Pages

Saturday, January 24, 2015

A KGB criou a Teologia da Libertação.

 
 

 
Tradução do Capítulo "Liberation Theology" (15), que é parte do livro "Disinformation": former spy chief reveals secret strategis for undermining freedom, attacking religion, and promoting terrorism (WND Books: Washington, 2013) - escrito por Ion Mihai Pacepa e Ronald J. Rychlak.
 
Tradução. Bruno Braga.

 
 
Krushchev queria entrar para a história como o líder soviético que exportou o comunismo para o continente americano. Em 1959, ele foi capaz de instalar os irmãos Castro em Havana, e logo o meu serviço de inteligência estrangeiro envolveu-se na ajuda dos novos governantes comunistas de Cuba para exportar a revolução por toda a América Latina (NT1). Não funcionou. Diferentemente da Europa, a América Latina daquele tempo não havia sido picada ainda pelo besouro marxista (Em 1967, Che Guevara, uma marionete de Castro, foi executado na Bolívia após falhar no plano de acender a guerrilha naquele país).
 
Nos anos 1950 e 1960, a maior parte dos latino-americanos era pobre, camponeses devotos que tinham aceitado o "status quo", e Krushchev estava certo de que eles poderiam ser convertidos ao comunismo através de uma manipulação maliciosa da religião. Em 1968, a KGB foi capaz de dirigir um grupo de bispos esquerdistas sulamericanos na realização de uma conferência em Medellín, na Colômbia. Atendendo a uma requisição da KGB, meu DIE [NT2] forneceu assistência logística aos organizadores. O propósito oficial da conferência era ajudar a eliminar a pobreza na América Latina. O objetivo não declarado era legitimar o movimento religioso criado pela KGB apelidado "teologia da libertação", que tinha o propósito secreto de encorajar o pobre da América Latina a se rebelar contra a "violência da pobreza institucionalizada" gerada pelos Estados Unidos [1].
 
A KGB tinha uma inclinação por movimentos de "libertação". Organização para a "Libertação" da Palestina (OLP), o Exército de "Libertação" Nacional da Colômbia (ELN) [NT3], o Exército de "Libertação" Nacional da Bolívia foram apenas alguns dos movimentos de "libertação" nascidos da KGB. A Conferência de Medellín endossou a Teologia da Libertação e os delegados a recomendaram ao Conselho Mundial de Igrejas (CMI) [NT4] para aprovação oficial. O CMI, sediado em Genebra e representando a Igreja Ortodoxa Russa e outras pequenas denominações em mais de 120 países, já estava sob o controle do serviço de inteligência internacional soviético. Politicamente, hoje ainda permanece sob o controle do Kremlin por meio de muitos sacerdotes ortodoxos que são proeminentes no CMI e ao mesmo tempo agentes da inteligência russa. O padre Gleb Yakunin, dissidente russo que foi membro da "Duma" russa de 1990 a 1995, e que rapidamente teve acesso oficial aos arquivos da KGB, disponibilizou uma grande quantidade de informações através de relatórios clandestinos [NT5], identificando os padres ortodoxos que eram agentes e descrevendo a influência deles nas questões do CMI [2]. Por exemplo, em 1983, a KGB enviou 47 agentes para participarem da Assembléia Geral do CMI em Vancouver, e no ano seguinte a KGB creditou à utilização desses agentes no comitê de seleção do CMI para articular a eleição do homem certo para a Secretaria-Geral [3].
 
O Secretário-Geral do Conselho Mundial de Igrejas, Eugene Carson Blake - um ex-presidente do Conselho Nacional de Igrejas nos Estados Unidos - endossou a Teologia da Libertação e a tornou parte da agenda do CMI. Em Março de 1970 e Julho de 1971, os primeiros congressos católicos sul-americanos dedicados à Teologia da Libertação aconteceram em Bogotá.
 
O Papa João Paulo II, que havia experienciado o desastre comunista diretamente, denunciou a Teologia da Libertação na Conferência do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), realizada em Puebla, México, em Janeiro de 1979: "Essa concepção de Cristo como figura política, um revolucionário, como o subversivo de Nazaré, não se coaduna com o catecismo da Igreja" [4]. Em quatro horas uma refutação do discurso do Papa - em vinte páginas - cobria o chão do evento. O Cardeal López Trujillo, organizador da Conferência, explicou que a refutação era produto de "uns 80 marxistas libertacionistas de fora da Conferência dos Bispos" [5]. Eu me lembro que o DIE romeno tinha sido prontamente parabenizado pela KGB por ter fornecido apoio logístico a esses libertacionistas.
 
Em 1985, o Conselho Mundial de Igrejas - comandado pela KGB - elegeu o seu primeiro Secretário-Geral, que era um marxista declarado: Emilio Castro. Ele tinha sido exilado do Uruguai por causa do seu extremismo político; porém, ele conduziu o CMI até 1992. Castro promoveu fortemente a criação da KGB - a Teologia da Libertação - que hoje está produzindo fortes raízes na Venezuela, na Bolívia, em Honduras e na Nicarágua. Nesses países, os camponeses têm apoiado os esforços dos ditadores marxistas Hugo Chávez, Evo Morales, Manuel Zelaya (agora exilado na Costa Rica) e Daniel Ortega, para transformar os seus países em ditaduras policiais de tipo KGB. Em Setembro de 2008, Venezuela e Bolívia expulsaram - na mesma semana - os embaixadores dos Estados Unidos e apelaram à proteção militar russa.
 
