Saturday, October 05, 2019

O Sínodo da Amazônia e as aberrações do seu Documento de Trabalho ("Instrumentum laboris").

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.

O Vaticano apresentou ao público hoje, 17 de junho, o "Instrumentum laboris", o documento que irá auxiliar os Bispos e participantes do Sínodo da Amazônia, que acontece entre os dias 06 e 27 de outubro deste ano [1]. 

A expectativa, desde o anúncio do Sínodo, ficou centrada em dois pontos: o celibato e a ordenação de mulheres. Muito se especulou, e os que ousaram alertar sobre as manobras, os riscos e perigos, eram logo descartados como histéricos. Mas, tudo agora parece confirmado.  

Sobre o celibato, o documento estabelece o seguinte: "Afirmando que o celibato é uma dádiva para a Igreja, pede-se que, PARA AS ÁREAS MAIS REMOTAS DA REGIÃO, se estude a possibilidade da ORDENAÇÃO SACERDOTAL DE PESSOAS IDOSAS, de preferência INDÍGENAS, respeitadas e reconhecidas por sua comunidade, mesmo que já tenham uma família constituída e estável, com a finalidade de assegurar os Sacramentos que acompanhem e sustentem a vida cristã" (129, a, 2).

É evidente que uma proposta sobre o celibato não seria colocada de forma radical, algo que escandalizasse os fiéis, sobretudo com a polêmica que se arrasta, inclusive com autoridades eclesiásticas levantando-se veementemente para defender a tradição da Igreja. A mudança é gradativa, e o passo inicial pode estar aí: "PARA AS ÁREAS MAIS REMOTAS DA REGIÃO, se estude a possibilidade da ORDENAÇÃO SACERDOTAL DE PESSOAS IDOSAS, de preferência INDÍGENAS" [...].

Acontece que o interesse alegado - "assegurar os Sacramentos", acompanhar e sustentar a "vida cristã" - fica sob suspeita com a própria redação do documento e contradiz toda a argumentação que os seus proponentes e entusiastas têm utilizado para justificar a ordenação de homens casados. Se pregavam sobre a necessidade de atender as tais "áreas remotas", percorrendo todas as comunidades e tribos, como "pessoas idosas" darão conta de um trabalho tão exigente e extenuante? Ademais. Como farão com o cuidado, a atenção e o sustento de suas próprias famílias com as novas e rigorosas atribuições? 

No que se refere à ordenação de mulheres, o "Instrumentum laboris" não é nada claro: "Identificar o tipo de ministério oficial que pode ser conferido à mulher, tendo em consideração o papel central que hoje ela desempenha na Igreja amazônica" (129, a, 3). Essa imprecisão não parece ser inocente. 

A palavra final do Papa São João Paulo II, na Carta Apostólica "Ordinatio Sacerdotalis", sempre foi levantada para frear os intentos de ordenar "sacerdotisas". O diaconato feminino, contudo, nunca saiu da pauta. Em 2016, o próprio Papa Francisco ordenou a criação de uma comissão de estudos sobre o assunto; e, embora tenha recentemente tergiversado sobre a conclusão dos estudos, na coletiva de imprensa dada a bordo do voo que o trouxe de volta da Macedônia a Roma, o "Intrumentum laboris" não deixa dúvida de que a possibilidade de ordenação de diaconisas está aberta, no mínimo para "discussão". A propósito, a ordenação de "diaconisas" - e também de "sacerdotisas" (!) - foi um pedido da própria Regional Norte 1 da CNBB - Conferência dos Bispos, com a publicação de uma carta da "assembleia territorial pré-sinodal", que se reuniu exatamente em Manaus, na capital do estado do Amazonas. Regional Norte 1 que tem como presidente Dom Mário Antônio da Silva, agora o segundo vice-presidente da CNBB [2].

Enfim, no que diz respeito a esses dois principais temas - o celibato e a ordenação de mulheres -, o Sínodo da Amazônia vem para tentar o que alguns já apontavam: abrir as portas e introduzir já certas mudanças significativas, na esperança de uma "revolução" ainda maior no futuro. Os índios são apenas um pretexto. Trata-se de um verdadeiro atentado "progressista" contra a Santa Igreja Católica.

II.

Creio que muitos já ouviram falar no fenômeno da "protestantização" da Santa Igreja, identificando-o na compreensão torta das Sagradas Escrituras por muitos fiéis e até padres, nas celebrações da Santa Missa na sua paróquia e no comportamento dos próprios católicos. Porém, eis aqui uma ocorrência das mais escabrosas, pois assumida em um documento oficial do Vaticano. 

No capítulo VI do "Instrumentum laboris" do Sínodo da Amazônia, dedicado ao "Diálogo ecumênico e inter-religioso" [3], um entusiasmo patente com o modo como "pastores" nos "mostram outro modo de ser Igreja, onde O POVO SE SENTE PROTAGONISTA, onde os fiéis podem EXPRESSAR-SE LIVREMENTE, SEM CENSURAS, SEM DOGMATISMOS, NEM DISCIPLINAS RITUAIS". 

É a celebração da heresia e do cisma, que devem ser agora - com o Sínodo da Amazônia - fonte de inspiração para a Santa Igreja. Porém, uma Igreja sem dogmas, Magistério e "disciplinas rituais" - sem Liturgia - já não é Igreja. Trata-se de outra coisa. Mas, é exatamente isso o que certas autoridades eclesiásticas e entusiastas do Sínodo querem: destruir a Santa Igreja Católica. Duvida? Está aí a prova. 

III.

Os que conhecem minimamente a nefasta Teologia da Libertação sabem que os seus "apóstolos" sempre cultivaram uma ideia de "igreja primitiva" como truque, uma ideia que só existe no imaginário deles, criada para desmoralizar a Santa Igreja Católica e pregar todos os seus absurdos. Não é difícil perceber que o Sínodo da Amazônia tem a mesma função, e no seu "Instrumentum laboris" isso fica ainda mais patente. Uma romantização da floresta, da "cultura" e da "espiritualidade" indígena como "inspiração" para "transformar" a Igreja. Não por acaso, várias autoridades eclesiásticas que conduzem o Sínodo participam do "apostolado" da Teologia da Libertação, são dela entusiastas ou estão no seu espectro de influência e formação. Mas, se antes a ideia de "igreja primitiva" tinha uma força reduzida, embora contasse com uma máquina de propaganda monstruosa e vários militantes de batina e até de mitra, a "Amazônia" é anunciada desde o próprio Vaticano, utilizando-se da sua estrutura e da força do seu nome. As exigências de "transformação" mostram agora com maior nitidez que a Santa Igreja foi tomada de assalto e tornou-se refém. 

