Sunday, June 16, 2013

Notas sobre a Comissão da MENTIRA - I.

Bruno Braga.



I.



Um episódio macabro que a Comissão da Verdade – que pretende consagrar a Mitologia Revolucionária como a história oficial do país – não irá investigar.

José Dirceu – ex-líder estudantil, agente cubano, COMUNISTA, PETISTA, MENSALEIRO-QUADRILHEIRO – e, - segundo um documento de 1970 - SEQUESTRADOR E TORTURADOR:

“O soldado da Força Pública Paulo Ribeiro Nunes e o estudante do Mackenzie João Parisi Filho, membro do CCC [Comando de Caça aos Comunistas], descobertos enquanto se passavam por militantes do movimento estudantil, foram levados vendados ao Conjunto Residencial da USP, o Crusp, onde os apartamentos 109, 110 e 111 do bloco G eram utilizados como uma “delegacia informal” da turma de Dirceu. Lá, foram interrogados e mantidos em cárcere privado (…) A Parisi, porém, foi dado tratamento de inimigo de guerra, segundo relato do delegado do DOPS Alcides Cintra Bueno Filho, em documento de 18 de agosto de 1970:
“Por determinação do ex-líder estudantil Jose Dirceu de Oliveira e Silva, concretizou-se o sequestro do então universitário João Parisi Filho, da Universidade Mackenzie. João Parisi Filho foi levado para o Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo, onde permaneceu em cárcere privado por vários dias, submetido a sevicias. Nesse conjunto residencial, Parisi foi conduzido vendado e algemado, onde foi submetido a interrogatório, sob ameaça de morte. A vítima permaneceu presa durante dias, em condições desumanas. Após ter passado por esses atos de atrocidade, o estudante Parisi foi conduzido de olhos vendados para a copa do quinto andar do pavilhão G, onde foi trancafiado por uma noite e dois dias, permanecendo nesse local todo esse tempo deitado, com as mãos algemadas e presas ao cano da pia daquela dependência. Nessa situação, foi encontrado por duas empregadas que fazem a limpeza”. (CABRAL, Otávio “Dirceu. A Biografia”).  


Leituras sugeridas.


BRAGA, Bruno. “A delinqüência sob o véu do heroísmo” [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/11/a-delinquencia-sob-o-veu-do-heroismo.html].




II.


“O Governo estava defendendo o país de pessoas que estavam querendo tomar o país à força, com as armas nas mãos. Nós podíamos ter virado uma Cuba se isso tivesse acontecido” [...] “Eu estava acobertando pessoas talvez que estavam querendo tomar esse país à força”.

Entrevista de Amado Batista para Marília Gabriela, 27 de Maio de 2013. O cantor conta como foi torturado e confessa: “Eu acho que eu mereci”. Um depoimento sincero, que soa como uma ofensa para uma “entrevistadora” idiotizada pela mitologia revolucionária. Marília Gabriela se revolta contra tudo aquilo que rompe com a sua idealização, que fere os seus estereótipos. Ela já não atua como jornalista – em um esforço para conhecer as coisas como elas de fato são ou foram -, e sim como militante. Como fez sobre o Gayzismo com o Pastor Silas Malafaia (Cf. BRAGA, Bruno. “Silas, de frente com Gabi” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/02/silas-de-frente-com-gabi.html]).



III.



Criméia Schmidt de Almeida é “viúva” de guerrilheiro comunista André Grabois. Ela esteve no Araguaia com seu companheiro. Ficou grávida. Por determinação, as revolucionárias que engravidassem deveriam abortar. No entanto, Criméia foi privilegiada porque vivia com o filho do chefe militar da guerrilha: deixou o combate para dar à luz. Acabou presa, e afirma que foi “torturada” pelos militares durante a gravidez. A denúncia, contudo, destoa da foto abaixo, que foi tirada logo depois do parto, ainda no Hospital de Brasília. Em outra imagem, o batismo do filho, realizado pelo Capelão Militar. O enxoval do bebê foi comprado pelo Exército brasileiro. Houve festinha e até contribuição em dinheiro. Uma semana depois da celebração, o General Bandeira ordenou que Criméia fosse levada – junto com o filho – à casa de seus pais. Ele cedeu o próprio carro e designou um motorista. Criméia, porém, deixou o filho com os avós e retomou as atividades subversivas (MACIEL, 2011, pp. 170, 273-276). Criméia hoje trabalha, sem nenhum pudor, para rasgar a Lei da Anistia e, com isso, punir os “torturadores”.



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