Sunday, September 23, 2018

O engajamento da Arquidiocese de BH na campanha eleitoral comuno-petista.

Bruno Braga. 



No dia 14 de setembro, aconteceu em Belo Horizonte (MG) um evento com o título "Fé cristã, consciência política e a importância do voto católico nas eleições 2018". Uma promoção da Região Episcopal Nossa Senhora da Piedade (RENSP), do Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política, e da Arquidiocese de BH. Os palestrantes foram Dom Joaquim Giovani Mol e Liliam Daniela dos Anjos (cf. imagem).



Dom Mol, que é Bispo auxiliar na capital mineira, tornou-se conhecido por ser o presidente da Comissão para o Acompanhamento da Reforma Política da CNBB em uma proposta encabeçada pela própria Conferência dos Bispos. Proposta de reforma política que por meio do truque, da fraude e do engano tentava ampliar e fortalecer o esquema de poder comuno-petista [1]. Dom Mol ficou famoso também por protagonizar uma cena grotesca, subindo em um caminhão da CUT - braço do PT e do Foro de São Paulo - para debochar da sacristia e fazer militância política [2]. Dom Mol, o promotor da ideologia de gênero LGBT-gayzista na Arquidiocese de BH e na PUC-Minas, universidade da qual é reitor [3].

Na sua palestra, Dom Mol não citou nomes, mas - a partir dos "dogmas" da Teologia da Libertação - definiu os candidatos em três tipos: 1. o que defende o Estado Social, que cuida dos "pobres" e "marginalizados"; 2. o que advoga o Estado Liberal, acreditando que a riqueza será generosamente distribuída pelos ricos (Estado que Dom Mol fez questão de ressaltar: não existe em lugar nenhum do mundo); e 3. o que propõe um Estado Penal. Não é preciso muita perspicácia para concluir que - para Dom Mol - os católicos devem votar no primeiro tipo de candidato, e que o terceiro - advogado do Estado Penal (para o Bispo auxiliar, o pior candidato) - é claramente uma referência a Jair Bolsonaro. 

A alusão a Bolsonaro ficou explícita também quando Dom Mol falou de "[candidatos] que chegam a outras loucuras, e inclusive com cristãos defendendo, uma coisa impressionante... não merece a nossa confiança, não merece o nosso apoio, não merece o nosso voto, não merece nem mesmo discussão".

A outra palestrante foi Liliam Daniela dos Anjos. Liliam se apresenta como "cientista política". Porém, ela é mais que isso. Liliam Daniela dos Anjos - conforme base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - é filiada ao PT.




Liliam é eleitora entusiasmada de Fernando Haddad - candidato do PT e do Foro de São Paulo à Presidência da República -, como mostra a foto que recentemente publicou com euforia de tiete nas suas redes sociais.

Aliás, as redes sociais da palestrante exibem a sua adesão partidária, ideologia e as bandeiras que levanta. Da campanha pela liberdade do bandido Lula à promoção da candidatura de Dilma Rousseff. Do louvor à revolução comuno-bolivariana da Venezuela ao orgulho gay LGBT. Da promoção do projeto de reforma política encabeçado pela CNBB - representada por Dom Mol - [4] à bandeira feminista militante contra Jair Bolsonaro. 
    












































Na sua palestra, a petista Liliam dos Anjos honrou a carteirinha do partido e os seus "ideais". Levantou a falsa tese do "golpe" contra a "President[A] Dilma", mentiu sobre o "congelamento" de "investimentos públicos por vinte anos" e, contra a reivindicação de "menos Estado", afirmou que a solução é: "Estado". Uma postura fiel ao totalitarismo comuno-petista. 


No evento, os participantes podiam adquirir a cartilha de orientação política da CNBB. Porém, foi distribuído também o jornal "Brasil de Fato". Uma publicação do PT - na qual escrevem "apóstolos" da Teologia da Libertação como Frei Betto - e que, na edição alí disponibilizada, trazia a panfletagem em favor da candidatura de Fernando Haddad (cf. imagem). Editorial: "Eleger Haddad é decisivo" (p. 2). "Opinião": "Haddad não é um poste" (p. 6).


Eis aí o engajamento da Arquidiocese de BH na campanha eleitoral comuno-petista.


REFERÊNCIAS.

[1]. Cf. "Paróquia da capital mineira aberta à pregação comunista: a promoção da reforma política da CNBB" [http://b-braga.blogspot.com/2014/12/paroquia-da-capital-mineira-aberta.html].

[2]. Cf. "'Gritaria' comuno-petista dentro da Igreja", nota III [http://b-braga.blogspot.com/2016/09/gritaria-comuno-petista-dentro-da-igreja.html].

[3]. Cf. "A agenda gayzista promovida a todo vapor na Arquidiocese de Belo Horizonte. Um fiel escreve" [https://fratresinunum.com/2017/12/07/e-a-ideologia-de-genero-continua-sendo-promovida-a-todo-vapor-na-arquidiocese-de-belo-horizonte-um-fiel-escreve/].

[4]. Cf. referência [1].

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