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Tuesday, April 23, 2013

Papa Francisco e o milagre eucarístico de Buenos Aires.





O atual Papa Francisco conduziu investigação para comprovar um dos maiores milagres eucarísticos da história recente, ocorrido em Buenos Aires em 1996.
Foi o chamado Milagre Eucarístico de Buenos Aires, onde uma Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue. O Cardeal Jorge Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, hoje Papa Francisco, ordenou que se chamasse um fotógrafo profissional para tirar fotos do acontecimento para que os fatos não se perdessem. Depois foram conduzidas pesquisas de laboratório coordenadas pelo Dr. Castanon.
Os Estudos mostraram que a matéria colhida da Hóstia era uma parte do ventrículo esquerdo, músculo do coração de uma pessoa com cerca de 30 anos, sangue tipo AB de uma pessoa que tivesse sofrido muito com a morte, tendo sido golpeado e espancado. Os cientistas que realizaram o exame e os estudos não sabiam que era material proveniente de uma Hóstia Consagrada, isso só lhes foi revelado após a análise, e foram surpreendidos porque haviam encontrado glóbulos vermelhos, glóbulos brancos pulsando durante a análise, como se o material tivesse sido colhido direto de um coração ainda vivo.

A Hóstia Consagrada tornou-se Carne e Sangue
Às 19h de 18 de agosto de 1996, o Padre Alejandro Pezet celebrava a Santa Missa em uma igreja no centro comercial de Buenos Aires. Como estava já terminando a distribuição da Sagrada Comunhão, uma mulher veio até a ele e informou que tinha encontrado uma hóstia descartada em um candelabro na parte de trás da igreja. Chegando ao lugar indicado, o Padre Alejandro Pezet viu a hóstia profanada. Como ele não pudesse consumi-la, colocou-a em uma tigela com água, como manda a norma local, e colocou-a no Santuário da Capela do Santíssimo Sacramento, aguardando que dissolvesse na água.

Na segunda-feira, 26 de agosto, ao abrir o Tabernáculo, viu com espanto que a Hóstia havia se tornado uma substância sangrenta. Relatou o fato então ao Arcebispo local, Cardeal Dom Jorge Bergoglio, que determinou que a Hóstia fosse fotografada profissionalmente. As fotos foram tiradas em 6 de setembro de 1996. Mostram claramente que a Hóstia, que se tornou um pedaço de Carne sangrenta, tinha aumentado consideravelmente de tamanho.

Análises Clínicas
Durante anos, a Hóstia permaneceu no Tabernáculo e o acontecimento foi mantido em segredo estrito. Desde que a Hóstia não sofreu decomposição visível, o Cardeal Bergoglio decidiu mandar analisá-la cientificamente.

Uma amostra do Tecido foi enviado para um laboratório em Buenos Aires. O laboratório relatou ter encontrado células vermelhas e brancas do sangue e do tecido de um coração humano. O laboratório também informou que a amostra de Tecido apresentava características de material humano ainda vivo, com as células pulsantes como se estivessem em um coração.

Testes e análises clínicas: "Não há explicação científica"
Em 1999, foi solicitado ao Dr. Ricardo Castañón Gomez que realizasse alguns testes adicionais. Em 5 de outubro de 1999, na presença de representantes do Cardeal Bergoglio, o Dr. Castañón retirou amostras do tecido ensanguentado e enviou a Nova York para análises complementares. Para não prejudicar o estudo, propositalmente não foi informado à equipe de cientistas a sua verdadeira origem.

O laboratório relatou que a amostra foi recebida do tecido do músculo do coração de um ser humano ainda vivo.
Cinco anos mais tarde (2004), o Dr. Gomez contatou o Dr. Frederic Zugibe e pediu para avaliar uma amostra de teste, novamente mantendo em sigilo a origem da amostra. Dr. Zugibe, cardiologista renomado, determinou que a matéria analisada era constituída de "carne e sangue" humanos. O médico declarou o seguinte:
"O material analisado é um fragmento do músculo cardíaco que se encontra na parede do ventrículo esquerdo, músculo é responsável pela contração do coração. O ventrículo cardíaco esquerdo bombeia sangue para todas as partes do corpo. O músculo cardíaco tinha uma condição inflamatória e um grande número de células brancas do sangue, o que indica que o coração estava vivo no momento da colheita da amostra, já que as células brancas do sangue morrem fora de um organismo vivo. Além do mais, essas células brancas do sangue haviam penetrado no tecido, o que indica ainda que o coração estava sob estresse severo, como se o proprietário tivesse sido espancado."
Evidentemente, foi uma grande surpresa para o cardiologista saber a verdadeira origem do tecido. Dois cientistas australianos, o cientista Mike Willesee e o advogado Ron Tesoriero, testemunharam os testes. Ao saberem de onde a amostra tinha sido recolhida, demonstraram grande surpresa. Racional, Mike Willesee perguntou ao médico por quanto tempo as células brancas do sangue teriam permanecido vivas se tivessem vindo de um pedaço de tecido humano que permaneceu na água. "Elas deixariam de existir em questão de minutos", disse o Dr. Zugibe. O médico foi então informado que a fonte da Amostra fora inicialmente deixada em água durante um mês e, em seguida, durante três anos em um recipiente com água destilada, sendo depois retirada para análise.
Dr. Mike Willesee Zugibe declarou que não há maneira de explicar cientificamente este fato: "Como e por que uma Hóstia Consagrada pode mudar e tornar-se Carne e Sangue humanos? Permanece um mistério inexplicável para a ciência, um mistério totalmente fora da minha jurisdição".

