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Saturday, January 02, 2016

Marxistas na Pontifícia Academia de Ciências Sociais.

Michael Hichborn.


Lepanto Institute, 21 de dezembro de 2015.
[http://www.lepantoinstitute.org/faith-and-life/marxists-in-the-pontifical-academy-of-social-sciences/].
Tradução. Bruno Braga.




"Com desdém, jogarei minhas luvas
No rosto do mundo,
E verei a ruína desse pigmeu gigante
Cuja queda não irá impedir o meu ardor.


Então, vaguearei divino e vitorioso
Pelas ruínas do mundo
E, dando às minhas palavras uma força ativa,
Vou me sentir igual ao Criador".

Karl Marx, "Orgulho humano" ("Human Pride"), 1837.


Não pode haver dúvida na mente - mesmo do observador mais casual - que a influência de Karl Marx teve o maior impacto na devastação vista no século XX. As ideologias de Marx alimentaram a ascensão dos regimes mais sanguinários da história. União Soviética, China Comunista, Coréia Comunista, Vietnã Comunista, Cuba Comunista. A brutalidade dos governos atribuídas às lições de Karl Marx são incalculáveis. Além das dezenas de milhões de pessoas assassinadas nos expurgos de Stálin, os extermínios de Pol Pot, e outros massacres sob ditaduras Marxistas, estão incontáveis destruídas pelo aborto. Lenin, o primeiro ditador Marxista, foi o primeiro a legalizar o aborto [1]. Stálin, quando viu as consequências demográficas para a Rússia, que estava em meio a guerras e expurgos, anulou a medida; no entanto, manteve o aborto, e até o forçou, em países satélites como a Hungria. A idéia foi sempre implementar a regulamentação do crescimento populacional para obter o controle de países mais vulneráveis. Ela costumava ser encoberta, mas tornou-se "científica" com o advento do movimento eugenista (que foi fomentado por Marxistas comprometidos) [2].

De forma profética, a Igreja reconheceu a natureza destrutiva das ideologias de Karl Marx e a condenou rapidamente.  O Papa Paulo VI nos lembra desse fato na sua Carta Apostólica sobre o Octagésimo Aniversário da Encíclica "Rerum Novarum" [3]. Nessa carta, Paulo VI diz:

"Por isso, o cristão que deseja viver sua fé em uma atividade política... não pode aderir à ideologia Marxista, ao seu materialismo ateu, à sua dialética da violência e à forma como absorve a liberdade individual na coletividade, ao mesmo tempo negando a transcendência ao homem e à sua história pessoal e coletiva; nem pode aderir à ideologia liberal, que exalta a liberdade individual sem limite, estimulando a busca exclusiva do interesse e do poder, e a consideração das solidariedades sociais como consequências mais ou menos automáticas das iniciativas individuais, e não como objetivo e critério maior do valor da organização social".
Mais adiante, na carta, Paulo VI ressalta que alguns tentam diferenciar as várias expressões do pensamento Marxista, acreditando erroneamente que podem ser de alguma forma colocadas em conformidade com o pensamento católico:
"Enquanto, pela concreta forma existente de Marxismo, pode-se distinguir diversos aspectos e questões colocadas para a reflexão e para a atividade do cristão, seria ilusório e perigoso chegar ao ponto de esquecer a ligação íntima que radicalmente une as duas, aceitar os elementos da análise Marxista sem reconhecer a sua relação com a ideologia, e entrar em uma prática de luta de classes e suas interpretações Marxistas, enquanto falha em notar o tipo de sociedade violenta e totalitária à qual conduz o processo".
O ódio de Karl Marx pela humanidade foi rivalizado apelas pelo diabo. Seus escritos todos têm apenas um fim: a destruição completa e total da humanidade. Em uma peça que ele escreveu sob o título "Oulanem" (que é um anagrama de "Emanuel" - [NT]. Nome bíblico para Jesus), ele diz:

"Se existe algo que destrói,
Eu me lançarei nele, ainda que leve o mundo à ruína -
O mundo que cresce entre mim e o abismo
Vou esmagar em pedaços com minhas contínuas maldições.

"Eu lançarei meus braços em torno dessa dura realidade
Abraçando-me, o mundo morrerá silenciosamente,
E então afundará no completo nada,
Extinto, sem qualquer existência que poderia ser realmente vida".

Dado o caráter satânico dos escritos e das ideologias de Marx, e a completa condenação delas pela Igreja, seria natural acreditar que qualquer um que adere a tais ideologias nunca ocuparia posição de influência na Igreja. Mas, apesar disso certamente ser lógico, infelizmente não é o que acontece.

Em abril de 2014, o Papa Francisco nomeou Margaret Archer como presidente da Pontifícia Academia de Ciências Sociais (PACS). Desde então, a senhora Archer utilizou sua posição para convidar Jeffrey Sachs e Ban-Ki Moon [4] - arquitetos do controle populacional - para falarem em um evento no Vaticano e atacarem os pro-vida [5], que estavam preocupados com isso. No último mês, a senhora Archer participou de um evento patrocinado pela Pontifícia Academia de Ciências [6], que pretendia explorar formas de doutrinar crianças com a agenda de Desenvolvimento Sustentável da ONU (metas que são Marxistas no caráter e na prática, como já foi demonstrado [7]). Para uma pessoa com menos de dois anos em sua posição, essas tendências são alarmantes. Mas, depois de investigar os antecedentes da senhora Archer, fica claro que a filosofia de Karl Marx está conduzindo sua agenda.

A senhora Archer é uma das principais desenvolvedoras e proponentes de uma teoria sociológica chamada "Realismo Crítico" ("Critical Realism"). A teoria do Realismo Crítico foi inicialmente desenvolvida pelo sociólogo Roy Bhaskar, um Marxista profundamente devoto, e é a base para ramificações atuais da teoria política e econômica Marxista [8]. No site do Realismo Crítico há um artigo de 1998, escrito por Hans G. Ehrbar, com o título "Marxismo e Realismo Crítico" ("Marxism and Critical Realism") [9]. O primeiro parágrafo do artigo diz:
"Discutiremos aqui a ligação entre o realismo crítico de Roy Bhaskar e o Marxismo. Bhaskar é um Marxista que escreveu, não apenas mais uma interpretação do "Grundrisse" ([NT] "Elementos fundamentais para a crítica da economia política"), mas redefiniu os fundamentos filosóficos de Marx com base nos debates filosóficos de hoje, como ele diz, 'levando as críticas modernas do positivismo à sua conclusão lógica'".
Em 1998, a senhora Archer publicou um livro em co-autoria com Bhaskar e outros três: "Realismo Crítico: Leituras Essenciais" ("Critical Realism: Essential Readings") [10]. No livro, Karl Marx e as ideologias Marxistas são citadas mais de 400 vezes... todas como meio para explicar o pensamento marxista e integrá-lo à idéia do Realismo Crítico.

