Wednesday, October 10, 2012

School of Darkness: Escola da escuridão.



Bruno Braga.



Em outra ocasião traduzi o artigo de Henry Makow sobre Bella Dodd, a líder do Partido Comunista dos Estados Unidos (CPUSA) nas décadas de 30 e de 40 [1]. Disponibilizo, desta vez, o livro escrito pela própria Bella Dodd, “School of Darkness” (“Escola da escuridão”, em uma tradução livre) [Arquivo PDF abaixo].

O texto é pertinente não apenas para reforçar a exposição de Makow, mas é o testemunho direto de alguém que promoveu a infiltração Comunista dentro da Igreja Católica; que se utilizou de sindicatos, associações de professores com o propósito de corroer desde dentro a cultura americana; que se serviu de grupos de mulheres e da juventude como reserva de forças para a revolução [2].

Ademais, o livro de Bella Dodd pode ser um precioso instrumento de comparação para avaliar – a partir dos projetos e estratégias apresentados pela própria autora - as ações revolucionárias no Brasil. Por exemplo, Bella Dodd foi professora e sindicalista: quantos professores não são, em vez de educadores, militantes e agentes políticos? Quantos se candidataram nas últimas eleições através de partidos Socialistas-Comunistas e levantaram bandeiras revolucionárias de “transformação do mundo”?

A proposta, a princípio, pode causar surpresa. Isto porque, a referência para o comunista – ainda hoje - é a caricatura: o tipo barbudo, malcuidado, que projeta a insurreição armada leninista. Por isso, se não há um tipo como “El Chancho” Guevara empunhando um fuzil, então a maioria das pessoas acredita que o Socialismo-Comunismo está realmente morto. Acontece que, embora a estratégia insurrecional tenha sido adotada no Brasil com a Intentona na década de 30, os soviéticos, já naquela época, advertiram o Partido Comunista para não insistir nos estereótipos Socialistas-Comunistas, pois assim os agentes estariam camuflados.

Mas, Bella Dodd – na década de 50 – chama a atenção para o disfarce e denuncia o “comunista sofisticado”: os intelectuais, professores, doutores, advogados, e até mesmo os empresários colaboradores. Hoje os movimentos sociais, ONG’s, grupos de minorias, o multiculturalismo e o ecologismo reforçam este projeto.  

No Brasil, as estratégias revolucionárias desfilam nuas sob o olhar passivo do espectador. Nem uma “Comissão da Verdade”, que se propõe, com a maior cara dura, a reescrever a História de um país sob a forma de uma mentira é capaz de despertá-lo da indiferença – nem um ambicioso projeto de poder julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Bella Dodd já havia observado o poder dos professores de influenciar o pensamento político e social - e, como educadora e agente comunista ela confessou: “Eu sei que provoquei muitos danos” (p. 21). No Brasil, estes danos são incalculáveis.   



Referências.

[1]. MAKOW, Henry. “A exposição do Comunismo de Bella Dodd”. Trad. Bruno Braga [http://dershatten.blogspot.com.br/2012/06/exposicao-do-comunismo-de-bella-dodd.html].

[2]. Idem.

2 comments:

luciano mesquita said...

Não consegui baixar o arquivo pdf, no lugar dele aparece um programa.

Bruno Braga said...

Oi, Luciano.

Acabei de verificar o link, e ele está funcionando perfeitamente.

Não sei o que pode estar acontecendo. Provavelmente está tentando fazer o download através de um link disponível na parte inferior da página que é aberta – este sim oferece um programa.

Espero ter ajudado.

Atenciosamente,
Bruno Braga.
http://b-braga.blogspot.com

Barbacena, 02 de Março de 2013.