Abaixo, um vídeo com o depoimento do Dr. Castañón e imagens do Milagre.

Fonte. Revista Voz da Igreja, in Christo Nihil Praeponere (Equipe Pe. Paulo Ricardo).

Sunday, April 21, 2013

A volta do idiota.


Bruno Braga.




Em 1996, Plinio Apuleyo Mendonza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa publicaram o “Manual do perfeito idiota latino-americano”. No livro os autores identificam – e investigam as causas – de uma patologia que se espalhou pela América Latina: a “idiotice”. O mal é diagnosticado pelos estereótipos e lemas, pelo comportamento do paciente. Infectado, por exemplo, está aquele que por todos os cantos denuncia a ação de “fantasmas malignos” como o “Capitalismo”, o “Sistema” e os “Ianques”. A propósito, todo “idiota latino-americano” é contra os Estados Unidos, sem este sintoma torna-se um falso idiota ou um idiota imperfeito. A pessoa contagiada cultua psicopatas revolucionários – como Che Guevara e Fidel Castro – e ajoelha-se para bendizer as promessas de futuro maravilhoso profetizadas pela Teologia “Comunista” da Libertação.

Em termos gerais, a “idiotice” pode ser reconhecida naquele que:

“Acredita que somos pobres porque ‘eles’ são ricos e vice-versa, que a história é uma bem sucedida conspiração dos maus contra os bons, onde ‘aqueles’ sempre ganham e nós sempre perdemos (em todos os casos está entre as pobres vítimas e os bons perdedores), não se constrange em navegar no espaço cibernético, sentir-se ‘online’ e (sem perceber a contradição) abominar o consumismo. Quando fala de cultura, ergue a seguinte bandeira: ‘O que sei, aprendi na vida, não em livros; por isso, a minha cultura não é livresca, mas vital’” (p. 15) [1].

Dez anos depois, Mendoza, Montaner e Vargas Llosa publicaram “A volta do idiota” [2]. Os autores pretendiam não só revisar os sintomas característicos da “idiotice” – da patologia que já se manifestava com mutações -, mas analisar a epidemia do mal que conduziu “idiotas” às mais altas instâncias do poder na América Latina, como nos casos da Bolívia, da Argentina, do México. A ocorrência mais emblemática é Hugo Chávez, na Venezuela.

“O melhor aluno” é o título do capítulo dedicado ao falecido tiranete bolivariano (p. 55). Ele apresenta o percurso de Hugo Chávez, de sua formação - que longe de ser “democrática”, inclui o marxismo, o nacionalismo, o messianismo do caudilho latino-americano, o populismo, lições de Fidel Castro e do ultra-direitista argentino Norberto Ceresole – até a subida ao poder, o fortalecimento da revolução bolivariana com um regime ditatorial. Legislativo, Judiciário, controle da opinião pública e da imprensa – tudo nas mãos do tiranete para a realização de um obscuro “Socialismo do século XXI”.

Sob a perspectiva político-social, a ambição de tornar-se regente único de um país é sintomática. E o quadro torna-se ainda mais crítico quando esta ambição é proclamada – e justificada – com alucinações provocadas pela patologia antes descrita: a “idiotice”. A atuação de Hugo Chávez é uma amostra explícita e obscena dos efeitos práticos de um “idiota” – que combina ainda uma personalidade “narcisista histriônica” e a psicopatia, a incapacidade de julgar moralmente os próprios atos – alçado às maiores instâncias de poder. Se é certo que “pelos frutos conhecereis”, a situação da Venezuela hoje – fraude eleitoral e caos social – representa os resultados reais e concretos de um regime conduzido por uma “mentalidade idiotizada”.

Apesar de alguns pontos contestáveis – amenizar a atuação do “Chefe” Luiz Inácio a partir da perspectiva econômica e o classificar dentro da esquerda “vegetariana” – e posições equivocadas – como a descriminalização das drogas -, “A volta do idiota” é leitura obrigatória. Para compreender o crescimento, o surto e a epidemia de uma patologia - “idiotice” -, capaz de gerar sérios e graves danos, como hoje na América Latina.         



Notas.

[1]. MENDOZA, Plínio Apuleyo. MONTANER, Carlos Alberto. VARGAS LLOSA, Alvaro. Manual do perfeito idiota latino americano. Apresentação Mario Vargas Llosa; prefácio Roberto Campos; tradução Rosemary Moraes e Reinaldo Guarany. 9a. ed. Bertrand Brasil: Rio de Janeiro, 2011

[2]. MENDOZA, Plínio Apuleyo. MONTANER, Carlos Alberto. VARGAS LLOSA, Alvaro. Trad. Luciano Trigo e André Pereira da Costa. Ed. Lexikon: Rio de Janeiro, 2007.

