Tuesday, January 15, 2013

A dimensão da inversão.


Bruno Braga.


No último fim de semana, o contraste entre duas manifestações deixou à mostra as distorções – e inversões - promovidas pelo Feminismo-Gayzismo [1], por seus patrocinadores e simpatizantes.

No domingo, dia 13 de Janeiro, o Papa Bento XVI ocupou a janela de seu apartamento para proferir a benção dominical aos fiéis da Praça de São Pedro. Porém, no meio das pessoas que participavam da celebração no Vaticano, quatro ativistas do grupo “Femen” se levantaram em protesto contra o Sumo Pontífice e contra a Igreja Católica. Elas se despiram. Exibiam os seios e o corpo pintado com palavras de ordem - “Cale a boca!” – e uma "exortação": em vez de “In God We Trust” (“Em Deus nós confiamos”), o “louvor” e a “reverência” esdrúxula, “In Gay We Trust”.

Em um protesto absolutamente ofensivo e hostil, a expressão do rosto das ativistas, seus gritos e berros histéricos, expuseram a inversão alimentada pelo Movimento Feminista-Gayzista, que denuncia a intolerância e o desrespeito, apesar de ser os seus próprios militantes que os alimentam.   








No mesmo domingo, em Paris, uma multidão protestou contra a pretensão do Presidente socialista François Hollande: oficializar o casamento gay. A manifestação reuniu católicos, protestantes, muçulmanos, famílias e até homossexuais – todos contrários à equiparação da união homoafetiva à família tradicional. A imagem do “Champ de Mars” dá uma dimensão do manifesto.



O contraste entre os eventos em Paris e no Vaticano dão uma amostra dos artifícios da propaganda e da militância. Em tom imperativo e com aquela expressão de certeza e convicção, o ativismo feminista-gayzista se pronuncia como guardião dos interesses da população, como portador do conhecimento “científico” e de ideias modernas e progressistas [2]. Sob o pretexto de um “futuro maravilhoso” – e proclamando o monopólio do “amor” – seus líderes reivindicam a reformulação de toda a sociedade. O comportamento – o modo de vida – feminista-gayzista é adotado como critério de “normalidade”; e a conduta e o relacionamento tradicional são automaticamente denunciados como “ultrapassados” ou até mesmo “doentios”. Qualquer questionamento deste modelo é imediatamente sentenciado: “conservador”, “reacionário”, “fundamentalista”, “fanático”.

O feminismo-gayzismo não conta apenas com a habilidade, a ousadia – e a alienação – de seus adeptos. Ele tem a simpatia e recebe o apoio da classe jornalística, da Intelectualidade “chic” e “moderna”, dos acadêmicos – muitos deles filiados a este tipo peculiar de "sindicalismo”. Ele é alimentado por partidos políticos revolucionários, com verba e financiamento público – e é patrocinado por organizações particulares. No caso do grupo “Femen”, uma jornalista russa infiltrada rastreou o pagamento de salários e despesas de viagem das ativistas, embora não tenha conseguido identificar com precisão a fonte do dinheiro [3].

Mas, a manifestação em Paris surpreendeu muita, mas muita gente. Pessoas que são bombardeadas diariamente pela propaganda e pela militância feminista-gayzista, e que, por isso, acreditaram que elas expressavam a opinião média da população. Pessoas que cederam ao projeto de “mundo novo”, embora com um sentimento de estranheza e com certo constrangimento, para não serem denunciadas aos gritos e não serem expostas ao ridículo como “ultrapassadas” ou “doentes”. Mas, foi a patologia que levou todos aqueles franceses à rua? Ou foi ela que se despiu diante do Papa? O contraste entre o protesto na Praça de São Pedro e a manifestação em Paris fornece a dimensão da inversão: o surto histérico de uma minoria, que pretende reformular – ao gosto de seus desejos, fantasias e autovitimizações – toda a estrutura da sociedade.      
     

Notas.

[1]. Não confundir o homossexual com o Movimento gayzista. Este último é a transformação da sexualidade em princípio de organização política e de promoção de engenharia social.

[2]. Esta série de artigos apresenta o tipo de pesquisa “científica” que é promovida pelo Movimento feminista-gayzista – fundada no cinismo, na fraude e no crime. World Net Daily: “Perturbador! Kinsey pagou meu pai para me estuprar” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/01/perturbador-kinsey-pagou-meu-pai-para.html]; “Vítima de experimentos sexuais suspeitos revela” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/01/vitima-de-experimentos-sexuais.html]; “Como uma vítima de Kinsey vive com o trauma do abuso sexual” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/01/como-uma-vitima-de-kinsey-vive-com-o.html]. BRAGA, Bruno. “Os herdeiros de Kinsey” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/01/os-herdeiros-de-kinsey.html]; “Números gayzistas” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/01/numeros-gayzistas.html].

[3]. Cf. 24 heures Actu. “FEMEN: payées pour manifester?” [http://24heuresactu.com/2012/11/21/femen-payees-pour-manifester/].


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