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Wednesday, March 21, 2018

O Fórum Social Mundial 2018 e a escabrosa participação da CNBB no evento comunista.


Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.

I.
Está acontecendo, neste exato momento, o Fórum Social Mundial (FSM) (Salvador, Bahia, entre os dias 13 e 17 de março). Não é novidade para mais ninguém que se trata de um evento comunista [1].
Porém, não custa recordar – principalmente neste contexto de graves denúncias contra a CNBB e da exposição do assalto perpetrado por bandidos comunistas dentro da Santa Igreja Católica – que o Fórum Social Mundial reúne, organiza e orienta a militância, mas também é núcleo de atualização das estratégias e tramas para enganar os católicos e utilizar a Igreja na ampliação e no fortalecimento do criminoso esquema de poder comunista. Isto porque, o Fórum Social Mundial tornou-se referência para a realização do Fórum Mundial de Teologia da Libertação – é o que conta Leonardo Boff, ícone da teologia revolucionária:
[...] “Nos anos 70 se organizaram os primeiros Fóruns Mundiais de Teologia da Libertação” [...] “Com o surgimento dos Fóruns Sociais Mundiais a partir de 2001 encontrou-se o espaço público para a continuação destes encontros globais”.
A declaração foi transcrita pelo deputado federal Chico Alencar, do PSOL - partido socialista, comunista, e aliado do PT – na Câmara dos Deputados (Cf. imagem) [2].
Foi no Fórum Social Mundial que Hugo Chávez disse que dirigia uma Ferrari, enquanto o seu companheiro, Lula, só podia dirigir um Fusca. O tiranete comuno-bolivariano afirmava a peculiaridade dos processos revolucionários: na Venezuela, a radicalização; no Brasil, um desenvolvimento gradual – mas ativo e contínuo. E, claro, o Fórum Social Mundial e a Teologia da Libertação, que se tornou o “catecismo” oficial da CNBB, eram – e continuam sendo - peças fundamentais nesse processo macabro de construção da “Patria Grande” comunista na América Latina.
II.
E, claro, no Fórum Social Mundial – traduzindo: Fórum Social Comunista – não poderia faltar o fundador do Foro de São Paulo e a sua fiel despachante.
No seu discurso, o bandido Lula contou inclusive que tinha Fidel Castro como seu “conselheiro” político e cantou as “glórias” do esquema de poder criminoso de transformar a América Latina na imensa “Patria Grande” comunista. No final, para “consagrar” a incitação verdadeiramente endiabrada da militância, Lula – “ungido” pela nefasta Teologia da Libertação, que é cultivada no próprio Fórum [3] - recebeu um colar de macumba [4].
III.
Ora, ora, veja só quem está participando do Fórum Social Mundial, quer dizer, do Fórum Social Comunista: a Cáritas – um organismo da CNBB.
A própria Cáritas se vangloria da iniciativa: “A Cáritas Brasileira participa ativamente do Fórum Social Mundial propondo atividades ou sendo co-proponente” [5]. Entre outras participações, o “organismo da CNBB” esteve presente em um painel com o título no mínimo curioso: “As Igrejas na resistência aos cenários de golpe na América Latina”. Painel que contou com presença de Marcelo Barros, “apóstolo” da Teologia da Libertação que não hesitou em afirmar: “é preciso reconhecer as formas de resistência dos povos indígenas e quilombolas, DESCONSTRUINDO AS FORMAS DE CRISTIANISMO”. Ele, que recordou até o comunista Pedro Casaldáliga [6]. 
Não é preciso ter nenhum dom profético para saber que o propósito é transformar as igrejas – as paróquias – em núcleos de “resistência”, não contra o tal “golpe”, mas de “resistência” comunista.
A CNBB precisa explicar não só a participação da Cáritas no Fórum, mas também se o dinheiro dos católicos está patrocinando esta militância comunista e contrária à Santa Igreja Católica.
IV.

A Pastoral da Juventude (PJ) e o programa MAGIS Brasil – uma ação apostólica dos jesuítas – também marcaram presença no Fórum Social Mundial, no Fórum Social Comunista. E levantaram inclusive a bandeira da ideologia de gênero LGBT-gayzista.
E a lista de absurdos não para...