Em 2004, Archer foi co-autora do livro "Transcendência: Realismo Crítico e Deus" ("Transcendence: Critical Realism and God"). Na introdução, Archer e os co-autores falam sobre eles mesmos:
"Três de nós são acadêmicos. Um é filósofo, e dois são sociólogos. De forma semelhante, todos somos associados à esquerda política, particularmente, à esquerda econômica ou Marxista".
O livro também está repleto de ideologias Marxistas e de elogios ao socialismo e à economia Marxista.

O Crítico Realista Sean Creavan escreveu um livro em 2000, intitulado "Marxismo e Realismo: Uma Aplicação Materialista do Realismo nas Ciências Sociais" ("Marxism and Realism: Materialist Application of Realism in the Social Sciences") [11], e creditou a Margaret Archer a sugestão para que ele escrevesse sobre o vínculo entre o Marxismo e a teoria do Realismo Crítico. Em seus agradecimentos, Creavan disse:
"Agradecimento especial à Professora Margaret Archer, que me permitiu desenhar impunemente sobre o seu trabalho, e cujos conselhos a respeito de questões teóricas e de edição foram muito valiosos. Foi a Professora Archer quem fez a sugestão para eu investigar a relação entre realismo, Marxismo e teoria explicativa, que formam o núcleo deste livro".
Em Maio de 2015, em uma entrevista para um jornal de Teoria Social na Universidade de Kentucky [12], Margaret Archer explicou a forte influência e impacto de Karl Marx sobre o seu trabalho:

"Nós fizemos uma coisa na Inglaterra chamada Marcha pelo país, que não foi tão terrível como tentaram fazer aqui. Não é uma grande caminhada, o único problema é que realmente você conhece mais ovelhas que pessoas. Então, tivemos longas conversas com estes acadêmicos, e foi onde eu ouvi pela primeira vez as palavras de Max Weber (naquela época eu achei que fosse escrito com "V"), que alimentou ainda mais o meu interesse. Muitos desses professores eram, de uma forma ou de outra, Marxistas, então, eles estavam teorizando, não apenas de modo abstrato, mas teorizando por uma sociedade melhor, tal como eles viam isso. Penso que esse tema jamais saiu do meu trabalho, mas nunca foi expressamente marxista. Eu achava muito estereotipado, e os tempos haviam mudado. Alguns dos conceitos precisaram de mudança. Não temos proletariado agora, os pobres são uma categoria heterogênea, a principal coisa que eles têm em comum é a pobreza, não sendo membros do proletariado, e assim por diante. Não, eu nunca me descreveria como uma Marxista, mas nunca negaria que o Marxismo foi uma poderosa influência formativa".

Dado seu trabalho no Realismo Crítico, a influência de Karl Marx é abundantemente clara.

Archer é atualmente o membro mais influente da Pontifícia Academia de Ciências Sociais, pois é presidente dela, mas não é o único problema. Outro membro Marxista da PACS é Joseph Stiglitz. Stiglitz é membro da PACS desde 2003 [13].

A coisa mais importante sobre Stiglitz é que ele é Presidente da Comissão da Internacional Socialista sobre Assuntos de Finança Global ("Socialist International Comission on Global Finance Issues") [14]. O arquiteto da Primeira Internacional Socialista foi Karl Marx [15]. Então, o fato de Stiglitz ser Presidente basta para identificá-lo como um Marxista, e que não deveria ter nada a ver com atividades patrocinadas pelo Vaticano. Mas tem mais. Stiglitz está no Comitê Científico de uma organização chamada IDEAS Fundação para o Progresso ("IDEAS Foundation for Progress"). IDEAS é um grupo de pesquisa ("think-tank") do Partido Socialista Operário Espanhol ("Spanish Socialist Workers' Party" - PSOE) [16]. Em 2000, com financiamento da notória socialista Open Society de George Soros [17], Stiglitz fundou a Iniciativa para Políticas de Diálogo ("Initiative for Policy Dialogue") [18].