[3]. BRAGA, Bruno. “’Triunfo transcendental’ da criminosa revolução bolivariana” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/triunfo-transcendental-da-criminosa.html]; “Ainda a fraude eleitoral Comunista-bolivariana” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/ainda-fraude-eleitoral-comunista.html].


Sugestão de leitura.

BRAGA, Bruno. “Para não ser mais um” [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/11/para-nao-ser-mais-um.html].

Friday, April 19, 2013

Comentário sobre matéria de capa da Revista Brasileiros: "Subversivos".


Bruno Braga.


“Ernesto, Zuleide, Luiz Carlos e Samuel eram crianças quando foram presas e banidas do País pelo regime militar. Mais de 40 anos depois, eles contam como superaram os abusos da ditadura”. Revista Brasileiros, Edição 68, Março 2013. p. 54 [http://www.revistabrasileiros.com.br/wp-content/virtual/revista-brasileiros/68/]. 

Reportagem sugerida por Alex Guedes dos Anjos.


Alex,

Apenas algumas observações sobre a reportagem sugerida.

As crianças foram detidas porque os seus pais – ou “pais fictícios”, no disfarce de uma família constituída – as incluíram no surto de fazer do Brasil, através da via armada, um país comunista. Em momento algum hesitaram em fazer crianças e bebês de “escudo” em um conflito desencadeado por eles mesmos com os focos da guerrilha, sobretudo no Vale do Ribeira. O próprio “Ernesto” foi utilizado para dar segurança ao transporte do traidor e psicopata Lamarca, o bebê estava dentro de um carro repleto de armamento (Cf. a reportagem). Que pai leva o seu filho para uma guerra? Ou o cede para ser feito de escudo e proteção?

Uma observação importante. As crianças não foram banidas, como destaca o início da reportagem, por serem “inconvenientes”, “nocivas” ou “perigosas à segurança nacional”. Elas embarcaram para a Argélia, em 1970, porque foram trocadas pelo embaixador alemão, sequestrado pela VPR e ALN – este esclarecimento não é sublinhado.

E por último, sinto muito pela morte de Carlos Alexandre. Agora, é demais afirmar que um bebê de dois anos tomou uma porrada na boca, foi lançado ao chão, e até tomou choque porque os “gorilas” militares o consideraram “subversivo”. Até para mentir é preciso ter um pouco de bom senso. A denúncia de que crianças foram torturadas está sendo banalizada com o propósito de obter indenizações – e romantizar a versão da história contada pelos revolucionários. Porém, a própria justiça já julgou improcedente certos pedidos, como o que foi apresentado pelos filhos do casal Teles.

É isso, Alex.

Até mais,
Bruno Braga.

Barbacena, 12 de Abril de 2013.     

Thursday, April 18, 2013

Ainda a fraude eleitoral Comunista-bolivariana.


Bruno Braga.



O CNE – dominado por chavistas - recusou a auditoria para a recontagem de votos das eleições venezuelanas. Reconheceu a fraudulenta vitória – o “triunfo transcendental”, segundo Raúl Castro – de Nicolás Maduro e proclamou presidente da República o herdeiro testamentário do tiranete bolivariano. No entanto, não foi Maduro que, em seu primeiro pronunciamento, fez um “requerimento público” para a realização da auditoria? (Cf. a partir de 08:16 do vídeo abaixo) Esgoelou histericamente: “os mais interessados na auditoria somos nós! Eu solicito OFICIALMENTE ao Conselho Nacional Eleitoral a realização de uma auditoria dedicada ao país!”.   


Jaime Bayly – nos dois vídeos abaixo – fala sobre a fraude eleitoral na Venezuela, promovida com a ajuda de agentes cubanos. Bayly acompanha – passo a passo – o processo, desde a apuração dos votos – que indicavam, inclusive no canal oficial, a vitória do opositor Henrique Caprilles - até a proclamação de Nicolás Maduro como presidente do país.


Convidada do mesmo programa, Ana Mercedes Diaz, que foi Juíza eleitoral e atuou como diretora no CNE, explica as fraudes eleitorais na Venezuela e desmente a justificativa do Conselho – que afirmou já ter feito uma auditoria - para negar a recontagem dos votos: não houve auditoria de 54% centros de votação, porque o CNE não tinha as “papeletas”. É curioso que Maduro, no seu primeiro pronunciamento, logo após a divulgação do resultado, utilizou a mesma justificativa do CNE (Cf. vídeo acima). Mercedes revela como os processos e consultas anteriores também foram fraudados - trocas de boletins, números de votos maior que o de eleitores.



Antônio Patriota – Ministro das Relações Exteriores de Dilma Rousseff – afirmou que a conquista fraudulenta e criminosa de Nicolás Maduro foi uma “vitória da democracia” [1]. Estava tentando maquiar o banditismo do aliado de seus “Superiores” [2], eles compartilham o ambicioso projeto Socialista-Comunista latino-americano.


Notas.