V.
Está aí para o católico que tiver estômago ver. Eliana Rolemberg trata do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC / Lei 13.019-14) no Fórum Social Mundial – no Fórum Social Comunista.
Para quem não se lembra, foi ela quem assinou a “nota pública” da ABONG, confessando que é mesmo a própria associação abortista que administra recursos vindos de doações dos católicos para a Campanha da Fraternidade 2017 da CNBB: “tendo sido a ABONG responsável pela administração dos recursos” [7].
No Fórum Social Mundial, Eliana Rolemberg afirmou: “a questão do Marco está intrinsecamente ligada à luta na construção da democracia e justiça no Brasil” [8]. Tratando-se do evento no qual ela proclamou a importância do Marco Regulatório e da própria Eliana Rolemberg – de suas preferências, formação, gostos e “curtidas” nas redes sociais [9] – não é difícil concluir que é mesmo uma “luta” para a “construção da democracia”, porém, da “democracia” comunista, fundada sobre um esquema de poder criminoso.
A CNBB tem o dever de esclarecer para os católicos sobre como o seu suado dinheiro está sendo empregado, pois estão aí, os mesmos personagens de um escândalo que deixou todo mundo de queixo caído, fazendo a mesma coisa, e sem um pingo de vergonha, após as denúncias, participando de um evento de militância comunista escancarada. O católico, que se vê passado para trás. Por que não dizer roubado? Que vê a sua Santa Igreja sendo assaltada e ainda tem que suportar um Bispo na TV chamando-o de “excomungado” por questionar com documentos e um emaranhado de provas. “Excomunhão” na boca desse Bispo não tem sentido próprio, e o católico que questiona a CNBB está tão excomungado quanto o netinho que, por causa de sua sinceridade infantil, coloca a vovó em uma situação embaraçosa e ouve: “excomungado”! “Excomunhão” na boca da vovó e na desse Bispo é propriamente um xingamento, um insulto, para que o netinho, para que o católico assista a todo o malfeito de boca calada. Mas a vergonha já está exposta...  
VI.
No Fórum Social Mundial, como já é sabido, realiza-se o Fórum Mundial de Teologia da Libertação [10]. E, no encontro do simulacro de teologia forjado para servir aos interesses do esquema de poder criminoso comunista, foram tratados os temas do comuno-Ecologismo, a ideologia de gênero LGBT-gayzista e o feminismo, “povos aborígenes” e indígenas, os tais “direitos humanos”, diálogo inter-religioso, ecumenismo e, claro, “Religião, Política e Libertação” [11].
Esteve presente a pastora luterana Romi Bencke (Cf. imagem). Ela que é Secretária Geral do CONIC – um conselho de seitas com vasto currículo de militância comuno-petista e do qual a CNBB também faz parte. A mesma Romi Bencke que se reuniu com a bancada do PT no Senado Federal às vésperas do Carnaval com uma pauta de militância – entre elas a da Campanha da Fraternidade 2018, e na companhia de seus promotores – disfarçada de “encontro ecumênico” [12].
Presente também esteve Marcelo Barros, que participou com uma exposição de título “Para uma Teologia da Resistência Transformadora”. O “apóstolo” da Teologia da Libertação, que mesmo com tantas aberrações ainda consegue enganar uma massa de católicos, participou de um painel com a Cáritas – organismo da CNBB – com a chamada “As Igrejas na resistência aos cenários de golpe na América Latina”. Claro, “resistência” comunista [13]. No contexto de sua participação no Fórum Mundial de Teologia da Libertação, Marcelo Barros enalteceu mais uma vez as CEB’s [14]. Ele, que foi uma das estrelas da 14ª Intereclesial das CEB’s, evento que escandalizou o país e o mundo por conta de sua militância comunista ostensiva [15].
E não podia faltar no Fórum Mundial Comunista da Teologia da Libertação, sob o disfarce do ecumenismo, o momento macumba (cf. imagem) – “ungida” por Marcelo Barros: [...] “povos indígenas e as comunidades afrodescendentes, quilombolas e de TERREIROS, foram capazes de resistir 500 anos, certamente ELES E ELAS SÃO OS NOSSOS MELHORES PROFESSORES DE RESISTÊNCIA. Eles podem conduzir a nossa resistência. TEMOS DE NOS GUIAR POR ELES E APRENDER DELES LIÇÕES DE RESISTÊNCIA CRIATIVA E TRANSFORMADORA” [16].
VII.
No Fórum Social Comunista, a Cáritas – um organismo da CNBB – fez pose para a participação em uma tal Assembleia Mundial de Mulheres. O evento, que contou com discursos das pré-candidatas comunistas à Presidência da República - Manuela D’Ávila (PcdoB) e Sônia Guajajara (PSOL) – publicou uma “carta de convergência de dez pontos inegociáveis para a agenda feminista internacional”. Entre esses pontos estão o ABORTO – o assassinato de crianças inocentes – e a disparatada ideologia de gênero LGBT-GAYZISTA. Veja a imagem [17].
É mais um ato público e desavergonhado de traição contra a Santa Igreja Católica. E aí CNBB?!
REFERÊNCIAS.
[2]. Idem, nota II.
[9]. Cf. referência [1].
[12]. Cf. “Campanha da Fraternidade 2018: mais uma iniciativa de ‘inspiração’ comunista da CNBB”, nota VII [http://b-braga.blogspot.com.br/2018/02/campanha-da-fraternidade-2018-mais-uma.html].
[15]. Cf. “CEB’s: mais uma Intereclesial comunista” [http://b-braga.blogspot.com.br/2018/02/cebs-mais-uma-intereclesial-comunista.html].
[16]. Cf. referência [5].
ARTIGO RECOMENDADO.
Sobre o Fórum Social Mundial como meio para a infiltração comunista dentro da Santa Igreja, leia: “Grupo católico revela influência vermelha no Vaticano” [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/06/grupo-catolico-revela-influencia.html].

Monday, March 12, 2018

Laicato? A Arquidiocese de Mariana e a radicalização comuno-CNBBista contra os leigos e contra a Santa Igreja Católica.


Bruno Braga.