IV.

Mencionei a Teologia da Libertação na última "nota" sobre o Sínodo da Amazônia. Por isso, cito aqui mais um trecho do escandaloso "Instrumentum laboris". A passagem é um pouco extensa, mas vale a pena lê-la - faço em seguida uma observação:
"A partir de sua encarnação, o encontro com Jesus Cristo se realizou sempre no horizonte de um diálogo cordial, histórico e escatológico. Ele tem lugar nos diferentes cenários do mundo plural e entrelaçado da Amazônia. Inclui as relações políticas com os Estados, sociais com as comunidades, culturais com as diferentes formas de viver e ecológicas com a natureza e consigo mesmo. O diálogo procura o intercâmbio, o consenso e a comunicação, os acordos e as alianças, 'mas sem perder de vista a questão fundamental', ou seja, a 'preocupação por uma sociedade justa, capaz de memória e sem exclusões' (EG, 239). Por isso, o diálogo tem sempre UMA OPÇÃO PREFERENCIAL PELOS POBRES, marginalizados e excluídos. As causas da justiça e da alteridade são causas do Reino de Deus. Não defendemos 'um projeto de poucos para poucos, nem de uma minoria esclarecida' (ibidem). No diálogo estabelecemos 'um acordo para viver juntos, de um pacto social e cultural' (ibidem). Em virtude deste pacto, a Amazônia representa um pars pro toto, um paradigma, uma esperança para o mundo. O diálogo é o método que se deve aplicar sempre, para favorecer o bem viver de todos. As principais questões da humanidade que sobressaem na Amazônia não encontrarão soluções através da violência nem da imposição, mas sim mediante o diálogo e a comunicação".
Observe, neste n. 37 do "Instrumentum laboris", uma distorção escandalosa. O "diálogo" de Jesus Cristo não é mais instrumento de conversão, para conduzir as pessoas - os índios ou quem quer que seja (!) - à fé da Santa Igreja. "Diálogo" aqui (e também no restante do documento) é instrumento para a construção de um projeto político. A presença de um mantra da Teologia da Libertação não parece ser por acaso: "UMA OPÇÃO PREFERENCIAL PELOS POBRES" (cf. imagem). A expressão, na "literatura" e no "apostolado" revolucionário, foi sempre pregada em favor de um ideal político, para instigar uma "luta de classes" contrária à fé da Igreja, condenada por Ela mesma, e que aparece no próprio texto citado: "Não defendemos 'um projeto de poucos para poucos, nem de uma minoria esclarecida". A palavra "diálogo", que encanta e seduz tantas pessoas, serve apenas para maquiar essa "luta de classes", - um projeto político -, falsamente anunciado com o nome de Jesus Cristo. 

V.

O conteúdo do n. 39 do "Instrumentum laboris" do Sínodo da Amazônia é simplesmente estarrecedor! Fala-se que o "diálogo entre as espiritualidades, crenças e religiões amazônicas" "não significa RELATIVIZAR as próprias convicções, mas sim reconhecer outros caminhos que procuram desvendar o mistério insondável de Deus". Logo depois afirma-se: "O amor vivido em qualquer religião agrada a Deus". Uma afirmação absurda que evidentemente implica na RELATIVIZAÇÃO da fé católica. 

E mais. É "destruidora" a "atitude corporativista" que "reserva a salvação exclusivamente ao próprio credo". Em outras palavras, segundo o documento do Sínodo da Amazônia, afirmar "Creio em UM SÓ DEUS" [...] - isto é, afirmar o Credo! - é uma "atitude corporativista" que destrói o próprio "credo". Com isso, o Credo é relativizado, abandonado. Despreza-se a palavra do próprio Cristo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo. 14, 6). Os pastores que representam a única Igreja de Jesus Cristo viram as costas para Pedro, que foi categórico: "Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos" (At. 4, 12).  

Bom, se abandonaram o Credo, se desprezam Cristo e dão de costas para Pedro, não parece absurdo pensar que os responsáveis pelo "Instrumentum laboris" possam ter perdido eles mesmos a fé. Pelo que se lê, não creem que "extra Ecclesiam nulla salus", "Fora da Igreja não há salvação". Como afastar daqui a heresia, a apostasia, proclamadas contrariando a própria Santa Igreja Católica?  

VI.

A esquizofrenia no "Instrumentum laboris" do Sínodo da Amazônia. 

A floresta vista como uma espécie de "paraíso avatar": "A Amazônia é o lugar da proposta do 'bem viver', de promessa e de esperança para novos caminhos de vida. Na Amazônia a vida está integrada e unida ao território, não existe separação nem divisão entre as partes. Esta unidade compreende toda a existência: o trabalho, o descanso, os relacionamentos humanos, os ritos e as celebrações. Tudo é compartilhado, os espaços particulares – típicos da modernidade – são mínimos. A vida é um caminho comunitário onde as tarefas e as responsabilidades se dividem e se compartilham em função do bem comum. Não há espaço para a ideia de indivíduo separado da comunidade ou de seu território" (24) "Esta compreensão da vida se caracteriza pela conectividade e harmonia de relações entre a água, o território e a natureza, a vida comunitária e a cultura, DEUS E AS DIFERENTES FORÇAS ESPIRITUAIS. Para eles, 'bem viver' significa compreender a centralidade do caráter relacional-transcendente dos seres humanos e da criação, e supõe um 'bem fazer'. Não se podem desconectar as dimensões materiais e espirituais. Este modo integral se expressa em sua própria maneira de se organizar, que começa pela família e a comunidade, abrangendo uma utilização responsável de todos os bens da criação. Alguns deles falam em caminhar rumo à 'terra sem males', ou em busca do 'santo monte', imagens que refletem o movimento e a noção comunitária da existência" (13).

Porém, a floresta é no mesmo documento uma "selva infernal": [...] "Hoje a Amazônia constitui uma formosura ferida e deformada, um lugar de dor e violência, como o indicam de maneira eloquente os relatórios das Igrejas locais [...] O grito de dor da Amazônia é um eco do clamor do povo escravizado no Egito, que Deus não abandona: 'Eu bem vi a opressão do meu povo que está no Egito, e ouvi o seu clamor diante dos seus opressores; conheço, na verdade, os seus sofrimentos. Desci a fim de o libertar da mão dos egípcios' (Êx 3, 7-8)" (23).