[2]. BRAGA, Bruno. “O ‘Chefe’ trabalha pela revolução bolivariana” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/o-chefe-trabalha-pela-revolucao.html]; “’Triunfo transcendental’ da criminosa revolução bolivariana” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/triunfo-transcendental-da-criminosa.html].

Tuesday, April 16, 2013

"Triunfo transcendental" da criminosa revolução bolivariana.


Bruno Braga.


Anunciado o resultado das eleições presidenciais na Venezuela, Raúl Castro parabenizou Nicolás Maduro pela vitória. Para o ditador cubano, o candidato chavista obteve um “triunfo transcendental” [1]. Raúl Castro certamente não fazia remissão ao pensamento de Immanuel Kant. Com a expressão ele pretendia dar uma aparência de elegância e de erudição ao seu pronunciamento. Soou oco e vazio. Exceto se – fazendo uma analogia com a filosofia kantiana - “transcendental” indicar uma vitória “a priori”, independente da Constituição Federal venezuelana e das leis nacionais. Nestes termos, porém, a conquista de Maduro foi efetivamente criminosa.  

Prevendo a morte, Hugo Chávez anunciou que Nicolás Maduro seria o seu autêntico sucessor. O líder bolivariano utilizou todo o poder concentrado em suas mãos para entronar o seu herdeiro testamentário. O tiranete sucumbiu, mas a Suprema Corte da Venezuela - regida por chavistas - cuidou de cumprir a sua vontade soberana. Com uma violação obscena da lei maior do país, ela concedeu a Nicolás Maduro a autoridade de “presidente interino”. Nesta condição, Maduro convocou eleições – um processo eleitoral que, viciado desde a raiz, maquiaria a usurpação do poder com um simulacro de “democracia”.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) é controlado pelo chavismo. Tibisay Lucena, presidente da instituição, exibiu em público a sua escolha para a sucessão do falecido Hugo Chávez: ela utilizou um “brazalete” do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), partido de Nicolás Maduro.

   

O PSUV ocupou uma posição estratégica no esforço de controlar o processo eleitoral. Militantes do partido – com a conivência do Exército venezuelano – detinham o domínio de sistemas de geração elétrica. Assim, com informações sobre o andamento da votação, podiam gerenciar – com “apagões” - o processo para beneficiar o candidato do partido. As informações eram enviadas para um “bunker” situado na região metropolitana de Caracas, onde a evolução dos votos seria analisada em tempo real [3]. Ativistas espalhados por 3.450 centros eleitorais abasteciam um sistema de informação paralelo (ROQUE 2) com mensagens via telefone celular - eles seguiam as instruções didaticamente apresentadas neste documento [4]:


O sigilo do voto foi quebrado nas cabines de votação. Na “Escuela Básica Nacional Nazaret”, situada no município de Mara, estado Zulia, um partidário do chavismo foi flagrado acompanhando uma eleitora que não é incapaz nem padece de enfermidade que justifique o “voto assistido”.


Em Maracay, município de Mariño, militantes “vermelhos” tomam papeletas de registro de votação sob os protestos de eleitores que testemunharam a fraude:


Em Montalbán, um ônibus conduziu 20 indigentes da “Misión Negra Hipólita” até um centro eleitoral. Lá eles receberiam cédulas de identidade para votarem em Nicolás Maduro. Várias pessoas seriam transportadas através das “rutas socialistas” [5].

No mesmo local, um cidadão chamado “Rafael” – que acompanhava o deputado “oficialista” Carlos Serra – foi detido com 40 cédulas de identidade que seriam utilizadas para a votação.



“Motorizados” intimidaram, ameaçaram e agrediram eleitores e mesários. No estado de Miranda houve uma denúncia [6]. No município de Garcia este grupo de militantes-marginais – “Tupamaro” - agrediu e roubou dois deputados opositores – Tobías Bolívar e Francisco Narváez.


Os “motorizados” atuaram a duas quadras do Palácio Miraflores. Eles foram acompanhados de ativistas que faziam “boca de urna”, proibida pela legislação eleitoral.







No estado de Barinas, urnas eletrônicas “votadas” – que favoreceriam o candidato da oposição, Henrique Caprilles - foram encontradas em plena via pública [7].



Esta pequena amostra das eleições realizadas na Venezuela é suficiente para afirmar que o “triunfo transcendental” de Nicolás Maduro – proclamado por Raúl Castro - é na verdade uma fraude pornográfica. Apesar disso, não faltará gente para dizer que o processo foi “democrático”. Uns, por desconhecerem a realidade do país. Outros, imbecilizados pelo discurso de futuro maravilhoso, pela fantasia Socialista-Comunista, que insistem em negar as realizações criminosas de seus líderes, agentes e ídolos. Há ainda os de má-fé, que sem se ruborizarem, manifestam satisfação pelo “clima de normalidade da votação”, como Dilma Rousseff [8]. Neste caso, porém, existe um compromisso. Maduro era o candidato do “Chefe” [9] e da elite revolucionária que – pelo crime e pelo banditismo – hoje domina a América Latina.     


Notas.


[2]. BRAGA, Bruno. “A corrupta justiça Socialista-Comunista bolivariana” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/03/a-corrupta-justica-socialista-comunista.html].