Como se não bastassem todos escândalos e denúncias, a Arquidiocese de Mariana (MG) resolveu radicalizar. Entre os dias 09 e 11 de março, foi realizado, na cidade de Carandaí, o II Seminário Arquidiocesano do Laicato. O evento, que contou com a presença do Arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lyrio Rocha, foi concluído com a publicação de uma “Carta Compromisso” [1].
O documento é uma verdadeira aberração. Entre os “desejos” elencados pelos leigos que participaram do seminário, um deles é capaz de instantaneamente chocar o leitor tão logo bata o olho nos seus termos:
“Criar espaços para aprofundar discussões sobre temas polêmicos, presentes em nossas comunidades, como questões de GÊNERO e ORIENTAÇÃO SEXUAL, ABORTO, SISTEMA POLÍTICO E FÉ E CIÊNCIA e outros”.
Os leigos do seminário também manifestaram o “desejo” de incentivar “a dimensão sócio política nas paróquias”. E aqui não se trata de observar a “politização” da fé, no mínimo suspeita em uma Arquidiocese marcada pelas pregações comunistas da Teologia da Libertação [2]. O item é assustador, porque a Arquidiocese de Mariana, em parceria com o “Movimento Fé e Política”, assumiu a militância comunista e a militância eleitoral para promover duas candidaturas para as próximas eleições: a de Leleco Pimentel, para deputado estadual, e a do “padre” João, para que seja reeleito deputado federal – ambos do PT [3]. Com isso, o “desejo” de incentivar “a dimensão sócio política nas paróquias” poderia significar o “desejo” de transformar as igrejas em núcleos de adestramento e em comitês eleitorais comunistas.   
E os leigos concluem a sua “Carta Compromisso” – após louvarem a “Mãe Terra” – com o “desejo” de “viver a plena comunhão com a Igreja em nossa vida e nossa missão”. Mas, como isso é possível com um documento, com uma confissão aberta e pública de traição contra a Esposa de Cristo? 
O certo é que este “Ano do Laicato” começou vigoroso, e com os leigos travando uma batalha muito diferente daqueles que supostamente participaram do seminário de Mariana: a luta pela Santa Igreja Católica, a exigência para que os seus “pastores” sejam fiéis à Doutrina, ao Magistério e à Tradição; a denúncia contra o assalto comunista e a politização da fé pregada pelos “apóstolos” da nefasta Teologia da Libertação; as denúncias contra os desvios – quando não crimes – da CNBB. O seminário do laicato da Arquidiocese de Mariana parece dar voz a um outro tipo de leigo: aquele que trai sem o menor receio e pudor os princípios e as orientações da Igreja; o que rasga, pisa, vira as costas, cospe e ainda manifesta um “desejo” no mínimo cínico de “viver em comunhão”. Ora, esse tipo não é exatamente o que os leigos estão denunciando na sua batalha pela Santa Igreja? O Seminário do Laicato reproduz realmente a voz dos leigos da Arquidiocese de Mariana ou são os militantes, os parasitas e assaltantes que fingem ser a voz dos leigos? A Arquidiocese de Mariana, onde o totalitarismo comuno-CNBBista parece ter sido instaurado de vez, com pressões e ameaças, fazendo vítima uma leiga, que perdeu a coordenação da catequese de sua paróquia por exigir a verdade em todos os escândalos [4]. A Arquidiocese em que a sua Renovação Carismática Católica resolveu tomar posição sobre as graves denúncias contra a CNBB e, em uma “nota” completamente infundada, assumir a defesa da Conferência dos Bispos (cf. anexo). A Arquidiocese de Mariana que, sob os cuidados e a direção pastoral de Dom Geraldo Lyrio Rocha, parece ter decidido radicalizar contra os leigos e contra a Santa Igreja Católica.
ANEXO (*).
Em uma nota, a Renovação Carismática Católica (RCC) da Arquidiocese de Mariana resolveu se posicionar a respeito das graves denúncias que pesam contra a CNBB (Cf. imagem) [5].
A RCC reduziu as denúncias a “críticas abertas”, e lamentou que elas tenham sido “compartilhadas por muitos fiéis católicos”. Mas, em nenhum trecho da nota, a Renovação Carismática faz referência ao conteúdo do que chama simplesmente de “críticas” - e que são na verdade denúncias fundamentadas em um vasto conjunto de provas documentais. A RCC trata logo de afirmar obediência e fidelidade ao Magistério da Igreja por meio de seus Bispos, em especial ao Arcebispo da Arquidiocese de Mariana. Uma afirmação um tanto despropositada, uma vez que as denúncias contra a CNBB não versam propriamente contra o Magistério da Igreja.
Na nota, a RCC declara: “não concordamos com estes ataques à hierarquia da Igreja”. A Renovação distorce mais uma vez, e reduz as denúncias a meros “ataques”, esquecendo-se que a CNBB não faz parte da hierarquia da Santa Igreja Católica. Sobre isso, é sempre importante recordar a lição do Cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e agora Papa Bento XVI: “não devemos nos esquecer que as conferências episcopais não possuem base teológica e não fazem parte da estrutura indispensável da Igreja, assim como querida por Cristo, têm somente uma função prática e concreta (“A fé em crise?” p. 40). Lição esta que poderia muito bem ser concluída com a sentença do Cardeal Raymond Burke: “no Juízo Final, comparecerei diante do Senhor, e não diante da Conferência Episcopal” (cf. “Esperanza para el mundo”).
A Renovação afirma que os “ataques” não correspondem à forma que Cristo ensinou para resolver os conflitos e cita o Evangelho segundo São Mateus para sugerir que os tais “conflitos” devem ser resolvidos a portas fechadas. No entanto, o mesmo texto bíblico citado determina o seguinte: “Se recusa ouvi-los [e após esgotadas as tentativas de abordagem pessoal e particular, o que aconteceu com as próprias denúncias contra a CNBB], dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano” (Mt. 18, 17). Ademais, a Renovação Carismática sequer especula que tais “conflitos” – as denúncias – possam ter tomado uma dimensão pública na esfera judicial cível e até mesmo penal.
A RCC ainda exorta “todas as lideranças” da Renovação Carismática da Arquidiocese de Mariana para “que não se deixem levar nem reforcem esta corrente de críticas”. Em resumo, convida os carismáticos ao silêncio. Um convite fundado em uma concepção distorcida da situação, a de que denúncias documentadas são uma “corrente de críticas”, e sob um falso pretexto, o de que essa “corrente” “fere a unidade eclesial, gera escândalos e coloca obstáculos à Evangelização”.