"Paraíso avatar" ou selva infernal? Tanto faz. O que importa para os responsáveis é convencer - ou ludibriar - para "transformar" a Santa Igreja. 
PS. Destaquei a expressão "Deus e as diferentes forças espirituais" para indicar que, provavelmente, no documento do Sínodo da Amazônia, as "forças espirituais" não são uma referência aos anjos e demônios - conforme a verdade da Santa Igreja -, mas crenças pagãs. "Conectividade" e "harmonia" entre "Deus e as diferentes forças espirituais" significa um sincretismo escandalosamente ofensivo à fé católica e ao próprio Deus.  

VII.

A inversão escabrosa anunciada pelo "Instrumentum laboris" do Sínodo da Amazônia. Não cabe mais à Santa Igreja Católica evangelizar os indígenas; Ela agora deve renunciar ao mandamento de Cristo - de Deus! - e ser "evangelizada" pelos "povos amazônicos originários". Leia.
"OS POVOS AMAZÔNICOS ORIGINÁRIOS TÊM MUITO A ENSINAR-NOS. Reconhecemos que desde há milhares de anos eles cuidam de sua terra, da água e da floresta, e conseguiram preservá-las até hoje a fim de que a humanidade possa beneficiar-se do usufruto dos dons gratuitos da criação de Deus. OS NOVOS CAMINHOS DE EVANGELIZAÇÃO DEVEM SER CONSTRUÍDOS EM DIÁLOGO COM ESTAS SABEDORIAS ANCESTRAIS EM QUE SE MANIFESTAM AS SEMENTES DO VERBO (!)" (29).
VIII.

A Revelação está terminada, e não haverá outra Revelação. Deus disse tudo e de uma só vez por meio da Palavra que se fez carne: Jesus Cristo. Como transmissão dessa revelação divina colocam-se íntima e indissociáveis a Tradição, as Sagradas Escrituras e o Magistério. É o que reza o Catecismo da Santa Igreja Católica (CIC. 65 ss). Para os responsáveis pelo "Instrumentum laboris" do Sínodo da Amazônia, no entanto, há uma nova e "peculiar" fonte de "revelação": a Amazônia. Leia, o destaque é meu: 
"NA AMAZÔNIA, a vida está inserida, ligada e integrada no território que, como espaço físico vital e nutritivo, é possibilidade, sustento e limite da vida. Além disso, podemos dizer que a Amazônia – ou outro espaço territorial indígena ou comunitário – não é somente um ubi (um espaço geográfico), mas também um quid, ou seja, um lugar de sentido para a fé ou a experiência de Deus na história. O território é UM LUGAR TEOLÓGICO a partir do qual se vive a fé, mas é também UMA PECULIAR FONTE DE REVELAÇÃO DE DEUS. Estes espaços são lugares epifânicos onde se manifesta a reserva de vida e de sabedoria para o planeta, uma vida e sabedoria que falam de Deus. Na Amazônia manifestam-se as 'carícias de Deus' que se encarna na história (cf. LS, 84)" (19).
IX.

Para reconhecer de uma vez por todas que as mudanças pretendidas com o Sínodo da Amazônia não ficarão restritas à realidade (ou suposta realidade) da região, basta avaliar o seu próprio contexto. O "Instrumentum laboris" do Sínodo alega que - a ordenação sacerdotal de pessoas casadas - tem a "finalidade de assegurar os Sacramentos que acompanhem e sustentem a vida" (129, a, 2). Bom, quantas vezes você mesmo já não escutou, na sua paróquia, que o padre "não dá conta" de atender todas as comunidades, compromissos e atividades? Ora, se é assim, por que não levantar a mesma motivação do Sínodo para que a sua Diocese promova a ordenação sacerdotal de pessoas casadas? Por que a sua paróquia não pode seguir o exemplo da Amazônia, para "assegurar os Sacramentos que acompanhem e sustentem a vida"? Portanto, se essa "mudança" passar, haverá uma avalanche de pedidos e reivindicações com base no mesmo "direito".  

X.

De acordo com o escabroso "Instrumentum laboris" do Sínodo da Amazônia, a Santa Igreja ainda não encontrou a sua "identidade". Mesmo sendo fundada pela próprio Verbo encarnado, Corpo Místico de Cristo, com os Símbolos da Fé (Credo), Sagradas Escrituras, Tradição e Magistério, parece que - para os seus (no mínimo) irresponsáveis redatores - caberá aos "povos indígenas" e o paganismo (!) revelar essa "identidade" aos católicos em um sincretismo inconcebível. Leia: 
"Um diálogo a favor da vida está ao serviço do “futuro do planeta” (LS, 14), da transformação de mentalidades estreitas, da conversão de corações endurecidos e da partilha de verdades com a humanidade inteira. Poderíamos dizer que o diálogo é pentecostal, como o é o nascimento da Igreja, que caminha EM BUSCA DE SUA IDENTIDADE rumo à unidade no Espírito Santo. Descobrimos nossa identidade a partir do encontro com o outro, a partir das diferenças e coincidências que nos mostram a impenetrabilidade da realidade e do mistério da presença de Deus" (40).
XI.

O "Instrumentum laboris" do Sínodo da Amazônia afirma que "rituais e cerimônias indígenas" - rituais pagãos de invocação de espíritos e até mesmo de feitiçaria - são essenciais para a "saúde integral" e para a "vida humana". Leia. Com uma afirmação tão explícita, e tão obscena para um católico consciente de sua verdadeira fé, parece claro que a proposta é tornar esses mesmos rituais e cerimônias "essenciais" para a "saúde" e para a "vida" da própria Santa Igreja, em um sincretismo monstruoso. 

"OS RITUAIS E AS CERIMÔNIAS INDÍGENAS SÃO ESSENCIAIS PARA A SAÚDE INTEGRAL, pois compõem os diferentes ciclos da vida humana e da natureza. Criam harmonia e equilíbrio entre os seres humanos e o cosmo. Protegem a vida contra os males que podem ser provocados tanto por seres humanos como por outros seres vivos. Ajudam a curar as doenças que prejudicam o meio ambiente, a vida humana e outros seres vivos" (87).

XII.

Eis aqui mais uma amostra extraída do "Instrumentum laboris" sobre o intento do Sínodo da Amazônia de paganizar a Santa Igreja com a "espiritualidade" e a "religiosidade" das tribos indígenas. Trata-se de relativizar a Verdade revelada para que a Igreja possa "descobrir" a suposta "presença encarnada e ativa de Deus" em rituais indígenas. Note ainda que essa proposta escabrosa, de acordo com o artigo 33, não se restringe somente à Amazônia, ela é dada como uma "esperança" para a "humanidade inteira". "Esperança" que tem "inspiração" inclusive em "organizações populares que resistem a grandes projetos", i.e., uma espécie de "luta de classes" em um comunismo tribal. Leia o absurdo:   
"Em contraste com esta realidade, o Sínodo da Amazônia se transforma assim em um sinal de esperança para o povo amazônico e para a HUMANIDADE INTEIRA. Trata-se de uma grande oportunidade para que A IGREJA POSSA DESCOBRIR A PRESENÇA ENCARNADA E ATIVA DE DEUS: nas mais diferentes manifestações da criação; na ESPIRITUALIDADE DOS POVOS ORIGINÁRIOS; nas expressões da RELIGIOSIDADE POPULAR; nas diferenciadas organizações populares que resistem aos grandes projetos; e na proposta de uma economia produtiva, sustentável e solidária que respeita a natureza". [...]
XIII.