[3]. ABC.es. “Unidades chavistas se aseguram el control de las plantas eléctricas” [http://www.abc.es/internacional/20130413/abci-venezuela-estado-chavista-201304122155.html].

[4]. ABC.es. “Los activistas de Maduro tendrán acceso fraudulento a la evolución del voto” [http://www.abc.es/internacional/20130412/abci-venezuela-201304112050.html].

[5]. Lapatilla. “Diputado oficialista acompaña a hombre com 40 cédulas laminadasen liceo de Montalbán”  [http://www.lapatilla.com/site/2013/04/14/diputado-oficialista-acompana-a-hombre-con-40-cedulas-laminadas-en-liceo-de-montalban-fotos/].

[6]. Lapatilla. “Denuncian intimidación de motorizados en el estado Miranda”  [http://www.lapatilla.com/site/2013/04/14/denuncian-intimidacion-de-motorizados-en-el-estado-miranda/].

[7]. El Nacional. “Denuncian hallazgo de cajas con votos en calles del país” [http://www.el-nacional.com/politica/Denuncian-hallazgo-cajas-votos-calles_0_172782784.html].

[8]. Folha de São Paulo, 14 de Abril de 2013. “Venezuela confirma Maduro como presidente e rejeita recontagem” [http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/04/1263103-conselho-eleitoral-valida-maduro-como-presidente-e-rejeita-recontagem-de-votos.shtml].

[9]. BRAGA, Bruno. “O ‘Chefe’ trabalha pela revolução bolivariana” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/04/o-chefe-trabalha-pela-revolucao.html].

Saturday, April 13, 2013

O "Chefe" trabalha pela revolução bolivariana.


Bruno Braga.



No domingo 14 ocorre, na Venezuela, a eleição presidencial que apontará o sucessor do tiranete Hugo Chávez. O processo eleitoral, no entanto, serve apenas para dar uma aparência de “democracia” à concentração de poder no país. Porque antes de sucumbir por um câncer que o consumia, o próprio revolucionário bolivariano definiu o seu autêntico herdeiro: Nicolás Maduro. Desde então, inúmeras manobras – inclusive com a violação da Constituição Federal venezuelana - preparam a realização da vontade testamentária de Chávez.

Luiz Inácio – o “Chefe” [1] – participa desta farsa. É cabo eleitoral de Maduro, que concorre pelo PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela), com o apoio do Partido Comunista. Luiz Inácio não trabalha apenas para que o desejo de Chávez seja cumprido; assim como o falecido "companheiro", ele mira a continuidade de um projeto revolucionário que transcende a Venezuela e abarca a América Latina: o Socialismo-Comunismo articulado nas instâncias do Foro de São Paulo [2]. Sendo este o horizonte idealizado, o “Chefe” conclui sua mensagem ao “povo venezuelano”: “Nicolás Maduro: a Venezuela que Chávez sonhou”.

Ex-sindicalista como o seu ilustre cabo eleitoral, Maduro era o vice de Hugo Chávez. Homem de confiança, ele assumiu a frente do regime chavista nos momentos em que o tiranete foi obrigado a se retirar para combater o câncer contra o qual lutava. Maduro foi o responsável por apresentar informes confusos e contraditórios sobre o estado de saúde de Chávez e documentos público-administrativos assinados por um governante sedado e intubado. Promoveu falsificações para ocultar as circunstâncias da morte do líder venezuelano e manipulou inclusive a cerimônia fúnebre – tudo para dar continuidade à revolução bolivariana [3].

De acordo com as revelações de Luis Velásquez Alvaray – ex-Magistrado do “Tribunal Superior de Justicia” da Venezuela –, o candidato do Luiz Inácio, então na “Asamblea Nacional”, participava de reuniões nas quais o controle revolucionário dos tribunais superiores era decidido. Maduro teria, inclusive, arquitetado o assassinato do próprio Alvaray – o crime seria ocultado com a alegação de suicídio [4].

O escolhido de Chávez – e o preferido do “Chefe” - foi integrante de grupos de guerrilha urbana e de grupos radicais da Universidade Central da Venezuela. Ele foi enviado pela Liga Socialista a Cuba, onde recebeu treinamento político-militar ministrado pelo Partido Comunista. “Hernando”, pseudônimo do ex-agente de inteligência do Departamento Americano de Cuba, revela as relações de Maduro com os genocidas irmãos Castro, e destes com outras lideranças latino-americanas, inclusive com Luiz Inácio [5].


Enfim, o “Chefe” Luiz Inácio faz-se de cabo eleitoral de Nicolás Maduro, não apenas por fidelidade ao “companheiro” Chávez, mas porque o seu candidato representa a continuidade de um projeto de poder, que é criminoso desde a sua raiz: o Socialismo-Comunismo latino-americano.  

  
Notas.

[1]. BRAGA, Bruno. “O Chefe” [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/o-chefe.html].

[2]. BRAGA, Bruno. “O Chefe e as Farc” [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/o-chefe-e-as-farc.html].

[3]. BRAGA, Bruno. “A morte do revolucionário bolivariano” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/03/a-morte-do-revolucionario-bolivariano.html]; “Mais armações bolivarianas” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/03/mais-armacoes-bolivarianas.html].