Aqui está outro membro da Pontifícia Academia de Ciências Sociais que não tem que ter negócios em qualquer lugar perto do Vaticano. Partha Sarathi Dasgupta, um dos principais proponentes da contracepção e do controle populacional, é membro da PACS desde 1997 [19]. Em 2013, Dasgupta escreveu um artigo para a revista Science com o título "Externalidades Invasivas na População, Consumo, e o Nexo com o Meio Ambiente" ("Pervasive Externalities at the Population, Consuption, and Environment Nexus") [20]. No artigo, Dasgupta argumenta que o crescimento populacional está colocando um fardo excessivo sobre os recursos disponíveis, e denuncia a falta de acesso e uso da contracepção. Ele diz:
"O planejamento familiar não está sujeito ao jogo do 'livre mercado'; ele é influenciado por leis restritivas, informação errada disseminada e normas sem fundamento na evidência (13-16). A necessidade não atendida de planejamento familiar é substancial. Por exemplo, a proporção de mulheres no Malawi que deseja adiar o seu próximo bebê ou parar de ter filhos completamente, mas que não usam contraceptivos, é de ~25%. As mulheres que têm mais autonomia estão melhor preparadas para superar as diversas barreiras, que muitas vezes impedem o fácil acesso ao planejamento familiar. Quando as barreiras são poucas, como na Indonésia, o uso de contraceptivos e as TTF (Taxas Totais de Fertilidade ["Total Fertility Rates"]) são semelhantes entre os de maior e menor renda (15). Quando as barreiras [para a aquisição de contraceptivos] são numerosas, como nas Filipinas, os pobres têm mais filhos e uma necessidade maior e não atendida de planejamento familiar. O acesso ao planejamento familiar pode crescer de forma relativamente rápida comparado com outras estratégias para baixas TTF, tal como a melhora na educação das mulheres (apesar de as alternativas poderem ser sinérgicas). 40% da população mundial (incluindo países com TTF tão altas quanto 6, recentemente, quanto há 50 anos) agora tem TTF que estão no nível de reposição ou abaixo. A demanda agregada por recursos ambientais é, em parte, uma função do tamanho da população humana. Se a população mundial atinge 8 ou 10 bilhões em 2050, e se alcança 15 ou 17 bilhões em 2100, dependerá de pequenas diferenças no tamanho médio da família, que pode ser altamente influenciado pela definição do foco no planejamento familiar".
O apelo para uma redução no crescimento populacional e aumento do acesso à contracepção é uma idéia que o ocupa por um longo tempo. Em 1995, Dasgupta escreveu um artigo com o título "O Problema Populacional: Teoria e Evidência" ("The Population Problem: Theory and Evidence") [21]. No artigo, ele procura meios para diminuir até mesmo o desejo dos casais de ter filhos.
"A análise apresentada aqui sugere que o meio para reduzir a fertilidade seria quebrar a espiral destrutiva quando ela estiver em operação. Por causa da demanda parental por filhos, em vez de uma necessidade não atendida de contraceptivos, o que explica em grande parte o comportamento reprodutivo em países pobres, devemos identificar políticas que alterem as opções de homens e mulheres para que a escolha fundamentada deles fosse a de reduzir a sua fertilidade".
Na sequência do artigo, ele leva sua idéia um pouco mais longe, até o ponto em que modifica as políticas econômicas para dar a impressão de que as crianças são um encargo financeiro a ser evitado.
"A solução mais poderosa nas regiões da África-subsaariana e do subcontinente indiano é implantar simultaneamente uma série de políticas. Serviços de planejamento familiar, especialmente quando aliado com serviços de saúde, e medidas para empoderar as mulheres são certamente desejáveis. Na medida em que as normas sociais são quebradas e os sistemas de apoio tradicionais vacilam, aquelas mulheres que escolhem mudar o seu comportamento tornam-se mais vulneráveis financeira e socialmente. Então, uma unidade de emprego e de instrução para mulheres é essencial para facilitar a transição até a fertilidade baixa. Mas a melhoria da coordenação social e o aumento direto da segurança econômica dos pobres também são essenciais. Fornecer bens de infraestrutura, como combustível barato e água potável, reduzirá a utilidade de mãos extras. Quando um filho é tido como caro, poderemos finalmente ter a esperança de desalojar o porão voraz das altas taxas de fertilidade".
O envolvimento de Dasgupta com o controle populacional é mais repugnante que isso. Dasgupta é "patrono" e "apoiador" de uma organização de controle populacional chamada "Questões Populacionais para um futuro sustentável" ("Population Matters for a sustainable future") [22]. Como patrono, seu nome aparece em uma apresentação de powerpoint intitulada "Por que questões populacionais: Uma introdução" ("Why Population Matters: An Introduction") [23]. Os slides indicam um impulso para aumentar o acesso à contracepção, para a descriminalização do aborto, e até uma exigência para que os farmacêuticos mantenham estoques de pílulas abortivas do dia seguinte. O slide 28 da apresentação estabelece os "Objetivos Chave" da organização:

. Acesso universal à saúde reprodutiva;
. Reduzir a incidência de concepções indesejadas;
. Pedir às pessoas que tenham um ou dois filhos, em vez de três ou quatro, por razões de sustentabilidade ambiental.

Partha Dasgupta é membro da PACS há quase 20 anos, e o ódio nitidamente declarado contra as crianças deveria tê-lo desqualificado desde o princípio.

Em abril de 2015, Archer, Dasgupta e o Chanceler da PACS, Monsenhor Sánchez Sorondo, juntaram-se ao principal defensor do controle populacional - Jeffrey Sachs - na criação de um documento que pede a adoção do impulsionador da contracepção Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ("Sustainable Development Goals" - SDG) chamado "Mudança Climática e Bem Comum: Uma Declaração sobre o Problema e a Demanda por Mudanças Transformadoras" ("Climate Change and Commom Good: A Statement on the Problem and Demand for Transformative Changes") [24]. É interessante notar que, enquanto o SDG comprovadamente convida à disseminação do aborto e da contracepção [25], tais medidas foram cuidadosamente omitidas do sumário do documento da própria SDG.

Conclusão.

Este breve olhar sobre os trabalhos de pessoas altamente influentes na Pontifícia Academia de Ciências Sociais não esgota o assunto. O que os católicos precisam tirar disso é que não há dúvida, os inimigos de Cristo encontraram passagens em posições altamente influentes dentro da Igreja. Precisamos estar atentos e conscientes de que o atual impulso dentro do Vaticano para apoiar o mais recente assalto ao poder promovido por Marxistas e pela ONU está sendo conduzido por pessoas como essas na PACS.

O Instituto Lepanto continuará a investigação e identificação dos invasores da Nossa Amada Igreja, mas a única vitória será alcançada pelo Imaculado Coração da Santíssima Virgem. Reze o Rosário todos os dias para o Triunfo do Imaculado Coração.

Nossa Senhora da Vitória, "Ora pro nobis"!.


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. [https://en.wikipedia.org/wiki/Abortion_in_Russia].

[2]. Cf. [http://eugenics.us/frederick-taylor-and-the-connection-between-eugenics-capitalism-and-communism-scientific-management/67.htm].

[3]. Cf. [http://www.papalencyclicals.net/Paul06/p6oct.htm].

[4]. Cf. [http://www.endslavery.va/content/endslavery/en/events/protect/sachs.html].

[5]. Cf. [http://www.endslavery.va/content/endslavery/en/getinvolved/contributions/archer_reply.html].

[6]. Cf. [http://www.casinapioiv.va/content/dam/accademia/booklet/booklet_children.pdf].

[7]. Cf. [http://www.lepantoinstitute.org/sustainable-development-goals/vatican-pushing-communist-goals/].

[8]. Cf. [https://en.wikipedia.org/wiki/Critical_realism_%28philosophy_of_the_social_sciences%29].

[9]. Cf. [http://www.criticalrealism.com/archive/hehrbar_mcr.pdf].

[10]. Cf. [http://m.friendfeed-media.com/a252ebe0a8b28e364a8a5bf27709bd38861651e5].     

