Monday, December 22, 2014

Sem-terra: os mártires de Betto.

Bruno Braga.


"Se há um movimento cuja história, no curto período de três décadas, pode ser proporcionalmente comparado aos três séculos iniciais da Igreja, devido à profusão de mártires, é o MST".


É assim que Betto louva e glorifica os sem-terra em um artigo recente sobre "La lunga marcia dei senza terra - dal Brasile al mondo" [1] - publicação italiana sobre o MST que ele prefacia [2]. Equiparar os sem-terra aos mártires da Igreja Católica é mais um dos absurdos de um senhor que finge ser "frei"? É evidente - mas não é só.

O núcleo do martírio está na fidelidade a Jesus Cristo. Por Ele milhares de cristãos foram perseguidos e mortos nos primeiros séculos da Igreja; porque se negam a renunciá-Lo milhares são hoje sacrificados. Os sem-terra - cujas vítimas abundam apenas na mente fantasiosa do senhor Betto - são assim designados por pertencerem a uma organização que, sob o pretexto de lutar por um pedaço de chão, está comprometida com um projeto de poder. Com a instauração do socialismo-comunismo, um ideal que no discurso pode parecer uma antecipação do "paraíso", mas que produziu na Terra o maior flagelo da humanidade. Em nome do socialismo-comunismo - do qual o MST é não só herdeiro ideológico, mas instrumento de ação - milhões de cristãos foram sacrificados: martirizados por se manterem fiéis a Jesus Cristo e se negarem a entronar um poder político tirânico.

Ora, Betto não sabe disso? Ele não conhece o grito dos mártires cubanos que foram fuzilados por delinquentes que exigiam deles a renúncia da fé? O "Viva Cristo Rey" contra psicopatas que promoveram na ilha caribenha uma revolução genocída, considerada por Betto uma obra evangélica? É claro que o "frei" conhece tudo isso. No entanto, há décadas o seu trabalho consiste em fingir e falsificar. Porque ele mesmo - Betto - é um agente do esquema de poder socialista-comunista. Durante o Regime Militar atuou como terrorista. Foi um dos fundadores do PT - depois assessor do ex-Presidente Luiz Inácio. Betto participou ativamente da criação do Foro de São Paulo, organização estabelecida por Lula e por Fidel Castro em 1990 para instaurar o socialismo-comunismo na América Latina. Um projeto de poder do qual o MST é parte integrante [3]. Betto foi - e é - um dos principais artífices do disfarce "cristão" do MST - costurado com a Teologia da Libertação, um simulacro de teologia que transforma ideologia em "fé", "luta de classes" em "dogma", banditismo e terrorismo em "martírio". Com uma militância ostensiva e audaciosa, Betto fez das Comunidades Eclesiais de Base - as CEB's - plataformas de promoção dos sem-terra e do seu correlativo no âmbito político: o PT [4].

Muito bem. Equiparar os sem-terra aos mártires é mesmo mais um dos absurdos de Betto. Porém, depois de tantos, não basta mais identificá-los e desfazê-los. É preciso apontar a posição que Betto ocupa e utiliza maliciosamente para promover o que de fato o interessa: é um embusteiro que parasita a Igreja Católica; não é "frei", mas um agente político a serviço do esquema de poder socialista-comunista do Foro de São Paulo.



Referências.

[1]. "MST não é um 'caso de polícia', mas sim uma referência política", UOL, 10 de Dezembro de 2014 [http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2014/12/10/mst-nao-e-um-caso-de-policia-mas-sim-uma-referencia-politica.htm].

[2]. "La lunga marcia dei senza terra - dal Brasile al mondo". Claudia Fanti, Marinella Correggia, Serena Romagnoli. EMI: Bologna-ITA, 2014.

[3]. BRAGA, Bruno. "O MST e o Foro de São Paulo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/12/o-mst-e-o-foro-de-sao-paulo.html].

[4]. BRAGA, Bruno. "Não, a guerra não acabou", apenso I [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/07/nao-guerra-nao-acabou.html]; "Intereclesial SOCIALISTA-COMUNISTA - II", I [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/01/intereclesial-socialista-comunista-ii.html].

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