[4]. BRAGA, Bruno. “A corrupta justiça Socialista-Comunista bolivariana” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/03/a-corrupta-justica-socialista-comunista.html].

[5]. Para mais informações sobre o depoimento de “Hernando”, ler os preciosos artigos do Notalatina, “Maduro foi forjado pelo Departamento América de Cuba” [http://notalatina.blogspot.com.br/2013/03/maduro-foi-forjado-pelo-departamento.html] e “Como agente cubano, Maduro ousa fazer o que nem Chávez se atreveu” [http://notalatina.blogspot.com.br/2013/03/como-agente-cubano-maduro-ousa-fazer-o.html].

Friday, April 12, 2013

E se fosse um padre, ou um pastor? E se fosse um policial, ou um militar?


Bruno Braga.




O vídeo exibe – nitidamente - uma agressão física gratuita. O crime aconteceu em uma reunião tumultuada da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, no dia 13 de Março (2013). O agressor protestava contra o presidente da Comissão. Esgoela, berra “Eu não sou cristão!” De repente ele se volta contra um senhor que apenas lhe pede calma - em transe histérico, acaba contido por algumas pessoas.

Não, o agressor não é um padre, nem um pastor. Não é policial, nem militar. Não, não. Fosse um desses, ele estaria nas capas de todos os jornais e revistas. Sua vida seria totalmente vasculhada e exposta em programas de fofocas. Ele se tornaria alvo dos insultos polidos dos “Intelectuais” e dos formadores de opinião, da afetação dos palpiteiros que não perdem uma oportunidade para posarem de bom-moço, da chacota e do deboche de artistas engajados e idiotizados. Estudantes e universitários – à procura de uma causa - tomariam as ruas e praças públicas, pediriam a sua prisão com palavras de ordem, baderna e quebradeira. Na internet, contra o agressor, não faltariam “comunidades” e petições eletrônicas.

Não, nada disso aconteceu. Porque o criminoso pertence uma “classe privilegiada”. Braço de uma elite “revolucionária”, que se arroga o poder de reestruturar toda a sociedade, ele recebeu a auréola do “politicamente correto” e, automaticamente, a proteção dos sentinelas – dos veículos de informação, dos formadores de opinião, e dos idiotas úteis - que guardam os paladinos do “novo mundo”. O agressor é Toni Reis, líder do Movimento Gayzista ABGLT. Das mãos do ex-Presidente Luiz Inácio – O “Chefe” [1] -, ele recebeu um prêmio de “Direitos Humanos”, e – por empenho do Deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) -, obteve 11 milhões de reais do orçamento público para o seu ativismo.   

Bom, a vítima da agressão – do surto de Toni Reis – é Arnaldino. Este senhor é pastor evangélico.


Notas.

[1]. BRAGA, Bruno. “O Chefe” [http://b-braga.blogspot.com.br/2012/12/o-chefe.html].

  

Thursday, April 11, 2013

Aborto: A incompetência do Conselho Federal de Medicina.


Cícero Harada. Advogado, foi Procurador do Estado de São Paulo e Conselheiro da OAB-SP.




“O CFM apoia  o aborto até a 12ª semana de gestação.” “Médicos apoiam aborto até o 3º mês.” Eis as manchetes dos principais meios de comunicação. 

Tem-se discutido o mérito da questão, isto é, se a favor ou contra o aborto. Claro que este é a pena de morte que se inflige ao inocente indefeso. Nesse sentido não há aborto seguro e inseguro. Todos irremediavelmente matam o nascituro.

Não é disso que vou tratar agora, mas da indagação prévia do desvio de finalidade do CFM perpetrado por seus dirigentes.

A incompetência dessa autarquia de fiscalização profissional, no tocante à matéria, é gritante. 

Com efeito, a Lei nº 3.268, de 30 de setembro de 1957, que dispõe sobre os Conselhos de Medicina e dá outras providências, em seu artigo 5º, estabelece as atribuições do CFM, a saber: “a) organizar o seu regimento interno; b) aprovar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais; c) eleger o presidente e o secretária geral do Conselho; d) votar e alterar o Código de Deontologia Médica, ouvidos os Conselhos Regionais; e) promover quaisquer diligências ou verificações, relativas ao funcionamento dos Conselhos de Medicina, nos Estados ou Territórios e Distrito Federal, e adotar, quando necessárias, providências convenientes a bem da sua eficiência e regularidade, inclusive a designação de diretoria provisória; f) propor ao Governo Federal a emenda ou alteração do Regulamento desta lei; g) expedir as instruções necessárias ao bom funcionamento dos Conselhos Regionais; h) tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas pelos Conselhos Regionais e dirimi-las; i) em grau de recurso por provocação dos Conselhos Regionais, ou de qualquer interessado, deliberar sobre admissão de membros aos Conselhos Regionais e sobre penalidades impostas aos mesmos pelos referidos Conselhos.”

Como se vê, não há previsão que autorize o CFM a apoiar ou não projetos de lei, muito menos dessa natureza. 