[11]. Cf. [http://philosociology.com/UPLOADS/_PHILOSOCIOLOGY.ir_Marxism%20and%20Realism-A%20Materialistic%20Application%20of%20Realism%20in%20the%20Social%20Sciences.pdf].

[12]. Cf. [http://uknowledge.uky.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1382&context=disclosure].

[13]. Cf. [http://www.pass.va/content/scienzesociali/en/academicians/ordinary/stiglitz.html].

[14]. Cf. [http://www.socialistinternational.org/viewArticle.cfm?ArticleID=1958].

[15]. Cf. [https://www.marxists.org/glossary/orgs/f/i.htm].

[16]. Cf. [https://en.wikipedia.org/wiki/IDEAS_Foundation_for_progress].

[17]. Cf. [http://policydialogue.org/about/funders/].

[18]. Cf. [http://policydialogue.org/about/funders/].

[19]. Cf. [http://www.pass.va/content/scienzesociali/en/academicians/ordinary/dasgupta.html].

[20]. Cf. [http://www.aueb.gr/users/koundouri/resees/uploads/Dasgupta%20(2013).pdf].

[21]. Cf. [http://www.econintel.net/Cl705/DasguptaPop.pdf].

[22]. Cf. [http://www.populationmatters.org/about/people/patrons/].

[23]. Cf. [http://populationmatters.org/].

[24]. Cf. [http://s3.documentcloud.org/documents/2068632/climate-change-and-the-common-good.pdf].

[25]. Cf. [http://www.lepantoinstitute.org/vatican-representative-endorses-un-sustainable-development-goals-verbatim/].

Wednesday, December 23, 2015

CNBB, "oficialmente" no governo comuno-petista?

Bruno Braga.
Nota publicada no Facebook.



No dia 18 de dezembro, o Chefe da Casa Civil - Jaques Wagner - visitou a sede da CNBB, em Brasília. O Ministro se encontrou com Dom Leonardo Ulrich Steiner - Secretário-Geral da Conferência dos Bispos - para fazer pessoalmente um convite: participar do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), que voltará a se reunir no próximo ano (Cf. imagem) [1].


Caso aceite, a CNBB fará parte de um órgão de assessoria da Presidente Dilma Rousseff. Integrará, portanto, oficialmente o governo comuno-petista. Sim, é preciso dizer "oficialmente", porque - "paralelamente" - a Conferência dos Bispos colabora com ele há muito tempo.

A CNBB foi elemento fundamental na construção e ascensão do projeto de poder do PT e do Foro de São Paulo - sobretudo com o assalto promovido pelos "apóstolos" da Teologia da Libertação, a extrapolação de suas atribuições e o uso indevido, malicioso do nome da Igreja Católica - e está agora servindo como plataforma para defendê-lo e preservá-lo. As manifestações da CNBB contra o impeachment da Presidente Dilma são um escândalo [2]. Não apenas pela questão política. É a Conferência dos Bispos colaborando - mais uma vez [3] - com um esquema de poder criminoso, que contraria integralmente os princípios, a fé cristã.



REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. Casa Civil, 18 de dezembro de 2015 [http://casacivil.gov.br/central-de-conteudos/noticias/2015/dezembro/wagner-convida-a-cnbb-a-reativar-o-conselho-de-desenvolvimento-economico-e-social-cdes].

[2]. Cf. "CNBB: na defesa da 'Patria Grande' comunista" [https://www.facebook.com/blogbbraga/posts/557653117716638]; "Conselho de seitas defende Dilma" [https://www.facebook.com/blogbbraga/photos/a.190586071090013.1073741828.184797238335563/559271514221465/?type=3&theater]; "Pastoral da Juventude protesta contra 'golpe'" [https://www.facebook.com/blogbbraga/photos/a.190586071090013.1073741828.184797238335563/561934847288465/?type=3&theater].

[3]. Uma iniciativa recente não pode cair no esquecimento: a proposta de reforma política encabeçada pela CNBB que, de forma camuflada, apliava e fortalecia o totalitarismo comuno-petista. Cf. "De mãos dadas pela reforma política comuno-petista" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/02/de-maos-dadas-pela-reforma-politica.html].

Sunday, December 20, 2015

Do teatro contra o impeachment ao dinheiro público que corrompe a inteligência, o coração e a fé.

Bruno Braga.


Em um post no Facebook, tomei uma publicação do site "Brasil 247" para tratar dos "artistas" e "intelectuais" que - sob a "liderança" de Leonardo, Genézio Boff - armaram no Palácio do Planalto um teatro contra o impeachment da Presidente Dilma. Observei ali que o site petista fora denunciado na Operação Lava-jato por ter recebido dinheiro do "Petrolão" - e deixei uma perguntinha: "quantos entre os tais 'artistas' e 'intelectuais' receberam - ou recebem - patrocínio da Petrobrás?" (Cf. anexo) [1].

Como são as coisas... - veja a imagem I - o próprio guru da patota é financiado pela empresa estatal! A Petrobrás e o Governo Federal - note, a "Pátria Educadora" comuno-petista - patrocinam o "Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis" (CDDH) [2], que tem como fundador e presidente, advinhe, o senhor Genézio Boff [3] (Cf. imagem II).


I.




II.



O apoio da Petrobrás ainda aparece no projeto "ArticulAção" [4], apresentado em tom de aparente legitimidade: prestar assistência social e educacional a crianças e jovens da periferia [5]. No entanto, qualquer um que passe os olhos no site do CDDH é capaz de identificar o seu verdadeiro propósito: conduzir os assistidos à colaboração militante através de determinadas "causas". A imagem em que uma bandeira do MST - do grupo de guerrilha do PT e do Foro de São Paulo - aparece estendida sobre a mesa de uma suposta reunião de estudos não foi colocada por acaso na capa do portal (Cf. imagem).


Se a constatação acima parece demais absurda e "conspiratória", basta acessar no site do CDDH a sua "Missão e Valores". Para exemplificar:

"f) Buscar PROMOVER A UNIDADE DE AÇÃO, entre os diversos movimentos comunitários locais, bem assim o FORTALECIMENTO dos MODOS de MANIFESTAÇÃO e ORGANIZAÇÃO populares, DANDO para tanto, seu RESPALDO e SUBSÍDIO" [6].