Embarcações militares e bombardeiros russos estão de volta a Cuba - pela primeira vez desde a crise cubana dos mísseis, em 1962 - e também à Venezuela. O Brasil, a décima maior economia do mundo, entrou também para o grupo do Kremlin com o seu presidente marxista, Lula da Silva. Em 2011, Lula foi sucedido por uma ex-guerrilheira marxista, Dilma Rousseff. No mesmo ano, o recém-eleito Presidente do Peru, Ollanta Humala, correu até Buenos Aires para buscar inspiração na Presidente guerrilheira-marxista do Brasil. Com a inclusão da Argentina, onde a atual Presidente, Cristina Fernández de Kirchner, também está levando o país para o grupo Marxista, o mapa da América Latina aparece, sobretudo, em vermelho.
 
Há poucos anos, uma versão negra da Teologia da Libertação começou a crescer entre algumas igrejas radicais-esquerdistas negras nos Estados Unidos. Os teólogos da libertação negra, James Cone, Cornel West, e Dwight Hopkins, declararam explicitamente a preferência pelo Marxismo, porque o pensamento marxista é baseado em um sistema da classe opressora (brancos) contra a classe oprimida (negros), e para o qual se vê apenas uma solução: a destruição do inimigo. James Cone explica:
"A teologia negra aceitará somente o amor de Deus que participa da destruição do inimigo branco. O que nós precisamos é do amor divino tal como é expresso no Black Power, que é a força do povo negro para destruir aqui e agora e por quaisquer meios os seus opressores. Se Deus não participar desse trabalho sagrado, nós devemos rejeitar o seu amor" [6].
A Trinity United Church of Christ - predominantemente negra - é parte desse novo movimento. Seu pastor, o Reverendo Jeremiah Wright, que em 2008 tornou-se conselheiro religioso da campanha presidencial do Senador Barack Obama, ficou famoso, não por gritar "Deus abençoe a América", mas "Deus condene a América!". A campanha presidencial do Senador Barack Obama desculpou-se pela língua solta do Reverendo Wright. No entanto, até Junho de 2011, o mesmo Reverendo Wright estava percorrendo os Estados Unidos para pregar, em igrejas negras abarrotadas, que "o Estado de Israel é ilegal, genocida", e que "equiparar o Judaísmo ao Estado de Israel é equiparar o Cristianismo a Flavor Flav [rapper]" [7].
 
Obama, claro, estava então na Casa Branca.

__________

 
Nos anos 60, Che Guevara tornou-se uma espécie de ícone para o movimento da Teologia da Libertação. Naquele tempo, a popularidade do Kremlin estava muito baixa. A repressão brutal dos soviéticos contra a insurreição húngara de 1956 e a instigação que eles promoveram na crise dos mísseis em Cuba, em 1962, causou repugnância no mundo, e todo governante do bloco soviético tentou livrar a cara à sua própria maneira. Krushchev substituiu a "imutável" teoria marxista-leninista da revolução proletária mundial pela política de coexistência pacífica, fingindo ser um defensor da paz. Alexander Dubcek apostou em um "socialismo com um rosto humano", e Gomulka em "deixar a Polônia ser Polônia". Ceausescu anunciou sua independência de Moscou e se apresentou como um "maverick" entre líderes comunistas.
 
A Cuba dos irmãos Castro, que temia qualquer tipo de libertação, decidiu que seria mais simples revestir o seu comunismo com uma romântica fachada revolucionária. Eles escolheram Che como garoto-propaganda porque ele já tinha sido executado na Bolívia - país aliado dos Estados Unidos; depois de fracassar na tentativa de incendiar a guerrilha, ele poderia ser pintado como mártir do imperialismo americano. A KGB imediatamente ofereceu apoio. O DIE romeno, que naquela época gozava de relações estreitas com seu congênere cubano, o DGI, recebeu ordens para também dar uma mão, e me colocou diretamente no projeto [8].
 
A "Operação Che" foi lançada com o livro "Revolução na Revolução" [NT6], uma cartilha para insurreições de guerrilha comunista e que elevava Che aos céus. O autor, o terrorista francês Régis Debray, foi um agente da KGB altamente conceituado [9]. Em 1970, os irmãos Castro aceleraram a santificação de Che. Alberto Korda, um oficial do serviço de inteligência de Cuba que trabalhava disfarçado como fotógrafo no jornal cubano "Revolución", produziu uma foto romantizada de Che. O agora famoso Che, com cabelo longo e cacheado, vestindo uma boina revolucionária com uma estrela, e olhando diretamente nos olhos do observador, inundou o mundo desde então [10].
 
A foto de Che tornou-se o logotipo do épico filme de Steven Soderbergh - "Che", lançado em 2009, com 4 horas de duração e em língua espanhola - que retrata um sádico assassino que dedicou sua vida para colocar a América Latina no grupo do Kremlin como um "verdadeiro revolucionário sob a perspectiva do seu martírio".
 
