Ação Política (GEAP-SP) dá ao leitor uma noção das ambições da Maçonaria. O GEAP foi criado com o propósito de "coordenar" grupos locais e "incentivar" as lojas maçônicas a participarem do processo político, principalmente das eleições municipais deste ano. A seita oferece apoio ao candidato - seja ele maçom ou não, conforme o artigo - desde que ele assuma as suas premissas e assine um termo de compromisso. Termo que contém uma - digamos assim - "curiosa" exigência: os candidatos se predispõem a "realizar visitas periódicas depois de eleitos para a prestação de contas de suas ações enquanto representantes da população [14].   

Em outras palavras, a Maçonaria torna-se entidade fiscalizadora de prefeitos e vereadores com ela comprometidos. Uma seita secreta passa a coordenar a política, uma atividade eminentemente pública - e que lida não apenas com o dinheiro do contribuinte, mas interfere nas condições culturais e educacionais da população.  

V.

No dia 17 de junho, a Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene em homenagem aos 194 anos de fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB) (Cf. imagem) [15]. O requerimento foi proposto pelo deputado Nelson Marquezelli, maçom do PTB de São Paulo  [16].


É o dinheiro do contribuinte sendo utilizado para prestigiar a uma seita secreta, e é mais uma amostra do poder de influência da Maçonaria na política - uma atividade eminentemente pública.  

VI. 

"Bancada maçônica". 

A atuação de membros de uma seita SECRETA na POLÍTICA - uma atividade PÚBLICA - movidos por "mistérios", programas e interesses, que, não só o cidadão comum, mas os seus próprios eleitores desconhecem.

Não se trata de "teoria da conspiração". Veja a imagem [17]. É a "confissão" de um maçom. Ele mesmo fala em "bancada maçônica", e relaciona entre os seus integrantes os seguintes parlamentares:

. Álvaro Dias (PV-PR);
. Alex Canziane (PTB-PR);
. Arthur Lira (PP-AL);
. Baleia Rossi (PMDB-SP);
. Bruno Covas (PSDB-SP);
. Cleber Verde (PRB-MA);
. Domingos Sávio (PSDB-MG);
. Efraim Filho (DEM-PB);
. Espreidião Amin (PP-SC);
. Giovani Cherini (PDT-RS); 
. Givaldo Carimbão (PHS-AL); 
. Luiz Gonzaga Patriota (PSB-PE);
. Hiran Gonçalves (PP-RR); 
. Izalci (PSDB-DF); 
. Jorginho Mello (PR-SC); 
. Laudívio Carvalho (SD-MG);
. Lázaro Botelho (PP-TO);
. Lelo Coimbra (PMDB-ES); 
. Major Olímpio (SD-SP);
. Nelson Marquezelli (PTB-SP);
. Odelmo Leão (PP-MG); 
. Roberto Palestra (PP-GO);
. Roberto Britto (PP-BA);
. Wherles Rocha (PSDB-AC); 
. Sérgio Souza (PMDB-PR);
. Elmano Férrer (PTB-PI); 
. Sarney Filho (PV-MA);
. Valdir Raupp (PMDB-RO);
. Edson Moreira (PR-MG).


REFERÊNCIAS.



[4]. Cf. DELASSUS, Henri. "A Conjuração Anticristã": o templo maçônico que quer se erguer sobre as ruínas da Igreja Católica. Bibliothèque Saint Libère, 2009 [Arquivo digital]. I, p. 44.

[5]. Cf. nota I.



[8]. Cf. referência [6].

[9]. Idem.

[10]. Cf. Grande Oriente do Distrito Federal. "GODF manifesta-se contra o terrorismo" [http://www.godf.org.br/noticia.asp?indice=1383].

[11]. Idem. 

[12]. Cf. DELASSUS, Henri. "A Conjuração Anticristã": o templo maçônico que quer se erguer sobre as ruínas da Igreja Católica. Bibliothèque Saint Libère, 2009 [Arquivo digital]. p. 73.


[14]. Idem.





ARTIGOS RECOMENDADOS.

BRAGA, Bruno. "A aliança entre a Maçonaria e o Comunismo". Material para estudo [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/05/a-alianca-entre-maconaria-e-o-comunismo.html].

______. "Comunismo e Maçonaria: o 'apostolado' de Valentini" [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/05/comunismo-e-maconaria-o-apostolado-de.html].

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