Depois de tudo isso, a Renovação Carismática convoca à paz. Mas, que tipo de paz é possível diante de uma visão no mínimo falseada dos fatos e sem pelo menos a expectativa – pelo menos a expectativa (!) – da verdade? Mais uma vez é oportuna uma lição do Papa Bento XVI: “defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade” [...] “um cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de bons sentimentos úteis para a convivência social, mas marginais” (Carta Encíclica “Caritas in veritate”). E não foi o próprio Cristo que afirmou ser Ele mesmo a Verdade? (Jo. 14, 6) Não foi o próprio Deus que sentenciou: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo. 8, 32)? Quanto à paz, Cristo mesmo observou: “deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo. 14, 27). Um alerta contra a “paz do mundo” que a consideração do Papa Paulo VI parece muito bem esclarecer: “a paz não pode basear-se numa falsa retórica de palavras, bem aceites, em geral, porque correspondem às profundas e genuínas aspirações dos homens, mas que podem também servir, e infelizmente algumas vezes já serviram, para dissimular o vazio de um verdadeiro espírito e de reais intenções de paz, quando não até, para encobrir sentimentos e ações de opressão, ou interesses partidários” [...] “Não, paz não é pacifismo” (01 de janeiro, “Dia Mundial da Paz”).
(*) Publicado no Facebook no dia 08 de março de 2018. Cf. [https://www.facebook.com/blogbbraga/photos/a.190586071090013.1073741828.184797238335563/986708164811129/?type=3&theater].
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Notas publicadas no Facebook.
I.
E ainda sobre o “seminário do laicato” da Arquidiocese de Mariana, veja só quem estava lá para “motivar” os leigos a expressarem os seus “desejos” em uma “Carta Compromisso” tenebrosa: Zé Antônio – o “apóstolo” comuno-petista da Teologia da Libertação que tem Leonardo Boff como “guru”. Um conhecido excretor de ofensas contra a Santíssima Virgem Maria que sonha e milita para realizar os “desejos” escabrosos apresentados na tal carta [6]. José Antônio que é – não fique espantado - assessor do Conselho Arquidiocesano do Laicato (CLAM).
II.
Fábio Silva é presidente do Conselho Arquidiocesano do Laicato (CLAM). Ele foi o responsável por apresentar a “análise de conjuntura” na abertura do escabroso “seminário do laicato” da Arquidiocese de Mariana. Até o mais lerdão da turma, mas que teve contato com o vocabulário comunista, sabe de cara o que significa a expressão “análise de conjuntura”.
Para que o leitor não pense que se trata aqui de decifrar expressões, a imagem abaixo é referente a um vídeo no qual Fábio Silva – valendo de sua posição no CLAM e na Pastoral da Juventude – faz campanha política para um vereador do PT [7].
É importante recordar que o Conselho Arquidiocesano do Laicato – que tem Fábio Silva na presidência – é assessorado por José Antônio Oliveira, o “apóstolo” comunista da Teologia da Libertação, excretor de ofensas contra a Santíssima Virgem Maria que também participou do evento promovido pela Arquidiocese de Mariana [8].
PS. Nas duas imagens sobrepostas, propaganda do candidato petista para quem Fábio Silva fez campanha e o postulante a uma cadeira na Câmara Municipal com João, o “padre do PT” – candidato que conta com o apoio da Arquidiocese de Mariana nas eleições deste ano de 2018 [9].
III.
Em uma nota anterior, tratei de Fábio Silva, presidente do Conselho Arquidiocesano do Laicato (CLAM) que foi o encarregado de apresentar uma “análise de conjuntura” na abertura do tenebroso “seminário do laicato” da Arquidiocese de Mariana (MG).
Muito bem. É importante observar o que o senhor Fábio Silva “curte” nas redes sociais, pois não é difícil concluir que isso é parte do que constitui o seu imaginário e a sua formação, e repercute, consequentemente, não só na elaboração da sua “análise de conjuntura”, mas também na condução do Conselho e na orientação dos leigos da Arquidiocese de Mariana.
Estão lá no seu perfil do Facebook: Lula bandido; Dilma Rousseff – despachante do Foro de São Paulo; Filosofia Marxista; Militância de Esquerda; a Teologia da Libertação e os seus “apóstolos”, Leonardo Boff, Frei Betto e o “padre do PT”, o deputado federal João; os também deputados JeÂNUS Wyllys e Jandira FECALi; e tem até o vereador petista, militante gayzista e abortista de Barbacena (MG), Thiago Martins [10].
Bom... Não preciso dizer mais nada...
IV.
Tem mais sobre o tenebroso “seminário do laicato” da Arquidiocese de Mariana. Este é o padre José Afonso Lemos. Vamos puxar a memória do leitor. Ele esteve – na condição de assessor – de uma reunião da “coordenação das CEB’s” com os “delegados” que, junto com Dom Geraldo Lyrio Rocha, participaram da 14ª Intereclesial das CEB’s, em Londrina (PR). Na reunião, José Afonso insistiu em negar a militância comunista ostensiva que chocou o país e o mundo. José Afonso, o mesmo que explicou para os seus seguidores nas redes sociais o significado do “anel de Tucum”, o símbolo da Teologia da Libertação – o simulacro de teologia criado para fazer “pregações” comunistas e que se transformou no “catecismo” oficial das CEB’s e da CNBB [11].
REFERÊNCIAS.
[2]. Cf. BRAGA, Bruno. "A transformação da Arquidiocese de Mariana-MG: o efeito corruptor da Teologia da Libertação". Material para estudo [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/03/a-transformacao-da-arquidiocese-de.html]; “Teologia da Libertação”: a transformação comunista da Arquidiocese de Mariana. Material para estudo [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/08/teologia-da-libertacao-transformacao.html].
[9]. Cf. “Estarrecedor: Arquidiocese de Mariana fomenta militância comunista e eleitoral” [http://b-braga.blogspot.com.br/2018/03/estarrecedor-arquidiocese-de-mariana.html].
[10]. Cf. “Thiago Martins. O vereador petista de Barbacena (MG) e a matança de crianças inocentes – o aborto -, a maconha e o banditismo, a ‘catequese’ da Teologia da Libertação, a ideologia de gênero LGBT-gayzista e outras aberrações” [http://b-braga.blogspot.com.br/2017/07/thiago-martins-o-vereador-petista-de.html].