Até o dramaturgo que recebeu os créditos por escrever a peça que difamou o Papa Pio XII - "The Deputy" - foi recrutado para o esforço de promover Che. A revista "Time" publicou em Outubro de 1970: "Atualmente, Che aparece toda tarde em uma nova peça, 'The Guerrillas', do dramaturgo alemão Rolf Hochhuth". Na peça, "um jovem senador nova-iorquino, que também é líder de um movimento clandestino americano estilo-Che, pede a Guevara que ele abandone sua batalha na Bolívia. Che se recusa. 'Minha morte aqui - em um juízo calculado - é a única vitória possível', diz ele. 'E devo deixar uma marca'" [12]. Além de promover os interesses da KGB, a peça também acusou os Estados Unidos de ser um assassino político e racista.
 
A KGB também contribuiu para fantasiar um diário que Che manteve durante os seus anos como estudante e transformá-lo em um livro-propaganda, "Das Kapital Meets Easy Rider", depois renomeado "Diários de Motocicleta" [NT7]. Hoje Che é um ícone do movimento da Teologia da Libertação e da Teologia da Libertação negra.
 
Durante o período da eleição presidencial de 2008, a emissora Fox de Houston transmitiu um vídeo dos voluntários em um escritório da campanha Obama naquela cidade. As paredes estavam enfeitadas com uma grande foto de Che sobreposta a uma bandeira cubana [13]. Obama seguiu por quase vinte anos a igreja da teologia da libertação negra do Reverendo Wright em Chicago.
 
Raúl Castro uma vez se vangloriou dizendo para mim: "Che é o nosso maior sucesso público".

 
NOTAS.
 
[1]. Cf. Koehler, 26.
 
[2]. Gleb Yakunin, "Wikipedia", [http://en.wikipedia.org/wiki/Gleb_Yakunin].
 
[3]. Keith Armes. "Chekists in Cassocks: The Orthodox Church an the KGB [http://www.spiritoftruth.org/orthodoxchurch.pdf].
 
[4]. "Reaction within the Catholic Church" [http://en.wikipedia.org/wiki/Liberation_theology].
 
[5]. Ibid.
 
[6]. James H. Cone, "A Black Theology of Liberation" (New York: Orbis Books, 1990), p. 27.
 
[7]. Marta H. Mossburg, "Reverend Wright brings his anti-American crusade to Baltimore", The Baltimore Sun, 21 de Junho de 2011 (Edição online).
 
[8]. Cf. Humberto Fontova, "Fidel: Hollywood´s Favorite Tyrant" (Regnery Publishing, Inc. 2005).
 
[9]. Debray inicialmente lecionou na Universidade de Havana, na Cuba dos Castro. Depois tornou-se assessor do Presidente socialista francês François Mitterrand. Debray dedicou sua vida a exportar o Comunismo estilo-cubano pela América Latina, mas em 1967 uma unidade das forças especiais bolivianas - treinada pelos Estados Unidos - o capturou junto com todo o bando guerrilheiro de Che. Che foi condenado à morte e executado por terrorismo e assassinato em massa. Debray foi condenado a 30 anos de prisão, mas foi solto depois de três anos após a intervenção do filósofo francês Jean Paul Sartre. Em Fevereiro de 2003, Debray publicou "The French Lesson" no New York Times (que o descreveu como "ex-assessor do Presidente François Mitterrand", mas omitiu o fato de que ele passou anos na cadeia por terrorimo). Régis Debray, "The French Lesson", New York Times, 23 de Fevereiro de 2003 (Edição online).
 
[10]. A foto de Che foi originalmente lançada no mundo por um agente da KGB disfarçado de escritor - I. Lavretsky, livro "Ernesto Che Guevara", editado pela KGB. I. Lavretsky, "Ernesto Che Guevara" (Moscow: Progress Publishers, 1976). A KGB deu à foto o título de "Guerrillero Heroico" e a espalhou pela América do Sul - área de influência de Cuba. Giangiacomo Feltrinelli, um milionário editor italiano, e comunista romanticamente envolvido com a KGB, inundou o resto do mundo com a foto de Che em posters e camisas. De um dia para o outro o terrorista Che tornou-se um ídolo esquerdista internacional. Feltrinelli virou terrorista, e morreu enquanto plantava uma bomba nos arredores de Milão, em 1972.
 
[11]. A. O. Scott, "Saluting the Rebel Underneath the T-Shirt", New York Times, 12 de Dezembro de 2008; Humberto Fontova, "Fidel: Hollywood´s Favorite Tyrant" (Regnery Publishing, Inc. 2005).
 
[12]. "World: Che: A Myth Embalmed in a Matrix of Ignorance", Time, 12 de Outubro de 1970.
 
[13]. Humberto Fontova, "Che Guevara and the Obama Campaign", Human Events, 18 de Fevereiro de 2008 [http://www.humanevents.com/2008/02/18/che-guevara-and-the-obama-campaign/].
 
 
NOTAS DO TRADUTOR.
 
[NT1]. Pacepa foi general da "Securitate" - a polícia secreta da Romênia comunista.
 
[NT2]. Serviço de Inteligência Internacional da Romênia.
 
[NT3]. No texto original a sigla entre parênteses é "FARC".
 
[NT4]. World Council of Chuches (WCC)
 
[NT5]. "'samizdat' reports".
 
[NT6]. "Revolution in Revolution".
 
[NT7]. "The Motorcycle Diary".
 
 

Thursday, January 15, 2015

FARC utilizam redes da Al Qaeda para introduzir cocaína em Sahel.