Basta ler o artigo 56 do "Instrumentum laboris", nos seus itens a, b e c, para imediatamente reconhecer que o Sínodo da Amazônia pretende transformar a Santa Igreja Católica em uma espécie de ONG. Ela "deveria assumir em sua missão o cuidado da Casa Comum", um papel completamente estranho ao dever que a Esposa de Cristo tem de salvar almas, embora seja um propósito ansiosamente desejado pelos "apóstolos" da Teologia da Libertação, interessados na militância e no poder político e mundano. Leia: 
56.          O desafio que se apresenta é grande: como recuperar o território amazônico, resgatá-lo da degradação neocolonialista e devolver-lhe seu bem-estar saudável e autêntico? Desde há milhares de anos devemos às comunidades aborígenes o cuidado e o cultivo da Amazônia. Em sua sabedoria ancestral cultivaram a convicção de que a criação inteira está interligada, o que merece nosso respeito e responsabilidade. A cultura da Amazônia, que integra os seres humanos com a natureza, se constitui como referente para construir um novo paradigma da ecologia integral. A Igreja deveria assumir em sua missão o cuidado da Casa Comum:
a)      Propondo linhas de ação institucionais, que promovam o respeito pelo meio ambiente.
b)      Projetando programas de formação formais e informais sobre o cuidado da Casa Comum para seus agentes pastorais e seus fiéis, abertos à comunidade inteira em “um esforço de formação das consciências da população” (LS, 214), com base nos caps. V e VI da Encíclica Laudato Si’.
c)      Denunciando a violação dos direitos humanos e a destruição extrativista.
 XIV.

O modelo de "educação" do Sínodo da Amazônia não é só aquele que despreza "filosofias, teologias, liturgias" - denunciadas como "imposição -, mas o que é evidentemente "inspirado" no "pensamento crítico" e na "interculturalidade" de Paulo Freire. Comunista, "apóstolo" da Teologia da Libertação, "ícone" para muitos dos responsáveis pelo "Instrumentum laboris" e pelo Sínodo mesmo. "Patrono da educação brasileira", responsável por imbecilizar gerações de estudantes, universitários, padres e Bispos. Leia:  
"Esta educação, que se desenvolve através do encontro, é diferente de una educação que procura impor ao outro (e especialmente aos pobres e vulneráveis) as próprias cosmovisões que são precisamente a causa de sua pobreza e vulnerabilidade. Na Amazônia a educação não significa impor aos povos amazônicos parâmetros culturais, filosofias, teologias, liturgias e costumes estranhos. Hoje, 'Alguns comprazem-se simplesmente em culpar, dos próprios males, os pobres e os países pobres, com generalizações indevidas, e pretendem encontrar a solução numa 'educação' que os tranquilize e transforme em seres domesticados e inofensivos' (EG, 60). 'Por conseguinte, torna-se necessária uma educação que ensine a pensar criticamente e ofereça um caminho de amadurecimento nos valores' (EG, 64), uma educação aberta à interculturalidade" (94).

REFERÊNCIAS.


[2]. Cf. "A 57a. Assembleia Geral dos Bispos e a militância cnbbista", nota IV [https://b-braga.blogspot.com/2019/05/a-57a-assembleia-geral-dos-bispos-e.html].

Sunday, September 22, 2019

As aberrações do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) da CNBB para o Sínodo da Amazônia.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI) esteve reunido na última semana, em Luziânia (GO), para a sua XXIII Assembleia Geral (09-13 setembro). O centro desse encontro foi o Sínodo da Amazônia, e teve a presença do Erwin Kräutler, que é membro da REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), organização que cuida da preparação e da realização do próprio Sínodo. Kräutler é um conhecido "apóstolo" da Teologia da Libertação, entusiasmado com a ideia da ordenação de mulheres [1]. Ele já foi presidente do CIMI. 

Como resultado dessa Assembleia Geral, o CIMI publicou um documento que é, não só um panfleto de militância política, mas um amontoado de aberrações. De acusações infundadas contra o governo - e contra Bolsonaro -, defesa da Pacha Mama, ao apoio de sanções internacionais e até do boicote a produtos brasileiros. Logo abaixo, trechos dessa peça escabrosa, elaborada por um organismo vinculado à CNBB - Conferência dos Bispos e que é constantemente alvo de denúncias, sendo inclusive objeto de CPI [2]. Note que o documento não cita uma só vez Jesus Cristo e dá uma ideia muito clara de como o CIMI ajudou a preparar e como irá tratar a "questão indígena" no Sínodo da Amazônia: é pura militância política - comunista. Leia: 
"O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) realizou, de 09 a 13 de setembro de 2019, em Luziânia, Goiás, a sua XXIII Assembleia Geral, que teve como tema 'Em defesa da Constituição, contra o roubo e devastação dos territórios indígenas” e o lema “Alto lá! Esta terra tem dono!'. [...]
"O Cimi avalia com IMENSA PREOCUPAÇÃO A REALIDADE BRASILEIRA e DENUNCIA que está em curso um processo de corrosão das políticas públicas, especialmente daquelas destinadas aos mais pobres e aos grupos populacionais historicamente massacrados e discriminados. O GOVERNO DE EXTREMA DIREITA, conduzido por JAIR BOLSONARO, associa-se às grandes corporações transnacionais do capital para organizar o desmantelamento da Constituição Federal de 1988 e a aniquilação de direitos conquistados por meio da luta, da mobilização e da articulação social". [...]
"As manifestações públicas do atual governo, com seus DISCURSOS DE ÓDIO, associadas às suas políticas de desmonte, TÊM GERADO ONDAS DE VIOLÊNCIA OS POVOS, DESMATAMENTOS, QUEIMADAS, INVASÕES DE TERRITÓRIOS e a promessa de que não se demarcará nenhum centímetro de terras para os indígenas". [...]
"OS DISCURSOS E AS POLÍTICAS DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA PROPAGAM O ÓDIO E A FALSA POLÍTICA associado ao enraizamento, no interior do Poder Executivo, do FUNDAMENTALISMO IDEOLÓGICO que gera preconceitos, individualismos e alienação, colocando em curso um projeto de aniquilação de direitos individuais e coletivos dos povos originários e tradicionais, de sem terras, sem tetos, mulheres, negros, LGBTQIs e migrantes. Deflagrou-se um processo de PERSEGUIÇÃO, AMEAÇAS e CRIMINALIZAÇÕES de todos os sujeitos que visam construir um mundo plural e democrático, onde os direitos humanos sejam respeitados". [...]
"Vive-se um tempo de Kairós, depois do anúncio do SÍNODO DA AMAZÔNIA, momento profícuo de profunda reflexão acerca da defesa dos povos, das culturas e da natureza de toda aquela vasta região e que se constitui num patrimônio do mundo". [...]
"Na XXIII Assembleia Geral se reafirmou o compromisso com as lutas dos povos indígenas pela garantia de seus territórios, a PACHA MAMA, e no apoio às suas estratégias de resistência", [...]
"No entender do Cimi é imperioso que se PROMOVAM CAMPANHAS NO SENTIDO DE RESPONSABILIZAR O GOVERNO BRASILEIRO pelas violências que promoveu ao longo dos últimos meses contra os povos indígenas" [...] [3]. 
II.