Muito bem. O senhor Genézio Boff já tentou se defender das acusações de que o CDDH "teria sido de forma corrupta beneficiado pelo governo federal  do PT" [7]. Ora, não é preciso entrar no mérito da origem ilícita, ou mesmo da sigla partidária do bem-feitor; fato é que o dinheiro está sendo empregado em atividades corruptoras. Não é aplicado para educar, mas para corromper a inteligência e o coração de crianças, jovens e adolescentes: instruí-los na ideologia da "luta de classes", maquiada com o selo de "direitos humanos" e até camuflada com o verde da defesa do "meio ambiente". O patrocínio da Petrobrás e do Governo Federal ainda é utilizado - uma vez que Genézio Boff é um dos mais ativos e influentes "apóstolos" da Teologia da Libertação - para corromper a fé cristã e assaltar sobretudo a Igreja Católica, instrumentalizando-as de forma sorrateira para a promoção do esquema de poder comuno-petista.


ANEXO.

Leonardo, ou melhor, Genézio Boff é um guru para certa "classe" de "artistas" e "intelectuais". E foi sob a "liderança" do "apóstolo" da Teologia da Libertação que eles montaram um teatrinho intitulado "manifesto em defesa da democracia e da legalidade". Uma encenação para dar apoio à Presidente Dilma Rousseff. 

 
O espetáculo grotesco aconteceu na quinta-feira, 17 de novembro, no Palácio do Planalto, e contou com a participação de sindicatos, entidades de classe, do movimento estudantil e até do grupo de guerrilha dos sem-terra. Os mesmos comunistas - subordinados ao PT e ao Foro de São Paulo - que no dia anterior foram às ruas vestidos de vermelho contra o impeachment da mandatária petista.

É importante verificar os nomes, identificar os militantes e "companheiros de viagem" que representaram o papel de "artista" e de "intelectual" com o objetivo de preservar um projeto de poder totalitário e criminoso - o projeto que os patrocina e sustenta com recursos públicos. 

As imagens e informações são do site "Brasil 247", site petista mantido com dinheiro do Petrolão e denunciado na operação Lava-jato. A propósito, quantos entre os tais "artistas" e "intelectuais" receberam - ou recebem - patrocínio da Petrobrás?


REFERÊNCIAS.





[5]. Idem.


Friday, December 11, 2015

China-CELAC: conciliábulo comunista em Pequim.

Bruno Braga.



A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) está associada ao Foro de São Paulo, e com ele trabalha para a promoção de um projeto político comum: a transformação da América Latina na imensa "Patria Grande" comunista [1]. 

Por fidelidade a tal objetivo, os partidos ligados à CELAC se reuniram em Pequim, nos dias 08 e 09 de dezembro, para o "I Encuentro del Foro de Partidos Políticos China-CELAC" (Cf. imagem). O PT participou do evento, que definiu, entre outras questões, um intercâmbio com o Partido Comunista Chinês para quadros de formação política [2]. 

Wei Chang, diretor geral para a América Latina do Departamento Internacional do Comitê Central do PC chinês, explicou a importância do encontro e como ele irá influenciar os seus aliados - inclusive o partido que governa o Brasil: 

"Pela primeira vez trocaremos experiências no que se refere à CONDUÇÃO POLÍTICA e sua ADMINISTRAÇÃO, à GESTÃO DO ESTADO e, claro, de NOSSOS PARTIDOS POLÍTICOS, o que aprofundará a RELAÇÃO entre os GOVERNOS e os povos" [3].

A relação do Partido Comunista Chinês com os partidos que compõem o esquema de poder comunista na América Latina não começou com o "Foro de Partidos Políticos". É preciso recordar a sua participação efetiva - em oportunidade recente - do último encontro do Foro de São Paulo, realizado entre os dias 29 de julho e 01 de agosto deste ano, no México [4].


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "Foro de São Paulo: confabulação comunista no México" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-confabulacao.html]; "Raúl Castro dá ao Papa uma "calurosa bienvenida" comunista" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/09/raul-castro-da-ao-papa-uma-calurosa.html].

[2]. Cf. "Foro integra a partidos políticos de China y Celac", El Telégrafo, 09 de dezembro de 2015 [http://www.eltelegrafo.com.ec/politica/item/foro-integra-a-partidos-politicos-de-china-y-celac.html]; "Primer Foro de Partidos Políticos China-Celac aprueba declaración", Prensa Latina, 09 de dezembro de 2015 [http://prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&idioma=1&id=4419751&Itemid=1].

[3]. Cf. "China y Celac por una mejor conducción política de sus vínculos", Prensa Latina, 08 de dezembro de 2015 [http://prensa-latina.cu/index.php?option=com_content&task=view&idioma=1&id=4416951&Itemid=1].

[4]. Cf. "Foro de São Paulo: confabulação comunista no México", III [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-confabulacao.html].

Friday, December 04, 2015

RECID: "educação cidadã" e ideologização comuno-petista.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.

Roda de macumba? Não. Acredite, as imagens abaixo são do XIII Encontro Nacional da Rede de Educação Cidadã (RECID), que aconteceu há poucos dias, entre 26 e 28 de novembro.


Um amontoado de grupos comuno-petistas - MST, CUT, Levante Popular da Juventude, Marcha Mundial das Mulheres, etc. - se reuniu em um hotel de luxo de Brasília - coitadinhos, "pobres", "excluídos" e "marginalizados"... - para tratar da "Participação Social e Educação Popular na Pátria Educadora".

O RECID nasceu com a "benção" de Betto, o "apóstolo" da Teologia da Libertação que, fantasiado de "frei", parasita a Igreja Católica para promover o projeto de poder comuno-petista. Betto - uma espécie de "coroinha" do ditador cubano Fidel Castro - é co-fundador do Foro de São Paulo. Aliás, o encontro do RECID em destaque teve a participação de Renato Simões, agente da organização comunista e que atualmente ocupa a Secretaria Nacional de Participação Social da Secretaria Geral da Presidência da República.

Estes são os professores, pedagogos, os movimentos ditos "sociais" encarregados da tal "educação cidadã", que não passa de mais um slogan criado para maquiar a ideologização - com o dinheiro do contribuinte - promovida pela "Pátria Educadora" comuno-petista.


II.

Na "Pátria Educadora" proclamada pela Presidente Dilma Rousseff, a RECID (Rede de Educação Cidadã) é mais um esquema para promover - com dinheiro público - a ideologização comuno-petista nas escolas e nos ambientes de ensino e aprendizagem.