Os laços da guerrilha colombiana com essas organizações começam a ser conhecidos.


El Espectador, 09 de Dezembro de 2014.
Tradução. Bruno Braga.
 
 


As FARC introduzem cocaína na Europa através do Sahel. Para isso, contam com as redes da "Al Qaeda no Magreb Islâmico" (AQMI) ativas na fronteira entre Argélia, Máli e Mauritânia, revelou nesta segunda-feira o diário marroquino "Al Massae".
 
O periódico, que cita um informe policial, explica que as FARC utilizam o Sahel como plataforma para chegar à Europa, depois de passar pela Argélia e pelo Marrocos.
 
De acordo com a fonte, a AQMI cobra das FARC uma "taxa" de 15% sobre o valor da cocaína para garantir a passagem segura pelos canais que controla na extensa zona que começa no Saara Ocidental e chega até o norte de Máli, passando pela Mauritânia e pela Argélia.
 
Este pretenso acordo entre as FARC e a AQMI já se concretizou em um intenso tráfico de armas na região, supostamente procedentes de recursos do narcotráfico.
 
Os informes sobre as atividades de máfias de cocaína latino-americanas na área não são novos. Em Setembro, depois do aparecimento de um estoque recorde de 226 quilos de cocaína em uma estrada do Marrocos, a polícia apontou a cumplicidade entre redes de cocaína e de haxixe.
 
As primeiras, vindas da América Latina, trocam cargas de cocaína em alto-mar, em algum ponto não muito distante das Ilhas Canárias, com fardos de haxixe fornecidos por provedores marroquinos.

 
Notas do Tradutor.
 
[1]. Sahel é uma faixa territorial na África entre o deserto do Saara ao norte e a Savana sudanesa ao sul.
 
[2]. As FARC estão comprometidas com um projeto de poder. Elas integram o Foro de São Paulo - a organização fundada por Lula e por Fidel Castro para promover o socialismo-comunismo na América Latina. Armas e drogas, o grupo fornece ainda treinamento em táticas de guerrilha - como o faz para o MST. Os sem-terra que - utilizando o disfarce de "movimento social" e "catequizados" por um simulacro de teologia que instrumentaliza a fé, a Teologia da Libertação - trabalham também para a ampliação e o fortalecimento das ambições do Foro de São Paulo.

 
ARTIGOS RECOMENDADOS.
 
"Dossiê brasileiro" (Revista Cambio) [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/dossie-brasileiro-revista-cambio.html]. (*) Sobre o envolvimento de lideranças petistas com as Farc.
 
BRAGA, Bruno. "A Gerentona e as Farc" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/a-gerentona-e-as-farc.html]. (*) Sobre Dilma Rousseff e os narco-terroristas-comunistas da Colômbia.
______. "O 'Chefe' e as Farc" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/o-chefe-e-as-farc.html]. (*) Sobre os Ex-Presidente Luiz Inácio e as Farc.
______. "O MST, as FARC e o recrutamento de brasileiros: pelo depoimento de Luiz Inácio "O Barba" da Silva" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/12/o-mst-as-farc-e-o-recrutamento-de.html].
______. "MST - acordo bolivariano, doutrinação e guerrilha" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/mst-acordo-bolivariano-doutrinacao-e.html].
______. "A Escola do MST, o acordo bolivariano e o treinamento dos sem-terra" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/a-escola-do-mst-o-acordo-bolivariano-e.html].
______. "O MST e a Teologia da Libertação, a CNBB e o projeto de poder petista-socialista-comunista no Brasil" (Bibliografia e material para estudo) [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/o-mst-e-teologia-da-libertacao-cnbb-e-o.html].


Friday, December 26, 2014

Obama vem para salvar Castro.

Humberto Fontova.

Front Page Magazine, 22 de Dezembro de 2014.
Tradução. Bruno Braga.
 
 
 
 
Você notou o exato momento da salvação econômica dada por Obama a Castro, de acordo com o anúncio do dia 17 de Dezembro, sob o pretexto de "mudar [nossas] relações com o povo [a ênfase é minha] de Cuba"?
 
Não? Mas você tem observado os preços nas bombas de gasolina, certo? Estas duas questões estão intimamente ligadas. Ah, por falar nisso, todas as evidências indicam que o "povo" real de Cuba, na verdade, quer as sanções americanas contra o regime stalinista que o tortura [1]. Por isso, o Presidente Obama deveria parar de insultar a inteligência dos Observadores de Cuba com a pretensão de falar e agir em nome deles. Eis a reação que tiveram nesta semana com o presente de Natal antecipado que Obama deu ao ditador stalinista que os tortura:
"Infelizmente, o Presidente Obama tomou a decisão errada. A liberdade e a democracia não serão alcançadas para o povo cubano através dos benefícios dados por ele - não ao povo cubano - mas ao governo de Cuba. O governo cubano só vai aproveitar para fortalecer a máquina repressiva, reprimir a sociedade, o povo, e permanecer no poder" - Berta Soler, líder do "The Ladies in White", o maior grupo dissidente de Cuba.
 
"[Alan Gross] não foi preso pelo que ele mesmo fez, mas pelo que poderia ser ganho com a sua prisão. Ele era simplesmente uma isca, e eles estavam cientes disso desde o começo... O Castrismo venceu" - Yoani Sanchez, a dissidente cubana mais famosa no exterior.
 