Trata-se de autarquia federal que não pode ultrapassar os limites da autorização legal de competências. Se ela atuasse no âmbito do direito privado, poderia fazer tudo que não lhe fosse vedado por lei, mas regendo-se pelo direito administrativo, há de observar estritamente o que a lei determina. Portanto, a ilegalidade de seu ato é um evidente escândalo que depõe contra a maioria dos dirigentes que  fizeram aprovar o apoio ao projeto abortista. 

Os dirigentes da instituição que assim pensam até podem, como cidadãos, em nome próprio, manifestar nesse sentido, mas o CFM não detém poderes para encaminhar moção, ofício ou mesmo designar comissão a quaisquer dos Poderes, apoiando ou rejeitando o aborto. 

O diploma legal citado autoriza no artigo 5º, letra “f“, apenas e tão só que o CFM proponha emenda ou alteração do Regulamento da referida lei nº 3.268/57, ou seja, em assunto que diga estritamente respeito ao rol taxativo de suas competências.

A proposta do aborto, pois, sequer poderia ter sido posta em discussão, ser aprovada ou rejeitada, menos ainda a sua defesa encaminhada ao Senado, em nome do CFM. São atos de desvio de finalidade e como tais nulos de pleno direito e de nenhum efeito. Cuida-se de grave instrumentalização política de entidade que sempre gozou da mais ampla respeitabilidade social, mas que agora, ao arrepio da lei, embarca na canoa da morte.


Há interesses corporativos de médicos, como já se vem propalando, visando a ampliar o mercado de trabalho, em atividade que arrecada milhões e milhões de dólares em outros países à custa da morte dos não nascidos? Não sei, mas certo é que, qualquer que seja o interesse classista, ao tomar posição, o CFM assume o papel de sindicato, desviando de suas atribuições legais, o que lhe é vedado.

Saliento que, de acordo com o art. 11 da lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, “constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:  I - praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência.”


É de se esperar que o CFM, por seus conselheiros, adote “interna corporis” ações corretivas rigorosas, imediatas e eficazes, evitando que essa nódoa macule triste e definitivamente a história da entidade e impedindo, ao mesmo tempo, que medidas externas venham a ser tomadas, visando a fazer cumprir a lei?  É improvável, mas só o futuro dirá.


Leituras sugeridas.

BRAGA, Braga. “Conselho de Medicina Abortista” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/03/conselho-de-medicina-abortista.html]; “Advertência para o Conselho de Medicina Abortista: aborto aumenta a mortalidade materna e danifica saúde das mulheres” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/03/advertencia-para-o-conselho-de-medicina.html]; “Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais defende a vida” [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/03/conselho-regional-de-medicina-de-minas.html].

Equipe Christo Nihil Praeponere (Pe. Paulo Ricardo). “Conselho Federal de Medicina apoia legalização do aborto”  [http://b-braga.blogspot.com.br/2013/03/conselho-federal-de-medicina-apoia.html].


Tuesday, April 09, 2013

A "fantástica" propaganda gayzista.


Bruno Braga.


No último domingo o “Fantástico” exibiu uma entrevista com a cantora baiana Daniela Mercury, que recentemente assumiu um relacionamento com outra mulher, a jornalista Malu Verçosa. A entrevista foi entrecortada por uma reportagem sobre crianças criadas por casais formados por pessoas do mesmo sexo. Curiosamente, apenas casais de lésbicas foram apresentados. Nesta reportagem, Belinda Mandelbaum, psicanalista e coordenadora do Laboratório de Estudos da Família (USP), aparece como “especialista” em “gênero e sexualidade das novas famílias” e afirma sobre os estudos nesta área:

“Há um CONSENSO em relação a estas pesquisas de que NÃO HÁ NENHUMA EVIDÊNCIA de que crianças criadas por casais homoafetivos tenham alguma DIFERENÇA SIGNIFICATIVA em relação a crianças criadas por casais heterossexuais. NÃO É ISSO QUE FAZ A DIFERENÇA NO DESENVOLVIMENTO FÍSICO OU PSICOLÓGICO DESSAS CRIANÇAS” (os destaques são meus) [1].

No entanto, Mandelbaum, apresentada como “especialista” e “pesquisadora”, não menciona o estudo promovido por Mark Regnerus (Universidade do Texas) - publicado na revista “Social Science Research” -, que revela justamente o contrário de sua convicta afirmação [2].

Regnerus analisou 3.000 filhos adultos de 8 estruturas familiares distintas. Ele os avaliou a partir de 40 categorias sociais, emocionais e relacionais. A pesquisa verificou que as crianças que permanecem junto às suas famílias biológicas tinham uma educação melhor, apresentaram maior saúde mental e física, menos envolvimento com drogas ou atividades criminosas, e um “nível” de “felicidade” mais elevado.

