Sunday, December 23, 2012

A Gerentona e as Farc.



Bruno Braga.



“O Chefe” Luiz Inácio e as lideranças do seu partido fazem de tudo para maquiar as relações íntimas – e obscenas – que têm com as Farc [1]. Quando são pegos com as calças na mão, eles se justificam com a maior cara deslavada. É o caso da – agora - “Presidenta” Dilma Rousseff.

Ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula – portanto, subordinada ao “Chefe” –, Dilma “a Gerentona” Rousseff ordenou a requisição de Angela Maria Slongo para ocupar um cargo de confiança na Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Ministério da Pesca e Aquicultura). Angela era a mulher de Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como Oliverio Medina – ou Padre Medina, ou Camilo López, ou El Cura Camilo.

Oliverio Medina deixou a Igreja Católica para dedicar-se ao sacerdócio revolucionário dentro das Farc. Empenhado em atividades “sacrossantas”, tornou-se representante do grupo narco-terrorista no Brasil. Acabou preso por duas vezes: em 2000, e definitivamente em 2005. Neste ano o governo colombiano solicitou a extradição do Padre – quer dizer, do sacerdote da revolução – Medina, acusando-o de praticar – mas que “blasfêmia”... – de atividades terroristas. Porém, o CONARE (Comitê Nacional para Refugiados) concedeu o status de refugiado ao “iluminado” sacerdote em 2006 – decisão que levou o Supremo Tribunal Federal a arquivar o pedido de extradição de Medina.

Em 2010, Dilma - que ainda não era “Presidenta” - se esforçou para justificar a requisição da mulher do sacerdote comunista-narco-terrorista para o cargo de confiança no Ministério da Pesca e Aquicultura. Alegou, com o maior descaramento: “Faço pedidos de cedência protocolares, mas nomeação eu não faço”.

Sim, de fato Dilma não “nomeou” Angela Maria Slongo – o que foi feito pelo então Ministro Altemir Gregolin. Porém, este ato – a “nomeação” – foi somente a confirmação protocolar da ordem da “Gerentona”.

O computador de Raúl Reyes – apreendido durante a operação militar colombiana em que o narco-terrorista das Farc foi morto – conservou uma mensagem reveladora sobre o episódio. Nela, Oliverio “Cura Camilo” Medina informa a Reyes:

“Na segunda-feira 15 a ‘Mona’ – a mulher Angela Maria Slongo – começou seu novo emprego, e para assegurá-la ou fechar seu caminho para a direita, se em algum momento quiserem perturbá-la, então a deixaram na Secretaria da Pesca desempenhando o que aqui – Brasil – chamam um cargo de confiança ligado à Presidência da República” [2].

Portanto, não é apenas o ex-Presidente Luiz Inácio que mantém relações – e compromissos assinados nas instâncias do Foro de São Paulo – com as Farc. A “Gerentona” – herdeira e criação do “Chefe” - e atual “Presidenta” do país também está envolvida nesta trama. Luiz Inácio, Dilma, Raúl Reyes, Oliverio Medina, Angela Maria, PT e Farc. Todos inseridos em um projeto de dimensões continentais: agentes empenhados no funesto e criminoso projeto revolucionário latino-americano.
    


Referências.


[2]. O que aparece com caracteres em itálico são notas explicativas minhas. Para ler a mensagem original, Cf. BRAGA, Bruno. “’Dossiê brasileiro’, revista Cambio” [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/dossie-brasileiro-revista-cambio.html].


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