Monday, March 05, 2018

Estarrecedor: Arquidiocese de Mariana fomenta militância comunista e eleitoral.


Bruno Braga.
Não é preciso falar muita coisa, as imagens dizem tudo. Elas são referentes a um encarte do “Movimento Fé e Política”, um “parceiro” da Arquidiocese de Mariana, em Minas Gerais. O Movimento já causava espanto por conta dos seus trabalhos e dos seus articuladores – sobretudo a presença do deputado federal “padre João”, do PT, responsável por ministrar “aulas” na “Escola Fé e Política” [1].
No entanto, aqui tudo aparece de forma clara e direta. O encarte do “Movimento Fé e Política” esclarece, no tópico 1 – “O que é e os seus objetivos” – que um dos seus enfoques é: [...] “construir uma sociedade socialista” [...] – isto é, comunista.


No tópico II – “Projetos que desenvolve” -, item 1., “Escola de Fé e Política Dom Luciano”, está a “formação para agentes pastorais e militantes de movimentos populares” – movimentos que hoje toda pessoa minimamente informada sabe que servem a partidos comunistas, liderados sobretudo pelo PT.
E agora vem o compromisso eleitoral. No mesmo tópico II, item 2, “Projeto Desperta Cidadão”, aparecem os nomes dos “representantes” do “Movimento Fé e Política”: as candidaturas dos petistas Leleco – para deputado estadual – e do “padre” João – para que seja reeleito deputado federal.


A parte dos “Eixos temáticos” – “Estado do bem viver” – louva a “Mãe Terra”, sataniza o Capitalismo e contempla o totalitarismo, a relativização da propriedade privada e o controle da imprensa, disfarçados nas traiçoeiras expressões da “democracia participativa”, “função social da propriedade” e “democratização da mídia”.
Enfim, é escabroso ver a Arquidiocese de Mariana fomentar publicamente a militância eleitoral, trabalhar por uma “sociedade” comunista e para candidatos comprometidos com um partido, com um esquema de poder criminoso que assaltou o Brasil, com bandeiras e causas contrárias aos princípios da Santa Igreja Católica – condenadas por Ela! É repugnante, perverso enganar católicos de boa vontade, pessoas simples, humildes e de bom coração por conta dos anseios mais vis. E onde está Dom Geraldo Lyrio Rocha, responsável por cuidar e proteger o seu rebanho? Dom Geraldo, o ex-presidente da CNBB que é conivente com as peregrinações do “padre do PT” – o deputado federal João - em sua Arquidiocese e que até hoje não explicou o tipo e o grau de compromisso que teve com a militância comunista que escandalizou o Brasil e o mundo na 14ª Intereclesial das CEB’s – evento em Londrina que tratou de prestigiar [2].
REFERÊNCIAS.
[1]. Cf. “João: idolatria do ‘Jararaca’, serviço à quadrilha comuno-petista e Teologia da Libertação”, nota V [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/04/joao-idolatria-do-jararaca-servico.html] – Para os que não conhecem ainda o “padre do PT”, eis uma amostra: BRAGA, Bruno. O "padreco do PT", a ideologia de gênero LGBT-gayzista e o centenário de Fátima" [https://www.facebook.com/blogbbraga/photos/a.190586071090013.1073741828.184797238335563/835568153258465/?type=3&theater]; “João: totalitarismo comuno-globalista da ONU, Teologia da Libertação, sacrilégio, guerrilha comunista e o centenário de Fátima" [http://b-braga.blogspot.com.br/2017/02/joao-totalitarismo-comuno-globalista-da.html]; “Os 'padres' que absolveram Dilma" [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/12/os-padres-que-absolveram-dilma.html]; "João - 'vida dupla', improbidade administrativa e guerrilha rural dos sem-terra" [http://b-braga.blogspot.com.br/2015/02/joao-vida-dupla-improbidade.html]; "CDHM: 'Padre' do PT comanda 'trincheira' comuno-petista" [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/06/cdhm-padre-do-pt-comanda-trincheira.html]; "Mariana: 'movimentos populares' e 'trincheira' comuno-petista" [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/06/mariana-movimentos-populares-e.html].

[2]. Cf. “CEB’s: mais uma Intereclesial comunista”, nota IV [http://b-braga.blogspot.com.br/2018/02/cebs-mais-uma-intereclesial-comunista.html].

ARTIGOS RECOMENDADOS.

BRAGA, Bruno. "A transformação da Arquidiocese de Mariana-MG: o efeito corruptor da Teologia da Libertação". Material para estudo [http://b-braga.blogspot.com.br/2014/03/a-transformacao-da-arquidiocese-de.html].
______. “Teologia da Libertação”: a transformação comunista da Arquidiocese de Mariana. Material para estudo [http://b-braga.blogspot.com.br/2016/08/teologia-da-libertacao-transformacao.html].

Tuesday, February 27, 2018

Joãozinho e Zezinho: os padres cantores que desafinam na defesa da CNBB e da Teologia da Libertação.


Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.