Na Assembleia Geral do Conselho Indigenista Missionário (CIMI. 09-13 setembro), Erwin Kräutler e Paulo Suess se fantasiaram de índio para a promoção do Sínodo da Amazônia [4]. Kräutler, o "apóstolo" da Teologia da Libertação, entusiasta da ordenação de mulheres [5], ligado ao próprio CIMI (organismo da CNBB - Conferência dos Bispos) e também membro do REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), que cuida do Sínodo. Kräutler, que é  conselheiro pré-sinodal. 

Paulo Suess, "teólogo" pregador da Teologia da Libertação, trabalhou na Amazônia e foi Secretário Geral do CIMI. Na recente Assembleia Geral, ele confessou abertamente - como se fosse um porta-voz do Papa - o que qualquer pessoa que saiba ler reconhece no Documento de Trabalho ("Instrumentum laboris") do Sínodo da Amazônia: 
“A NOVA EVANGELIZAÇÃO é a exaltação apostólica de Francisco que muda o foco para o estado permanente de missão, SEM A IDEIA DE CONVERSÃO. Não, NÃO QUEREMOS CONVERTER NINGUÉM. Quem converte é Jesus, diz Francisco” (cf. imagem) [6].  
III.

Escandalizado com as aberrações da Assembleia Geral do CIMI? [7] Veja quem também esteve por lá para promover o Sínodo da Amazônia: Leonardo Steiner [8] (cf. imagem). O ex-Secretário Geral da CNBB - Conferência dos Bispos, "apóstolo" da Teologia da Libertação que trabalhou como cabo eleitoral nas últimas eleições para o petista Fernando Haddad [9]. Steiner hoje é Bispo auxiliar de Brasília (DF).

É importante registrar a presença do padre Paulo Renato de Campos (cf. imagem). Ele é Assessor Político da CNBB. Para quem não se lembra, Paulo Renato ficou "famoso" por anunciar o tema da Campanha da Fraternidade desse ano - "políticas públicas" - em uma reunião com a bancada do PT no Senado, confessando: “a senadora Gleise já é de casa” [10] Gleisi Hoffmann, hoje, está na Câmara dos Deputados, mas permanece na presidência da facção Partido dos Trabalhadores.

Eis o Sínodo da Amazônia que se aproxima.

IV.

Veja a foto. Sabe de quem se trata? Trata-se de Pedro A. Ribeiro de Oliveira. A imagem é o registro de sua participação na recente e escabrosa Assembleia Geral do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) em preparação para o Sínodo da Amazônia [11].

Pedro A. Ribeiro de Oliveira é tido por "sociólogo". Ele é um dos fundadores do Movimento Fé e Política, um movimento de militância comunista que parasita a Santa Igreja com as "bênçãos" da nefasta Teologia da Libertação e o apoio da CNBB - Conferência dos Bispos. Na Arquidiocese de Mariana, o Movimento Fé e Política tem a participação direta do "padre do PT", o deputado federal Padre João PT, e declara - o movimento - abertamente o seu objetivo: “Movimento Fé e Política” - tópico 1 – “O que é e os seus objetivos” – [...] “construir uma sociedade socialista” [...] [isto é, comunista] [12].   

No último mês de julho, aconteceu em Natal (RN) o 11o Encontro Nacional do Movimento Fé e Política. Um espetáculo monstruoso de militância comuno-petista em que não faltou a pregação do "Lula Livre" [13]. Foi nesse encontro que Frei Betto não só instruiu os participantes a enganarem os católicos com o Santo Terço [14], mas também os convocou para com o Sínodo da Amazônia fazerem militância comunista [15]. 

O Encontro Nacional Fé e Política foi palco para o lançamento de um livro sobre o movimento, "Fé e Política: uma trajetória", que é assinado por um dos seus fundadores: o próprio Pedro A. Ribeiro de Oliveira! À direita da apresentação do "sociólogo" na Assembleia Geral do CIMI está a capa do livro, que mostra claramente não só a natureza e o caráter do Movimento Fé e Política, mas os "princípios" que foram e estão sendo introjetados na preparação e na realização do Sínodo da Amazônia: Marx, CEB's, teologia-libertação [Teologia da Libertação], PT, etc., etc. 

V.

O mostruário de aberrações do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) para o Sínodo da Amazônia não tem fim [16]. O organismo da CNBB - Conferência dos Bispos submeteu os participantes de sua XXIII Assembleia Geral a um ritual indígena. As imagens são do dia 10 de setembro, no Centro de Formação Vicente Cañas, Luziânia (GO). Assista:



REFERÊNCIAS.

[1]. cf. "Bispo Kräutler confia que o Sínodo da Amazônia irá trazer o diaconato feminino... como primeiro passo" [https://www.obramissionaria.com.br/bispo-krautler-sinodo-da-amazonia/].

[2]. cf. "A Campanha da Fraternidade 2019 e as "políticas públicas" da militância cnbbista", nota III [https://b-braga.blogspot.com/2019/04/a-campanha-da-fraternidade-2019-e-as.html].



[5]. cf. "Bispo Kräutler confia que o Sínodo da Amazônia irá trazer o diaconato feminino... como primeiro passo" [https://www.obramissionaria.com.br/bispo-krautler-sinodo-da-amazonia/].

[6]. cf. referência [1].