Não. Não é invencionice nem "teoria da conspiração". Quem afirma o nefasto objetivo é o próprio idealizador da RECID: Betto. O "apóstolo" da Teologia da Libertação, que parasita a Igreja Católica fingindo-se de "frei", o agente do Foro de São Paulo - organização fundada por Lula e por Fidel Castro para transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista - explica em termos com notória influência da estratégia revolucionária gramsciana:

"Qual é a missão da RECID? [...] "A proposta da RECID é a SUBJETIVIDADE humana, é o CORAÇÃO e a CONSCIÊNCIA das pessoas. É justamente isso. A proposta da RECID é POLITIZAR, ORGANIZAR e MOBILIZAR as pessoas".

Assista ao vídeo [1].


REFERÊNCIAS.

[1] Discurso por ocasião do XII Encontro nacional da Rede de Educação Cidadão (RECID), que aconteceu entre os dias 04 e 08 de Dezembro de 2014, na cidade de Luziânia (GO).

LEITURA RECOMENDADA.

BRAGA, Bruno. "A 'pedagogia' do Foro de São Paulo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/04/a-pedagogia-do-foro-de-sao-paulo.html].

Friday, November 27, 2015

A oradora anticorrupção do PT - e do Foro de São Paulo.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.


No início do mês, o site da revista Veja ironizou a participação de Mônica Valente em um evento para "discutir políticas de combate à corrupção e ampliação de mecanismos de transparência" (Cf. imagem) [1]. A ironia não era apenas pela participação da petista em um evento dito "anticorrupção" - uma integrante do partido que montou o maior esquema de corrupção da história do país: o mensalão - mas porque ela é mulher de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e um dos principais operadores do esquema [2].

A Veja, no entanto, omitiu uma informação importante. Sim, omitiu, pois é impossível que não soubesse que, além de Secretária de Relações Internacionais do PT, Mônica Valente é Secretária-Executiva do Foro de São Paulo - da organização fundada por Lula e por Fidel Castro para transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista (Cf. imagem: Mônica Valente apresenta a mensagem que o ex-Presidente Luiz Inácio enviou ao XXI Encontro do Foro de São Paulo, realizado no México entre os dias 29 de Julho e 01 de Agosto de 2015 [3]).

O mensalão não foi somente um "esquema de corrupção". Foi um golpe para subordinar o poder legislativo às determinações do poder executivo - que está nas mãos do PT. Um esquema que é engrenagem de outro ainda maior: o projeto do Foro de São Paulo [4].

Mônica Valente participou do tal evento "anticorrupção" promovido por - ora, ora - "partidos de esquerda ligados à Coordenação SOCIALISTA Latino-americana (CSL)". E a própria petista inicou o seu discurso com uma saudação especial: [...] "un cálido abrazo a los representantes de los partidos de nuestro continente latinoamericano que comprenden la Coordinadora Socialista, MUCHOS DE LOS CUALES TAMBIÉN MIEMBRO DEL FORO DE SÃO PAULO" [5]. Discurso citado pela Veja, e que acaba tornando ainda mais vergonhosa a omissão da organização comunista na nota irônica publicada em seu site.

É preciso destacar que a imprensa colaborou com a ascensão do Foro de São Paulo - se não pelo ocultamento de anos, com uma cobertura discreta, possibilitando o crescimento sem resistência de um projeto de poder criminoso que pintou de vermelho quase todo o mapa da América Latina.


II.

A oradora anticorrupção do PT - e do Foro de São Paulo (II).


Dias atrás, observei como a Veja, em uma nota irônica sobre a participação da petista Mônica Valente em um evento anticorrupção, omitiu que a mulher de Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e um dos principais operadores do mensalão, é Secretária-Executiva do Foro de São Paulo - da organização fundada por Lula e por Fidel Castro para transformar a América Latina na "Patria Grande" comunista [6]. Uma omissão vergonhosa, e que pode ser ainda mais vexatória.

O tal evento "anticorrupção" aconteceu no Rio de Janeiro, promovido pela "Coordinación Socialista Latinoamericana" (CSL). Nesta oportunidade, a organização lançou o seu blog oficial [7], que na seção "Historia" assume expressamente: "Coordinadora Socialista Latinoamericana INTERACTÚA FREQUENTEMENTE CON EL FORO DE SAO PAULO y con COPPPAL" (Cf. imagem) [8].

A associação entre a CSL e o Foro de São Paulo pode ser identificada na seção do blog com o título "Conferencias". Ela traz registros de reuniões conjuntas e simultâneas entre as duas organizações. Foi assim, por exemplo, em Manágua, em 2000, e em Cuba, no ano de 2001: "Con ocasión del X Encuentro del Foro de Sao Paulo, reunido en la ciudad de La Havana del 4 al 7 de diciembre de 2001, se reunió también la Coordinación Socialista Latinoamericana" [9].

A CSL já teve como presidente o petista Marco Aurélio Garcia [10] - um dos principais articuladores do Foro de São Paulo [11], atualmente Assessor Especial da Presidente Dilma Rousseff para Assuntos Internacionais. Hoje, o Secretário Geral da "Coordinación Socialista" é o deputado federal Beto Albuquerque, do PSB (Partido Socialista Brasileiro) - partido que pertence ao Foro de São Paulo.

É importante anotar alguns dos "frequentadores" das reuniões da CSL: Partido Comunista da União Soviética; grupos ligados à guerrilha, como a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN-Nicarágua) e a Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN-El Salvador); OLP (Organização para a Libertação da Palestina), grupo terrorista islâmico que foi comandado pelo falecido Yasser Arafat, agente criado e treinado pela KGB [12]; e até o Baas do Iraque (Baath, Ba'th) [13].


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "A oradora anticorrupção do PT". Veja, 05 de Novembro de 2015 [http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/a-oradora-anticorrupcao-do-pt].

[2]. Idem.

[3]. Cf. "Foro de São Paulo: confabulação comunista no México" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-confabulacao.html].








[11]. Cf. "Foro de São Paulo: a gênese criminosa da 'Patria Grande" comunista", IV, V [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-genese-criminosa-da.html].

[12]. Cf. "Foro de São Paulo: confabulação comunista no México". Adendo VI, referência [1] [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/08/foro-de-sao-paulo-confabulacao.html].