"Sinto-me como se tivesse sido abandonado no campo de batalha" - Dr. Oscar Elias Biscet, ex-preso político cubano premiado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo Presidente Bush.
A lista de dissidentes cubanos apunhalados e indignados é muito, muito maior.
 
De qualquer forma, a Venezuela - o "papaizinho" [2] pós-soviético de Cuba - está atualmente em situação econômica difícil com a queda abrupta do preço do petróleo, seu principal produto de exportação. A salvação econômica do regime de Castro parece incerta, daí o "Aqui vou eu para salvar o dia" do Presidente Obama.
 
Mas vamos encará-lo. Por mais de meia década, o regime stalinista de Castro prendeu, torturou e assassinou milhares de pessoas (incluindo cidadãos americanos), mas a maioria dos americanos parece não dar a mínima. Muito bem. Então vamos consultar mais um dissidente cubano - um que consome um pouco de carne vermelha. Vamos avisar ao cidadão comum e à dona de casa (que de forma muito compreensiva acham todas essas coisas de direitos humanos relativas a um país estrangeiro totalmente irrelevantes) que talvez seja a hora de prestar mais atenção ao problema:
"Se os Estados Unidos permitem financiamento para Cuba, então seriam os contribuintes americanos que sustentariam o regime Castro. Uma vez que ele corre para bater à porta [por crédito], o regime Castro está focado agora nos Estados Unidos" - Rene Gomez Manzanoin, dissidente cubano e três vezes considerado prisioneiro de consciência pela Anistia Internacional.
Bom, a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, o lobby agrícola, o Council on Foreing Relations e os agentes de influência de Castro (e eu me repito) evitam de forma compreensiva esta questão como uma praga, daí a sua invisibilidade na mídia. Portanto, ouça: por mais de uma década, o chamado embargo americano, tão difamado pelo Presidente Obama, estabeleceu que o regime stalinista de Castro pague um "adiantamento" [3] por todos os produtos agrícolas americanos através de um banco de terceiros; nenhum Exportador-Importador - contribuinte americano - financia vendas desse tipo. E é isso que enfurece Castro e motiva seus agentes de influência dos Estados Unidos [4].
 
Promulgada pela equipe de Bush em 2001, essa política de adiantamento [5] tem sido monumentalmente benéfica para os contribuintes americanos, colocando-os entre os poucos no mundo que não são trapaceados pelo regime Castro, que proporcionalmente à população é o maior devedor do mundo, com uma dívida externa estimada em 50 bilhões de dólares, uma classificação de risco próxima à da Somália e um registro ininterrupto de calotes. A Standard & Poors se recusa até mesmo a avaliar Cuba, considerando os dados econômicos apresentados pelo seu apparatchiks stalinista como absolutamente falsos. Só neste ano os russos perdoaram 30 bilhões de dólares que os Castro ainda os devia.
 
É interessante que um dissidente cubano possa compreender este assunto com mais precisão do que aqueles "defensores dos contribuintes americanos", Rand Paul e Jeff Flake, que aplaudiram fortemente o presente de Natal que Obama deu esta semana a Castro. Da Casa Branca, "Informe: Traçar um novo curso para Cuba":
* Instituições americanas terão permissão para abrir contas correspondentes em instituições financeiras cubanas para facilitar o processamento de transações autorizadas.
* A definição regulamentar do termo estatutário "dinheiro adiantado" será revisada para especificar que ele significa "dinheiro antes da transferência do título"; isso proporcionára um financiamento mais eficiente do comércio autorizado com Cuba.
Opa! Apesar de um pouco superficial, certamente soa como se estivéssemos nos movendo na direção contra a qual Rene Gomez nos alertou. Essa questão foi explicada recentemente com mais detalhes por um colunista do interior no SunNews network do Canadá [6].
 
Obama alega que temos "isolado" Cuba. Novamente, pare de insultar nossa inteligência, Senhor Presidente. A saber:
 
Em 1957, quando Cuba era uma "colônia econômica dos Estados Unidos", como é dito constantemente pela mídia (embora os investimentos americanos em Cuba representassem apenas 14% do PIB da ilha), os Estados Unidos exportaram 347,5 bilhões de dólares em valor de mercadoria para Cuba.
 
Em 2013 (quando Cuba estava sendo "estrangulada pelo bloqueio econômico americano", como constantemente é dito pela mídia), os Estados Unidos exportaram 457,3 milhões de dólares para Cuba. De fato, para cada ano de Obama no gabinete do "Cuba-embargo", os Estados Unidos exportaram mais bens para Cuba que em 1957.
 
Em 1957 (quando Cuba era um "parque de diversão para turistas americanos", como constantemente é dito pela mídia), 263.000 pessoas dos Estados Unidos visitaram Cuba.
 
Em 2013 (quando Cuba estava sendo diabolicamente "bloqueada" pelos Estados Unidos, de acordo com a mídia), estima-se que 500.00 pessoas dos Estados Unidos visitaram Cuba. Então, com Obama, visitam Cuba duas vezes mais pessoas que nos anos de ouro da década de 1950.
 