[9]. cf. "A CNBB e a militância comunista pró-Haddad" [https://b-braga.blogspot.com/2018/10/a-cnbb-e-militancia-comunista-pro-haddad.html].

[10]. Cf. “Campanha da Fraternidade 2018: mais uma iniciativa de ‘inspiração’ comunista da CNBB”, nota VII [http://b-braga.blogspot.com.br/2018/02/campanha-da-fraternidade-2018-mais-uma.html].


[12]. cf. "Estarrecedor: Arquidiocese de Mariana fomenta militância comunista e eleitoral" [https://b-braga.blogspot.com/2018/03/estarrecedor-arquidiocese-de-mariana.html].

[13]. cf. "O encontro fé e política da militância comunista que tem o apoio da CNBB" [https://b-braga.blogspot.com/2019/08/o-encontro-fe-e-politica-da-militancia.html].

[14]. idem. Assista: [https://youtu.be/yWrMwHlt0CY]. 

[15]. idem. Assista: [https://youtu.be/Fw837u9Z-yA].

Monday, September 16, 2019

O Sínodo da Amazônia e a militância comunista descarada.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.

Cláudio Hummes. Cardeal, "apóstolo" da Teologia da Libertação e "amigo de longa data" do bandido Lula, em um evento de militância contra Bolsonaro [1]. Mas não é tudo. Cláudio Hummes é o presidente da REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), que participou diretamente, não só da elaboração do escabroso "Instrumento laboris", documento que trai a fé católica, mas cuida da organização e realização do Sínodo da Amazônia. Hummes é o relator do Sínodo! 

Diante de tantos fatos, mas sobretudo desse, quem será cretino o bastante para negar que o Sínodo da Amazônia é sim plataforma de ação política? Uma ação sórdida, pois falsifica a proteção do meio ambiente e a ecologia, no esforço de enganar o público e atacar o governo brasileiro. Uma ação para a qual os católicos estão cada dia mais cientes, pois veem a arruaça, a militância delinquente e a traição dos próprios "pastores" contra a sua Santa Igreja. 

O evento de militância, "Direitos Já", prestigiado por Cláudio Hummes - relator do Sínodo da Amazônia - aconteceu na última segunda-feira, 02 de setembro, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (TUCA). Mais uma usurpação do patrimônio da Santa Igreja.     

II.

A "emoção" do sociólogo tucano Fernando Guimarães - presidente do Instituto "Esquerda pra Valer" do PSDB - com a presença e a participação do Cardeal Cláudio Hummes - relator do Sínodo da Amazônia! - no recente evento de militância e oposição ao governo Bolsonaro [2]. Hummes, o "amigo de longa data" de Lula... [3] Ao fundo, a "madrinha" do abortismo e da ideologia gay, Marta Suplicy (MDB), e o governador do Maranhão, o comunista Flávio Dino (PCdoB). Assista: 


III.

Cláudio Hummes - o relator do Sínodo da Amazônia! - denúncia o risco que a democracia corre por causa de "poderes muito autoritários" e "desejos de autoritarismo cada vez maior" na "condução da nossa política". Na última segunda-feira, 02 de setembro, o Cardeal esteve ao lado de outros "líderes" religiosos, pastores, rabino, espírita, macumbeiros e outros, em um evento de militância contra Bolsonaro [4]. Não há como esconder mais a condução e o próprio caráter político do Sínodo da Amazônia. Assista: 


IV.

Delinquentes e facções comunistas que saquearam o Brasil e o submeteram a um criminoso esquema de poder internacional criam cinicamente uma grotesca "Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania". O evento aconteceu hoje (04), na Câmara dos Deputados, e aos berros de "Lula Livre" contou com a presença, "bênção" - e traição contra a Santa Igreja Católica! - de Dom Evaristo Pascoal Spengler, que representou a CNBB - Conferência dos Bispos. Além do Bispo da prelazia de Marajó (PA), participou também a "presbítera" Anita Sue Wright, do CONIC (cf. imagem) [5]. O detalhe é que ambos - Spengler e CONIC - estão envolvidos na promoção do Sínodo da Amazônia (cf. imagem) [6].

V.

Na "nota" anterior, tratei da participação de Dom Evaristo Pascoal Spengler, representando a CNBB - Conferência dos Bispos, em um ato declarado de militância comunista na Câmara dos Deputados, com a criação da escabrosa "Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania" [7]. Porém, no mesmo dia, 04 de setembro, o mesmo Pascoal Spengler, com outros membros da CNBB e da REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), entregou aos parlamentares na Câmara uma "carta" sobre o Sínodo da Amazônia [8]. O REPAM está diretamente envolvido na preparação e organização do Sínodo, tendo inclusive colaborado na redação do escabroso "Instrumentum laboris" [9].  

A "agenda" de Evaristo Paschoal na Câmara é mais uma amostra do que nenhuma autoridade eclesiástica pode negar mais: o Sínodo da Amazônia está sendo evidentemente utilizado para uma traição monstruosa contra a Santa Igreja Católica e a utilização Dela como instrumento de militância comunista, interferência em questões políticas e de soberania nacional.  

Na primeira imagem, Pascoal Spengler com Alessandro Molon, deputado do PSB. Partido Socialista Brasileiro, que é membro do Foro de São Paulo. Molon, um conhecido "filho" da nefasta Teologia da Libertação.

VI.

Publiquei aqui, no último dia 04 de setembro, que Dom Evaristo Pascoal Spengler - bispo da Prelazia de Marajó (PA) - cumpriu "agenda" de militância na Câmara dos Deputados: primeiro, junto a delinquentes e facções comunistas na criação de uma grotesca "frente parlamentar" para a "defesa da soberania" [10]; depois, no plenário, fazendo pose com o abortista Alessandro Molon, deputado do PSB (membro do Foro de São Paulo) e "batizado" pela Teologia da Libertação, para entregar aos deputados uma "carta" sobre o Sínodo da Amazônia [11].

Para efeito de registro, dias antes do cumprimento dessa "agenda" de militância aberta e escancarada, Evaristo Pascoal esteva com outros Bispos brasileiros, entre os dias 28 e 30 de agosto, na última reunião "preparatória" para o Sínodo da Amazônia [12]. Mais um encontro escabroso, e que teve a condução de Dom Cláudio Hummes - presidente do REPAM e relator do Sínodo -, participante também de ato de militância contra o governo Bolsonaro [13]. 

Os Bispos estão bem articulados. Pela política vale tudo, inclusive trair a Santa Igreja Católica. 

VII.