I.
Leio aqui uma nota do padre Joãozinho, intitulada “Seguidores ou perseguidores?”, que trata da avalanche de denúncias contra a CNBB, mas sobretudo aponta o dedo para o autor de maior destaque delas, Bernardo Pires Küster.
O padre Joãozinho, curiosamente, é o mesmo que há poucas semanas tentou sem sucesso higienizar e legitimar a Teologia da Libertação diante do espetáculo horrendo que escandalizou o país e o mundo realizado pela militância comunista na 14ª Intereclesial das CEB’s – denúncia feita em mais um trabalho primoroso de Bernardo Küster. Escrevi um comentário a respeito da defesa que o padre Joãozinho fez da nefasta Teologia da Libertação, o simulacro de teologia que é arma de um esquema de poder criminoso para sorrateiramente assaltar a Santa Igreja Católica; no entanto, o mesmo sacerdote que prega a “fraternidade” e a “conversa entre irmãos”, nunca me respondeu [1].
Mas, voltemos à notinha “Seguidores ou perseguidores?”. O padre Joãozinho fala de “ataques orquestrados” contra a Igreja Católica, “de modo especial” contra a CNBB. Hoje em dia, mesmo o católico mais relaxado, sabe perfeitamente que a CNBB não é “a” Igreja. Será possível que um padre não sabe disso? Não vamos tomar pela má-fé. Talvez o Cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, possa ensinar alguma coisinha para o padre Joãozinho: [...] “não devemos nos esquecer que as conferências episcopais não possuem base teológica e não fazem parte da estrutura indispensável da Igreja, assim como querida por Cristo, têm somente uma função prática e concreta” (A fé em crise?”, p. 40). O mesmo Ratzinger, agora como Papa Bento XVI, falou diretamente aos prelados da CNBB, alertando: [...] “a Conferência Episcopal” [...] “deve, porém, evitar de colocar-se como uma realidade paralela ou substitutiva do ministério de cada um dos Bispos, ou seja, não mudando a sua relação com a respectiva igreja particular e com o colégio episcopal, nem constituindo um intermediário entre o Bispo e a Sé de Pedro” [2]. O Cardeal Raymond Burke também é esclarecedor: “a Conferência Episcopal” [...] “pode criar um sentimento de falsa unidade, que consiste em estar sempre de acordo horizontalmente, superficialmente, mas as rachaduras aparecem quando se aborda questões fundamentais” [...] “no Juízo Final, comparecerei diante do Senhor, e não diante da Conferência Episcopal” (Cf. “Esperanza para el mundo”). Para ser mais direto, vamos recordar o saudoso Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, repreendido pela CNBB por denunciar o abortismo comuno-petista – a mesma CNBB que o padre Joãozinho agora defende, e por conta das mesmas denúncias, agora levantadas por Bernardo Küster. Dom Bergonzini afirmou: “A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os Bispos” [3].
Parece suficiente para o padre Joãozinho aprender de uma vez por todas que a CNBB não é “a” Igreja Católica, não é sequer representativa de todos os Bispos e muito menos uma estrutura indispensável da Santa Igreja. E, claro, não é a “Mãe” do padre Joãozinho.
Muito bem. Diante das graves denúncias levantadas por Bernardo Küster, o padre cantor não queria ver o “pau quebrar”, preferia uma conversa a portas fechadas. Não é difícil recolher testemunhos – eu mesmo posso indicar para o padre, se ele tiver interesse em saber – de católicos e grupos que levaram denúncias do mesmo tipo aos seus Bispos e à própria CNBB, sem que qualquer providência fosse tomada. Mas, o padre Joãozinho deveria se atentar para um dado muito importante: as denúncias são de tamanha gravidade que já não dizem respeito somente aos “irmãos” – elas podem ter se tornado caso de justiça e de polícia.
Agora, será que a norma de conduta do padre Joãozinho se aplica a ele mesmo? Por exemplo, ele chamou Bernardo Küster para uma conversa a portas fechadas, entre “irmãos”? Parece que não. Pelo contrário. O padre Joãozinho tratou logo de acusar o vídeo produzido de ser “super e maldosamente” editado, que “coloca algumas inverdades... como se fosse uma gota de veneno”; ele afirma que Bernardo é um “comunicador venenoso nos argumentos e no sotaque”, que “mistura cinismo com ironia”, e até coloca sob suspeita a coragem dele. Ora, o padre Joãozinho faz todas essas acusações, mas não aponta uma só das “inverdades” do vídeo ou um único argumento “venenoso”. Ele não apresenta nada, nada, nada. Não me vem à mente outra coisa senão a estratégia leninista: “xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”. É uma atitude tão baixa que, sem uma única contestação objetiva, a nota do padre Joãozinho torna-se insulto gratuito, uma peça para manchar reputações.
Enfim, é escabroso ver um padre que, como todo católico, tem um compromisso com a Verdade, tentar - no mínimo - mantê-la a portas fechadas. O vídeo produzido por Bernardo Küster apresenta um amontoado de provas, documentos, os próprios agentes confessando as suas iniciativas e ações. Diante disso, o padre Joãozinho diz: “não” – e acusa. Não tem jeito, padre, está exposto, para que qualquer um possa ver com os próprios olhos.  
II.
Primeiro o padre Joãozinho, agora o padre Zezinho, que trata do vídeo em que Bernardo Pires Küster apresenta graves denúncias contra a CNBB [4].
