Saturday, July 20, 2013

Legado PORCO e Pedagogia REVOLUCIONÁRIA.

Bruno Braga.



A UNESCO reconheceu os escritos de Che Guevara como patrimônio da humanidade. A cerimônia aconteceu em Havana, no dia 19 de Julho (2013). Entre os registros que irão compor o Programa Memória do Mundo estão os “Diários de Motocicleta” [1].

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – a UNESCO - não tem nenhum compromisso direto com o conhecimento e com a pesquisa, com o aperfeiçoamento intelectual. Por publicações e resoluções, ela está dedicada, sobretudo, a moldar comportamentos sob a orientação de uma vaga e indecifrável idéia de “sociedade melhor”. Um dos mecanismos utilizados para a realização deste projeto obscuro é “reescrever a história” [2]. O reconhecimento dos escritos de Che Guevara como patrimônio da humanidade exemplificam este modelo pedagógico.

Che - a pessoa REAL e CONCRETA – não era nenhum modelo de caráter. Bastaria a UNESCO recorrer ao discurso proferido pelo guerrilheiro na própria Assembléia das Nações Unidas (1964) para reconhecê-lo:

“Fuzilamentos? Sim, fuzilamos. Fuzilamos e vamos continuar fuzilando, caso seja necessário. Nossa luta é uma luta à morte”.

Che Guevara foi de fato um PSICOPATA. Há uma vasta bibliografia – com depoimentos e documentação – sobre o revolucionário catinguento que detestava tomar banho; racista, homofóbico e genocida que comandava fuzilamentos na prisão de “La Cabaña”. Qualquer pessoa minimamente sã é capaz de reconhecer o tipo de mentalidade que se expressa nestes termos:

“Odeio a civilização [...] Vivo com um espírito anárquico, que me faz sonhar com horizontes. Meus amigos o serão enquanto pensarem politicamente igual a mim. Não sou moderado e vou tentar nunca sê-lo. Assaltarei barricadas e trincheiras. Tingirei com sangue minhas armas, e louco de fúria degolarei todos os derrotados que caiam em minhas mãos”.

A UNESCO, contudo, não só enaltece um delinqüente sanguinário, ela consagra como “relíquia” uma FALSIFICAÇÃO. Sim, os “Diários de Motocicleta” – que inspiraram o filme de Walter Salles, um “burguês” bajulador e patrocinador de comunistas – foram adulterados por Fidel Castro e pela KGB [3]. O objetivo era “romantizar” os escritos de Che Guevara para transformar o revolucionário em uma espécie de “mártir”, em um “ícone” capaz de despertar nas pessoas um entusiasmo que seria prontamente canalizado pelo movimento revolucionário. Assim, os trechos dos diários que poderiam atrapalhar a construção da IMAGEM e da REPUTAÇÃO de Che Guevara foram suprimidos - como este:

“Louco de fúria eu tingirei meu rifle de vermelho ao matar o inimigo que cai em minhas mãos! Minhas narinas se dilatam ao sentir o odor acre de pólvora e sangue. Matando meus inimigos eu preparo meu ser para a luta sagrada e me junto ao triunfante proletariado com um uivo bestial!”

O resultado da “Operação Che” pode ser aferido pela publicidade da foto de Alberto Korda, um oficial da inteligência cubana disfarçado de fotógrafo. Raúl Castro chegou a confessar que “Che” foi o maior sucesso público da revolução [4]. A UNESCO – que fomenta uma pedagogia revolucionária – tira proveito deste eficiente instrumento. Porque não reconhece Ernesto Rafael Guevara de la Serna – o revolucionário PSICOPATA e ASSASSINO -, mas Che Guevara, o SÍMBOLO, o MITO capaz de IDIOTIZAR uma massa de pessoas que ainda o cultua e venera. E se o propósito do organismo da ONU é este mesmo – e não e Educação e a Ciência -, “Che” não pode ser patrimônio exclusivo de jovens rebeldes, militantes políticos, professores esquerdistas, intelectuais e teólogos progressistas. Deve ser “patrimônio da humanidade” para - a partir da IDIOTIZAÇÃO das massas – surgir a “nova sociedade” – em uma cultura que enaltece e alimenta a mentalidade delinqüente. As manifestações pelo país forneceram uma ocasião para identificar os resultados sinistros desta pedagogia revolucionária [5].  


Notas.


[2]. BRAGA, Bruno. “Pedagogia revolucionária e Comissão da MENTIRA” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/05/pedagogia-revolucionaria-e-comissao-da.html].

[3]. FONTOVA, 2009, pp. 85-119. PACEPA, 2013, Cap. 15.

[4]. Depoimento de Ion Mihai Pacepa. Cf. [3].

[5]. BRAGA, Bruno. “Notas sobre a onda de protestos no Brasil” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/06/notas-sobre-onda-de-protestos-no-brasil.html]. Sobretudo o n. 3.


Documentário. “Che, Anatomia de um Mito”. Dir. Luis Guardia, 2005 [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/06/filmografia-che-anatomia-de-um-mito.html].



Artigos recomendados.

BRAGA, Bruno. “Culto a ‘El Chancho’” [http://b-braga.blogspot.com.br/2011/09/culto-el-chancho_01.html].


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