Monday, September 30, 2013

"Quem é Pablo Capilé" ("O Ninja do PT").



A reportagem da revista Veja com o título acima não é nova. Mas, a reprodução dela aqui, em itálico, tem um propósito específico: elucidar uma nota publicada anteriormente sobre o grupo “Fora do Eixo”: “A exposição pública da Casa Fora do Eixo Minas (com atividades em Barbacena-MG)” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/08/a-exposicao-publica-da-casa-fora-do.html].    

***
Pablo Santiago Capilé Mendes, de 34 anos, vive em dois mundos. No circuito Fora do Eixo (FdE), nome da comunidade que fundou e da qual é líder com status de guru, ele diz ser politicamente apartidário e defende a independência financeira do grupo a ponto de, dentro dele, fazer circular um dinheiro de mentirinha, o card. A “moeda” serve para “remunerar” o trabalho de cerca de centenas de jovens que moram nas 25 casas do FdE, espécie de repúblicas de muros grafitados onde tudo é de todo mundo -- incluindo as roupas, guardadas em um armário único e à disposição do primeiro que chegar.
Já no outro mundo em que vive, Capilé é um “companheiro”, como se referiu a ele o presidente do PT, Rui Falcão, e o dinheiro com que lida não só é de verdade como vem, em boa parte, dos cofres públicos.
O mais recente empreendimento do Fora do Eixo, por exemplo -- uma casa inaugurada em Brasília no mês de junho para hospedar convidados estrangeiros e a cúpula da organização --, foi montado com dinheiro da Fundação Banco do Brasil. A título de convênio, a fundação repassou à turma de Capilé 204.000 reais destinados, segundo sua assessoria, a “estruturação do local, salários de educadores e implementação de uma estação digital”. O Fora do Eixo tem outras duas dezenas de casas espalhadas pelo Brasil em lugares como Fortaleza, Porto Alegre e Belém do Pará. Não tão chiques nem tão bem aparelhadas quanto a de Brasília, elas abrigam, no mesmo esquema da casa de São Paulo, jovens que trabalham voluntariamente para a organização.
Parte deles atua no Mídia Ninja, grupo que ficou conhecido por fotografar, filmar e transmitir pela internet em tempo real os protestos de rua de junho. Outra parcela, bem maior, trabalha na organização e na divulgação de atividades culturais, como os festivais de música -- o negócio mais forte do Fora do Eixo, e o caminho mais curto para o dinheiro público. Para chegar até ele, Capilé conhece bem os atalhos.

Fonte. Veja [http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-ninja-do-pt]. A reportagem completa pode ser lida na edição impressa da revista (2334 – ano 46 – n. 33).



Anexos.


I.



Trecho do bate-papo entre o filósofo Olavo de Carvalho e Lobão. Aqui eles conversam sobre o Fora do Eixo e a atuação de seu líder e representante, Pablo Capilé – o esforço do grupo para acabar com os Direitos Autorais e a relação íntima com o PT, confessada pelo próprio presidente do partido, Rui Falcão.


II.




Lobão irá gravar a “homenagem” que fez a Pablo Capilé e ao “Fora do Eixo”. O cantor – que já executa a música em seus shows – fará o registro de “Eu não vou deixar” (Cf. Vídeo). Composição na qual contesta e denuncia o “coletivo” capitaneado por Capilé, que são alvos de inúmeras acusações - farra com o dinheiro público; instrumento de grupos e partidos revolucionários, sobretudo do PT; promoção do crime propriamente dito.
[...]. 

“Mané querendo mudar o mundo
Engenheiro social
Tungando a grana de artista
Inventando edital
Direito autoral ele também não quer,
Mas eu não vou deixar

Patrulha e desespero,
Evangelho coletivo
Doutrina de carola estatizado e vendido
Rebelde chapa-branca quer que eu cale
Mas eu não vou deixar

De bem intencionados
Eu não aguento mais
Tem otário se achando valente
Mas quando me vê, mija pra trás

Acabou sua pilantragem, sabe por quê?
Porque eu não vou deixar”.



1 comment:

Pretto said...

O que mais me impressiona é o nível de fanatismo desse pessoal esquerdista.A Laís Bellini que denunciou o tratamento dado a ela e a outros integrantes do fora do eixo,continua a exaltar o socialismo em seu perfil do facebook. Meu sentimento em relação a ela é o mesmo que tive a ler um livro da Yoanni Sanchez, parece que ela apesar de murmurar as mazelas da ditadura castrista, ainda tem em seu âmago aquela de sensação que o socialismo dela seria "diferente".
O que me faz lembrar do final melancólico do protagonista de 1984 " e no final morreu amando o partido".