Em 1958, - com um "ditador apoiado pelos Estados Unidos", com os americanos "controlando a economia cubana" (de acordo com a mídia, embora, de fato, as companhias americanas empregassem 7% da força de trabalho de Cuba) - a equipe da embaixada dos Estados Unidos em Cuba era de 87 pessoas, incluindo os funcionários cubanos.
 
Hoje, que supostamente não há qualquer relação diplomática com Cuba (de acordo com a mídia) a equipe da Seção de Interesse dos Estados Unidos tem 351 pessoas, incluindo os funcionários cubanos. Na verdade, por mais de uma década os Estados Unidos tiveram o dobro de funcionários diplomáticos em Havana que no Canadá e no México juntos. Na zona cinzenta ocupada pela mídia americana isso é "isolamento diplomático".
 
De ordem executiva em ordem executiva, o Presidente Obama já aboliu as restrições de viagens e envios do Presidente Bush ao feudo patrocinador do terrorismo de Castro. Abriu o oleoduto a um ponto em que o fluxo de caixa dos Estados Unidos para Cuba foi estimado em 4 bilhões de dólares no último ano; enquanto Cuba - uma orgulhosa província da União Soviética - recebia anualmente de 3 a 5 bilhões de dólares dos Sovietes. Em resumo, quase todos os anos desde que Obama assumiu a presidência, escoou mais dinheiro dos Estados Unidos para Cuba que dos Sovietes no auge do seu patrocínio à ilha caribenha. Na zona cinzenta ocupada pelos principais órgãos de mídia isso é conhecido como "embargo econômico".
 
Em suma, a demonstração é: registro de turismo e investimento estrangeiro em Cuba = registro de repressão do povo cubano. Cada fragmento de evidência observável prova que viajar para Cuba e fazer negócios com essa mafia stalinista enriquece e consolida estes proprietários da economia de Cuba fortemente armados e treinados pela KGB. Desta maneira, eles continuam sendo os mais empolgados guardiões do status quo do Stalinismo e Patrocínio-do-Terror de Cuba.
 
Esta semana eles estão todos brindando com Obama, rindo e esfregando as mãos. Então, protejam suas carteiras, amigos [7].

 
Referências.
 
[2]. "Sugar-daddy", "o velho rico que sustenta a jovem namorada".
[3]. "Cash up front".
[5]. "Cash-up-front policy".

Monday, December 22, 2014

Sem-terra: os mártires de Betto.

Bruno Braga.


"Se há um movimento cuja história, no curto período de três décadas, pode ser proporcionalmente comparado aos três séculos iniciais da Igreja, devido à profusão de mártires, é o MST".


É assim que Betto louva e glorifica os sem-terra em um artigo recente sobre "La lunga marcia dei senza terra - dal Brasile al mondo" [1] - publicação italiana sobre o MST que ele prefacia [2]. Equiparar os sem-terra aos mártires da Igreja Católica é mais um dos absurdos de um senhor que finge ser "frei"? É evidente - mas não é só.

O núcleo do martírio está na fidelidade a Jesus Cristo. Por Ele milhares de cristãos foram perseguidos e mortos nos primeiros séculos da Igreja; porque se negam a renunciá-Lo milhares são hoje sacrificados. Os sem-terra - cujas vítimas abundam apenas na mente fantasiosa do senhor Betto - são assim designados por pertencerem a uma organização que, sob o pretexto de lutar por um pedaço de chão, está comprometida com um projeto de poder. Com a instauração do socialismo-comunismo, um ideal que no discurso pode parecer uma antecipação do "paraíso", mas que produziu na Terra o maior flagelo da humanidade. Em nome do socialismo-comunismo - do qual o MST é não só herdeiro ideológico, mas instrumento de ação - milhões de cristãos foram sacrificados: martirizados por se manterem fiéis a Jesus Cristo e se negarem a entronar um poder político tirânico.

Ora, Betto não sabe disso? Ele não conhece o grito dos mártires cubanos que foram fuzilados por delinquentes que exigiam deles a renúncia da fé? O "Viva Cristo Rey" contra psicopatas que promoveram na ilha caribenha uma revolução genocída, considerada por Betto uma obra evangélica? É claro que o "frei" conhece tudo isso. No entanto, há décadas o seu trabalho consiste em fingir e falsificar. Porque ele mesmo - Betto - é um agente do esquema de poder socialista-comunista. Durante o Regime Militar atuou como terrorista. Foi um dos fundadores do PT - depois assessor do ex-Presidente Luiz Inácio. Betto participou ativamente da criação do Foro de São Paulo, organização estabelecida por Lula e por Fidel Castro em 1990 para instaurar o socialismo-comunismo na América Latina. Um projeto de poder do qual o MST é parte integrante [3]. Betto foi - e é - um dos principais artífices do disfarce "cristão" do MST - costurado com a Teologia da Libertação, um simulacro de teologia que transforma ideologia em "fé", "luta de classes" em "dogma", banditismo e terrorismo em "martírio". Com uma militância ostensiva e audaciosa, Betto fez das Comunidades Eclesiais de Base - as CEB's - plataformas de promoção dos sem-terra e do seu correlativo no âmbito político: o PT [4].

Muito bem. Equiparar os sem-terra aos mártires é mesmo mais um dos absurdos de Betto. Porém, depois de tantos, não basta mais identificá-los e desfazê-los. É preciso apontar a posição que Betto ocupa e utiliza maliciosamente para promover o que de fato o interessa: é um embusteiro que parasita a Igreja Católica; não é "frei", mas um agente político a serviço do esquema de poder socialista-comunista do Foro de São Paulo.