Entre as estruturas analisadas, a que apresentou os piores resultados foram os filhos de mães lésbicas – resultados negativos em 25 das 40 categorias. Por exemplo, 23% dos filhos de mães lésbicas foram tocados sexualmente pelos pais ou por um adulto, enquanto o mesmo aconteceu apenas com 2% dos filhos criados por pai e mãe - filhos de mães lésbicas têm 11 vezes mais chance de serem molestados. Na infância, 69% dos filhos de mães lésbicas viviam com a ajuda assistencial do governo, em comparação com 17% de filhos de pais e mães casados – na fase adulta, são 38% comparados com 10% [2]. 5% dos filhos de pais casados consideraram o suicídio no ano anterior ao da pesquisa, enquanto 12% dos filhos de lésbicas e 24% de filhos de pais homossexuais.

A pesquisa de Regnerus desmente a “especialista” da USP. Ela – no mínimo – demonstra que NÃO HÁ CONSENSO entre os pesquisadores. E o seu conteúdo, os dados apresentados, apontam, sim, DIFERENÇAS SIGNIFICATIVAS no desenvolvimento físico e psicológico entre crianças criadas por uma família tradicional e por casais formados por pessoas do mesmo sexo. Destes dados, os resultados mais negativos se referem a crianças criadas por casais de lésbicas, justamente o foco da reportagem do “Fantástico”.

O programa que se vangloria de apresentar o “show da vida” exibiu, na verdade, uma “fantástica” propaganda gayzista. Em narrativa entusiasmada, ele enalteceu a posição de Daniela Mercury e acabou levantando a bandeira que a própria cantora baiana, na entrevista apresentada, resolveu assumir: as reivindicações políticas e os projetos do movimento gay LGBT. Porém, não apresentou as pesquisas e estudos que os contradizem e – como aceitou uma questão em termos “políticos” – infringiu o princípio primário do jornalismo, ouvir a parte “contrária”.       


Notas.


[2]. McManus, Mark. “How different are the adult children of parents who have same-sex relationships? Findings from the New Family Structures Study”. Social Science Research, Vol. 41, Issue 4. Julho, 2012, pp. 752-770 [http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0049089X12000610#]. Cf. WND, Mike McManus, 22 de Novembro de 2012 [http://www.wnd.com/2012/11/my-2-dads-childhood-not-so-happy-and-gay/].

Friday, April 05, 2013

Cristiada.


Bruno Braga.




“Não, Paz não é pacifismo”, Paulo VI.


O filme “Cristiada” [1] conta a história dos “cristeros”. Dos católicos que lutaram contra o governo socialista-maçônico de Plutarco Elias Cállez, no México. Os cristeros se rebelaram contra as leis federais que, sob o pretexto da laicidade, eram expressamente anticatólicas. Estabeleciam o fechamento de igrejas; proibiam a realização de missas e a administração do sacramento da confissão; eliminavam o ensino religioso; proibiam os padres de vestir seus hábitos e criticar – em público e em privado – o governo [2]. As igrejas, por determinação legal, passaram a ser propriedade do Estado – foram transformadas em prisão e até em estábulo. Religiosos foram assassinados, sacerdotes enforcados por causa de sua fé.

Contra a perseguição, os cristeros tentaram uma resistência pacífica. Recorreram também a um boicote econômico. Mas todas as tentativas fracassaram. Então, depois de uma consulta aos bispos do México – que afirmaram o princípio da “não violência”, mas admitiram a legítima defesa como último recurso -, os cristeros resolveram pelas armas.

“Cristiada” conta ainda a história de José Sánchez del Rio, que foi beatificado por Bento XVI em 2005. José integrou o exército dos cristeros com apenas 13 anos. Pouco antes de completar 14, ele foi capturado pelas tropas do governo federal em um combate no qual, para salvar o comandante da tropa, cedeu o seu próprio cavalo.

Os soldados de Cálles torturam o menino. Queriam que ele entregasse – e traísse – os seus companheiros, e que abdicasse de sua fé. Para atemorizá-lo, enforcaram o seu amigo Lázaro. Nada abalou José, que foi condenado, então, à morte. Na última tentativa de quebrar o vigor do menino, os soldados arrancaram as solas de seus pés, esperando que ele, enfim, pedisse clemência . No entanto, mais uma vez, José bradou: “Viva Cristo Rei!” Inconformados, os soldados o fizeram caminhar - com os pés em carne viva - até o cemitério, onde foi executado com golpes de punhal. José foi jogado na vala aberta, e quando o comandante o olhou, ele ainda teve força para dizer: “Viva Cristo Rei e Nossa Senhora de Guadalupe!” O capitâo concluiu a execução - na frente da mãe de José - dando-lhe um tiro de fuzil na cabeça.

“Cristiada” é um filme extremamente atual. Ilustra com um fato histórico a “divinização” do Estado proclamada por agentes políticos reformadores, que sob o pretexto do princípio da laicidade, investem contra qualquer força que possa fazer oposição ao seu poder. No México a guerra armada foi contra os católicos. Hoje os paladinos do “novo mundo” investem em um conflito cultural. Contra o Cristianismo pretendem realizar um ambicioso projeto de engenharia social – pedagogia revolucionária, indução de comportamento e sexualidade, abortismo – para promoverem a sua própria autoglorificação.      


Notas.

[1]. “Cristiada”, dirigido por Dean Wright, 2012.

[2]. Cf. Constituição Federal de 1917 e Lei “Calles”, de 14 de Junho de 1926.