Comissão parlamentar comunista se levanta na defesa do Sínodo da Amazônia [14]. O grupo conta com a participação e as "bênçãos" de dois "apóstolos" da Teologia da Libertação, o deputado federal padre João PT - da Arquidiocese de Mariana - e de Frei Anastásio - também deputado federal petista que colaborou na fundação da Comissão Pastoral da Terra (CPT). 

Uma comitiva parlamentar será constituída e participará do Sínodo da Amazônia. A reunião que decidiu a investida teve a presença de representante da CNBB - Conferência dos Bispos (cf. imagem).  

Comissão, comitiva do PT e do Foro de São Paulo custeadas com dinheiro público, e não só para fazer militância comunista no Sínodo da Amazônia, mas para sabotar a Santa Igreja Católica. É importante recordar a presença de Dom Evaristo Pascoal Spengler em ato de militantes na Câmara dos Deputados e, no mesmo dia sendo recebido no Plenário pelo abortista Alessandro Molon (PSB) - Molon, que também participa dessa "comissão parlamentar" em "defesa" do Sínodo da Amazônia [15]. 


REFERÊNCIAS.









[9]. cf. "A escabrosa "preparação" dos Bispos brasileiros para o Sínodo da Amazônia", nota IV [https://b-braga.blogspot.com/2019/07/a-escabrosa-preparacao-dos-bispos.html].

[10]. cf. [http://bit.ly/2lEQKpp].

[11]. cf. [http://bit.ly/2lDc5zH].

[12]. cf. "Mais uma 'preparação' escabrosa dos Bispos brasileiros para o Sínodo da Amazônia" [https://b-braga.blogspot.com/2019/09/mais-uma-preparacao-escabrosa-dos.html].



Sunday, September 08, 2019

Mais uma "preparação" escabrosa dos Bispos brasileiros para o Sínodo da Amazônia.

Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.


I.

A Santa Igreja celebra hoje (28) a memória de Santo Agostinho. Guardadas as devidas particularidades dos eventos, será que você, católico, é capaz de imaginar o Bispo de Hipona, preparando-se para o Concílio de Cartago (397) com esse tipo de "dinâmica" com a corda do Círio de Nossa Senhora de Nazaré? Veja a foto. Pois foi assim que os Bispos da Amazônia brasileira iniciaram hoje, em Belém (PA), mais uma preparação para o Sínodo da Amazônia. Trata-se de um Encontro de Estudo sobre o escabroso "Instrumentum laboris" promovido pela Comissão Episcopal Especial para a Amazônia (CEA), e que tem a participação do REPAM - Rede Eclesial Pan-Amazônica e da CNBB - Conferência dos Bispos.

II.

Jesus Cristo, "o novo". É o que afirma Dom Cláudio Hummes, o "apóstolo" da Teologia da Libertação que é presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica e relator do Sínodo da Amazônia [1]. Veja: 


Mas que "novidade" é essa que pretendem apresentar no Sínodo como se fosse "o" Cristo? A quebra do celibato? A ordenação de homens casados e diaconisas? A paganização da Santa Igreja? Ora, são essas as "novidades" do "Instrumentum laboris" do Sínodo da Amazônia.  

A declaração foi dada no Encontro de Estudo sobre o "Instrumentum laboris", ontem, 28 de agosto. O evento está sendo realizado no Centro de Espiritualidade Monte Tabor, em Belém (PA), com a conclusão prevista para o dia 30.

III.

Se é um evento para cuidar da presença da Santa Igreja e da "evangelização" na região Pan-Amazônica, o que faz um pastor luterano entre os Bispos que estão se preparando para o Sínodo da Amazônia? (cf. imagem) Trata-se do pastor Inácio Lemke, o novo presidente do CONIC, um conselho de seitas comprometido com o "catecismo" da Teologia da Libertação, ecumenismo e uma falsa "unidade" entre os cristão. A CNBB - Conferência dos Bispos também faz parte desse Conselho Nacional de Igrejas Cristãs. 

Inácio Lemke integrou a CPT como vice-presidente nacional. Comissão Pastoral da Terra que, na companhia do MST do Foro de São Paulo, promoveu não só uma invasão comunista da Santa Igreja, mas de terras e propriedades em todo o país [2]. Lemke, assim como Cláudio Hummes, que na imagem fala ao microfone, é um amigo de "longa data" de Lula. Em 2018, o pastor luterano visitou o petista na cadeia, e contou: “Entrei de um jeito e saí de outro; mais positivo e com muita esperança” [...] “Eu saí de lá com a minha esperança alimentada e vou levar isso para as nossas igrejas, ligadas ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e Igreja Luterana, nós podemos transformar o país novamente” [...] “Ele precisa do nosso apoio e nós precisamos do dele, aqui fora” [...] “Nós vemos a maior referência do nosso país ser confinada e isso só prova o interesse de outros grupos em mantê-lo longe das urnas. Ele inspira confiança e inspira força, continuem firmes. A luta continua. Lula Livre!” [3].

IV.

O CESEEP participou novamente da "preparação" dos Bispos brasileiros para o Sínodo da Amazônia [4]. Na imagem, o Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular é representado pelo padre Oscar Beozzo [5], que além de fundar e coordenar o CESEEP, é assessor das CEB's e de "movimentos" ditos "populares". 

Para os que ainda não o conhecem, o CESEEP é presidido pelo "padre" Benedito Ferraro, que participou do lançamento de um livro intitulado "Jesus, o maior socialista que já existiu". "Apóstolo" da Teologia da Libertação, Ferraro já disse que “Deus é, pelo menos, bissexual ou transexual” [6]. 

Em 2018, o CESEEP promoveu um "Curso de Verão". O evento foi patrocinado com recursos da Campanha da Fraternidade 2017, e aconteceu na PUC-SP com tema “Ética e Participação Popular na Política a Serviço do Bem Comum”. Pregações sobre o "golpe", "consagração" da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e das CEB’s. O "curso" contou não só com a presença de Luíza Erundina, mas também de Valter Pomar, ex-Secretário Executivo do Foro de São Paulo, da organização criada por Lula e Fidel Castro para transformar a América Latina na imensa "Patria Grande" comunista (cf. imagem) [7].

Um "apóstolo" da Teologia da Libertação, Beozzo é "companheiro" de Leonardo Boff e Frei Betto no militante grupo de "Emaús". Beozzo trabalhou diretamente na formação e no crescimento do PT, e recentemente assinou um "manifesto de religiosos e religiosas" em favor de um "juízo justo" para Lula, hoje na cadeia [8].  

V.