Referências.

[1]. "MST não é um 'caso de polícia', mas sim uma referência política", UOL, 10 de Dezembro de 2014 [http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2014/12/10/mst-nao-e-um-caso-de-policia-mas-sim-uma-referencia-politica.htm].

[2]. "La lunga marcia dei senza terra - dal Brasile al mondo". Claudia Fanti, Marinella Correggia, Serena Romagnoli. EMI: Bologna-ITA, 2014.

[3]. BRAGA, Bruno. "O MST e o Foro de São Paulo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/12/o-mst-e-o-foro-de-sao-paulo.html].

[4]. BRAGA, Bruno. "Não, a guerra não acabou", apenso I [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/07/nao-guerra-nao-acabou.html]; "Intereclesial SOCIALISTA-COMUNISTA - II", I [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/01/intereclesial-socialista-comunista-ii.html].

Wednesday, December 17, 2014

O MST e o Foro de São Paulo.

Bruno Braga.
 
 
 
 
Para tentar compreender alguma coisa do que acontece no cenário político-social, o mínimo que se deve fazer é rastrear os agentes que nele transitam, sondar as suas ideias e descrever os seus projetos, e avaliar o poder e a influência que eles têm para realizá-los. Não é um trabalho fácil. Por causa da complexidade das relações, mas porque nem tudo está à mostra. Existem agentes que adotam o disfarce, planos que são discretos e vínculos ocultos. No entanto, é verdade que em certas ocasiões as dificuldades são dirimidas pelos mesmos que as criam. Os próprios agentes se revelam, às vezes como em um ato de confissão. É o caso do MST no "Jornal dos Trabalhadores Rurais Sem Terra", Ano XV, n. 171, de Agosto de 1997 - exemplar que na página 11 relata a participação dos sem-terra no 7o Encontro do Foro de São Paulo, realizado em Porto Alegre (Cf. Imagem - os destaques em vermelho são meus).
 

Em uma matéria relativamente curta - mas repleta de conteúdo -, a publicação do MST descreve o contexto no qual surgiu o Foro de São Paulo e aponta o objetivo da organização fundada por Lula e por Fidel Castro:
"A idéia de reunir as esquerdas nasce no início dos anos noventa marcada por uma conjuntura especial que poderia ser resumida pela imagem da QUEDA DO MURO DE BERLIM. A esquerda de todo o mundo assistia a RUPTURA DOS REGIMES SOCIALISTAS DO LESTE EUROPEU e o DESMEMBRAMENTO DA ANTIGA UNIÃO SOVIÉTICA [...] A primeira reunião das esquerdas latinoamericanas e caribenhas foi em 1990 na capital paulista e a articulação passou a ser denominada de Foro de São Paulo. O ANFITRIÃO foi o PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT)" [...] (os destaques são meus).
Em outras palavras, o Foro de São Paulo nasce com o propósito de manter vivo - na América Latina - o movimento revolucionário socialista-comunista, dando unidade aos partidos e grupos nele envolvidos. Propósito que foi reconhecido pelas FARC - organização narco-terrorista comunista da Colômbia - em um comunicado oficial à mesa diretora do Foro de São Paulo, em 2007 [1].
 
O jornal "Sem Terra" documenta ainda a participação do MST no Foro de São Paulo. Mais que isso. Ele confirma que as estratégias estabelecidas pela organização latino-americana incluem os sem-terra - nas "atividades realizadas em conjunto com o MST" - e os colocam ao lado de outros grupos conhecidos por promoverem atividades criminosas no âmbito político-social. Por exemplo, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN-Nicarágua) e a Frente Farabundo Marti de Libertação Nacional (FMLN de El Salvador) (Cf. imagem).
 
Em resumo, a publicação dos sem-terra é uma espécie de ato de confissão. Nas linhas do próprio jornal, o MST assume que - não só participa de um encontro - mas que é parte integrante do Foro de São Paulo. Sob o disfarce de "movimento social" - embora aliado a organizações criminosas e terroristas - está comprometido com a realização de um projeto de poder de dimensões continentais: com a promoção do socialismo-comunismo na América Latina.

 
REFERÊNCIAS.
 
[1]. Cf. Pravda.ru, 2007. "FARC: Saudação ao Foro de São Paulo" [http://port.pravda.ru/mundo/25-01-2007/15168-farcsaudacao-0/].

 
ARTIGOS RECOMENDADOS.
 
______. "O MST, as FARC e o recrutamento de brasileiros: pelo depoimento de Luiz Inácio "O Barba" da Silva" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/12/o-mst-as-farc-e-o-recrutamento-de.html].
_____. "Dossiê brasileiro" (Revista Cambio) [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/dossie-brasileiro-revista-cambio.html]. (*) Sobre o envolvimento de lideranças petistas com as Farc.
______. "A Gerentona e as Farc" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/a-gerentona-e-as-farc.html]. (*) Sobre Dilma Rousseff e os narco-terroristas-comunistas da Colômbia.
______. "O 'Chefe' e as Farc" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/o-chefe-e-as-farc.html]. (*) Sobre os Ex-Presidente Luiz Inácio e as Farc.
______. "MST - acordo bolivariano, doutrinação e guerrilha" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/mst-acordo-bolivariano-doutrinacao-e.html].
______. "A Escola do MST, o acordo bolivariano e o treinamento dos sem-terra" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/a-escola-do-mst-o-acordo-bolivariano-e.html].
______. "O MST e a Teologia da Libertação, a CNBB e o projeto de poder petista-socialista-comunista no Brasil" (Bibliografia e material para estudo) [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/o-mst-e-teologia-da-libertacao-cnbb-e-o.html].