Não pretendo sugerir nenhuma reação, mas me parece que, todo aquele que assistiu com atenção ao vídeo do Bernardo, ao ler a nota do padre, acaba se perguntando: “do que o padre está falando?” É uma coisa escabrosa. O padre Zezinho afirma que Bernardo “não está aceitando a liderança dos bispos da CNBB” e que, milhares de leigos, seduzidos pelo seu “discurso bem articulado”, o aceitam como “nova liderança”, caminhando todos para uma “cisão”, pois “os bispos da CNBB não lhes servem e não mais o representam” [5]. É a mesma conversa mole de que a CNBB representa todos os Bispos do Brasil e que a Conferência seria a própria Igreja Católica. Uma mentira, sim, mentira, pois não é mais concebível que um padre, e um padre que no texto diz estar dando a sua “catequese”, não saiba disso; uma mentira que pode ser desmascarada por autênticos pronunciamentos catequéticos de Bispos, Cardeais e do Papa [6].
Agora, santa paciência... Onde o padre Zezinho viu Bernardo Küster autoproclamar-se “novo líder leigo” e manifestar minimamente a pretensão de substituir a “liderança” dos Bispos ou da CNBB? Será que o padre assistiu ao mesmo vídeo que eu? Porque, no que eu assisti, o próprio Bernardo faz questão de alertar que não está acusando todos os Bispos da CNBB.
E mais. E aqui um elemento importante. O padre Zezinho analisa todo um contexto em termos de “esquerda” e “direita”. Uma análise que dá margem para a especulação de que ela seja produto de uma mente já contaminada pela “politização da fé” – sintoma que o padre Zezinho já manifestou em outra oportunidade, na qual tentou desacreditar as denúncias contra o assalto promovido pelos comunistas e seus “apóstolos” da Teologia da Libertação dentro da Igreja [7]. Ora, um molequinho que frequenta o catecismo para a primeira Comunhão, e que assiste ao vídeo do Bernardo Küster, é capaz de perceber que as denúncias ali não foram apresentadas para simplesmente condenar a “esquerda” e exigir dos Bispos posições de “direita” – como supõe o padre Zezinho. As denúncias foram apresentadas para exigir da CNBB fidelidade à Santa Igreja Católica. Ponto.    
É isso. No mais, o leitor que tente descobrir sobre o que o padre Zezinho está falando.
ANEXO.
O contexto das denúncias contra a militância comunista na recente 14ª Intereclesial das CEB’s tem gerado várias reações. Uma delas é a do padre Joãozinho, que parece tentar resguardar a Teologia da Libertação – um simulacro de teologia criado para enganar os católicos, perverter o Evangelho e assaltar sorrateiramente a Santa Igreja, promovendo dentro Dela o criminoso esquema de poder comunista [8].
A fundamentação do padre Joãozinho é em certos pontos pertinente. Ele cita a Carta de São João Paulo II aos Bispos da CNBB, na qual o Pontífice enaltece a “necessidade” e “utilidade” de uma certa “teologia da libertação”, uma em que as suas elaborações sejam “CONSONANTES e COERENTES com os ENSINAMENTOS DO EVANGELHO, da TRADIÇÃO VIVA e do PERENE MAGISTÉRIO DA IGREJA”, que deve estar em “estreita conexão” com a “REFLEXÃO TEOLÓGICA INICIADA COM OS GRANDES PADRES E DOUTORES, COM O MAGISTÉRIO ORDINÁRIO E EXTRAORDINÁRIO”. Ele cita os documentos da Congregação para a Doutrina da Fé: o “Libertatis nuntius”, de 1985, e que desmonta a Teologia da Libertação; e o “Libertatis conscientia”, de 1986, que aborda a “liberdade cristã e a libertação” – lançando as bases para a elaboração do que seria uma legítima Teologia da Libertação, e que o padre Joãozinho coloca “para todos os efeitos a TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO oficial da Igreja”.
O padre menciona inclusive as correções feitas pelo chamado “pai” da Teologia da Libertação, Gustavo Gutierrez, em sua obra. Porém, um parêntese: as tais “correções” estão limitadas a uma introdução ao livro; mas o conteúdo essencial permanece praticamente o mesmo, inclusive o elogio à análise marxista – no mais, ele amplia a perspectiva de “libertação” para a teologia negra, feminista, indigenista, etc., e que, não é preciso muito para perceber, escondem as metamorfoses do chamado “marxismo cultural”.
Retomando, o padre Joãozinho reformula até mesmo o slogan da Teologia da Libertação – “opção preferencial pelos pobres” -, colocando “pobre” no singular para determinar a centralidade de Jesus, pois ele é o “pobre”, uma vez que se trata de uma opção teológica, não sociológica.
Muito bem. É preciso, contudo, fazer uma pergunta bastante simples: é esta a Teologia da Libertação – aparentemente purificada de sua base marxista e sócio-política – que é “pregada” nas CEB’s? Resposta: claro que não! Trata-se do mesmo simulacro de teologia criado para ser arma na luta – luta! – pelo poder.
O esforço de sustentar a Teologia da Libertação na base de reformulações conceituais incorre no erro de tomá-la como uma legítima elaboração intelectual. Não! A Teologia da Libertação é antes de tudo um movimento de agentes políticos comprometidos com um ideal de poder. Tanto que os militantes e os seus pastores comunistas não estão nem aí para as reformulações do padre Joãozinho ou as “purificações” do Vaticano. O que interessa mesmo é a única, autêntica – e comunista - Teologia da Libertação.
REFERÊNCIAS.
[1]. O comentário segue como ANEXO. Link para o original [https://www.facebook.com/blogbbraga/posts/969868949828384] e publicação “CEB’s: mais uma Intereclesial comunista”, XVI [http://b-braga.blogspot.com.br/2018/02/cebs-mais-uma-intereclesial-comunista.html].
[2] Cf. “Discurso do Papa Bento XVI aos prelados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Regional Centro Oeste) em visita ‘ad limina apostolorum’”, 15 de novembro de 2010 [https://w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/speeches/2010/november/documents/hf_ben-xvi_spe_20101115_ad-limina-brasile.html].
[3]. Cf. “Bispo de Guarulhos diz que não recuará em mobilização contra Dilma”. Folha de São Paulo, 23 de julho de 2010 [http://www1.folha.uol.com.br/poder/2010/07/771435-bispo-de-guarulhos-diz-que-nao-recuara-em-mobilizacao-contra-dilma.shtml].
[5]. Idem.

