Sunday, January 20, 2013

Números gayzistas forjados, uma amostra didática.


Bruno Braga.


No artigo “Números gayzistas” [1] eu apontei um dos artifícios utilizados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) para reivindicar uma ampla e obscura engenharia social: fabricar estatísticas sobre os assassinatos de gays, lésbicas e travestis para alardear uma matança generalizada de homossexuais no país.

Um dos problemas destas estatísticas, eu observei, é a “motivação” dos crimes. Mesmo aceitando os números apresentados, todos os gays listados foram mortos por pessoas perturbadas que nutriam um ódio mortal contra os homossexuais? Para os casos em que a resposta é NÃO, a “homofobia” fica descaracterizada e, consequentemente, eles ficam impedidos de figurar nas estatísticas gayzista.  

No artigo citado [2] eu mencionei o assassinato de um homossexual – ocorrido em 2011 – para exemplificar a necessidade de esclarecer a motivação dos crimes. O homicídio foi noticiado por um ativista gay da seguinte maneira:

“O dia de hoje foi atípico. Sentimento de dor, perda, injustiça. Na noite de ontem, mais um jovem gay assassinado no Brasil. Dessa vez, em São João del-Rei/MG. Um jovem de 18 anos perde a vida de forma brutal e injusta. No velório amigos, família e comunidade. Um só discurso: foi injusto, queremos justiça” [3].

Tomando apenas este trecho - e considerando o tom da narrativa - o leitor é induzido a pensar que aquele jovem gay foi brutalmente assassinado por uma pessoa perturbada, por uma pessoa em que o ódio radical contra os homossexuais se transforma em vontade de matá-los. Este crime – a princípio motivado pela “homofobia” - poderia compor as estatísticas apocalípticas do Grupo Gay da Bahia [4].

Porém, o próprio ativista gay que noticiou o crime revela o motivo do assassinato na sequência do texto:

“Até que a Polícia Civil investigue e conclua o inquérito o que se tem como certo é um jovem gay assassinado pelo próprio companheiro por não aceitar o término do relacionamento conturbado dos últimos meses” (o destaque é meu).

Fica claro que o autor do crime é homossexual. Ele não matou brutalmente um jovem gay por nutrir um ódio doentio contra homossexuais, quer dizer, por “homofobia”, mas assassinou o seu próprio companheiro, porque ficou insatisfeito com o término do conturbado relacionamento. Portanto, o caso está automaticamente excluído das estatísticas apresentadas pelo Grupo Gay da Bahia, pois não pode justificar a homofobia e a matança generalizada de gays. Bom, o caso “deveria” estar excluído, mas será que o GGB não o acrescentou aos seus relatórios? Vamos ver.

Segundo o Movimento Gay da Região das Vertentes, o “jovem gay” assassinado pelo ex-companheiro é Felipe Duarte.

(o destaque em vermelho é meu).

No início de 2012 o Grupo Gay da Bahia apresentou um relatório dos assassinatos de homossexuais ocorridos no ano anterior, 2011 [5]. Apresentou uma tabela com os nomes das vítimas, com as datas dos homicídios e o local das mortes. Verificando a planilha apresentada pelo GGB, lá está o nome “Felipe Duarte”, morto em São João del Rei:

(o destaque em vermelho é meu).

Este é um exemplo didático de como o Movimento gayzista [6] compôs o seu relatório: incluiu nele um assassinato que não foi motivado por homofobia. Por causa da motivação o crime não poderia figurar nas estatísticas da militância gay, que têm um objetivo: alardear uma matança generalizada de homossexuais para comprovar que o Brasil é um país homofóbico; e, a partir daí, reivindicar uma série privilégios, modificações legislativas, reformulações educacionais e culturais - enfim, promover uma ampla e obscura engenharia social.


 Notas.

[1]. BRAGA, Bruno. “Números gayzistas” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/01/numeros-gayzistas.html].

[2]. Idem.


[4]. Cf. [1].


[6]. Observar sempre a diferença entre o homossexual e o Movimento gayzista. Este último é a transformação da sexualidade em princípio de organização política e de promoção de engenharia social.


Leitura sugerida.

BRAGA, Bruno. “Números gayzistas” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/01/numeros-gayzistas.html].


4 comments:

o mundo entrelinhas said...

Fica evidente que existem grupos interessados em apoiar e incentivar o movimento gayzista para mudar a estrutura da sociedade.

Bruno Braga said...

Não tenha dúvida disso.
Obrigado pelo comentário.

Atenciosamente,
Bruno Braga.

José Carlos do Carmo said...
This comment has been removed by the author.
Bruno Braga said...

Obrigado, José Carlos – comentário pertinente.

Bruno Braga.
http://b-braga.blogspot.com

Barbacena, 04 de Fevereiro de 2013.