Sunday, December 14, 2014

O MST, as FARC e o recrutamento de brasileiros: pelo depoimento de Luiz Inácio "O Barba" da Silva.

Bruno Braga.
 
 
 
Em 2005, o Presidente Luiz Inácio recebeu da CPI da Terra a seguinte orientação:  
"Recomendar à Polícia Federal e à ABIN que INVESTIGUE ou RETOME AS INVESTIGAÇÕES sobre as denúncias de TREINAMENTO DE GUERRILHA e de INTERFERÊNCIA DAS FARC ou de colombianos de uma forma geral em centros de treinamento do MST, especialmente no assentamento da Fazenda Normandia, em Pernambuco" (Cf. Relatório Final, p. 376 - os destaques são meus). 
Na época, o Presidente acolheu a recomendação da CPI? Quais providências ele tomou? Não se sabe. Certo é que as autoridades deveriam convocar o próprio Luiz Inácio - agora na condição de ex-Presidente - para prestar esclarecimentos sobre a atuação das FARC em território nacional. 
 
Documentos dos computadores de Raul Reyes - líder das FARC morto em 2008 - revelam o envolvimento do governo brasileiro e de lideranças petistas com o grupo narco-terrorista colombiano [1]. Mas a proximidade do "Barba" - codinome de Lula quando informante do Regime Militar (Cf. TUMA JUNIOR, "Assassinato de Reputações") - não se resume a arquivos de computadores. As FARC integram o Foro de São Paulo, a organização fundada em 1990 pelo próprio Luiz Inácio - em parceria com o ditador cubano Fidel Castro - para fomentar o socialismo-comunismo na América Latina. Em depoimento, o falecido tiranete venezuelano - Hugo Chávez - recorda que conheceu Lula e Raul Reyes em 1995, em um encontro do Foro de São Paulo em El Salvador [2]. E em 2007, as FARC chegaram a enviar um comunicado à mesa diretora do XIII Foro de São Paulo, enaltecendo o papel fundamental do PT e do Foro para a salvação do movimento revolucionário socialista-comunista [3].
 
O que foi dito até aqui já é mais que suficiente para exigir explicações do senhor Luiz Inácio. Mas não é tudo.
 
Na disputa eleitoral que o consagrou Presidente da República, uma "amiga" informou diretamente a Lula que o seu filho havia partido para a Colômbia para integrar as FARC. A resposta do então candidato - apesar da descrição de surpresa - foi a seguinte: "Não precisa ficar assim, daqui a pouco ele volta. Pode ficar tranquila". O episódio é narrado pela mãe do jovem em uma reportagem levada ao ar em 2011 pela TV Record. E é importante observar no vídeo a referência explícita ao MST quando se fala no recrutamento do rapaz que antes participou de "movimentos sociais" para depois partir para a narco-guerrilheira comunista (Cf. Vídeo - Tempo [04:02]) [4].
 

 
Nestes termos, não resta dúvida, Luiz Inácio "O Barba" da Silva deve ser IMEDIATAMENTE convocado pelas autoridades públicas para prestar esclarecimentos sobre a atuação das FARC no Brasil e o recrutamento de jovens para um grupo cujas atividades ultrapassam o narco-terrorismo - elas servem a um projeto de poder: ao projeto socialista-comunista criminoso do Foro de São Paulo.
 
 
REFERÊNCIAS.
 
[1]. Revista Câmbio, "O Dossiê brasileiro" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/dossie-brasileiro-revista-cambio.html]).  
[2]. BRAGA, Bruno. "O Chefe e as Farc" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/o-chefe-e-as-farc.html].
[3]. BRAGA, Bruno. "Um desajuste nocivo" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/07/um-desajuste-nocivo.html].
[4]. Em outro episódio da série da TV Record, Marli - a "amiga" de Lula - revela que as FARC teriam participado do sequestro de Washington Olivetto. A pedido do filho - que depois foi para a Colômbia - ela acolheu dois integrantes que foram presos por conta do sequestro do publicitário. Cf. [https://www.youtube.com/watch?v=mWjJr7k_Glk].

ARTIGOS RECOMENDADOS.
 
BRAGA, Bruno. "O 'Chefe' e as Farc" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/o-chefe-e-as-farc.html]. (*) Sobre os Ex-Presidente Luiz Inácio e as Farc.
______. "A Gerentona e as Farc" [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/a-gerentona-e-as-farc.html]. (*) Sobre Dilma Rousseff e os narco-terroristas-comunistas da Colômbia.
______. "Dossiê brasileiro" (Revista Cambio) [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/dossie-brasileiro-revista-cambio.html]. (*) Sobre o envolvimento do governo brasileiro e de lideranças petistas com as Farc.
______. "MST - acordo bolivariano, doutrinação e guerrilha" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/11/mst-acordo-bolivariano-doutrinacao-e.html].