Sunday, February 25, 2018

A CNBB e a desastrada tentativa de explicar o injustificável.


Bruno Braga.
Notas publicadas no Facebook.

I.
Em “nota de esclarecimento sobre a utilização de recursos do Fundo Nacional de Solidariedade”, a CNBB tenta explicar que “não financiou projeto algum de ‘ONGs abortistas’” [1].
A Conferência dos Bispos afirma que recursos do Fundo não foram destinados para a ABONG – uma associação abortista –, mas para a “Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil”. No entanto, a própria CNBB aponta que a “Plataforma” indicou a ABONG, como uma de suas entidades signatárias, para o recebimento dos recursos. Não é preciso fazer muito esforço para concluir que, se a ABONG foi indicada, é porque tem protagonismo na “Plataforma” – protagonismo exibido no lançamento do Marco Regulatório sancionado pela ex-Presidente da República, a abortista Dilma Rousseff [2], e agora no registro do “Fundo Nacional de Solidariedade” da CNBB.
Contudo, mais que conclusão, é possível ir para a verificação objetiva, constatando no próprio site da Plataforma que a ABONG integra o seu comitê principal, e na companhia do MST – da gangue de guerrilha comuno-petista do Foro de São Paulo [3]. Uma pergunta simplesmente retórica: é este mesmo comitê que irá administrar os R$ 40.500,00 da Campanha da Fraternidade 2017, repassados pela CNBB?
Ademais. Uma vez que o “Marco Regulatório” trata da participação de ONG’s que supostamente representariam a “sociedade civil” na promoção de políticas públicas, não é difícil imaginar o tipo de política pública que certamente irá propor uma de suas “protagonistas” e integrantes – a ABONG - que afirma abertamente querer a “legalização do aborto” [4].
Enfim, vamos encurtar a conversa. O mero vínculo com uma associação abortista é por si só abominável. Fato é que os sindicalistas da CNBB foram pegos com as calças nas mãos e agora estão pelados tentando explicar o injustificável: o repasse do dinheiro suado dos católicos de bom coração para organizações que contrariam os princípios da Santa Igreja, comprometidos com o aborto, com o assassinato de crianças inocentes, e com o terrorismo comunista.
II.
A CNBB publicou no seu site uma matéria sobre as chamadas “fake news”, considerando que “tem sido vítima de frequentes boatos, manipulações da informação e notícias truncadas” [5].
Para orientar os católicos, a Conferência dos Bispos chama a atenção para uma das características das tais “notícias falsas”: “boa parte da produção deste conteúdo é de baixa qualidade” [6].
Ora, não consta que a estética e a aparência exterior sejam critérios de avaliação da veracidade de uma informação. Uma alegação dessas seria no mínimo estranha, considerando a Verdade que nasceu em um estábulo ou que, espancada, colocou-se diante do juiz romano que indagou: “Que é a verdade?” (Jo. 18, 38). Uma alegação realmente estranha para uma entidade que tem o dever de proclamar e defender essa mesma Verdade.
E mais. Com o seu critério estético, a CNBB denuncia “alguns sites, blogs e canais de vídeos”, mas com o mesmo critério parece desprezar todos aqueles jornaizinhos paroquianos, que pecam na sua apresentação, que são de “baixa qualidade” realmente, mas carregam a Verdade não só no propósito da Evangelização, também no da proteção e defesa da Santa Igreja Católica contra os seus inimigos – o que dizer da modesta e precária revista de São Maximiliano Maria Kolbe, “O Cavaleiro da Imaculada”, que denunciava as tramas e maquinações da seita satânica da Maçonaria? Maximiliano Kolbe, o simples frade franciscano que é o patrono da imprensa.
Para concluir, é interessante observar que a CNBB cita como exemplo de “fake news” uma suposta “modificação” na fala do presidente da Conferência sobre as eleições deste ano – fato de segundo plano e que qualquer bobalhão pode analisar e tirar as suas próprias conclusões. No entanto, a CNBB não menciona como “fake news” aquilo que realmente chamou a atenção e escandalizou os católicos: o repasse de recursos da Campanha da Fraternidade para organizações abortistas e quadrilhas comunistas. A CNBB reservou este vínculo abominável para uma “nota de esclarecimento”, na qual tenta explicar o injustificável e termina sendo uma confissão pública de que a Conferência tem mesmo vínculos com grupos abortistas e gangues comunistas [7].
III.
Trata-se de uma curiosidade. Uma das denúncias – entre inúmeras outras - que sempre pesou contra o MST é o fato de que o grupo de guerrilha comunista estrategicamente não tem personalidade jurídica. Com isso, os sem-terra conseguem inibir - ou dificultar – as demandas judiciais que cobram a responsabilização do movimento por suas iniciativas e ações. Por exemplo, o emprego de recursos públicos em atividades criminosas.
Muito bem. Na “nota de esclarecimento sobre a utilização de recursos do Fundo Nacional de Solidariedade”, a CNBB afirma que a ABONG – uma associação abortista - aparece nos seus registros somente por que a “Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil” não possui CNPJ, isto é, não tem personalidade jurídica. Por causa disso, a Plataforma recorre a entidades signatárias, no caso a ABONG, “para assinar a parceria com o Fundo Nacional de Solidariedade”. A CNBB, então, conclui: “O financiamento, portanto, foi para a Plataforma no valor de R$ 40.500,00 (quarenta mil e quinhentos reais) e não para a ABONG” [8].
E aqui vem a curiosidade inicial: por que a Plataforma, assim como o MST, não tem personalidade jurídica? No caso de uma ação judicial, - por exemplo, um católico indignado, que queira a sua doação de volta, entendendo que ela foi empregada contra a Santa Igreja - quem vai responder pelo dinheiro que a CNBB repassou para a Plataforma?
Por fim, mais um dado na equação: o MST, o movimento comunista dos sem-terra que também não tem personalidade jurídica, é membro – junto com a ABONG – do comitê principal da “Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil” [9].
No intuito de se explicar, a CNBB parece se complicar cada vez mais [10].
REFERÊNCIAS.
[4]. Cf. Idem.
[5]. Cf. “Fala de presidente da CNBB é alvo de falsas notícias”. CNBB, 21 de fevereiro de 2018 [http://cnbb.net.br/fala-de-presidente-da-cnbb-e-alvo-de-falsas-noticias/].
[6]. Idem.