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Sunday, June 10, 2012

O feminismo das "vadias".


Bruno Braga.

Eu acho importantíssimo e acho que ela merece a divulgação que está tendo.


Eleonora Menicucci é Ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Certa vez relembrou, com nostalgia, o treinamento clandestino que promovia na Colômbia: dilacerar fetos – segundo ela mesma, uma “coisa muito linda” [1]. Agora Menicucchi aplaude a “bonita” – na avaliação da Ministra - “Marcha das Vadias” [2]. O exame deste movimento, no entanto, deve ir além da consideração estética, já que ele tem efetivas repercussões práticas.

A “Marcha das Vadias” é um movimento feminista internacional que pretende coibir a violência sexual contra a mulher. Acontece que, no mesmo ato em que reivindicam respeito, as manifestantes expressam a intolerância que não se vê naqueles que elas acusam de promovê-la. Os protestos evidenciam – não apenas pela estética, mas pelas próprias ações - que a honra e a integridade física da mulher são apenas adornos retóricos. A propósito, seria pertinente sondar quantas mulheres - mulheres de fato - marcham nestes protestos.

De qualquer modo, o que se pretende com manifestações deste tipo é um poder ilimitado. Um poder que permita às militantes – e aos simpatizantes - fazerem o que bem quiserem. Por exemplo: desfigurar imagens e manipular símbolos religiosos com o nítido propósito de insultar a crença e a fé; invadir, como aconteceu recentemente no Rio de Janeiro, uma Igreja – uma militante, com os seios à mostra diante do altar, esbravejava pela liberação do aborto na companhia de suas companheiras e amazonas guardiãs dos direitos humanos, da honra e da moral feminina [3].

O ocorrido no Rio de Janeiro é simbólico. É a representação concreta de um ambicioso desejo de autodivinização, maquiado por bandeiras de protestos e exigências de direitos – uma das credenciais de projetos revolucionários dos quais o feminismo é somente um dos tentáculos.

Porém, as leis deste país, pelo menos formalmente, ainda estão em vigor. As “vadias” excederam o direito legítimo de manifestação – de levantar, inclusive, a mesma bandeira abortista da Ministra Menicucci. Elas cometeram um crime, e a conduta delas está tipificada no Código Penal: perturbação de cerimônia ou prática de culto religioso, vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso (Art. 208).

Existe um abismo entre a livre expressão e o crime. Algo que o “politicamente correto” – artifício revolucionário - se esforça para maquiar com rótulos que imunizam os protestos e movimentos das críticas. Qualquer oposição é imediatamente coibida: “Machista”! “Reacionário”! No entanto, seria pertinente que cada mulher examinasse o feminismo da “Marcha das Vadias” para além dos estereótipos da cartilha revolucionária: quantas, de fato, se veem representadas por isto? (Foto).  
   


Referências.

[1]. BRAGA, Bruno. Teste de sensibilidade – Um resultado provável [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/03/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x_18.html].


Wednesday, June 06, 2012

Filmografia: Documentário "Reparação".


Bruno Braga.


O documentário “Reparação” (2010), dirigido por Daniel Moreno, é uma boa fonte de informação para o interessado em compreender os fatos sobre os quais a “Comissão da Verdade” deveria se debruçar (o vídeo completo pode ser acessado no link abaixo). Entre os depoimentos registrados são relevantes, sobretudo, os de Orlando Lovecchio e o do historiador Marco Antonio Villa.

Lovecchio foi uma das vítimas do atentado a bomba no Consulado Americano, na cidade de São Paulo. A ação terrorista foi promovida pela VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) no ano de 1968. A explosão decepou uma das pernas de Lovecchio, frustrando o sonho do então jovem de tornar-se piloto de avião. Enquanto ele ainda se esforça para receber uma indenização justa, os revolucionários, promotores do atentado que o mutilou, nadam em dinheiro – um deles recebe uma pensão pelo menos três vezes maior do que a sua.

O historiador Marco Antonio Villa, por sua vez, lança luz sobre alguns fatos do período histórico em questão. Villa observa que os movimentos guerrilheiros começaram antes de 1964, como ilustram as ações das Ligas Camponesas e o envio de militantes revolucionários para treinamento em Pequim. Portanto, se estes movimentos são anteriores a 1964, então a tese “revolucionária” - da luta armada como reação contra o golpe militar e reivindicação da “democracia” - é aniquilada. Não, o que os grupos revolucionários armados pretendiam, de fato, era instaurar no Brasil uma “ditadura do proletário”, inspirada nos regimes soviético, chinês e cubano. Porém, existia um hiato entre os grupos que promoviam a luta armada e a população – não houve qualquer manifestação popular de simpatia para com os atentados terroristas.

Enfim, o documentário de Daniel Moreno é uma rica fonte de informações, e um contraponto relevante contra a falsificação que uma “Comissão” pretende transformar em “Verdade” – em “verdade revolucionária”.  




Sugestões – alguns artigos publicados sobre o tema.

BRAGA, Bruno. Verdade mutilada.



______. A Intentona de Escorel. Destaca um dos integrantes da “Comissão da Verdade”, Paulo Sérgio Pinheiro [http://b-braga.blogspot.com.br/2011/07/intentona-de-escorel.html].