Wednesday, November 11, 2015

A fé e a razão do católico.

Bruno Braga.



Espalhou-se por todos os cantos: fé e razão não se misturam. Esta idéia é repetida em discussões públicas e acadêmicas, no trabalho, em conversas informais e até mesmo em casa. O problema é quando ela toma ares de verdade dentro da igreja. Se fé e razão são realmente incompatíveis, a fé pode se tornar uma espécie de "sentimentalismo", um apêgo cego a qualquer coisa que dê à pessoa conforto e bem-estar, corre o risco de se transformar em mitologia ou ser reduzida a uma simples superstição. Para o católico, no entanto, não é assim.

Reza o Catecismo: "A santa Igreja, nossa mãe, sustenta e ensina que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana a partir das coisas criadas" (CIC, 36). Sim. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gen. 1, 26-27). Por graça, ele recebeu uma faculdade que - não é a onisciência divina - mas reflete algo da inteligência do seu Criador, uma faculdade que o distingue de todos os outros seres: a razão. Deus, que assim fez o homem, o chama para amá-Lo, mas também para "conhecê-Lo" (CIC, 31).

Ora, não é possível amar o que não se conhece. Sem a razão, o homem não poderia sequer acolher a fé. Os animais - que não possuem aquela faculdade - não têm nenhum traço de religiosidade. Com a razão, o homem não só acolhe a fé, mas busca as vias para aceder ao conhecimento de Deus com argumentos "convergentes" e "convincentes", capazes de estabelecer "verdadeiras certezas" (Idem). Ele tenta alcançar Deus nas meditações sobre o "movimento", nas questões sobre a ordem e a beleza, sobre o princípio e o fim do mundo (CIC, 32). Identifica em si mesmo uma abertura para o belo e para a verdade, um sentido para o bem moral, reconhece a sua própria liberdade e uma aspiração ao infinito e à felicidade (CIC, 33). Por estas "vias", "o homem pode aceder ao conhecimento da existência de uma realidade que é a causa primeira e o fim último de tudo, 'e que todos chamam Deus'" (CIC, 34).

É verdade, a fé não é puro racionalismo. Não. Os sentidos, a imaginação e as más inclinações podem colocar dificuldades e obstáculos à razão, ela mesma uma faculdade bastante limitada. Não é capaz de gerar a fé, uma graça de Deus. Há uma ordem de conhecimento que o homem jamais pode atingir com as suas próprias forças - com a razão natural: a Revelação divina. Mas, quando o próprio Deus se revelou - em Jesus -, disse que para segui-Lo seria necessário a cada um tomar a sua cruz (Lc. 9, 23). Ele não pediu para ninguém abandonar a sua cabeça. E quando Cristo afirmou ser Ele mesmo o "Caminho", também se apresentou como a "Verdade" e a "Vida", mostrando, assim, que razão e fé estão intimamente associadas. São João Paulo II ilustrou essa associação com uma bela imagem: "a fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio" (Encíclica "Fides et ratio").

Portanto, o católico deve estar preparado contra as armadilhas do chavão e do clichê. Fé e razão misturam-se sim. Se essa posição significa contestar uma idéia que se popularizou, não há o que temer. Não é preciso se intimidar com acusações de acadêmicos ou se constranger com qualquer um que pronuncie a palavra "ciência". Não há motivo para aceitar a mordaça dos que tentam afastá-lo - simplesmente por ser religioso - das discussões públicas e políticas. Porque o católico não renuncia a sua inteligência. E nem poderia abandoná-la, pois já que recebeu a razão como um dom de Deus, ele tem um compromisso ainda mais sério com a Verdade.


(*) Publicado no jornal "Correio da Serra", ed. 850. Barbacena, 07 de Novembro de 2015.

Sunday, November 08, 2015

Imprensa militante: o sacrifício da informação em prol do gayzismo e do aborto.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.

Imprensa militante: o sacrifício da informação em prol do gayzismo.


Ontem, 04 de Novembro, o jornal mineiro "O Tempo" noticiou a aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, do parecer favorável à PEC 99-2011. Trata-se da possibilidade de associações religiosas proporem no Supremo Tribunal Federal (STF) a constitucionalidade ou questionarem a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos [1].

Não é o caso de examinar aqui o mérito da proposta. No momento interessa somente o trecho da reportagem que cita o parecer do relator, o deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG): "No texto aprovado, o relator aponta a existência de preconceito do Poder Judiciário contra religiosos. 'O STF expressa um preconceito contra argumentos de ordem religiosa, dando preferência a argumentos científicos", cita o texto apresentado pelo relator'" [2].

Ora, o curioso que procurar no parecer aprovado na sessão de ontem não encontrará o trecho citado. Basta ler o documento no portal da Câmara dos Deputados [3]. O trecho é parte de outro parecer, datado de 28 de Outubro, e não é uma afirmação do relator. Não. Ele aparece no relatório, no resumo que o deputado Bonifácio Andrada fez das apresentações de todos os participantes de uma audiência pública, e refere-se a uma consideração do Ministro Ives Gandra Filho, Vice-Presidente do Tribunal Superior do Trabalho [4].

Na imagem abaixo, o texto destacado em vermelho deixa claro que a citação da reportagem não é um juízo do relator da PEC 99-2011 (Cf. [I]). E, nos pareceres mencionados, não há nenhuma formulação do tipo para fundamentar a conclusão favorável à proposta. Mas, suspeito que o autor da matéria sabia muito bem o efeito que poderia causar no leitor com a oposição entre "argumentos de ordem religiosa" e "argumentos científicos" - ainda mais atribuindo a formulação ao responsável pelo parecer aprovado.


Não sou cabo eleitoral do deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG). Não tenho procuração - nem interesse - para atuar em sua defesa. Quem tiver algum motivo para questioná-lo, que o faça. Ele está aqui apenas como parte de mais uma reportagem que mostra a atuação militante da imprensa, comprometida com a salvaguarda de certas bandeiras. No caso em tela, fica claro qual é logo na chamada, que se refere ao autor da PEC 99-2011 como "o mesmo que apresentou a proposta da "cura gay" na Câmara" [5]. Mais uma fraude. O Projeto de Decreto Legislativo 234-11 nunca tratou de "cura". Ele simplesmente concedia aos psicólogos a possibilidade de oferecer orientação aos homossexuais que - de forma livre e decidida - procurassem auxílio profissional [6].