É uma aberração que a CESEEP participe da "preparação" dos Bispos para o Sínodo da Amazônia [9]. Mas e quando é o próprio relator do Sínodo - Cláudio Hummes - que vai até o centro ecumênico de "catequese" da Teologia da Libertação e de militância comunista? Daí é a aberração total! Na imagem, Cláudio Hummes com o "padre" Oscar Beozzo, coordenador do CESEEP, um dos responsáveis pela formação do PT e, como Hummes, um amigo de "longa data" de Lula [10]. 

VI.

Meu caro, você pensou que o Sínodo da Amazônia fosse apenas para tratar da "presença" da Igreja nas áreas isoladas da floresta? Ledo engano... Joaquim Alberto, supervisor de "pastoralidade" da UBEC (União Brasileira de Educação Católica), explicou para os Bispos reunidos em mais uma preparação para o Sínodo (Belém (PA), 28 agosto) que existem "vozes" pedindo a ação da Igreja no "âmbito urbano", que reivindicam entre outras coisas o "diálogo inter-religioso e ecumenismo",  a "participação na organização da sociedade", a "organização de campanhas" e... e... o "fortalecimento da atuação das Comunidades Eclesiais de Base"! Das CEB's, ninhos de "catequese" da Teologia da Libertação e de militância comunista [11]. Mas que "vozes" são essas? É "curioso" que elas "coincidam" com o desejo e o trabalho dos próprios envolvidos na realização do Sínodo da Amazônia.


VII.

Joaquim Alberto, o supervisor de "pastoralidade" da UBEC (União Brasileira de Educação Católica), ecoou para os Bispos reunidos em mais uma preparação para o Sínodo, em Belém (PA) (28), algumas "vozes" da Amazônia. "As vozes falam" sobre o laicato. O seu "sacerdócio comum", a "dimensão da diaconia", "a oportunidade para o trabalho dos leigos, espaço e abertura, a descentralização por parte do clero, e"... e "que o laicato também possa realizar sacramentos (!) como o Batismo e a Eucaristia (!)". Assista: 


VIII.

O Encontro dos Bispos brasileiros para "estudar" o cabuloso "Instrumentum laboris" do Sínodo da Amazônia chegou ao fim, hoje (30), em Belém (PA). Para marcar o encerramento e fazer o registro da reunião, os Bispos publicaram uma "carta" redigida sob a supervisão de Erwin Kräutler [12], "apóstolo" da Teologia da Libertação e entusiasta da ordenação de mulheres [13]. 

A carta tentou "reafirmar" a "soberania brasileira" sobre a Amazônia. Sim, "tentou", pois logo após garantir - "A soberania brasileira sobre essa parte da Amazônia é para nós inquestionável" -, colocou imediatamente a ressalva: "ENTENDEMOS, no entanto, e APOIAMOS" preocupação do mundo inteiro" [...]

Tem gente que pensa que, para haver interferência na soberania nacional, é preciso ter uma invasão internacional, fincar um mastro e hastear uma bandeira no meio da floresta, ou que a Amazônia seja formalmente cedida a um determinado país, "comunidade" ou organização internacional. Não! A soberania nacional já está sendo violada no atual estado de coisas, em terras indígenas e áreas de preservação ambiental já demarcadas, sob a ação de ONG's internacionais nessas áreas - ONG's que movimentam milhões de dólares e euros, e com as quais a REPAM e a CNBB - Conferência dos Bispos têm parcerias firmadas. Por isso, os Bispos "entendem" e "apoiam" a "preocupação do mundo inteiro" com a Amazônia. Uma "generosidade" que evidentemente será promovida e propagandeada ainda mais com o Sínodo.   

IX.

Na parte da manhã, indiquei a leitura de um artigo que eu traduzi, e que trata da relação dos novos Cardeais escolhidos pelo Papa Francisco [14]. O último nome da lista é o do padre Michael Czerny, jesuíta canadense, subsecretário do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral dedicado a Migrantes e Refugiados - "causa" à qual, é público e notório, o Pontífice dedica-se bastante. O nome pode não parecer familiar, ou o leitor talvez não o conheça mesmo. Seja como for, o padre Michel Czerny esteve recentemente em Belém (PA), em mais um encontro dos Bispos em preparação para o Sínodo da Amazônia, voltado para estudar o seu escabroso "Instrumentum laboris". O jesuíta canadense é secretário do Sínodo. 

Czerny, porém, é o padre que pretende descartar a Santa Igreja de dois mil anos. Sim. "Pedir ao Papa que faça as coisas, essa é a Igreja anterior ao Concílio, a Igreja que não queremos" [15]. Para fazer tudo à revelia do Papa, Czerny conta com uma série de "parceiros": ONG's e entidades ditas "sociais" [16].

Não é preciso muito para reconhecer que, no contexto do Sínodo da Amazônia, com esse "método de ação" e com as "parcerias" do futuro Cardeal, trata-se de mais uma estratégia de aparelhar, "transformar", enfim, investir contra a Santa Igreja Católica.


REFERÊNCIAS.

[1]. cf. "A escabrosa 'preparação' dos Bispos brasileiros para o Sínodo da Amazônia" [https://b-braga.blogspot.com/2019/07/a-escabrosa-preparacao-dos-bispos.html].

[2]. cf. Bibliografia. "Pastoral da Terra e MST incendeiam o país" (Gregório Vivanco Lopes. Editora Paz no Campo: São Paulo, 2004. - "O MST e a Teologia da Libertação, a CNBB e o projeto de poder petista-socialista-comunista no Brasil" [https://b-braga.blogspot.com/2014/11/o-mst-e-teologia-da-libertacao-cnbb-e-o.html].


[4]. cf. "A escabrosa 'preparação' dos Bispos brasileiros para o Sínodo da Amazônia" [https://b-braga.blogspot.com/2019/07/a-escabrosa-preparacao-dos-bispos.html].

[5]. Registro de 28 de agosto de 2019. 

[6]. cf. referência [1].

[7]. cf. "CNBB: a 56ª Assembleia Geral e a Conferência dos Bispos no olho do furacão", nota I [https://b-braga.blogspot.com/2018/04/cnbb-56-assembleia-geral-e-conferencia.html].




[11]. cf. "CEB’s: mais uma Intereclesial comunista" [https://b-braga.blogspot.com/2018/02/cebs-mais-uma-intereclesial-comunista.html].


[13]. cf. "Bispo Kräutler confia que o Sínodo da Amazônia irá trazer o diaconato feminino... como primeiro passo" [https://www.obramissionaria.com.br/bispo-krautler-sinodo-da-amazonia/].

[14]. cf. "Tudo atado, e bem atado". Infovaticana - Carlos Esteban. Tradução. Bruno Braga [https://www.obramissionaria.com.br/tudo-atado-bem-atado/].


[16]. idem.