Friday, February 28, 2014

A AUTO-absolvição dos "marginais do poder".

Bruno Braga.
 
“Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que este é apenas o primeiro passo”,
Joaquim Barbosa.
 
 
Supremo Tribunal Federal, 27 de Fevereiro de 2014. Os PETISTAS José Dirceu e José Genoíno – junto com outros réus - foram absolvidos do crime de formação de QUADRILHA no acolhimento dos embargos infringentes, recurso proposto dentro do processo do MENSALÃO.
Esta decisão VERGONHOSA não é surpresa. Ela já estava prefigurada, faltava apenas formalizá-la. O reexame do crime de formação de quadrilha, consequência da propositura dos embargos infringentes, foi realizado por uma “nova” composição do tribunal. Um arranjo feito pelos próprios PETISTAS, que – além de Teori Zavascki – alocaram Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. Indicados pela Presidente Dilma Rousseff, eles foram decisivos para derrubar a condenação anterior.
Em nenhum momento Luís Roberto Barroso disfarçou o que faria. Nomeado para o STF, o “novato” aproveitou todas as oportunidades para publicamente diminuir o maior esquema de corrupção da história do país. Com a afetação que a ele é peculiar, chegou a render glórias – em plenário – a José Genoino, o “guerrilheiro de festim”.
Mas a decisão de Barroso – ABSOLVER os PETISTAS do crime de formação de QUADRILHA - já estava anunciada antes mesmo disso. Transcrevo uma nota – ilustrada com uma imagem - que publiquei no dia 24 de Setembro de 2013: 
 
O “novato” afetado e o projeto PETISTA-SOCIALISTA-COMUNISTA.
 
Em 2006, Luiz Inácio – o “Chefe” – foi agraciado por juristas com um manifesto de apoio à sua reeleição. Não. Os ilustres representantes do Direito não faziam ponderações sobre questões legais ou éticas. Não. Eles defendiam um “projeto” para o Brasil. Entre os signatários do manifesto estava Luís Roberto Barroso – o “novato” e afetado ministro do Supremo Tribunal Federal (Cf. FOTO).
 
 
 
 
Barroso, enquanto advogado, tem em seu currículo processos importantes para o projeto petista-revolucionário: células-tronco; aborto de anencéfalos; união homossexual; e a defesa do terrorista Cesare Battisti. Agora, no STF, terá a oportunidade de reexaminar – por conta do desastroso voto do ministro Celso de Mello – um processo do qual não participou: o do assalto do aparelho de Estado através do mensalão. Barroso julgará José Dirceu, o “chefe da quadrilha” que atuou em favor de sua indicação para a corte. O “novato” já expressou algumas de suas concepções sobre o nefasto episódio. Tentou abrandar o maior escândalo de corrupção do país, afirmando o rigor excessivo do STF ao julgá-lo – rendeu glórias a um dos quadrilheiros, a José Genoíno, o “guerrilheiro de festim”. Nestes termos, aquela assinatura de 2006, hoje, adquire um sentido significativo. Luís Roberto Barroso já não defende mais um “projeto para o Brasil”, ele é um de seus agentes construtores: o projeto PETISTA-SOCIALISTA-COMUNISTA estabelecido pelo Foro de São Paulo.
 
Nota publicada no Facebook em 24 de Setembro de 2013 (Cf. [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/09/o-stf-nao-e-o-limite-notas.html]).
 
 
Fica evidente que o voto de Barroso foi, não técnico, e sim POLÍTICO – como denunciou o Ministro Joaquim Barbosa. Porque é vazio denunciar - como fez Barroso - o “exagero” das penas pautado somente em princípios abstratos, e um descaramento desprezar a massa de PROVAS DOCUMENTAL e TESTEMUNHAL disposta no autos do processo, indicando que todo aquele complexo esquema de corrupção e de poder era apenas uma obra do acaso. Luís Roberto Barroso pode vestir a toga de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, mas é sobretudo AGENTE de um projeto de poder.
 
O desfecho deste episódio deixa escancarado o domínio da QUADRILHA que estava no banco dos réus: agora ela tem força para determinar a maior instância do Poder Judiciário brasileiro. Ela conseguiu a absolvição de seus líderes – o que é uma espécie de AUTO-absolvição. “Sinto-me autorizado a alertar a nação brasileira de que este é apenas o primeiro passo”, advertiu Joaquim Barbosa. Logo virá a revisão criminal – e a possibilidade de os “marginais do poder” serem transformados definitivamente em “vítimas”. “Heróis” de um nefasto projeto de poder consolidado: o projeto PETISTA-SOCIALISTA-COMUNISTA.
 
 
ARTIGOS RECOMENDADOS.
 
BRAGA, Bruno. “O STF não é o limite” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/09/o-stf-nao-e-o-limite.html].
______. “Indicação para o STF e o Gayzismo” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/05/indicacao-para-o-stf-e-o-gayzismo.html].
      

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