Para contestar a proposta em tela, a reportagem recorre - sem maiores explicações - a um chavão que é repetido por todos os cantos: diz que ela é uma "afronta" ao "Estado Laico". Tenta associá-la ainda à carga negativa da figura do Presidente da Câmara - Eduardo Cunha - como uma proposta dos seus "aliados". Enfim, vale tudo, até referir-se uma "Igreja" com "i" maiúsculo no título. É o sacrifício da informação e do dever da "honestidade intelectual" em prol da militância. Desmoralizar os "religiosos" - para calá-los - e proteger o gayzismo.


II.

Imprensa militante: a defesa do aborto.


No dia 03 de Novembro, o "Estado de Minas" publicou em sua edição impressa uma matéria de capa sobre as "mulheres": "Elas vão à luta". O jornal mineiro, entre outras ocorrências, citou a realização de manifestações organizadas em algumas capitais do país: [...] "foi a vez de MILHARES de mulheres reagirem nas ruas contra projeto do Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que dificulta o aborto para vítimas de estupro" (Cf. imagem - o destaque em vermelho é meu).


Ora, "MILHARES"? Com uma busca no próprio site do jornal, é possível verificar que, no ato em Belo Horizonte, - tomando a foto mais favorável às manifestantes - havia meia dúzia de gatos pingados na Praça da Liberdade (Cf. imagem [I]) [7]. No Rio de Janeiro, o "Estado de Minas" noticiou a presença de "cerca de 500 mulheres" [8]. E em São Paulo, onde havia mais gente - porém, mais em uma manifestação política contra Eduardo Cunha que pela "causa" supostamente das "mulheres" - a PM registrou a participação de 3.000 pessoas [9]. Então, como falar em "MILHARES"?

Agora, eram "MULHERES"? Em protestos organizados por grupos comuno-feministas, lésbicas frequentemente levantam cartazes e bandeiras, arrogam-se legítimas representantes das "mulheres". Na foto que o "Estado de Minas" utiliza como referência ao protesto em São Paulo está a participação da "UJS" - "União da Juventude Socialista", braço do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) (Cf imagem - o destaque em vermelho é meu). E a "professora" ouvida pelo jornal mineiro - Sara Azevedo - é presidente do PSOL em Minas Gerais. No ano passado, ela promoveu sua candidatura à Câmara Federal ladeada por dois abortistas - Luciana Genro e Jean Wyllys. Sara Azevedo apresentava-se: "Sou militante SOCIALISTA, FEMINISTA e LGBT" [...] - e, claro, entre as suas "propostas" para as "mulheres" estava a "legalização do aborto" (Cf. imagem - os destaques em vermelho são meus) [10].

Bom, com o anúncio de "MILHARES" onde não havia tantas "mulheres" assim, a imprensa cumpriu, nos eventos recentes, o seu papel na militância, na defesa de mais uma de suas bandeiras: além do gayzismo [11], o ABORTO - o ASSASSINATO DE CRIANÇAS INOCENTES.


III.

Pelo "direito" de ASSASSINAR CRIANÇAS INOCENTES, ABORTISTAS vandalizam Catedral da Sé (SP).


. Crime cometido no dia 30 de Outubro, em ato contra o PL. 5069-2013.

ANEXO.

Nota publicada no Facebook em 21 de Junho de 2015.

A "vadiagem" na imprensa mineira.
Bruno Braga.



A Marcha das Vadias reivindicou neste sábado a LEGALIZAÇÃO DO ABORTO. O grupo de feministas percorreu as ruas de Belo Horizonte pelo "direito" de ASSASSINAR CRIANÇAS INDEFESAS.

O jornal "O Tempo" noticiou: "CENTENAS de pessoas participaram da marcha" (Cf. imagem I). No entanto, nem mesmo as fotos mais generosas publicadas no site do jornal, ou aquelas tiradas de ângulos bem especiais para simularem a presença de uma "multidão", mostram as "CENTENAS" de pessoas unidas com as "vadias" pela mórbida "causa" de MATAR BEBÊS (Cf. [http://www.otempo.com.br/cidades/marcha-das-vadias-pede-legaliza%C3%A7%C3%A3o-do-aborto-em-ato-nas-ruas-de-bh-1.1057721]).

O "Estado de Minas" apontou que "mais de UMA CENTENA de pessoas" participaram da Marcha das Vadias (Cf. imagem II - [http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/06/20/interna_gerais,660330/marcha-das-vadias-pede-legalizacao-do-aborto-em-ato-em-bh.shtml]). Entre "CENTENAS" do jornal "O Tempo" e "mais de UMA CENTENA" do "Estado de Minas" há uma diferença significativa, e, no mínimo, uma dissonância grave entre os dois jornais mineiros na cobertura do mesmo evento.

Certo é que, tanto o jornal "O Tempo" quanto o "Estado de Minas", trataram a reivindicação do ABORTO como um protesto legítimo - no máximo, "polêmico" -, como se ASSASSINAR CRIANÇAS INOCENTES e INDEFESAS fosse uma coisa muito "normal". Pior, nenhum dos dois jornais noticiou a batucada e a gritaria das "vadias" em frente a um templo evangélico (Cf. imagem III). Fato que poderia ser caracterizado não só como uma simples "provocação", mas poderia confirmar a hipótese de um crime: "Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo" - Art. 208, Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso".

Leitura recomendada.
BRAGA, Bruno. "'Vadias' vão marchar em BH pelo 'direito' de ASSASSINAR CRIANÇAS indefesas" [https://www.facebook.com/blogbbraga/posts/497040257111258].


REFERÊNCIAS.

[1]. "Bancada evangélica aprova PEC que dá à Igreja poder de questionar STF", 04 de Novembro de 2015 [http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/bancada-evang%C3%A9lica-aprova-pec-que-d%C3%A1-%C3%A0-igreja-poder-de-questionar-stf-1.1158776] (Reprodução de reportagem do portal "iG Brasília").

[2]. Idem.



[5]. Cf. [1].






[11]. Cf. "Imprensa militante: o sacrifício da informação em prol do gayzismo" [https://www.facebook.com/blogbbraga/photos/a.190586071090013.1073741828.184797238335563/549447915203825/?type=3&theater].